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 Porque foi divertidíssimo, durante quase uma semana, observar as carapuças sendo vestidas por membros da situação através de declarações indiretas e pelas redes sociais afora. Quando disse que estava indo para São Paulo apurar uma grave denúncia, então, teve diretor do clube trocando de fralda dia e noite e fazendo me chegar ameaças dos mais diversos calibres.

Podem relaxar o esfíncter, meninas do Paulo Nobre. Queria somente ver e tornar pública a reação de gente que deve e sabe que deve muito ao Palmeiras – e vocês, sanguessugas e parasitas que vivem graças ao Palestra desde a gestão de Belluzzo,  não me decepcionaram. Não é preciso nem mais apontar nomes aqui: vocês fizeram questão nestes dias de expor o quão vagabundos e corrompidos são.

questionamentos

Calma, meninas, que aqui segue somente o primeiro texto (só a cabecinha), recheado de indagações feitas por conselheiros da oposição, membros do CD e sócios apaixonados pelo Palmeiras. Nada além disso.

Porque quando alguém habituado à linguagem do mercado financeiro assume o Palmeiras e desvaloriza a instituição desde o primeiro discurso, não sobram provas de que ele fez isso conscientemente; quando este mandatário desmonta consecutivamente elenco por elenco até não ter condições de captar um patrocínio master para a camisa de um clube imenso como o nosso, não se pode provar que a intenção era esta desde o primeiro dia: portanto não há prova de nada.

Mas quando o presidente que desmontou todos os elencos que administrou (começando pelo episódio do Barcos, passando pelo pulo do Allan Kardec e terminando na venda no vácuo de Valdívia) e que foi à imprensa desde o primeiro dia dizendo que o Palmeiras não tinha condições de investir aparece do nada com um empréstimo da ordem de mais de R$100 milhões de reais e se torna credor desta dívida a seis meses de uma nova eleição no clube, aí pode-se questionar se na verdade o objetivo não era, desde o princípio, colocar o Palmeiras no próprio bolso, bem dobradinho dentro de uma nota promissória.

As suspeitas levantadas após este empréstimo surgiram de dentro do Palmeiras, não deste blogue. O que segue abaixo, por enquanto, é um resumo dos questionamentos que serão feitos à esta gestão na próxima reunião do CD do clube, às vésperas do centenário e que foram entregues, sem resposta até aqui, ao assessor de imprensa do clube, o Sr. Fernando Mello.

Julguem vocês mesmos não só a operação em si, mas o fato de quem ninguém no clube (nem mesmo no COF) recebeu de fato  documentos, valores e condições em que este suposto empréstimo foi feito. Segue abaixo algumas perguntas que fiz ao corintianíssimo assessor de imprensa do Palestra Italia:

“(…)

1) Acusam Paulo Nobre, um homem habituado à linguagem do mercado financeiro, de ter desvalorizado a marca Palmeiras desde seus primeiros pronunciamentos como presidente, com um discurso pessimista e ressaltando o montante de dívidas do clube. Aliado a isso, o “desmanche” de vários elencos que estavam sendo formados (…) municia a oposição a declarar que este discurso sempre foi proposital porque:
 
2) Não conseguindo um patrocínio master durante quase 2 anos de gestão, ele abriu a possibilidade de captar um empréstimo volumoso (do qual se diz avalista) e agora pode cobrar o empréstimo nos termos que achar melhor, inviabilizando assim uma candidatura forte de oposição (uma vez que o derrotado seria o credor do empréstimo e não se sabe em que condições ele pode acionar o Palmeiras para o pagamento do montante).
 
Depois de tudo que ouvi, sobraram-me só dúvidas. Sem mais tomar seu tempo, segue abaixo, direto e reto, alguns questionamentos que fiz sem obter respostas.
 
