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Na outra ponta, os mais ponderados pedem paciência – e enxergam o momento como sendo essencial para transmitir apoio e carinho à equipe – e não cornetar. É pregar uma atitude sábia, pelo menos durante o decorrer do jogo. E é coisa que a arquibancada tem feito até aqui, no meu modo de ver, dentro dos limites que o bom palestrino conhece. Então quem está certo?
Ao meu ver, pouco importa. Na hora do jogo, amanhã, tudo isso se apaga – e a relação entre time-torcida, enquanto a bola rolar, será como sempre foi, quando um momento desses se apresenta: se fizermos um gol logo, mostrarmos domínio da partida, a torcida canta e vibra; caso contrário, amigo… bom, as cornetas falarão por si só. E infelizmente esse time sabe disso.
Digo infelizmente porque esse ainda não é um time sábio, seguro, que tira de letra qualquer pressão. Estranhamente, o título paulista não deixou ninguém ali mais calejado ou confiante: parece que soberba e acomodação combinam melhor com aqueles de quem a gente mais espera. E são esses quem tem de mostrar agora porque ainda estão aqui; se há um engano da torcida nesse pós-jogo de domingo é querer sacrificar aqueles desprovidos da capacidade de decidir um jogo. Denílsons e Lennys, Jeffersons e Gladstones… ok. Mas nosso comandante precisa mostrar que está interessado em ser campeão pelo Palmeiras, que está com a cabeça nesse time – e passar isso para o grupo; só isso vai tirar a insegurança e o medo de errar que alguns têm demonstrado em campo. E Valdívia, que tanto carinho recebeu (ganhou por aqui até uma campanha para que permanecesse), precisa deixar de pensar que já fez muito pelo Palmeiras ganhando um Paulista: porque se ele acha que é isso mesmo…
No mais, é chover no molhado. Nossa torcida é tão heterogênea quanto essa esquadra que tem entrado em campo – e sua lealdade dependerá da campanha do Palmeiras, da fome de bola que o time vai, ou não, demonstrar. Vamos lá para apoiar sim, só que não podemos mais admitir que os caras não entrem em campo acordados, e não há mais tempo para perdemos pontos nossos em casa, se quisermos ser campeões de fato. Nos anos anteriores, uma vaguinha na Libertadores era tudo que um Palmeiras mais fraco almejava. Hoje o time é mais forte, o treinador mais ambicioso, e sequer conseguimos nos firmar entre os quatro, com quase um terço do certame decorrido.
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Gaetano, achei sua análise da coisa extremamente racional – concordo com tudo! O que pesou essa semana foi perder daquele jeito – apaticamente – pois a galera tinha engolido até o empate de quinta. Mas ainda há tempo, isso é verdade.
Obrigado pelo comentário!
É obvio que o time não vem correspondendo, mas acho que devemos ponderar e levar em conta alguns pontos:
1) O campeonato é longo e, diferentemente do Paulista, a DOSAGEM física é que fará o campeão. Não adianta estar no auge do desempenho físico, agora. Deveremos estar voando nos momentos decisivos.
2) o torcedor é apaixonado e, em especial, o palmeirense. Uma análise mais racional, pode observar que temos dois zagueiros recem chegados, sem pré-temporado e sequer treinamento. Temos que esperar e levar em conta que falhas na zaga vão acontecer.
3) O Luxa não é apenas o treinador, ele é um estrategista. Os desempenhos de Vitória, Náutico, é circunstancial. Não acredito no Grêmio, porque não tem elenco e o Cruzeiro, como nós, mostrou altos e baixos. De fato, a única preocupação é o Flamengo do Caio Jr. Acho um ótimo profissional, mas a sua passagem por aqui revelou que não consegue dar liderança com força ao grupo ( a menos que estejamos enganados). O meu palpite é que o Flamengo vai entrar em decadência técnica e física com os primeiros maus resultados. O Luxa já pensou nisso.
4) O Valdivia está jogando mal? Na minha opinião, não. Ele está se preservando para a arrancada do grupo, O Luxa nunca gostou de ter um jogador como foco de atenção. As equipes que comandou e incluo até o glorioso Verdão 96 foram equilibradas. Pára mim ele está sendo preparado para ser esquecido e aparecer no momento decisivo.
