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Ainda correndo…

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Há muita coisa para falar, amici, e como o tempo é curto e estamos atrasados, vamos começar:

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- A vitória do Palmeiras sobre o Bragantino me empolgou tanto quanto a contratação de Lincoln, que se apresenta ao meio-dia desta terça-feira na Academia de Futebol: ou seja, nem um pouco. Além do espírito ranzinza que ainda me impede de ter qualquer otimismo em relação a este time, confesso que não pude ver o jogo, além de estar longe da internet. Dá pra dizer apenas que, do meio para a frente, quando não há desfalques, o Palmeiras tem um time convincente – que só não embala devido à fragilidade constante de sua defesa, ponto fraco tanto de Muricy quanto de seu antecessor (Luxemburgo). E há de se fazer justiça e lembrar que Lincoln é um bom jogador, mas está completamente fora de ritmo e não se sabe quando / quanto poderá render neste primeiro semestre. Portanto, assim como o Palmeiras, que não decolou, eu sigo com os dois pés bem fincados no chão.

- A ausência de um post pós-jogo se repetirá na estréia do Verdão na Copa do Brasil e, como já havia adiantado a todos, só poderemos retomar as atividades normais por aqui após a quarta-feira de cinzas, quando voltar de uma viagem de trabalho. Neste meio-período, qualquer post de nossos colaboradores será muito bem vindo, já que só por obra divina conseguirei ter tempo para acessar nosso blogue. Aproveito desde já para desejar um belo carnaval a todos que não vão se matar de trabalhar por esses dias… a todos os outros que vão ralar como eu, bem… é a puta da vida!

- Não dá pra deixar passar batida a falta de vergonha na cara da Borboleta Caga-regras... Depois de cair em uma paradinha do moleque Neymar e se esborrachar de uma maneira tão humilhante que poucas vezes vi na vida, a monarca do puteiro perdeu a compostura e desceu do salto: como dessa vez não podia culpar a grama irregular, ou um chute errado, ou um zagueiro, ou o vento inesperado, decidiu primeiro intimidar e depois condenar um jogador que tem metade da sua idade, só porque este o colocou de bunda no chão.

Aproveita porque na Europa você não pode bater assim“, disse o homem que só conhece o velho continente via fax, na orelha de Neymar.

Não contente, com o ego mais rasgado que os fundilhos de seu shorts após o jogo, decidiu ir à imprensa vender a idéia de que a vergonha não é dele, e sim de Neymar, que teve talento e frieza para colocá-lo naquela posição ridícula, bem no meio da tela do domingão da Grobo. E depois de ganhar uma ‘cereja no bolo’ dos pés de Robinho naquela tarde cruel e cair de joelhos, foi buscar ajuda até do crente que sustenta estelionatários para tentar pregar um pouco mais do seu bom-mocismo de oportunidade.

Qualquer um poderia ter caído na armadilha travessa de Neymar. Qualquer goleiro. Mas a postura canalha de quem se acha melhor que o mundo que o cerca, a ponto de achar que pode vir à público condenar a atitude de um jogador que usou o truque mais velho do mundo, bom, essa postura covarde é exclusividade do homem do fax.

O que também não me espanta é a imprensa inteira perder a segunda-feira numa discussão ridícula e inexistente, usando o tom “Rogério tem ou não razão de reclamar“. Afinal, é mais fácil para essa gente preguiçosa discutir uma regra dúbia do que colocar em xeque o caráter de quem não tem.

- Ainda nesta terça-feira poderei voltar a escrever e deixar os amigos com algumas novidades que virão por aqui. Mais uma vez peço desculpas pelo ritmo lento da página, mas prometo que esta falta de frequência nos posts tem os dias contados. Segue abaixo um giro necessário por outros post relevantes desta nossa rede:

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Rogério Ceni não sabe mais brincar

Tributo ao mau-caráter

Homenagem a Rogerio Ceni

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POST NÚMERO 2000

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Honestamente, não sei mais o que pensar sobre Armero. Domingo ele chorou, hoje ele pediu desculpas para a torcida, num gesto nobre, após o jogo. Mas e daí? Se eu não puder ter raiva de Armero, porque ele causa pena, então vou procurar outro alguém para despejar minha ira após mais um resultado adverso que nos atingiu após uma falha de… Armero.

Talvez eu culpe quem o escale insistentemente, talvez eu xingue quem o contratou sem perceber que ele é incapaz de acertar um cruzamento, talvez eu me irrite com quem paga seu salário até hoje. E tudo vai terminar no coro da torcida descontente, no coro que ouvimos novamente ao final dos 90 minutos: queremos jogador!

De novo com uma peça importante a menos (Xavier), pudemos perceber toda a fragilidade do nosso elenco. A falta de criatividade do Palmeiras é brochante, desgasta a relação com sua torcida em pleno carnaval, ainda no começo da temporada.

Tempo para recuperação existe. Capacidade para fazê-lo, seja por parte da comissão técnica do Palmeiras ou seja por parte de sua diretoria, disso a gente duvida um pouco mais a cada dia que se passa.

Mas toquemos o barco, amici… Sem mais por hoje.

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P.S.: Queria saber o que se passa na cabeça de um dirigente de Federação para marcar um jogo de meio de semana neste horário. Queria saber por que um clube do tamanho do nosso aceita isso de bom grado. Queria saber muita coisa, mas nada parece ter uma explicação convincente nos dias de hoje. .

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Tenho uma leve teoria sobre gostar tanto de futebol…

Me faz muito bem, para a alma e espírito, pisar num estádio de futebol. Não há lógica que explique a minha/nossa sensação de pertencimento, de válvula motora da grande batalha que é uma partida de futebol. Somos um e somos muitos. Abraçamo-nos e choramos em ombros estranhos na grande comunhão que se torna cada gol marcado, cada bola na trave. Toda a irracionalidade, paixão, lágrimas e emoção que impulsionam cada ato nessa grande peça são impossíveis de serem verbalizados. Muito menos teorizados.

Adoro ver os jogos do Verdão no Jardim Suspenso, pois ali sou parte e sei que estou em casa. Também sei bem pra onde correr caso o calo aperte. E o clima, aquele monte de homem junto, toda aquela testosterona no ar… Ai G-zuis…

Brincando ou não, sei que tem um fundo de verdade nisso. A maioria dos meus amigos hoje e sempre foi composta basicamente de homens. Em casa somos três filhos: meu irmão mais velho, minha irmã gêmea e eu. Minha mãe insistia em me dar bonecas fofinhas e Barbies. Eu fingia que gostava (devia até gostar um pouco, na verdade) e as passava, todas e em pouco tempo (algumas horas, talvez), pra minha irmã que era um doce de criança e muito feminina.

Eu queria mais é jogar bolinha de gude, futebol e andar de bicicleta com os moleques. Como toda boa baixinha a folga aqui era larga. E inevitavelmente meu irmão é quem tinha que separar as minhas brigas com os moleques da rua. O filho da minha mãe mais parecia eu.

Pensando bem, até que isso foi bem estratégico. Eu ficava perto dos meninos de qualquer forma. Fosse nas brincadeiras, fosse nas tantas brigas na rua que arrumei na vida. Eu estava perto deles!!!

Atormentava até que eles me deixassem participar do futebol. Ou fazia beicinho ou ficava agressiva, com a vantagem de poder fazer tanto um como o outro, dada a minha condição biológica. Hahahahahaha! Bons tempos aqueles.

Adoro as minhas amigas, mas não suporto ver jogo com mulheres ao meu lado. São poucas as que se portam decentemente na hora da peleja. A vontade é de gritar: “Ei, querida! Isso aqui é sério!”.

