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Só uma opinião

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O inigualável Romário chegou aos seus mil e tantos gols bem perto dos quarentinha, quando encerrou sua gloriosa carreira se orgulhando de quase nunca, mas quase nunca mesmo, acordar pela manhã (ou mesmo no meio da tarde) para participar de um treino forte nos clubes por onde passou. No máximo era um rachão e olhe lá.

É que o Baixinho não abria mão de suas baladonas e de seu sagrado sono matinal. Essa era a receita do seu bem-estar, do seu prepararo físico constante (Romário jamais sofreu uma contusão de graves proporções) e, principalmente, do seu faro de gol.

No Palmeiras, Valdívia, por exemplo, treina com a mesma regularidade com que se machuca. Não se recupera quase nunca; já culparam o chileno por ser baladeiro, beber todas e não abraçar devidamente o sono dos justos. Não seria o caso do torcedor se perguntar se não é a carga de treinos / musculação / fisioterapia que não deixa o chileno se recuperar?

É óbvio, sou leigo e falo sem conhecimento de causa nenhum e corro aqui o risco de estar proferindo grandes merdas, mas… por outro lado, não é preciso ser brilhante para estranhar a coincidência absurda que levou Luan e Thiago Heleno, em apenas 2 meses, a sofrerem cirurgias por contusão na planta dos pés. E, se essa é nova pra mim, não é de hoje que vejo o escreque Alviverde botar os bofes para fora depois dos 10 do segundo tempo, faça frio ou calor no campo.

É só um alerta, não se trata de alardear nossa famosa corneta. Mas é que o time tá bem, Felipão tá acertando a maneira do Palmeiras jogar, a torcida vem mostrando mais paciência e esperança. Com tudo isso junto, somado à relativa e rara calma que o clube vive em seus conturbados intestinos, temos uma boa chance de ver emplacar este esquadrão rumo aos títulos que almejamos.

Então talvez fosse o momento certo de alguém dar um aperto neste nosso departamento de preparação física aí. Antes que caiam um a um os peões do Rei Felipe e o Verdão leve outro xeque-mate lá para meados de outubro, como vem acontecendo de uns anos para cá.

É começo de temporada, a hora de corrigir possíveis erros é agora.

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É isso aí, Palestrinos deste Brasil varonil! O homem desembarcou  por estas terras dizendo que meteria 27 tentos na gaveta dos adversários, enquanto mandava uma equipe do Lance! plantar batatas no asfalto por sugerir uma foto sua vestido de pirata; depois entrou e fez um gol, mais um gol, driblou aqui, ali, sempre concluindo como pivô, deixando os companheiros na boca da botija; mas não, ele não é craque.

Veio então o Globo Esporte no intuito de continuar ridicularizando nosso centroavante, e o repórter levou de presente um “boludo” ao vivo e a cores. E nós ganhamos outro gol, e mais um. Dois só em cima de Madame, quando Barcos definitivamente mostrou que não treme, que assume a responsa e que decide. 

Mas não, ele não é craque.

Contra o Linense veio o gol mais lindo deste campeonato paulista. Gol para ver, rever e fazer o Palestrino se encher de orgulho, lembrar de Evair, ter esperanças… E, para o azar dos corvos, um gol transmitido pelas redes de TV, ao vivo, numa quarta-feira a noite.

Esperei para ver então o devido reconhecimento da mídia, só o reconhecimento que Barcos merece, nada mais. Após o replay, no entanto, qual não foi minha surpresa diante da criatividade dos narradores e comentaristas para evitarem a palavra craque!

O narrador da Globo disse: “Não tô dizendo que Barcos é o melhor centroavante do mundo, mas é um cara da posição“.

Na Band, o nêgo me sai com essa: “Eu falei que ele era danadinho e valente“.

Enfim, Palestrino, agora você já sabe: o Zé Ramalho é danadinho, valente e um cara da posição. É que o Palmeiras “achou” um centroavante.