 
- Qual o valor deste empréstimo? Em que instituição financeira foi tomado? As condições deste empréstimo (e suas respectivas taxas) enquadram-se em condições de um empréstimo feito para pessoa física ou jurídica? Como, quando e em que condições Paulo Nobre pretende resgatar esta dívida do clube?
 
- Todos os consultados afirmam que PN não apresentou, nem ao COF, nem ao CD, qualquer documento deste empréstimo; vão além dizendo que, quando requisitado, este documento lhes foi negado. Ouvi ainda que não há a menor comprovação de que dívidas de curto prazo – motivo pelo qual o empréstimo teria sido tomado – foram realmente pagas. Teme-se que estes esclarecimentos só sejam dados após o pleito do clube, em abril, no balanço financeiro – e que lá estes números podem aparecer diluídos e, assim, maquiados. Creio que aqui estejam os questionamentos mais importantes e as conclusões que se pode tomar a respeito dessas afirmações depende de um esclarecimento pronto.”
 
Aproveitei o e-mail ainda para deixar ao assessor mais uma perguntinha, a única citada pelo jornalista na sua não-resposta:
 
“Por último (e só pra cutucar, mudando de assunto): o carro com o adesivo da campanha de Sanchez saindo da Academia era mesmo seu?”
 
sanchez
 
 

 

“Raphael,

 
A pergunta sobre o carro diz muito sobre vc…nao vou nem responder.
 
Sobre as outras questões, vou verificar.” (Fernando Mello, via e-mail).
 
 
Caro jornalista, o que tenho a dizer sobre mim é que sou Palmeirense e não vivo do meu clube. Não sei se podemos dizer o mesmo sobre o senhor…
 
Seguiremos aguardando uma resposta convincente da situação do clube. Porque há mais, muito mais para vir à tona por aqui.
 
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Joelmir

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N.E. Texto do amigo Andricio de Souza, em homenagem a Joelmir Beting, gentilmente oferecido por ele aos amigos do CS

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  asQuando eu repeti de ano, o Palmeiras não cassou minha carteira de torcedor. Quando eu comprei a carteira de motorista, continuei sendo palmeirense. Quando fui demitido, quando trabalhei para um político de que não gosto, quando fingi no metrô que estava dormindo para não dar lugar a uma velha… Sempre que fui um pulha, sempre que perdi, sempre que fui indigno, sempre pude me consolar com meu time, muito mais bem sucedido do que eu.

  Eu sempre digo que o Palmeiras é meu filho, e que não o amo por ser bem sucedido, rico ou campeão. Eu o amo por ser o que ele é. E como todo filho, ele é simplesmente uma parte verdadeira de mim. Ele é também meu pai, que existia antes de eu nascer. E meu avô, que existia antes de meu pai. E meu bisavô, que… ops, meu avô é lusa. Enfim. Eu sou o Palmeiras. E ao mesmo tempo, o Palmeiras é maior do que eu, porque existiu antes da minha vida, e existirá depois dela. 

  Agora, que sem perder a honestidade, a hombridade e tudo mais, o Palmeiras caiu para a segunda divisão, é claro que eu continuo palmeirense. E como um filho que repete de ano, não verei nisso um motivo de desonra, ou de desapego.

   Falo isso porque nesta semana morreram dois palmeirenses: Clóvis Rossi e Joelmir Beting.

   O Clóvis, na verdade, nunca deveria ter existido. Porque em 73 e em 94, bi campeão brasileiro, ele era palmeirense. Nas seleções de 96 e 99, ele era palmeirense. Em 2008 campeão paulista, em 2012 campeão do Brasil, ele era palmeirense. E agora, deixou de ser. Porque o Palmeiras não estava fazendo nada por ele. Por este estúpido que nunca fez nada pelo Palmeiras. Que teve a desfaçatez de casar com meu time por interesse e agora pede o divórcio como quem vê na paixão um simples contrato.

   Já o sr. Joelmir, que sempre foi palmeirense, e que depois de saber que o time caiu, seu estado de saúde piorou bastante, morreu pelo Palmeiras.

