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REPUBLIQUE-SE!
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1981 (a vítima é o Botafogo)
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Semifinal do campeonato brasileiro de 1981, SPFW x Botafogo. No primeiro embate no Maracanã, o Bota saiu vencedor por 1 x 0: restava vir para São Paulo e segurar o empate, pois a vantagem era do time paulista em caso de uma vitória para cada lado. Mas Gérson, do Bota, abriria o placar em São Paulo, ainda no começo de jogo, espalhando um balde de água fria no entusiasmo leonor; e em um contra-ataque alvinegro, aos 19 minutos, Mendonça faria 2 x 0, após belíssimo lançamento de Perivaldo. Fatura encerrada?
Se fosse um time de futebol do outro lado, provavelmente sim. Mas se Madame precisa de 3 gols, vai conseguir 3 gols, não importa por quais vias: aos 45 minutos do 1º, após cruzamento na área, Chulapa esbarra nas costas de Gaúcho Coalhada e se atira no chão. Pênalti.
Talvez, não fosse Serginho o protagonista da cena, e o lance poderia até gerar dúvidas, pois Coalhada abriu os braços; mas ali não dava. Quem viu o Chulapa jogar (e lembra do seu “tamanhinho“) sabe que jamais ele seria deslocado daquela maneira, ao contrário, se pudesse fazer o gol, deslocaria quantos marcadores estivessem a sua volta… Mas é pênalti, Chulapa cobra e é gol. O goleiro tenta pegar a bola para retardar o reiníco do jogo; aí Serginho, o frágil, atira o goleiro Paulo Sérgio no chão somente com uma bundada. Reclamação da defesa do Bota, mas o juizão ignora o choro carioca e termina o primeiro tempo.
A senha estava dada: o juíz era covarde, caseiro no mínimo – e então Madame parte para o segundo ato, escrevendo um dos capítulos mais vergonhosos da história do calcio nacional: Assim que Bráulio Zanotto entra no vestiário dos árbitros, percebe a presença de 3 seguranças armados (Brandão, Maurinho e Chitão), todos contratados da Ponte Preta para fazer aquele trabalho esporádico e sujo. Um bandeirinha consegue fugir do vestiário, o outro não.
Alegando que Bráulio estaria “prejudicando” o SPFW, os três desferiram murros em Zannoto, intercalados com chutes no seu tornozelo; um bandeira também apanhou bastante, mas nenhum dos dois teve coragem de parar o jogo ali: voltaram a campo e Ela fez o que quis no segundo tempo, até chegar ao terceiro gol.
Com Zannoto mancando visivelmente.
E, quando fizeram o 3º gol, no placar eletrônico da Bambineira começou a aparecer os horários da ponte aérea para o Rio, mandando o Botafogo para casa. Entre os horários dos vôos, o placar “mandava seu recado”: “Fogão, Fogo, Foguinho, Fumaça, Cinza“.
1981, tempo da ditadura, ainda. Madame já tinha a caneta, escrevia o que queria e ninguém reclamava. Áureos tempos leonores, onde não era preciso sequer manipular procuradores fora de campo.
Anos mais tarde, Bráulio Zannoto contaria em detalhes o ocorrido, dizendo-se arrependido por não ter sequer relatado o que aconteceu na súmula do jogo, pois havia sido ameaçado. O vídeo que você vai ver abaixo é um especial feito pela SporTV com Éverton, herói das meninas naquele embate. Repare em alguns detalhes no vídeo:
1) Veja o desconforto de Éverton ao ser questionado se algum fator no vestiário deu ânimo ao SPFW para virar o jogo; o repórter pergunta claramente a respeito do pré-jogo (já que o Bota ganhara a primeira), e ele responde que, com união, “revertemos uma situação praticamente impossível“. Ou seja, ele responde pensando que o repórter o argüia a respeito dos fatos ocorridos no intervalo.
2) Repare como ele comenta, sem graça, o gol de pênalti anotado por Bráulio. Ele diz “mesmo que foi de pênalti, né?” como quem diz “mesmo com um pênalti daquele…”; note também quanto tempo o narrador e o repórter demoram para acreditar que o juizão realmente havia marcado aquilo.