Os gritinhos e histeria são ridículos. Algumas merecem a fama que estigmatizam todas nós: não entendem uma porra de nada de futebol. Servem para atormentar na arquibancada quando perdem alguma jogada, passar na frente da televisão quando há um lance importante, fazer comentários em momentos inoportunos ou querer conversar durante o jogo. Quer coisa mais irritante que isso? Já não suporto ver jogo com homem falando ao meu lado, que dirá com mulher! E apoio incondicionalmente o Estatuto do Verdadeiro Torcedor do Téo em todos os itens.

“6. Evite levar mulher ao estádio, a menos que ela seja mais homem que você.”

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O Colarinho

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Era uma vez um cavalheiro elegante. Tinha uma calçadeira e uma escova, e possuía o mais lindo colarinho do mundo. É a história desse colarinho que vamos ouvir. Já havia atingido a idade em que devia casar-se e, por acaso, encontrou-se, certo dia, com uma liga, na cesta de roupa lavada.

– Escuta! – disse ele. – Nunca vi criatura tão delgada e elegante, tão suave e graciosa. Posso perguntar como se chama?

– Não o direi – respondeu a Liga.

– Onde mora? – insistiu o Colarinho.

A Liga, porém, de tão tímida e encabulada, nem respondeu.

– A senhorita é como um gracioso cinto – disse o Colarinho. – Uma espécie de cinto interno… Vejo que a senhorita tanto presta serviços como enfeita.

– Não fale comigo – disse a Liga. – Não me parece que lhe dei pretexto para isso.

– Deu. Ser tão linda como a senhorita já é pretexto bastante.

– Não chegue tão perto de mim! – protestou a Liga. – O Sr. até parece homem!

– E sou. Sou um cavalheiro elegante – disse o Colarinho. – Tenho calçadeira e escova.

Não era bem verdade, pois quem os tinha era o seu dono, mas ele gostava de contar vantagem.

– Não chegue tão perto de mim! – repetiu a Liga. – Não estou habituada a isso!

– Fingida! – disse o Colarinho.

Foi ele então tirado da cesta de roupa lavada, engomado e posto no espaldar de uma cadeira, ao sol. Em seguida, foi levado para a tábua de passar. O ferro quente veio vindo.

– Cuidado! – disse o Colarinho. – Sinto calor. Sinto-me outro, estou perdendo as dobras. Está me queimando!

Trapo velho! – respondeu o Ferro.

E passou, altivo, sobre o Colarinho, imaginando ser uma locomotiva que ia puxar vagões.

– Trapo! – repetiu.

O Colarinho desfiou um pouco nos cantos. Veio a Tesoura, para cortar os fios.

– Oh! – disse o Colarinho, vendo-a. – A senhorita deve ser uma primeira bailarina! Como sabe erguer as pernas! A senhorita é a dançarina mais linda que já vi. Nenhum ser humano a poderá igualar.

– Sei disso! – atalhou a Tesoura.

– Bem merecia ser condessa – continuou o Colarinho. – Tudo quanto possuo é um amo elegante, uma calçadeira e uma escova. Quem me dera ter um condado!

– Está-me cortejando? – perguntou a Tesoura. Zangou-se, e assestou-lhe um profundo corte.

– Terei, decerto, que pedir a mão à Escova – deliberou o Colarinho.

– Como conserva bem seus cabelos, senhorita – começou, ao vê-la. – Nunca pensou em tornar-se noiva?

– Pensei! E tanto pensei que já estou comprometida, como deve saber.

– Já é noiva! – disse o Colarinho.

Não havia mais ninguém para cortejar, e ele mandou tudo às favas.

Passou-se longo tempo. O Colarinho foi parar no depósito de uma fábrica de papel. Havia ali uma grande reunião de trapos, os finos de um lado, e os grossos do outro, como é conveniente. Todos tinham muito que contar, mas o Colarinho era quem mais falava: um verdadeiro fanfarrão.

Tive muitas namoradas! – contou ele. – Eu não podia mais viver sossegado. Também, pudera, um cavalheiro elegante, como eu, com muita goma! Dono de uma calçadeira e de uma escova, que eu nunca usava. Deviam ter-me visto naquele tempo. Nunca esquecerei minha primeira namorada, uma liga, tão fina, tão suave e graciosa. Ela atirou-se a um balde de água por minha causa. Houve também uma primeira bailarina, de quem ainda guardo esta cicatriz. Ela era tão irascível! Minha própria Escova andava apaixonada por mim. Perdeu todo o cabelo, só de paixão. Sim, sim… Tive muitos casos assim na vida. Mas quem mais pena me causou foi a Liga, que se lançou ao balde de água. Tenho muita coisa na consciência, e bem posso tornar-me papel branco.

E foi em que todos os trapos se tornaram. Todos os trapos se transformaram em papel branco. O Colarinho veio a ser precisamente o pedaço de papel que aqui vemos, no qual está impressa esta história, e isso porque ele era um fanfarrão, alardeando coisas que nunca se tinham passado. Nisso devemos pensar, para não nos comportarmos do mesmo modo, pois não sabemos se vamos também parar um dia num depósito de trapos e nos transformaremos em papel branco, no qual será impressa toda a nossa história, até os detalhes mais secretos, vendo-a conhecida de todo o mundo, como a do Colarinho.

Hans Christian Andersen

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AVANTI, PALESTRA!

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Há um ano…

O carisma de um ídolo

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Em um espaço reservado para sócios, diretores do Corinthians e seus familiares, uma fila de alvinegros se formava para acompanhar de perto a chegada de seu time ao vestiário. No entanto, no estádio do Pacaembu os ônibus param literalmente lado a lado e a passagem para o vestiário é a mesma; eu também estava lá e fiz o registro da chegada dos jogadores corinthianos ao palco do grande derby. Então desci para a sala de imprensa, descarreguei as fotos e voltei para esperar o ônibus do Verdão, que só chegaria uns 20 minutos depois. E qual não foi minha surpresa ao retornar e ver que os gambás ali presentes, adultos e crianças, continuavam todos na cerca que separa o público dos atletas, esperando nosso time chegar!

Tratei de entender aquilo e perguntei para um amigo ali o que se passava: todos queriam esperar Marcos chegar, ou só “Marcão”, segundo eles. Queriam um autógrafo do ídolo Palmeirense, queriam que seus filhos tirassem uma foto com ele. “O cara é gente fina demais” e “Marcão é um exemplo” foram as frases mais comuns que ouvi como explicação.

E Marcos, na chegada, não decepcionou ninguém – fez muito corinthiano orgulhoso por conseguir um registro ao seu lado ou simplesmente por ter trocado uma idéia rápida com o Santo.

Isto é ser um ídolo de respeito, de verdade. Não é coisa para qualquer um…

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dando um giro…

Vai mal, amici.

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No final do Brasileirão do ano passado, no Olímpico, quando fomos finalmente eliminados no jogo contra o Grêmio, a diretoria do Palmeiras resolveu desviar o foco da sua incompetência expulsando Obina do clube, num gesto pra lá de covarde; hoje, não fosse mais uma trapalhada para entrar para a história desta administração ‘moderna’ do Verdão, pelo menos Deyvid Sacconi teria jogado.

E agora, quem será o bode expiatório? Poderíamos ter um centroavante e um meio-atacante de qualidade no jogo de hoje – e a culpa por não termos ninguém, por estarmos tão sem elenco, juro, não é minha.

O Palmeiras tende a entrar numa espiral desgracenta daqui pra frente. Não é pessimismo, nem alarmismo por conta do resultado de hoje: perdemos porcamente o tabu diante de um time que só deu bicão os 90 minutos, que tinha 1 jogador a menos e nem assim conseguimos assustar este adversário com real perigo. A constatação que fazemos depois desta derrota – a de que não temos time – é o que realmente preocupa.

Não dá nem para crucificar Muricy Ramalho este ano. Perdemos uma peça importante para um jogo – Diego Souza – e o time do Palmeiras se transformou na coisa mais burocrática que já vi jogar poque não temos opções. Nenhuma opção.