 Eis a diferença entre dois homens. Um que continua vivo, mas prematuramente defunto. O outro, que já morreu, mas que continuará para sempre vivo enquanto houver o Palmeiras.

luto

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MEU ÚNICO AMOR

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Vambora lotar o Paca domingo! Vamos cantar nossos mantras e unir nossa família, vamos fazer novos Palmeirenses. Mostremos aos corvos que não há tragédia que não nos faça mais infinitamente grandiosos do que já somos.

Eu sou Palmeiras, sim senhor! Vamos lotar o Pacaembu e vomitar nesta imprensa de merda todo o  escárnio e deboche que nos arrotaram na cara o ano todo. Vamos lá fazer uma festa ilusória: eu bebo todas que vier!

Eu canto “Meu Porco!” Vamos encher aquele estádio que é nosso – do Palmeiras que ganhou lá mais títulos do que qualquer outro – e mostrar àqueles bostas que pedir esmola qualquer coitado pede, mas que para vestir este Manto e envergar este P tem que ter nobreza correndo nas veias, batendo no pulso, ressoando no peito. Contra tudo, contra todos!

Lotemos o Paca. Gritemos um gol inventado, se preciso for. Cantemos, até o sol cair, nossas glórias e nosso ídolos, a lembrar esta corja de Mustafás, Belluzzos e Tirones que o Palmeiras é muito maior do que a mesquinhez de espírito deles, que o Palmeiras é assim, tão lindo; que o Palmeiras é toda nossa vida! ;(

Vamos calar a boca de todos que tanto invejam e se borram com o maior campeão do Brasil, com o mais brasileiro dos times. Vamos lotar o Pacaembu e ensinar a eles o que é honra, o que é dignidade, o que é paixão, qual o impacto do peso da nossa História.

Assombremos o  mundo e quebraremos todos eles ao meio: meu único amor! Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe ô…

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Em um 7 de Setembro, há 47 anos, o mais brasileiro dos times representava o país com dignidade e categoria: http://t.co/ohYdioEj

Pinte o mundo de Verde hoje, Palestra! São 98 anos de luta, coragem e dignidade contra tudo e contra todos! #PALMEIRASMINHAVIDAÉVOCÊ!

Confete x Crise

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Se você não acompanhou a rodada fica difícil saber quem ganhou e quem perdeu ontem a noite consultando os sites esportivos, cada vez mais criativos. Tente adivinhar pelas manchetes dos principais portais que deixei aí abaixo.

Meu abraço pro pessoal do Recife – tomem uma cerveja por mim!

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Após 3ª derrota, Ney espera “vento a favor” do São Paulo no returno

Lucas, Fabuloso e Wellington: Ney aposta em trio para arrumar o time

Sem Rhodolfo, Ney Franco sonha com a volta de Fabuloso ao São Paulo

Ney rebate críticas e sai de cabeça erguida: “Não somos do Mensalão”

Quem foi o melhor jogador do São Paulo em Recife?

Ouro em Londres, Arthur Zanetti posta foto com camisa do São Paulo

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Palmeiras só mantém projeção no turno se vencer dois próximos jogos

Márcio Araújo confirma: João Vitor chegou embriagado ao treino de 2ª

Valdivia veste camisa do Flamengo na saída de campo e torcida xinga

Valdivia: ‘Quem fala que a direção não me quer tomou um chupa’

Com dores crônicas no joelho, Assunção pode passar por cirurgia

Para proteger João Vítor, Palmeiras cria versões diferentes ao abafar caso de embriaguez

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Desilusões

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Sob um frio de rachar os cornos, abriguei-me numa birosca em Canoas neste sábado, na hora do almoço, para beber um necessário gole de conhaque, em mais um capítulo das minhas aventuras e desventuras pelo sul do Brasil.