3) Após o 3º gol, na comemoração, veja que pelo menos dois diretores/conselheiros/seguranças ou sei lá o quê, simplesmente invadem o gramado e se atiram no chão com Éverton para comemorar o feito, na cara do bandeira, que fica atônito e não adverte ninguém (um deles está de calça social marrom e camisa clara, de mangas compridas).
E, finalmente, veja se você daria pênalti naquele lance.
Preparem-se, amici: essa série será longa – e esse foi somente o primeiro capítulo.
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1970 (o crime é contra a Ponte)
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Carlos Lacerda e Laudo Natel, o governador biônico e presidente do SPFW que se sentava no banco durante os jogos do seu time para poder controlar os árbitros
Você pode ler a entrevista edificante (cujo trecho reproduzirei) aqui, por completo. Para nossos leitores e amigos, deixo apenas um pedaço bem simbólico, representativo do fermento de alienação que faz inchar a massa leonor; trata-se de uma entrevista de Laudo Natel para o SPNet.
“SPNet - No livro do ex-presidente Bastos Neto, ele conta que o Presidente Médici estava receoso de entrar no gramado e ser vaiado devido ao momento turbulento na política brasileira, mas o Sr. o encorajou dizendo que havia “dedicado uma vida para a construção desse estádio e esperava naquele 25 de janeiro esse reconhecimento”. O que aconteceu após a entrada do Sr. e do Presidente Médici em campo?
Laudo – Era a primeira visita do Médici a São Paulo (1970). E convidei primeiro o Costa e Silva, mas ele ficou doente e não pôde vir, até depois veio a falecer. Eu fiquei em dúvida em convidar o Médici, pois já havia convidado o Costa e Silva. Mas o convite é estendido ao Presidente da República, por isso o convidei. O Médici gostava de futebol, aliás ele era são-paulino aqui, acabou vindo. Mas, no dia da inauguração, com o campo lotado, a segurança do Presidente achou que ele não deveria entrar, talvez com receio de ser vaiado. Eu disse a ele: “Presidente, o senhor vai entrar comigo, pois se existe alguém que não pode ser vaiado hoje, esse alguém sou eu. Então, o senhor entra comigo”. Aí, ele aceitou e entrou. Na hora que ele entrou, foi uma ovação do público, deixando-o arrepiado. Tanto é que ele, que já gostava de vir a São Paulo, ficou freguês de vir pra cá. No período em que eu fui governador, ele veio umas vinte e tantas vezes. Mas, a entrada dele foi na inauguração do Morumbi.”
Torcida invejável, né?…
Recordando: Laudo foi o presidente do SPFW nos anos mais negros da ditadura, indicado pelo então governador Adhemar de Barros. Era o laranja de confiança para o governador, que planejava desviar dinheiro público e fazer concessões ilegais de terreno para que seu clube (com histórico recorrente de falências e nenhum patrimônio) conseguisse ter um estádio. E o fez, logicamente, por intermédio de sua imobiliária.
E, também logicamente, o governador acabou sendo afastado por corrupção, em 1969.
Mas nessa época Adhemar já tinha feito Laudo Natel seu vice. Então o presidente do SPFW e diretor do Bradesco (instituição que mais enterrou dinheiro escuso na Bambineira) tornou-se também governador biônico de São Paulo – em um contexto onde seu time passava por uma seca de títulos, pois, enquanto erguia o anti-estádio, o clube não ergueu nenhuma taça.
Ao todo se juntaram 13 anos de fila e o time leonor chegava à decisão de um Paulista contra a Ponte Preta. E no seu estádio, recém-inaugurado pelo governador biônico, que já havia adotado o hábito de sentar-se no banco de reservas tricolor para intimidar a arbitragem.
Bons tempos da ditadura militar, auge da glória leonor, onde não era preciso sequer colocar um coronel na linha de fundo para intimidar uma bandeirinha.
Era preciso tirar o time mais querido dos barões da fila. Era preciso mostrar isso para a arbitragem, ostentando poder e aparato militar para que a coisa ficasse clara… então, naquela decisão em 70, Laudo Natel foi além e decidiu fazer uma entrada especial: com o estádio lotado, pousou de helicóptero no meio do gramado, cercado de seguranças, e foi direto para o vestiário de arbitragem “cumprimentar” o caga-regras escalado para o jogo, ninguém menos que Arnaldo César Coelho. Sim, o mesmo Arnaldo global que quer nos ensinar que “a regra é clara“.