Vi jogadores convocados do além-túmulo do futebol para entrarem em campo, como Wendell, Lovinho, Armero, simplesmente porque Muricy não tem opção. E, se não tiver, sai: larga o barco para quem tiver disposição para queimar seu filme mais um pouco.

E, se sair no meio dessa draga, talvez esta diretoria Alviverde consiga finalmente superar a desastrosa gestão de Mustafá: porque terá terminado sem conquistar um título sequer, mas a terá igualado em número de rebaixamentos.

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A la twitter…

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A diretoria do #Palmeiras tarda depois que falha.

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Livro Carolíneo, capítulo 1, versículo 1

E disse-lhe Olodumaré – Deus , Ajalá, Ododúa e Oxalá quando da sua criação: minha filha! Tu és dileta! Tu és escolhida! Desce lá e arrasa!

Foi o que os meus Deuses Africanos proclamaram quando da minha criação.

Foi a grande benção que Deus me deu: gostar demais da coisa (não é propaganda, mas tô solteira, livre, leve e solta). Acredito cada vez mais nisso. Sexo não é complicado, não tem de ser. Sexo é sexo. Gosta-se ou não – e aqui proclamo o sentido universal do gostar/amar da pessoa com quem se faz, seja ela namorado, rolo ou mero acaso. Às vezes dá certo, às vezes não dá e assim tocamos o barco, tocamos a vida. Sexo tem de ser bom pra ambas as partes. Sexo tem de ser bom.

Aí que entro no título do texto e no tema: Edmundo. Em 1993 (contava eu com 10 anos) no Campeonato Paulista, em cima dos Gambás vi o Palmeiras ser campeão pela primeira vez. Nasci em 1982 e essa é verdadeiramente a minha primeira memória de campeonato conquistado quando penso em futebol.

O que foi aquilo? Eu morava num bairro todo ele habitado por corintianos. Cáspita, eu vi,  participei, me esguelei e chorei com a magia daquele jogo. Toda aquela adrenalina e emoção são impossíveis de serem explicados. Só quem é, sabe. Só quem viu, sabe.

Pois bem, Palmeiras 1993. Eu tinha 10 anos. E devo confessar que achava o Edmundo um tesão! Continuo achando. Acho que nem sabia direito todo o conceito que o vocábulo carrega em si. Mas também não tardou muito para descobrir plenamente o significado e significações da palavra.

Sabe aquelas punhetas que vocês renderam pras suas musas quando os seus pentelhos começaram a nascer (uns 11, 12 anos!)? Então, dediquei horas e horas de descobertas erógenas pro Edmundo (nossa, como fui phyna agora). Dediquei mesmo. Me divirto até hoje quando lembro disso. Como o achava bonito. Como o acho bonito.

Mas ele passou pelo Palmeiras. Foi um grande ídolo (acredito que continua sendo) assim como os nossos amores (platônicos, causais e esporádicos) passam. Mas a Sociedade Esportiva Palmeiras, permanece. É maior do que qualquer organizada, jogador ou membro da diretoria. E é.

De vez em quando brigamos, de vez em quando me faz sofrer pra caramba, de vez em quando me tira o sono, a fome, a paciência.

Mas eu volto sempre e sempre e a nossa reconciliação inevitavelmente faz meu amor aumentar. Porque Ele, o Palmeiras, é o meu único amor duradouro.

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Palmeiras x Corinthians

REPUBLIQUE-SE:

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do excelente blogue Anhanguera:

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Corinthians X Palmeiras

Há um jogo entre Palmeiras e Corinthians que não consta nos dados oficiais e nem teve a repercussão merecida; um dos grandes jogos da história do clássico. Poderia até ter saído uma nota no finado diário A Gazeta Esportiva, quando o futebol amador ainda era vitrine para clubes grandes e craques despontavam nas peladas. Isso mesmo; foi um jogo de várzea. E como nessas águas eu remo com um remo só – modéstia às favas -, vou relatar aqui este que foi um jogaço. Muito embora esquisito, foi um jogaço.

Em meados dos anos 50, num domingo de manhã num campo na Mooca, jogaram Corinthians do Bom Retiro e Palmeiras da Penha. Não só nos nomes esses times homenageavam os dois maiores da cidade. As cores, o uniforme, o símbolo, enfim, tudo remetia aos grandes. Abundavam pela cidade times assim. Se Portuguesa havia mais de 20, imaginem Palmeiras e Corinthians!

No jogo em questão havia, entretanto, um porém. O Bom Retiro de baixo (da Rua Sólon até a Marginal), onde ficava a sede do Corintinha, na época, era predominado por italianos que, obviamente, eram palmeirenses – até hoje os velhos se denominam palestrinos. A Penha também era um bairro essencialmente italiano, mas a partir da década de 40 a grande maioria dos migrantes nordestinos se alocou ali – da região do Brás pra dentro da Zona Leste -, além dos negros que estavam sendo afastados da região central. Com o preconceito sofrido pelos carcamanos, os “baianos”, em sua maioria, preferiram o Corinthians.

O fato de um corinthiano torcer pelo Palmeiras da Penha, o time do seu bairro, possivelmente até de sua rua, não justificava vergar a camisa alviverde; exceção restrita aos jogadores. No caso dos palmeirenses do Bom Retiro, idem. Vestir alvinegro, jamais! A várzea vivia então seus tempos áureos, os bairros eram representados pelos seus times e as torcidas eram fanáticas. Quando o jogo era entre times de bairros distintos todo mundo ia torcer. Neste dia, por exemplo, muita gente que era Anhangüera, Nacional, Junqueira, Marconi, Bola Preta, XV de Novembro, Grajaú, etc., foi torcer pelo Corintinha; afinal de contas, além de seus amigos estarem em campo, não se costumava perder grandes jogos, como tal.

O que se viu foi uma desordem generalizada e sem precedentes. No dia do prélio, mais de 1.000 expectadores, dizem os relatos, lotaram o campo da Mooca. A turma do Bom Retiro foi em peso torcer para o Corintinha e o pessoal da Penha para o Palmeirinha. Tudo normal, não fosse pelo jogo que aconteceria a tarde no Pacaembu pelo Campeonato Paulista: Corinthians e Palmeiras. Muita gente sairia da Mooca direto pra o estádio municipal. Foi isso que causou a confusão; na torcida do Corintinha predominavam torcedores com camisa do Palmeiras e na torcida do Palmeirinha as camisas do Timão eram maioria.

O Corintinha fazia um gol, os palmeirenses comemoravam; e vice-versa. Os jogadores, totalmente atordoados, não sabiam com que torcida comemorar. Um jogador do Palmeirinha foi pro alambrado comemorar com a torcida “palmeirense” e levou uma cusparada na cara. A cena pitoresca justificou o ditado de que a banana estava comendo o macaco. Na mesa de jogo de sueca, os velhos sempre quietos, ranzinzas, riam achando tudo aquilo engraçado. A mulher do português que arrendava o bar do clube desistiu de vez de entender alguma coisa sobre o futebol. Um bêbado tentou invadir o campo e “destrocar” as camisas dos jogadores; pregava, austero, que “ainda não acabou o jogo. Por que já trocaram as camisas?”.

Após mais de 50 anos não existem mais registros do prélio, somente depoimentos das testemunhas. A única certeza é que o jogo terminou 3 a 2. O problema é que não se sabe mais pra quem, uns dizem que foi o Palmeirinha, outros dizem o contrário. É certo que a confusão das camisas nas torcidas confundiu as memórias no Tempo. Pra mim, meus caros, o resultado da partida foi o único da história a contrariar a impossibilidade; o que se deu foi uma retumbante vitória de Corinthians e Palmeiras.