É assim que somos tratados e não vai mudar: lembre-se apenas que ridicularizar nossas conquistas não é arma nova dessa turma. Mas é sinal de medo.

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Tirone, o Covarde

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Até ontem confesso que achava Arnaldo Tirone um presidente injustiçado;  ponderava que as críticas recebidas por ele traziam invariavelmente um teor de cobranças que iam além de sua responsabilidade.

Agora, porém, deixa de ter importância para mim se ele pegou um clube com menos recursos do que deveria ter, com um ambiente interno mais fragmentado do que o comum até para o próprio Palmeiras: ao se encolher diante de meia dúzia de fascistas uniformizados, uma gente pequena de reputação duvidosa, Tirone cedeu justamente àqueles que o taxaram de banana e dificultam a vida do departamento de Futebol até aqui.

Rendido às ameaças de alguns poucos desocupados e desistindo da contratação de Richarlyson, Tirone não foi só covarde: foi o pior tipo de covarde que se pode ser, curvando-se diante de gente intolerante e preconceituosa, assinando um atestado de hipocrisia e de falta de caráter que mancha a própria trajetória de vida de um sujeito. Sua submissão não só prejudica a formação de um plantel idealizado por seu treinador (que pode até sair depois de ver novamente sua vontade preterida por interesses políticos), mas joga sobre o Palmeiras uma mancha vergonhosa de intolerância que será difícil de apagar.

Não há argumento válido para o veto de Richarlyson no Palmeiras. Podem dizer que ele deu um chapéu no clube anos atrás, quando tinha pré-contrato assinado com o Verdão e preferiu pular o muro das primas, ok – mas aí eu me pergunto: e se não fosse Richarlyson? E se, ao invés dele – façam aí um exercício de imaginação – fosse um Messi? Aí será que esse balão importaria mesmo para a torcida, no caso de uma possível contratação do mesmo jogador para atuar em 2012? Acho que não.

Tecnicamente, também não há o que discutir: a troca pura e simples entre Richarlyson, um jogador que pode jogar com certa desenvoltura em mais de uma posição, como volante ou lateral, e um aparador de grama com as lâminas sem fio (Pierre), que nem sequer quer vestir nossa camisa, seria mais do que vantajosa.

Sobra o horroroso preconceito decretando que um jogador publicamente tido como homossexual não tem direito de trabalhar no Palmeiras: prerrogativa aberta por seu mandatário, Arnaldo Tirone, o capacho da torcida organizada mais venal e sem escrúpulos que já existiu.

Resta pouco mais de um ano de mandato para este senhor que está prestes a se tornar outra Rainha da Inglaterra no clube: quem se curva como ele se curvou – em um caso torpe destes  – perde toda e qualquer capacidade de manter o respeito necessário para mandar em um clube do tamanho do Palmeiras, perde a capacidade de tomar decisões sem ter medo. Tirone é o medo em pessoa.

Felipão agora sabe que não temos presidente, sabe que só montará o time que quer se a torcida deixar o bananão trazer algum reforço; o elenco também já tem certeza de que não tem quem o proteja ou o resguarde diante de uma crise, que qualquer um poderá ser entregue aos lobos por um ratinho assustado que deveria estar lá para dar apoio e estrutura de trabalho aos jogadores que vestem o Manto.

E, finalmente, o legítimo torcedor alviverde também já tem certeza que dificilmente sairemos do período de vacas magras tão cedo, pois que o Palmeiras se tornou refém de gente que luta por interesses próprios e veste a camisa de sua própria torcida, em detrimento aos interesses do time.

A merda está feita e o Palmeiras, que vem perdendo espaço no cenário nacional pela ausência de grandes conquistas nos últimos anos, fica hoje ainda menor, quando expõe publicamente a crueldade e a falta de grandeza de sua torcida anacrônica.

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2009 acabou!