Não há porque prolongar o texto nessa postagem. Veja o leitor e amigo e julgue por si só o pênalti anotado por Arnaldo contra a pobre Ponte Preta naquela partida, sob o olhar atento do chefe de governo.
Mais um capítulo essencial na história de Madame:
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1944/1984 (o modus operandi)
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Mas, meninos, não se esqueçam de 1942. Daquele ano em diante, jamais Madame conseguiria ter um comportamento normal (ou não-esquizofrênico) diante de uma peleja contra os verdadeiros homens, aqueles vestidos de verde. E como haviam ganho em 1943 (com o Palmeiras, campeão de 42, sendo vice), a imprensa de sempre arrebitou a bundinha que a gente já conhece bem – e começou a inflamar aquele clássico, dando-lhe a conotação de duelo entre os duelos do século. A partir daí, Madame sentiu-se provocada no único valor que reconhece o peso: a vaidade.
Aqui interrompemos o texto, pois vale um aparte para uma frase que resume tudo, de Jota Christiannini, para o 3VV:
“Nesse mesmo 17 de Setembro daquele ano jogariam decidindo o título o Palmeiras e o SPFC. O pessoal da purpurina que tinha recebido nossa esmola em 1938 e um tapa na cara em 42, resolveram agir novamente.“
Pois foi exatamente isso que se sucedeu: para chegar a essa decisão (na verdade, o título só viria depois da vitória sobre o Santos na Vila), o Verdão havia batido por 3 x 2 o Juventus. Linda vitória, 25 pontos ganhos. Porém, antes da partida que virtualmente decidiria o título paulista, uma surpresa nos aguardava: na calada da noite, em reunião fechada e secreta com o recém-criado “Tribunal de Penas” da Federação Paulista, conseguiram os leonores pressionar os magistrados a suspender Dacunto do confronto contra as gazelas, alegando que o juizão dera a ele uma advertência no jogo contra o Juventus.
Nem Dacunto, nem o Palmeiras, nem a imprensa… ninguém havia visto a tal “advertência” no jogo citado… Da noite para o dia, literalmente, conseguiram sabotar o Verdão e tirar Dacunto do embate.
Só que Madame provaria do próprio fel nesse 17 de setembro… Pois o já consagrado meia Waldemar Fiúme foi deslocado para a defesa – e simplesmente anulou o tal do Sastre, não deixou a menina pegar na redonda, abrindo o caminho para Caxambu, o herói do jogo, meter dois balaços no retângulo da donzela. No final, 3 x 1 Verdão, vantagem e título nas duas mãos.
Uma marcha que virou febre por aqueles tempos, de autoria de Pedro Caetano e Claudionor Cruz, dizia assim: “com pandeiro, sem pandeiro, eu brinco“. Pois bem. Não se ouvia outro som no Pacaembu após a peleja que não fosse a paródia desses versos, criada pela nação Palestrina: “com Dacunto, sem Dacunto, eu ganho.”
Abrimos novamente aspas para Jota: “Esqueceram-se do principal, aquelas camisas verdes estavam do outro lado e eles tremiam ao vê-las.”
E claro, para não deixar passar batido aquele desfile do ano anterior, o povo do Palmeiras saiu às ruas com um caixão tricolor, tomando a cidade e cantando: “Com Dacunto, sem Dacunto, o São Paulo é um defunto…“
Lindo. Mas mesma sorte não tivemos exatos 40 anos depois, em 1984. Com o craque Mário Sérgio no time e Mário Travaglini no banco, metemos sete vitórias seguidas e era certo que romperíamos ali o jejum de 8 anos sem títulos. O time arrebentava em campo. Tinhamos ainda Leão, Luís Pereira, Diogo, Bacharel, Jorginho, Borges… um timaço!
Mas como os palmeirenses adotaram, ao longo dos tempos, o costume brasileiro de não atentar para a própria história, nos veríamos enrolados novamente no infindo tapetão leonor: pois faltava o confronto direto.