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Hora da Patrulha

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Por Claudio Yida Jr – Chuta que é macumba

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“Carta aberta de São Pedro a Kassab e Serra:

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Caros senhores,

Venho por meio desta solicitar mui respeitosamente que parem com esse papo-furado de jogar na minha lomba a culpa pela tragédia que destrói toda a terra sob vossas responsabilidades. Faço chover desde que o mundo é mundo e nunca vi, na história desse país, tamanho desrespeito com a minha pessoa. Os senhores sabem muito bem que apenas cumpro as regras do chefe. Não que sejá lá uma ditadura – coisa que você, Kassab, adora -, mas há certas determinações que não podem falhar, e as chuvas torrenciais no verão é uma delas.

O fato é que desde quando o Onipresente criou a Terra, o homem sabe onde o troço alaga. Teve um pessoal lá beira do Nilo, por exemplo, que desenvolveu um monte de técnicas de sobrevivência a partir das enchentes. Na contramão, vocês aí em SP andam trocando os pés pelas mãos e, pior, não têm a humildade de reconhecer vossas cagadas (perdoe, senhor, o termo, mas não achei coisa melhor). Preferem apelar e descer a madeira no Pedrão aqui.

Eu só acho engraçado, Kassab, que as alagações ocorridas na sua cidade não tenham sido de minha autoria quando aquelas duas senhoras de vermelho ocuparam a cadeira que hoje afofa o seu bumbum. É até pecado eu querer ser vaidoso, mas fiquei um tanto quanto triste quando esqueceram de mim naqueles dois mandatos que, visto daqui de cima, parecem ter sido pontos fora da curva em São Paulo. Lembro, ainda, que você também acumula mais anos de enchente que elas, principalmente se levarmos em conta o seu cargo de Secretário de Planejamento no governo daquele sujeito que, outro dia mesmo, apareceu por aqui e quis roubar minhas chaves para entrar no céu.

Já você, Serra, tem com seus amigos quase duas décadas de comando no Estado. Era para conhecer de cabo a rabo os problemas desses que rezam para eu parar de trabalhar, quando na verdade eles deveriam rezar para VOCÊ TRABALHAR um pouquinho mais, de preferência nos horários normais. Suas madrugadas no Twitter, papeando com aquela mocinha maconheira, não contam no expediente.

Antes que o ilustre governador coloque a PM aqui na frente do Paraíso para me bater, despeço-me reforçando que não tenho nada contra vossas pessoas. Apenas não agüento mais assinar BOs que não me correspondem. As forças divinas sempre mandam sinais, alguns até maldosos, para os homens enxergarem seus erros. Será que não deu para perceber ainda? Quer que eu desenhe?

Forte abraço! E sorria, São Paulo!

Pedro Petros Kepha.”

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É um time engraçado, este do Monte Azul. Me lembrou das peladas aqui da rua, os nomes dos caras: Sorriso, Ueta, Dedê, Fefo… Jogar bola que é bom, nada, mas que deve ser legal narrar um jogo desses caras, disso não tenham dúvidas!

Para o Palmeiras, que também entrou em campo com um time para lá de inusitado, o resultado ficou de bom tamanho. Num jogo onde Xavier e Saconni assumiram a responsa na maior parte do tempo, ainda pudemos ver as gratas promessas (João Artur e Gabriel Silva) jogando bem – assim como Edinho, que deu um pouco de emoção à peleja, mas que no geral deu conta do recado.

Não dá para reclamar muito do placar magro ou da falta de objetividade do time que jogou esta noite. Além de não estar nada entrosado (e bastante improvisado), o time Verde passou a se poupar declaradamente na segunda etapa: domingo vem aí e precisamos ter todo fôlego e condição física necessárias para mantermos os gambás em seu respectivo lugar, que é atrás da gente.

Aliás, tem goleiro marqueteiro por aí que já anda ensaiando outra falha para domingo… Hoje a gafe foi contra o todo-poderoso Mirassol, e eu sou capaz de apostar em alto e bom som em quem vai estufar as redes domingo e manter nosso glorioso tabu por mais uns meses: venceremos com um gol do bravo Pierre, que hoje ensaiou seus chutes, com um petardo de longa distância. Escrevam aí, amici…

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N.CS.: Este blogue anda de regime, mas não vai morrer de fome. Em nada diminuiu meu interesse ou compromisso com o Palestra, ou com suas coisas, mas acontece que não tem sobrado nenhum tempo para este blogueiro que vos rabisca – e a coisa não vai melhorar muito até que se passe o Carnaval…

Peço um pouco de compreensão a todos que frequentam esta casa, e a confiança de que estarei aqui a cada oportunidade que surgir. Aos poucos, vamos conseguir retomar a regularidade dos posts.

Até domingo, no entanto, o respeitoso silêncio se faz necessário. Quanto menos se falar nesta hora sagrada, melhor.

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dando um giro…

A la twitter

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O Marcos, de boca fechada, é um poeta.

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CONFETE X CRISE

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Desta vez fomos roubados por um time que nem cidade tem, vejam vocês. Pelo mesmo árbitro que validou o gol de mão da Imperatriz no Paulistão-2008, e sabe-se lá como ele ainda apita jogos do Palmeiras sem restrições… A impressão que dá é que mais dia, menos dia, verei Simon correndo com o apito novamente em pleno Palestra Italia: perderam o respeito por nós, e ponto final.

Fora isso, este Palmeiras ainda deficiente está longe do ideal. Não falta só condicionamento físico (Xavier, que deu aquele passe com açúcar no gol de empate, estava visivelmente acabado após os 15 do segundo, por exemplo); falta entrosamento na defesa, que, tirante Pierre, não marca ninguém e muito menos consegue sair jogando com eficiência. Falta um lateral que consiga armar jogadas de ataque e falta-nos, principalmente, um matador. Diego tem sido o Monstro que todos esperamos, mas não vai aguentar a pedreira sozinho o ano todo…

O empate ‘heróico’ nos deixa felizes nesta noite chuvosa, pois o principal para o torcedor, não faltou: gana para reagir e vontade de vencer. Até o último segundo.

Mas eu continuo esperando pelo dia em que Armero acertará um passe ou um cruzamento com a camisa esta camisa Verde.

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Nunca outra época ofereceu aos seus contemporâneos tanta informação. É uma barbaridade, uma barbaridade. São muitos recursos, principalmente por conta da internet. Além das possibilidades de se transmitir fatos, ainda há que se considerar que essas mesmas possibilidades se prestam a transmitir opiniões acerca desses fatos. Isso sem falar nas versões diferentes para o mesmo fato e nas opiniões sobre essas versões, bem como nas opiniões que já trazem, no bojo, versões ainda mais diferentes para aqueles já citados fatos. Não podemos desprezar, também, as opiniões sobre as opiniões. E os fatos gerados por tantas opiniões, cuja transmissão pode se dar mediante a confecção de mil versões, todas elas implorando por opiniões sobre as quais não se pode deixar de dar opiniões mil.

Esse assunto, aliás, já está batido. Há quem se incomode com o quadro, que acredite que tal profusão de fontes mais confunda do que esclareça. Querem saber? Caguei. O palavrório vazio é um preço baixo a se pagar pela liberdade de se poder falar a cada vez mais pessoas ao mesmo tempo. Sim, eu sei: muita gente acostumada a discursar sozinha se sente, agora, acuada. A Web materializou o pior pesadelo das cabecinhas totalitárias que compõem nosso episcopado intelectual: além de as pessoas estarem pensando o que elas bem entendem, e não o que seria bom para elas, agora elas ainda podem cruzar o que elas pensam com o que as outras pessoas pensam. Tanta autonomia só pode acabar mal, compreendem? Ora, danem-se também. Vão fazer o quê? Regular a coisa? Ah, eu me divirto.