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Em muito pouco tempo o Palmeiras poderá contar com valores da sua base (base que a imprensa diz que não existe), a mesma que conquistou em 2011 a Copa Rio Sub-17 e o Campeonato Paulista da mesma categoria. Entre estas promessas destaca-se Bruno Dybal, jovem meia que será apresentado à grande torcida na Copa SP que se inicia em janeiro de 2012.

E, se a molecada chega atropelando, o escrete principal dirigido por Felipão começará o Paulista reforçado com o melhor lateral-esquerdo do BR-11, Juninho, trazido do Figueirense; com a possível vinda de Diego Tardelli, atacante artilheiro do BR-09; com a chegada de mais reforços durante este período de contratações em pleno andamento – muito embora nos seja vendida pela mídia a idéia de que não conseguimos contratar ninguém.

Nossa diretoria, que pode não ser perfeita, não arrendou o time principal para um empresário só, como fez Madame, nem anda fazendo por aí negócio da China,  tentando mostrar a bunda seca e desprovida de títulos internacionais para o mundo  - ainda que os colunistas esportivos adorem ridicularizar apenas nossos mandatários.

Vendo a nossa situação por este prisma, na entrada de uma temporada novinha em folha, bem que o torcedor Palmeirense podia deixar de se comportar tão mal. Bem que poderíamos, uma vez na puta da vida, parar de fazer eco à antipatia da mídia esportiva que vive tratando o Palmeiras como piada de domínio público. Não dá mais para suportar torcedor menosprezando jogadores que nem estrearam, ou apostando em alto e bom som em mais um ano de fracassos do nosso time.

Aí cabe dizer ainda que este time está sendo formado por um departamento de futebol que tenta trabalhar sério enquanto costura rombos financeiros que herdou no começo de 2011.

É hora de dar um lembrete àqueles atuantes Palestrinos que reforçam as frentes da oposição nos portões do Palestra: tantos protestos e pedidos de cabeça estão sendo feitos do lado de fora da Turiassu justamente porque os insatisfeitos nos deixaram sem estádio, sem dinheiro e dignidade para continuar vencendo.

Protestem no meio do ano, quando e se o nosso time fracassar. Protestem em dezembro, quando e se não ganharmos nada e estivermos às vésperas de uma nova eleição no clube. Por hora, quem se diz Palmeirense deveria cumprir a função que qualquer torcedor que se preza cumpre – em qualquer time que sabe vencer: apoiar seu elenco, honrar seu Manto, lutar com seus jogadores em cada minuto de cada jogo.

É muito difícil ou vocês se esqueceram como é que faz?

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Epitáfio

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O que dizer de um ídolo que joga tão somente para lucrar mais dinheiro, amparado no apoio que compra da torcida oficiosa de seu clube? O que dizer dessa torcida, que é patrocinada pela oposição do clube em questão e que protesta ao sabor do tempo e do vento?

Nada disso é novidade ou exclusividade do Palmeiras. Nem isso importa.

O que importa é que um ano atrás, um pouco menos, verdadeiros torcedores de um clube quase centenário – cuja história se confunde com a luta contra o obscurantismo no Brasil – foram às arquibancadas adversárias bradar contra o Palmeiras, xingar nosso arqueiro (justo o Arqueiro, cuja posição tanto enobrece a nossa história) que defendia as bolas do oponente, torcendo pela nossa derrota. 

O que importa é que esse mesmo torcedor, carente e deslumbrado, aplaudia em uníssono a destruição e venda de nosso patrimônio por uma gangue de bandidos organizados – tudo em nome da promessa de um novo templo hi-tech, pré-moldado, de arame e sem identidade.

O que importa é que nos tornamos um clube sem estádio, com uma torcida sem consciência que emporcalha nossa própria história.

Pela primeira vez em meus quase quarenta anos de vida: o que importa se estamos às vésperas de um Palmeiras x São Paulo? Nada. 