Que veio, e vencemos por 2 x 1, em jogo que terminaria em um dos maiores quebra-paus do futebol brasileiro. A porrada comeu solta dos dois lados, em um tempo que não havia essa veadagem de hoje: um inimigo era um inimigo, e havia de ser tratado como tal: na porrada.
Mas Madame, que é Madame, não engoliria o fracasso novamente. Sorteado para o antidoping, Mário Sérgio foi pego. Em um episódio obscuro até hoje, ele garante que as luzes se apagaram e sua amostra foi trocada por outra; naquela época a escolha de qual atleta passaria pelo anti-doping era do médico do time adversário: Osmar de Oliveira. Mas a questão não é essa.
Mário Sérgio havia vindo de lá, da Boutique para o Palmeiras; conhecendo bem o “Rei do gatilho”, os leonores sabiam o que poderia dar no antidoping. Deu positivo. Mário Sérgio, o crápula, confessaria anos depois o que Orlando Duarte afirmara à época em sua defesa: havia enchido a cara de anfetamina para jogar baralho e ficar acordado às vésperas do jogo. Mas, de novo, a questão nem é essa.
O fato relevante é que, pela primeira e única vez na história do futebol brasileiro, um time perdeu os pontos da vitória que havia conquistado no campo de jogo por conta de um suposto doping de um jogador. Para esse fato não havia precedentes – e essa abominação jamais se repetiu no Brasil.
Somente contra Madame, sendo o Palmeiras o oponente, viu-se o tribunal em posição confortável para aplicar tal pena inédita e arbitrária.
O final todos sabem: era um campeonato de pontos corridos e o Palmeiras não chegou. Nosso único consolo foi ver o Santos levar aquele título, com um gol de Chulapa contra o Rivale, anulando assim as intenções escusas do Dr. Osmar de Oliveira.
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Fontes: 3VV, Ponto Verde, Milton Neves, Clássico é Clássico e Palestrinos.
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1971 (o título mais ilegítimo da corja)
Enzo (bela alcunha eu criei) é filho de um palestrino romântico e apaixonado. Conheci seu pai. Era daqueles palestrinos fanáticos, propensos a desmanchar uma amizade de 30 anos se alguém aparecesse na sua casa minutos antes do Palmeiras tomar um gol em jogos decisivos. “Veio aqui pra secar, filha da puta!”, ele dizia. E não convidava mais.
Vou chamá-lo de Palestrino mesmo. Esse homem (que completaria esses dias 87 anos) foi conselheiro vitalício do Palmeiras. Um oriundi orgulhoso de sua história, morador do Cambuci toda vida, como eu e meu pai. Entre bebedeiras de pai e filho, contou ele a Enzo muita coisa, que hoje seu filho e meu amigo me transmite, também entre um gole e outro de álcool (com saudades do pai), quando estamos duros e saímos por aí, pendurando cervas pelo Cambuça afora (como hoje, nesse fim de mês).
O último diálogo de família que ele me revelou agora foi esse:
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-Você sabe que meu pai e o Armando eram amigos desde a infância, começa Enzo.
-Você já me contou, disse eu.
-É, mas tem coisa que não te contei, porque você é doente…
-Fala.
-Bom… Lá pra 74, 75, ele foi pescar, lá pro Mato Grosso, como fez até não poder mais por conta do pulmão.
-Eu lembro bem, acrescentei entre risos, lembrando das histórias do vecchio.
-Nesse ano foram o Armando e mais alguns. Entre brincadeiras e cachaça em torno da barraca, o cara solta essa pro meu pai: “Vou te contar uma coisa, aqui entre nós, parmerista. Não fica puto, Palestrino!”
-No. Conta, Armandinho, você é famiglia, ê?
-Bom… Você lembra daquele jogo, aquele ano? Aquele em que eu fiquei uma semana sem responder teus telefonemas?
-Sei, safado cego!
-Não sou cego, Palestrino! Te disse que não podia com pressão aqueles dias… e você é muito amigo, fiz o que era certo fazer.
-Sfoga, Armandinho!
-Bom, eu tenho aquela relação com o Manuel, você sabe. Ele me ligou em casa dois dias antes daquele jogo.
-Eu sabia, Armando… Num conta que é melhor, meu velho: amanhã cê se arrepende…
-Tem mais cachaça?
-Muita.
-Então cala essa boca velha que amanhã eu já esqueci tudo!