Em todo o caso, está posto o problema. Estamos todos o tempo inteiro bombardeados por notícias que nos perseguem, encurralam-nos, cercam-nos, aproximam-se e depois se fazem ouvir e pronto e acabou. Não tem muito jeito, afinal. Mesmo assim, e deixando claro que não tenho pretensões de, como é que dizem por aí – transformar essa realidade cruel –, creio que posso dar minha contribuição na forma duma sugestão eventualmente útil para os que desejem contornar o vozerio alucinante. A ela.

Desopile. Isso, isso mesmo. Desopile. Fale sobre tudo o que não lhe interessa nos termos mais baixos que lhe ocorrerem. É para isso que se inventaram os botecos, não para forjar revoluções, urgentes o quanto sejam. É simples. Vou dar exemplos, que é para todo mundo perceber que não estou só na base do façam o que eu digo, não o que eu faço. Por que sou muito cumpridor, está claro? Hein? Muito bem. Passemos às prometidas orientações práticas. Diante de interlocutores que puxem determinados assuntos, responda-lhes assim:

Não estou interessado em saber se tal ou qual alimento faz bem ou mal, e inclusive não creio que, após os episódios do ovo e da manteiga, alguém terá a cara-de-pau de nos sugerir qualquer coisa a respeito do tema. Nutrição simplesmente não é assunto de gente grande;

O homem foi à Lua e ninguém quer perder tempo com idiotas que pensam que não foi;

Há muito mais gente que não assiste Big Brother do que você imagina, portanto pare de se iludir com a história segundo a qual muitas das pessoas que execram o programa o assistem escondido. Você é um cretino e isso já deveria lhe bastar. Não precisa difamar os outros só para sentir-se menos boçal mediante a justa distribuição da merda;

Lixo-me para a previsão do tempo. Se eu quisesse uma, iria atrás. Se amanhã chover ou fizer sol, para mim dá na mesma: Palmeiras e São Paulo só se enfrentam domingo;

Isso também vale para a Nasdaq, que eu jurava ser um videogame novo. Os ingredientes da Coca-Cola devem permanecer em segredo, e a extinção das moscas laranjas de Papua Nova Guiné, em não interferindo no tabuleiro do War I, não são problema meu. Não me importo se prenderam este ou aquele ator com o nariz afundado em cinco ou dez quilos de cocaína. Se alguma cantora de axé em especial gosta muito que a sodomizem com vigor e ternura, isso também não é da minha conta. Não quero saber o que o Carlinhos Brown pensa. A respeito de nada;

Duvido muito que o desejo de saber quais as modelos que adorariam entregar-se à felação em gentileza a Denílson possam fazer parte dos motivos que levam os aficionados em futebol a comprar jornais esportivos. Que o trânsito de São Paulo tornou-se insuportável, todos já estamos fartos de saber há duas (é, duas) décadas (é, décadas). Que ninguém saiba o que fazer, sacos explodem todos os dias de tanto seus proprietários ouvirem isso. No momento em que os senhores estiverem dispostos a ouvir as pessoas que têm idéias novas a respeito do problema, nos avisem. Entrementes, enfiem vossas impressões todas aonde bem lhes aprouver, desde que não nos envolvam no processo;

O que quer que ocorra ao FMI, não há nada que possamos fazer além de estocar água, antibióticos, comida e munição, e isso na pior das hipóteses. Compreendo que a Microsoft ou o Google talvez sejam a Besta Encarnada mas, pelo barulho que ouço, acho que ninguém vai precisar de mim agora. Não estou disposto a abrir mão do açúcar e do sal refinado. É verdade que o preço das sandálias Havaianas pode ser ridículo por excessivo, mas compreendam: ninguém dá a menor bola para isso – os que compram porque compram, e os que não compram porque não compram;

Vai ser ótimo para todo mundo uma Copa do Mundo aqui, assim como o foi para todos que as fizeram. Se você tem muitos problemas com isso, ora, vá plantar batatas no asfalto. A vida pode ser boa professora, mas é péssima psicanalista. E não possui tarja, muito menos preta.

E por aí vai.

Logo, você perceberá os resultados positivos: a imensa maioria de seus semelhantes lhe achará tão antipático que evitará ao máximo contato com você. Nunca mais enviarão correntes, nem sob o pretexto de que nunca fazem isso. Ninguém mais lhe importunará com conversas que não lhe dizem respeito, não lhe interessam e não lhe dirão respeito ou interessarão jamais.

Você poderá concentrar suas atenções em quem irrita de verdade, e a arraia miúda que secunda seus tubarões prediletos já não incomodará tanto. Com o tempo, notará que sua mente terá se habituado a relevar tudo aquilo que é descartável para dar relevo a tudo aquilo que realmente interessa. Desse modo, quando precisar ofender alguém, verificará feliz que ofendeu alguém que valia a pena ofender, e não desperdiçou esforços com alvos incapazes de divertir.

Depois disso, toda vez que vir um figurão queixando-se de tanta liberdade, você vai até gostar. Ninguém se queixa de um motivo a mais para rir.

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Hora da Patrulha

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Por Claudio Yida Jr. – Chuta que é macumba

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Sempre que escrevemos esta Hora da Patrulha, as formas de atuação recorrentes de quem não concorda com as denúncias relacionadas ao desgoverno demo-tucano em SP são o recalque e o ataque infundado ao governo Lula. Geralmente, o troço é feito com desrespeito e não visa o debate, já que em 99% dos casos a réplica é baseada em mentiras ou afirmações sem nenhuma prova.

Assim, este post, a primeira Patrulha desse 2010 eleitoral, é dedicado ao pessoal que irá se esbaldar com termos como “comunista”, “petralha”, “lullista”, “admirador do presidente analfabeto” e outros preconceitos muito bem entendíveis depois do tijolo na vidraça de um dos porta-vozes da classe média arrogante: o vídeo de Boris Casoy, jornalista e ícone do grupo terrorista CCC.

Para homenagear e estimular ainda mais a participação desses nobres defensores da família, da propriedade e dos bons modos, resolvemos listar algumas realizações do mandato Serra/Kassab dos últimos meses. Quem sabe isso não melhora o nível argumentativo?

Comecemos com a parte orçamentária. Na prefeitura, o generalzinho expôs todos os funcionários públicos divulgando seus ganhos num tal Portal da Transparência que não é tão transparente assim. Prova disso são alguns valores divulgados por lá, que incluem indenizações ou correções salariais acumuladas em anos de serviço, mas que correspondem a um valor líquido bem menor depois dos devidos descontos. Para demonstrar ainda mais preocupação com os cofres do município, nosso Hitlerzinho de estimação resolveu meter a mão no bolso do paulistano aumentando IPTU e as passagens de ônibus, além de impulsionar a indústria de multas. Certo dia, minha irmã foi ameaçada por estacionar o carro numa “área indefinida” – se alguém me explicar do que se trata eu agradeço.

Serra, para não ficar atrás, reajustou o Metrô e os trens. Mas sua aposta para o superávit nas contas do governo estadual são os pedágios. Por meio das privatizações, o notívago político vendeu todas as estradas e limitou o direito de ir e vir de todos os paulistas com as praças de cobrança que enchem a burra das concessionárias de grana. Deixo aqui dois exemplos do assalto: um é a ilhada Campinas; outro é um mosaicoR$83,10. Não podemos esquecer que os pedágios também solucionam o problema do trânsito, retendo os congestionamentos nas rodovias. com os comprovantes da minha viagem a Ribeirão Preto no último fim de semana, cuja soma chega a

Passemos à habitação. Preocupados com a péssima qualidade das moradias de quem está nas favelas, Serra e Kassab não dormem. Em plena madrugada, incêndios para lá de suspeitos ocorrem toda semana e transformam em cinzas o pouco que esse povo sofrido conseguiu construir. Rápido e eficiente – tal qual prega o Choque de Gestão -, somem as favelas e a miséria e entram as empreiteiras e a especulação imobiliária.