A mim não me diz nada se ganharmos de goleada ou se perdemos de 6 x 0. Ganhando, alimentaremos o ego vazio de uma torcida podre que se contenta em chamar os adversários de mendigos ou de bichas. Perdendo, atiçaremos a cobiça de canalhas que se revestem de Palestrinos, com carteirinhas de sócio, que mal esperam a hora de mandarem neste clube sem sede para poderem roubar um pouco mais do que sobrou da nossa glória.

Que se fodam todos vocês.

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Post Corneta

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São Caetano X PALMEIRAS

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AVANTI, PALESTRA!

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Depois de quase um mês de retiro no Sul, volto a São Paulo na semana que vem. Não que me empolgue aquele cheirinho de merda do rio, ou aquela cara de merda do paulistano médio estressado na merda do trânsito; mas será um alívio ter notícias em primeira mão do Palmeiras sem depender de MERDA de Palmeirense nenhum.

Por aqui fica difícil saber do andamento dos jogos do Palmeiras em tempo real. O máximo que posso fazer é me conectar à rede, acompanhar os “minuto a minuto” dos portais que odeiam o Verdão e, para ter alguma noção verdadeira (sic) do que acontece em campo, ficar de olho no que os Palestrinos dizem via twitter durante a peleja.

Foi o que fiz nos últimos 4 jogos, contra Comercial, SPFW, Santo André e Noroeste. E a impressão que tive, colhida da minha própria torcida, é a de que torço para um time que seria goleado pelo Íbis em todos os jogos. Um nojo.

Palmeirense de hoje torce contra o próprio time. Parece que espera o fracasso só para poder dizer “não falei? viu como eu tinha razão?!

Não dá mais.

O Palmeiras entra em campo e nosso adversário tem sempre 12 nos enfrentando. Porque, ou tem Palmeirense zicando o time do sofá, torcendo por nossa derrota para poder fazer piada no twitter, ou tem corno manso que vai ao estádio (para não ver o que a mulher tá fazendo) xingar nossos jogadores do primeiro ao último minuto.

Como um time com uma torcida dessas pode merecer um título?!

Ontem, 19:30hs, eu em Porto Alegre sem a menor chance de ver um lance do jogo, entro na internet para saber o que o torcedor tem a dizer sobre nosso time, sobre o Palmeiras que só perdeu um jogo no ano, que passou de fase goleando na Copa do Brasil e que está na ponta do Paulistão. Li coisas deste naipe:

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“boas notícias relacionadas ao Palmeiras estão em falta ultimamente, meu caro”

“1 a 0 pro noroeste, palmeiras jogando bosta nenhuma”

“Vão me xingar, mas foda-se. Aposenta M. Assunção!”

“Muito feio esse time !! Precisamos de jogadores o mais rapido possivel !”

“ALO DIRETORIA, UM RECADO: Ganhamos, mas foi dificil.”

“Time do Noroeste vê o Marcio Araujo com a bola e diz: “deixa que a natureza cuida”"

“Não estava assistindo, mas estava rezando”

“Até que enfim o Palmeiras ganhou! Só não convenceu..”

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Eu vou parar por aqui porque que a lista de escrotice verde é interminável. Você pode até achar que eu deveria dar um desconto, seja porque se trata apenas de uma parcela pequena da torcida, seja porque se trata de moleques de classe média com PC no quarto e o cérebro vago, tudo bem.

Mas e o que dizer de um conselheiro de clube recentemente eleito pela chapa FANFULLA (supostamente para lutar pelo crescimento do Palmeiras) que desdenha do Verdão em uma lista fechada para Palmeirenses que vivem a vida política do clube?

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eu não assisti. e tenho evitado ao máximo, faz muito tempo. “

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Este é o retrato da nossa torcida, do nosso sócio, da nossa oposição. É o Palmeiras, como sempre lutando contra ele mesmo e contra esta torcida que reza todo dia pelo seu fracasso.

Não precisamos de inimigos. Nós somos mais nojentos que qualquer um deles.

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