-Eu não.
-Te fode, parmerista! Deixa eu por pra fora!
-Pra me dar una sincope, caraio?!
-Escuta: eu tinha acabado de almoçar, toca o telefone, eu tô lá na poltrona quieto, sozinho, e atendo. “Como vai, Armando?”
“-Bem, meu velho. Mas você sabe que não devia me ligar esses dias. O que foi?”, disse.
-”É… mas a gente se conhece… e as coisas aqui estão tensas, não tinha pra quem ligar…”, responde Manuel.
“-Tensas… vocês estão na final, Manuel!”
“-É, tem outras coisas, sempre. E nesses tempos… você sabe. Essa semana não foi fácil, entrou 100 mil réis que preciso por para dormir mas, fazer caixa dois, agora… Além disso tem uma Mercedes atrás do estádio, na rua! Imagina, não posso colocar em nome do clube, né?”
Então Enzo interrompe a narrativa para explicar que Armando respondeu essa rindo:
“-Sr. Manuel, sr. Manuel… vocês governam esse trem, diretor!
“-O Homem? Por esse dias, só por telefone… e sugeriu que eu te ligasse pra resolver isso.
“-Eu?!”
“-…”
“-O que eu entendo disso, Sr. Manuel?”
“-Não sei. Só sei que eles não podem ser campeões em cima da gente de jeito nenhum!”
Oito, nove dias depois, Manuel entregava pessoalmente cem contos para Armando. A Mercedes ele vendeu logo, fez questão de frisar para o amigo Palestrino, naquela noite no mato: “fui esperto”.
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Um dos erros mais grosseiros de arbitragem em uma decisão de campeonato no Brasil havia sido cometido há pouco mais de uma semana. O Homem, estava no banco assistindo.
Palestrino, que por muito menos desfez amizades sólidas, perdoou o amigo (que esqueceu-se da conversa, de fato).
Tudo isso me contou Enzo hoje, antes que eu socasse o balcão várias vezes e ele mandasse pendurar as nove cervas. Mas, para todos os efeitos, é tudo estória: repito, qualquer semelhança com qualquer realidade é mera coicidência, como diria a grobo.
De concreto, amici, deixo abaixo o belo exemplo apresentado pelo Coisa Verde, resumindo em 59 segundos a diferença de tratamento que o Palmeiras e Madame recebem da arbitragem quando se apresenta uma decisão.
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2006 (Madame e Wilson de Souza Mendonça)
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.Foi uma contenda acirrada no Palestra, entramos em campo mordidos pelos comentários da grande imprensa, que colocava o seu bem-amado clube como franco favorito para seguir na Libertadores. O clima e o contexto daquele jogo no Palestra podem ser revividos aqui, na declaração de Edmundo e nos lances pesados que marcaram aqueles 90 minutos:
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O fato é que o Palmeiras jogou de igual para igual ali, a ponto de fazer os jogadores do clube leonor fecharem a boca durante os dias que antecedeu o segundo confronto, no Privadão. A ponto de fazer a diretoria da Boutique se precaver e escalar seu eterno camisa 12, o árbitro, para o segundo embate.
Wilson de Souza Mendonça foi o funcionário da casa escolhido a dedo para realizar aquela tarefa: aos 40 do 2º tempo, com o jogo indo para a prorrogação (1×1 novamente, em outra brava apresentação Alviverde), o caga-regras marca um pênalti para lá de vergonhoso de Cristian em Júnior, o gabiru, que se livrara de Correa na corrida, evitando assim que Madame passasse a vergonha de enfrentar um tempo extra após empatar 2 vezes com um time reconhecidamente mais fraco que o seu.
Para tentar legitimar uma arbitragem encomendada, ele ainda mandaria voltar a cobrança de pênalti, sem que nada tivesse acontecido para justificar essa atitude. Mas nada poderia ser feito: Madame precisava eliminar o Palmeiras – e o Palmeiras foi eliminado, novamente fora do campo de jogo:
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2005 (Madame e Sálvio Spínola)
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Voltemos um ano na história, vamos a 2005, só para não ficar aquela impressão de que “a história se repete”, não é mesmo?