A educação é outro ponto forte. O CEU Jaguaré, assim como tantos outros, tinha promessa de inauguração para o primeiro trimestre de 2009. Porém, só ficou pronto (e nas coxas) no fim de novembro do mesmo ano. Já na rede estadual, Serra dá braçadas largas e amplas. A qualidade do ensino durante sua gestão é tão elevada que o governo fecha escolas.

Nada supera, no entanto, a superação de um histórico problema: a seca no sertão paulista. Com planos muito bem estruturados e uma série de medidas emergenciais aplicadas com rapidez, cidades da Região Metropolitana têm fartura de água, assim como alguns bairros da periferia da capital, alagados há mais de um mês e sem nenhuma previsão de novo período de estiagem. A água potável abunda e deu até para construir um parque aquático para as crianças brincarem nesse calorento verão.

Por fim, tratemos da parte social, área fortemente relacionada à erradicação da seca em nossa caatinga. A parceria entre as administrações municipal e estadual matou 50 pessoas em 50 dias, numa eficaz política de controle populacional. Ainda fazem parte dos planos de inclusão social o fim do Plano de Aceleramento do Crescimento (PAC) – não dá para ficar gastando dinheiro com os mais pobres – e os intensos debate sobre liberdade de expressão, tão combatido por esses comunistas que elaboraram o novo PNDH.

Sorria, São Paulo.

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por Carol Santos

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São 07:15 da manhã de terça-feira, madrugada chuvosa. Por algum motivo inexplicável, meu sono se foi totalmente. Meu quarto está numa semi-escuridão típica das manhãs nubladas dessa cidade de clima maluco. Levantei pra fazer xixi (sim, sou menina, faço xixi) e, em minha cama novamente, viro para um lado e outro. Meu Notebook está ali, logo ali, e as idéias (opa, meu teclado não sabe da nova ortografia, oba! Rá, nem teria como saber já que é internacional…) pululam em minha mente.

Não sei o que me tirou o sono. Ou talvez saiba. Ou talvez intua. A iminente chegada da partida da minha irmã gêmea para, agora, seu país, sua terra e de certa forma sua cultura já está me tirando dos braços de Orfeu. Logo a mim que o amo, principalmente nessas horas do dia. Bem, nesses meus momentos de tentativa de embalo novamente até no pesadelo que me encontrava, me pego pensando no quê? No Palmeiras, obviamente. E em como nós, torcedores, somos passionais.

Blábláblá, discurso repetido, sei eu. Mas não tem como não se repetir e bater nessa tecla novamente. Vejam o meu caso, por exemplo: fui em quase todos os jogos em casa no ano passado, mesmo tendo ficado um tempão sem receber. Fiz das tripas coração para estar em campo no máximo de jogos possíveis. Não vou repetir o que todos falamos da campanha do ano passado. Eu sei, você sabe e isso basta. Falemos das incongruências novamente: Tive certeza que barco havia afundado quando do jogo com o Grêmio. Meu corpo e mente já estavam cansados das frustrações da campanha final do time. Teimei em ir ao jogo contra o Atlético Mineiro, o último em casa. Não consigo deixar de ir quando sei que tem jogo no Jardim Suspenso – fato. De certa forma, respirei aliviada quando o campeonato brasileiro acabou. Acabara o sofrimento, a angústia, a indefinição. A taça já tinha um dono e o jeito foi preparar o espírito (e a língua – sempre afiada) para agüentar as piadas dos amigos não palmeirenses.

Mas eis que me pego, uma semana depois de finda a batalha, dizendo pro meu irmão: a vida sem futebol de fim de semana fica tão chata, tão vazia. Zapeio pelos canais esportivos de nossa capenga TV à cabo e nada! Os campeonatos internacionais não me atraem. Tenho uma queda pelo futebol inglês, mas a não existência de um time alviverde me tira o tesão de assistir às pelejas. Coisa mais chata!

Não ouço o coro da multidão em minha língua, não escuto o famoso: HEI/ JUIZ/ VAI COMER SAGÚ!!!

Opa!!! Mas eis que a Copa São Paulo começa e os dias se me parecem um pouco mais coloridos. Tem o time da molecada do meu Palmeiras. O campeonato Paulista está aí e a vida começa a ter mais sentido novamente…

Coisa de maluco? Não sei. Provavelmente é o que a minha família acha que sou. Provavelmente é. Provavelmente eu seja. Na minha mesa de trabalho a tabela do campeonato (só os jogos do Verdão) já está pendurada em meu bagunçado quadro de cortiça. Entre letras de músicas (At Last – Etta James, O que é o que é – Gonzaguinha), poemas (eu levo o seu coração comigo – e.e. cummings) e frases de livro (A Casa do Poeta Trágico – Carlos Heitor Cony), destaque para os certames (como diria Seo Cruz) do meu Palestra.

A luz apita no mais escuro de meu subconsciente. Agora as associações começam a fazer sentido. Comecei falando da minha falta de sono e da ida de minha irmã. Ela mora num país em que o futebol não é importante, esporte para meninas. Deve ser isso. Tenho certeza absoluta da relação que essa mente perversa fez. Ela não liga pra futebol. Ela é são-paulina…

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Dica de leitura….

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hehehe…

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Um clube de futebol que enxerga a própria torcida como um reles detalhe, como um senão que pode ser sobrepujado por interesses de gaveta, não deveria ter o direito de existir – ou pelo menos não deveria poder disputar campeonatos oficiais entre os times dignos, aqueles que entendem a verdadeira essência da sua existência.

Quando o Brasileirão 2009 pegava fogo, já na reta final, o time do Alphaville (que vinha bem na competição) sacou de campo seu goleirão e seu melhor atacante – e um dos artilheiros do certame até ali – para beneficiar o clube de coração de seu principal articulador político. A auto-sabotagem, além de prejudicar sensivelmente o time na tabela (pois, para sustentar a farsa, esses jogadores seguiram afastados do elenco após o embuste no Privadão), quase mudou o curso do torneio de pontos roubados, que acabou com o Flamengo comemorando o título.

Mas a novidade deprimente que este mesmo time traz agora ao Paulistão é a coisa mais bizarra que alguém poderia conceber – seja este alguém torcedor, jogador, jornalista ou dirigente: após brigar com a prefeitura de sua cidade por questões políticas (e, não se iludam, financeiras), o presidente desta aberração da grande São Paulo levou seu time para Mato Grosso do Sul (sic)!

Sim, para aquela cidade que ninguém sabe bem onde fica e para onde nenhum time quer voltar a disputar um jogo de futebol: Presidente Prudente, a cidade do tal de Tupã.

Ódio eterno ao Futebol moderno é pouco perto do que sinto diante desta aberração. Como fica a torcida do tal do Alphaville, a cidade de um certo Furlan, se é que ela existia? Com que motivação esta equipe entrará em campo, depois de tudo que tem sofrido nas mãos de seu ganancioso comando?

Como raios aquele bando de tabaréus pantaneiros podem ir ao campo torcer para o “time da cidade”, sendo que este ainda se chama… Alphaville?!

E que diferença faz, a esta altura, eu me recusar a escrever Barueri para definir o real espírito daquela gente porca e nojenta de Alphaville?…

Pros diabos com tudo isso! É um desrespeito tão grande com o futebol que me espanta o fato de não estar previsto em nenhum estatuto – do torcedor, da CBF ou da FPF – a proibição de uma manobra desmoralizante como esta. Só me falta (e não tarda a vir) algum colunista defendendo tal estratégia como sendo consequência inevitável da ‘modernização e profissionalização do esporte’. Às favas, todos vocês!

Enquanto isso, meu Palmeiras tem que viajar até onde o mundo faz a curva para enfrentar esta bosta! E vai, como irão vários outros times, grandes e médios, pela falta de coragem – que é uníssona – de gritar NÃO!