Era um boteco de bairro chamado ‘Grenal’ (tenho pra mim a impressão de tratar-se de um dos 4879 bares chamados ‘Grenal’ na grande Porto Alegre), funcionando, na verdade, no quintal da humilde casa de um colorado de poucas palavras, casado com uma gremista não muito amistosa também; na parede descascada que dividia o quintal e um banheiro insólito fora da casa, o comerciante expõe vários pôsteres de jornal com seu Inter campeão de tudo, rodeando, quase como que numa provocação, apenas um pôster do Grêmio, campeão gaúcho de 2010, colocado lá a mando da patroa.

Dava meus tragos em pé, exercitando o corpo para não congelar e, entre uma rajada de vento e outra, concentrava-me nas formações do Inter ali coladas na parede – para poder pensar em algo além do frio. Então uma coisa me chamou a atenção, vendo a escalação dos 6 times vencedores ali exibidos: em todos eles, de 2008 pra cá, havia no centro da formação a figura de D’Alessandro agachado, ancorando os braços em diferentes companheiros.

D’Alessandro parece, para todos que não são torcedores do Inter, um jogador ‘limitado’ e que às vezes passa a impressão de ‘enganador’, pelas opiniões que leio aqui e ali. Mas para a torcida colorada, é uma espécie de semi-deus, e com toda razão. Fiquei olhando seu rosto impassível ano após ano, posando para a foto de campeão gaúcho de 2009, 2011 e 2012; para a foto de campeão da Sulamericana em 2008; para a foto de campeão da Libertadores de 2010 e da Recopa de 2011. Lembrei dele, então, dando uma peitada no juíz outro dia e sendo expulso porque não aceitava ver seu time prejudicado.

Não lembrei, no entanto, de D’Alessandro pedindo aumento a cada título conquistado pelo clube. Não lembro dele chantageando o Inter após ganhar um simples gaúcho, não lembro dele se mandando pra Arábia quando seu passe valorizou, não lembro dele usando sua condição de ídolo para extorquir seu ex-clube e voltar ganhando o triplo e não lembro dele chantageando o clube outra e outra vez após ganhar outro campeonato.

Este é um blogue Palestrino e você pode estar se perguntando, portanto, por que cazzo estou falando de um jogador de um clube alheio: é porque ídolo, mesmo, é coisa muito rara hoje em dia. E o Palmeiras, carente de um ídolo verdadeiro e de títulos de expressão nos últimos anos, se deixou engabelar por um mercenário sem alma chamado Valdivia. Um palhaço que ri quando não se precisa dele e chora para angariar simpatia da torcida: cada lágrima vale uns 100.000 no seu próximo pedido de aumento.

Valdivia, um chantagista que jogou 40% dos jogos pelo clube desde que voltou ganhando uma fortuna e que, após ganhar um título da Copa do Brasil, quer enriquecer às custas do nosso escudo e usando como arma a paixão que nossa torcida carente tem por ele. Um ser humano oportunista, um atleta comprometido, um mentiroso que finge uma lesão para pedir mais – enquanto o Palmeiras passa dificuldades sem ele em mais um Brasileirão.

“Ah, mas o Valdivia é decisivo”, dirão vocês. E o que isto tem a ver com assunto? Se ele é decisivo, é mais um motivo para ser cobrado pelos verdadeiros torcedores, que não podem se esquecer que o Palmeiras é maior do que qualquer canalhice – ou não aprendemos isso com Kléber? Quanto mais decisivo ele for, menos direito ele tem de negociar com a alma de um torcedor de futebol.

É por isso que caras menos talentosos, mas igualmente decisivos, são amados e reverenciados como verdadeiros ídolos nos nossos rivais – inclusive nos mais próximos. É preciso parar de babar ovo para o Mister Fibrose e fazer ele saber de vez que, ou veste com dignidade o Manto Alviverde, ou se manda para sempre. E sem deixar saudade.

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