5) Está sendo preparado um meio campo marcador e técnico para poder ter força de armação e ataque. Por enquanto, o que vemos é a fraqueza da marcação, que está sendo aprimorada. Se fosse outro técnico ele insistiria com dois pegadores no meio e não o faz porque perde em criação.
Acredito que devemos ficar, por enquanto, apenas bem posicionados na tabela, não deixando o Flamengo fugir e nem o São Paulo crescer. Estes são os candidatos reais ao título. Os outros, que se administrem….
Infelizmente eu moro na terra do Guarani, mas assim que eu comprar um carro, e receber um aumento, a primeira coisa que vou fazer é conhecer o caldeirão verde! Mas por enquanto eu fico na torcida online, ou assistindo os pouquissimos jogos que passam na TV… Mas sobre apoiar ou criticar o elenco, sem dúvida, o Lenny me tira do sério… E o Gladstone… bom… não posso falar muito… mas cagou bastante na mão dos bambis nesse domingo… Mas eu apoio e torço pro porcão seja como for, seja onde for, seja na classificação que estiver! Criticar sim, abandonar nunca!
Amici, é foda, não posso ir ao jogo essa hora, simplesmente não posso… e o custo disso? Tem que voltar de táxi, não tem jeito… Parece que a intenção encoberta é inviabilizar a massa de comparecer aos estádios – talvez porque na mente deles assim tem menos chance de encrenca nas arquibancadas – e assim a gente passe uma “imagem bonita” lá fora… Se for isso mesmo, aguentem até 2014, porque a coisa só vai piorar. E R$30,00, ainda? Tá certo o Kleine, então; pelo futebol que os caras tão mostrando, eles deveriam pagar o ingresso do bolso para a gente contra o Fluminense…
Pois é, meu caro. E veja só que simpático o comunicado que está no site da CBF:
A Diretoria de Competições da CBF comunica que a partir do dia 23 de julho (14ª rodada) todos os jogos de quarta-feira do Campeonato Brasileira Série A serão realizados às 21h50, e não às 21h45, conforme programado anteriormente.
Falam aí em 14ª rodada, mas o horário das 21h50 já foi oficializado há tempos. Os times podem até entrar em campo para jogar às 21h45, mas os representantes da emissora câncer dão um jeito de atrasar em cinco minutos.
Daí pra 22h é um passo. E assim será assim que tivermos s horário político.
Detalhe: jogaremos mais uma vez às 21h50, contra o Flamengo, dentro de duas semanas. E os jogos às 20h30 foram para as quintas-feiras, incluindo aí um clássico contra o Santos. Beleza, né?
É Rapha, vc se esqueceu que esse cancro de Globo é uma emissora nacional. Então, se há jogo de um carioca em SP eles vão transmitir para o Rio, e como a novela vai acabar às 21h40, tome 21H50 para o jogo. Sonho com o dia que teremos nosso próprio canal de TV. Espero poder ver isso. Amanhã à noite, como em todas as outras noites em que há jogo do Palestra, estarei lá, enfrentando chuva, frio, jogadores com a cabeça na Europa, técnico com a cabeça cheia de ’sei lá o quê’. Apoiando, durante todos os noventa, depois vemos o que fazer. Abraço.
Raphaello:
Meu texto complementa o seu.
Continuo sendo a favor de um equilíbrio, criticando onde houver erros claros, de concenso geral.
Na hora do jogo, só aceito torcer.
“Construir para poder conquistar! Acreditar sempre!
21:50 ?!?!
Concordo plenamente, meu caro. Eu faço minhas críticas (sempre pontuais) depois do jogo apenas porque apóio o time durante os 90 minutos. E é bom ressaltar que a torcida cantou mesmo depois da derrota do último domingo.
Aposto em mais uma noite de apoio amanhã, ainda que a diretoria burra insista com o preço de R$ 30 em um jogo disputado às 21h50.
Faremos a nossa parte. Mas os caras também precisam fazer a deles.
Abraços