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Há um ano…

Confete x Crise 2010

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E começa 2010, amici!

Diego Souza voltou nesta tarde de sábado. E a torcida, que o chamava de Diego Sono no início do ano passado, fez questão de aplaudi-lo neste janeiro como quem o sustentasse diante do desfecho de uma disputa velada: você ficou, Love se foi – então você tinha razão.

Foi assim. E, entendendo o recado, o Monstro tomou conta da peleja, acabando com o jogo.

Junto com Cleinton Xavier, ele transformou o Mogi de Rivaldo em um sparring que pouca resistência oferecia.

Palmas também para as atuações de Léo e Márcio Araújo, que estrearam hoje.  Palmas, ainda, para o time de Muricy, que jogou mais solto do que em 2009 inteiro, muito embora carecessemos de atacantes de ofício para definir a partida.

Não é uma vitória para se iludir, se nossos defeitos ainda se sobressaem neste início de temporada: na única vez que o Mogi atacou, conseguiu seu tento. E fez o gol na desatenção de Armero, que, por sinal, segue sem acertar um cruzamento de bola com a camisa do Palmeiras.

Nosso time jogou muito, mas ainda não é um elenco. Tal e qual 2009, dependemos sobremaneira da escalação de DS, CX e Pierre. Mas temos 4 campeonatos pela frente: o desgaste é gigante e as peças de reposição, neste momento, inexistem.

Ao contrário do ano passado, não fiquemos enebriados com o brilho falso de um sol de verão.

O Palmeiras tem muito o que fazer até que se torne um time no qual possamos confiar nos momentos decisivos. A vitória deste sábado foi linda, e lavou nossa alma. Mas que não sirva para ludribiar nosso espírito mais uma vez.

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por Falavigna.

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Não sei se antigamente era assim. Hoje em dia é muito comum. Toda hora ouvimos alguém dizer que fulano ou beltrano “parece um desenho animado”, ou uma “personagem de desenho animado” (prefiro a coisa à moda antiga, quando se dizia que “personagem” era substantivo feminino). Eu mesmo tenho essa impressão de muita gente que conheço. Não necessariamente a impressão de que tais e quais pessoas se pareçam com desenhos animados, mas que se pareçam ao menos com desenhos. Sempre tive esse problema. Adoro desenhos desde pequeno e, talvez por isso, essas comparações surgiram-me muito naturalmente. A ponto de as coisas se misturarem de maneira perigosa em minha cabeça. Por exemplo: meu primeiro tesão foi a Velma Dace Dinkley, amiga do Scooby Doo. Isso mesmo. A amiga que, em tese, é feia. Todo mundo gosta da Daphne Blake, mas eu tinha tara pela Velma. Uma coisa estranhíssima. O caso é que preciso me livrar dessa tralha toda e agora vocês vão ter que me agüentar.

A lista é longa e parece interminável. E excluo dela as personagens confeccionadas ad hoc, como a Cláudia do Manara, a Druuna do Serpieri e a Justine, do Crepax. Essas aí eu homenageei muito durante a adolescência, se é que vocês me entendem. Mas elas estavam lá é para isso mesmo. Aliás, ainda estão. Então, não contam. Nem elas, nem aquele mulherio todo do Carlos Zéfiro. Sim, eu li muito Carlos Zéfiro. Ele voltou à moda no final dos anos 80. Foi com Carlos Zéfiro que descobri que toda brasileira, sem exceção, é uma devassa em potencial. Todas topam tudo, desde que venhamos com a conversa certa. Coisa do outro mundo. Foi assim que convenci a Jovem Esposa a casar-se comigo. Isso é para vocês verem.

As que contam são outras. A Pocahontas, por exemplo. Homenageei muitíssimo também. Ela não era pouca hontas, não. Era muita hontas. Também gostava da Tina, da turma da Tina. Do Maurício de Souza. Sempre achei que o Maurício de Souza deveria ter feito uns desenhos de sacanagem, nem que fosse sob pseudônimo. Ele leva jeito para a coisa. Já viram aquele par de coxinhas da Tina? Eu sempre enlouqueci com aquele par de coxinhas. O Jaime se divertia bastante, isso sim. É, Jaime era o namorado esporádico da Tina. Mas o Rolo também deve ter se divertido ali, não é possível que não. Ninguém é tão tonto, nem o Rolo. A não ser que ele nunca tenha lido Carlos Zéfiro, coisa que eu duvido.

A Mariella, escritora que contribuiu para o Literário, vocês a conhecem pessoalmente? Muita gente a acha a cara da Betty Boop. Não gosto do desenho da Betty Boop, não nesse sentido. Não a acho sensual de verdade, parece mais uma brincadeira. Por outro lado, a Mariella quebra um galhão. Mesmo assim, ela parece a Betty Boop mesmo. Vale conferir. O engraçado é que essas loucuras fazem o caminho inverso também. A Peppermint Patty. Nunca vi nada demais nela, até conhecer a Jovem Esposa. De repente, me peguei achando-a muitíssimo atraente. Começou sem que eu entendesse por quê. Dia desses, veio o insight. A Jovem Esposa lembra a amiguinha do Charlie Brown. Agora, portanto, Patty me excita. É patológico.

Mas pode ficar pior. Alguém aí já assistiu “Spirit – O Corcel Indomável”, da Disney? Muito bem, e aquela égua, a Rain? Ela lembra-me uma ex-namorada minha, muito inteligente e uma das piores perversas de que se tem notícia em toda a face da terra. O resultado é que não consigo assistir o desenho sem ficar confuso. Um inferno.

Também curto a “Noiva Cadáver”; a noiva morta mesmo, não a viva. Ela tem um visual “heroína chique”, mas sem perder o ar de inocência (acho engraçado isso nas modelos de verdade: diz-se delas que são capazes de reproduzir mil ares; pura balela. Fazem todas eternamente as mesmas caras imbecis, que nunca são o que deveriam. São pretensamente sacanas, nunca sacanas, pretensamente inocentes, nunca inocentes, pretensamente fortes e dominadoras, sempre umas tontas cujo destino é qualquer um que qualquer um quiser). A noiva cadáver é bem atraente, lânguida, e toca piano. A de carne viva não é de se jogar fora, mas a cadáver é mais mulher, mais madura.

Sim, eu sei. Esta crônica já passou pela pedofilia, pela zoofilia e finalmente chega à necrofilia. Mas dane-se. Perdido por um, perdido por mil. A campeã das campeãs é Bela Adormecida. Mas só adormecida, é lógico. Acordada, ela perde o charme proporcionado pelo fato de estar ali, à nossa disposição, desarmada e indefesa diante das mais baixas idéias que tivéssemos destilado nas mais doentias noites. Fora que, acordada, ela começaria a falar. E quereria tirar o tempo perdido, em que o sono forçado a tornara muda. E pensar que, quando ela dormia, não dava opinião nem sobre o sabor da pizza, nem sobre o canal a assistir. O príncipe marcou passo nessa história. Levava ela adormecida para casa e pronto. Muito mais negócio.

Pensando bem, não devo estar sozinho. Sei de muita gente que ficava louco com Lara Croft muito antes de Angelina Jolie. Lara Croft não é mais do que um desenho que vive de costas para a gente e que, entre uma pirueta e outra, dá uns gritinhos felinos. Há de se convir que o material é de primeira. Quem não se lembra de Jéssica Rabbit? Não a criaram à toa. Criaram-na porque muita gente acha a idéia desenhada coisa muito divertida. E uma bela pinup, que falta não faz? No fundo, historietas de sacanagem, quadrinizadas, são muito melhores do que fotonovelas pornográficas. O mesmo para desenhos animados em relação aos filmes pornográficos. Nos quadrinhos e nas animações, não há equívocos de interpretação, maus atores ou modelos gordinhas. Tudo é perfeito e sempre há muito mais história.

E para finalizar: o gosto pelo proibido. Sim, sim. Por exemplo: outra grande vantagem dessa história é que os desenhos raramente dão opinião sobre política, coisa que os atores fazem sempre e que resulta invariavelmente nas piores paulobettadas. Além do mais, há certos detalhes que tornam tudo muito interessante: é sempre possível que a Thaís Araújo pose nua para a Playboy. Mas duvido que Raquel, a mãe da “Mafalda, La Contestataria”, tope uma coisa dessas, seja lá pelo cachê que for. Ela sempre foi uma senhora muito reservada e direita, e imaginá-la de sacanagem já foi um dos meus passatempos prediletos. Deve ser esse – como direi? – lance de transgressão que, afinal, torna as coisas muito melhores.

Tudo muito normal, não é mesmo?

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dando um giro…

A la twitter…

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Tucanaram o contrato de gaveta: http://tinyurl.com/yl3jooa

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Luxemburgo não perde uma partida apitada por Wágner Tardelli há 3 anos. Este revela que, há 3 anos, desenvolve um projeto em conjunto com Luxemburgo para coordenar atletas, dentro de uma comissão técnica, no sentido de fazê-los entender as regras do futebol para poderem driblar possíveis dificuldades (geradas por uma suposta incompreensão das regras) no decorrer de uma partida.

Hoje, finalmente, o árbitro do Madonnão-2008 e o escroque das mesas de pôquer se juntaram para poderem roubar mais e melhor. A fonte dessas afirmações – bem como a prova da indecência em que chegamos na arbitragem brasileira, podem ser conferidas aqui.

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A conquista narrada acima, cujo jogo decisivo ocorreu, na verdade, em 10/01/1960, representou um marco indelével na história do Palmeiras: foi a prova definitiva da nossa vocação para sermos gigantes, é uma conquista que qualquer clube que preserva sua história não tem o direito de esquecer – e tem a obrigação de celebrar com seus torcedores. A memória deste dia é algo que deveria encher qualquer Palestrino de orgulho, e aqui eu tomo emprestadas as palavras do site Clássico é Clássico para dar uma pequena dimensão do que esta vitória sobre o Santos representou:

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10/01/1960 – PALMEIRAS 2 X 1 SANTOS – O Super-Campeonato.

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Decisão do Campeonato Paulista de 1959. Terceira e decisiva partida contra o Santos. As duas primeiras tinham terminado empatadas, 1×1 e 2×2. Em campo, os elencos refletiam o equilíbrio do marcador: Dorval, Zito, Pagão, Pelé e Pepe contra Djalma Santos, Zequinha, Chinesinho e Julinho. Um festival de craques: treze dos 22 jogadores em campo já haviam vestido a camisa da Seleção Brasileira. O estádio do Pacaembu, naquele dia, 10 de janeiro de 1960, inchou de tanta gente, e os santistas riram primeiro, quanto Jair da Rosa Pinto – que anos antes jogara no Palmeiras – lançou Pelé que abriu a contagem. Mas o Verdão não se intimidou e o empate veio logo depois, com Julinho. A bola, chutada por Romeiro, espirrou em Formiga e sobrou para o ponta. Julinho vinha sendo a melhor opção de ataque do time palmeirense, que dominava o meio-campo com Zequinha e Chinesinho. A partir daí, o jogo se tornou mais ofensivo. Aldemar marcava Pelé – um duelo que se tornaria famoso e tempos depois faria o Crioulo eleger aquele zagueiro leal seu melhor marcador. O tempo corria e a torcida alviverde, que há nove anos não festejava um título paulista, temia pelo pior: a vitória santista na prorrogação. E então aconteceu, perto do final. Chinesinho aproximou-se da área com a bola dominada e desistiu de passá-la a Julinho, pois o ponta marcado de perto por Dalmo, estava isolado. Então, avançou sozinho e foi derrubado. Falta. Enquanto o goleiro Laércio orientava a barreira, Romeiro ajeitou a bola. Mãos na cintura, mediu a distância. Quase se podia ouvir sua respiração, no Pacaembu em silêncio, e soou forte o impacto violento de sua chuteira na bola, que subiu e desceu numa curva suficientemente ardilosa para tornar inútil o salto de Laércio. Quando a rede tremeu, tudo ficou verde. O invencível Santos não era mais invencível e o Palmeiras renasceu naquele dia. “Foi uma vitória da união”, explicou o técnico Oswaldo Brandão, apontando para seus aplicados jogadores. Seus heróis.

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Pois bem. Hoje o Palmeiras decidiu relembrar esta data: quando estrearmos no Campeonato Paulista, diante da nossa torcida, os remanescentes desta conquista heróica entrarão no gramado para serem merecidamente ovacionados pelo seu torcedor, 50 anos após tal feito histórico.

No entanto, nem todos os heróis desta épica batalha terão direito a tal homenagem, assim como nossa torcida não terá o privilégio de aplaudir de pé todos os sobreviventes desta guerra. Tal honraria ficará restrita às figuras de Valdir de Moraes e Geraldo Scotto, que moram em São Paulo. Outros gigantes que ainda vivem, como Valdemar Carabina e Djalma Santos, foram alijados deste reconhecimento, e vocês sabem por quê?…

Porque nossa diretoria não autorizou a viagem destes heróis (de Minas Gerais, onde hoje vivem, até São Paulo). Segundo fontes ligadas ao departamento financeiro do clube, “não há verbas” para pagar as passagens aéreas daqueles que ajudaram a construir a nossa história.

Nada disso me surpreende, na verdade, vindo de uma diretoria que se recusa a financiar a construção das réplicas de pouco mais de uma dezena de troféus que faltam em nossa sala: a turma que ainda paga (ou pagava, até dezembro) os salários do manager do Atlético MG, “não pode” dispor de 1/4 do valor de apenas um salário desse porte para dar ao torcedor Palmeirense a real dimensão de suas conquistas.

Ou seja, eu não esperava que fossem pagar duas míseras passagens aéreas para honrarem nossa saga como se deve – nenhuma surpresa.

O que verdadeiramente me espanta é o seguinte: pagaram duas passagens (ida e volta) para Toninho Cecílio viajar até a mesmíssima Minas Gerais, só para se prestar ao papel ridículo de fazer uma proposta de R$3 milhões por Kléber – e voltar para São Paulo de mãos abanando, com aquela cara de bobo que o orna tão bem.

Não dava para ter passado um papelão desses por email – e assim economizar o dinheiro para as passagens de Carabina e Djalma Santos? O que cazzo essa gente tem na cabeça?…

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Enquanto isso, fim de semana que vem nós estreamos, sabe-se lá com que time, com que espírito. Mas quem quiser entender melhor a dimensão da incompetência na qual nos metemos com essa turma, é favor ler este post.

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Há um ano…

dando um giro…

Esperando Godot

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A sensação é de estar saindo de um amor frustrado, de uma ilusão perdida. Ninguém, nestes termos, quer alimentar novamente espençanças – sob o risco de vê-las desfeitas mais uma vez, de maneira lenta e dolorosa.

Assim hoje se sente o torcedor Palmeirense. Porque em 2009 a sensação de perda foi grande, e o desamparo em que ficamos não nos permite acreditar agora.

Temos 4 campeonatos pela frente, e este ano poderá ser, sim, glorioso. Mas eis que iniciamos mais uma temporada sob o signo da desconfiança da torcida, da discórdia entre diretoria e empresários e da ineficiência coletiva para se compor um elenco. Nem mesmo os nomes que aventam aqui e acolá são capazes de nos erguer o ânimo neste instante.

Não é pessimismo, nem desânimo: é só precaução. Estou sentado no banco da praça vendo a vida passar, e esperando a inspiração voltar para escrever alguma coisa. Mas não vejo nenhum passarinho verde hoje…

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