Não se confunda, Palestrino, não é 2006: estamos novamente no Privadão, outra vez nos minutos finais de jogo, mais uma vez Correia é a vítima escolhida, quando o Verdão tinha um a mais em campo; acho que esse vídeo fala por si só, quer dizer, acho que dessa vez fica difícil alguém aparecer por aqui para dizer que isso foi pênalti.
Mas Madame não pode ser eliminada do seu torneio-vitrine. Não pela “porcada”, isso nunca…
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1990 (Ela esconde suas vergonhas…)
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“O São Paulo foi eliminado pelo Botafogo na repescagem e vai disputar a 2º divisão em 91. (…) No próximo ano, o São Paulo vai disputar a Série B do Campeonato Paulista, sem direito a lutar pelo título. É uma nova fórmula aprovada pelo conselho arbitral de clubes em janeiro. (…) A Série A de 91 terá os 14 clubes classificados para a terceira fase do campeonato deste ano que começa depois da Copa.(…) Resta ao São Paulo a chance de subir para a Série A em 92. Apenas o campeão da Série B sobe, enquanto o último colocado da Série A desce.“
Esta é a foto da vergonha: mostra um estádio vazio em uma tarde onde o time mais precisava do apoio de sua torcida; prova que o torcedor leonor não carrega consigo o espírito da bola; é apenas um ser autômato que desperta roboticamente ao chamado das câmeras da Rede Globo, quando o time está na iminência de ser campeão, e só.
O regulamento está aí, ricamente detalhado no próprio release da assessoria de Madame. O problema é que quem tem vergonha da própria história tem que passar a vida tentando provar que é melhor que os outros… E um rebaixamento incontestável seria muita humilhação para um clube feito de plástico e purpurina: então Casal del Rey, diretor de futebol à época, não tem vergonha de afirmar, ainda na mesma matéria:
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“Casal del Rey, 47, ainda não se deu por vencido. Ele disse que vai acionar o departamento jurídico do clube para saber se a aprovação da fórmula do campeonato de 91 é legal. Casal del Rey disse, sem ter certeza, que não existe um documento assinado pelos clubes sobre o assunto. Assim, ele poderia recorrer à Justiça Desportiva para mudar a fórmula. Ou seja, apelar para o tapetão.“
Para quem ainda tem dúvidas a respeito desse regulamento, é só ler matéria ainda mais incisiva publicada pela Placar: e essa é mais grave, uma vez que o texto abaixo compõe o próprio Almanaque do São Paulo:
“(…) o São Paulo foi obrigado a jogar o Paulistão no grupo dos times mais fracos. No entanto, acabou sendo beneficiado por mais um regulamento ridículo. Conseguiu disputar e vencer o título de 1991.(…) Em 1990, o tricolor do Morumbi perdeu o título brasileiro para o rival Corinthians e ainda aguentou as gozações dos adversários por ter sido rebaixado no Paulistão. (…) Uma manobra de bastidores manteve o São Paulo na primeira divisão e, o melhor, enfrentando adversários mais fracos na fase de classificação.“
Para se ter uma idéia da vergonha que isso representa para um leonor, cujo time vive de vender o que expõe em sua vitrine de sonhos, até hoje o clube sustenta na mídia jornalistas de aluguel que tentam provar que aquele ano não houve rebaixamento, com a mesma falta de pudor e cinismo de quem ainda nega o holocausto.
É só mais um capítulo edificante da história de Madame.
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1986 (operando o Guarani em Campinas)
por André Falavigna
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1994 (Ela surta e sabota seu puteiro)
por Rodrigo Barneschi
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Tomo a liberdade de mudar um pouco o sentido da brincadeira: não vou mandar o relato de nenhum jogo ganho no apito, mas sim de mais uma ação suja de bastidores. Refiro-me ao episódio do Jogo das Picaretas. Vamos lá:
Paulistão de 1994. Disputa por pontos corridos. Depois de derrotar o SPFW por 3 a 2, em 1º de Maio, dia em que o Brasil perdeu Ayrton Senna, o Palmeiras assumiu a liderança – que era dos bambis então – e praticamente assegurou o título paulista daquele ano.
A matemática fez a sua parte na noite de 12 de maio, uma quinta-feira, 11 dias depois do clássico. Era a penúltima rodada do campeonato. No ABC, Santo André 0 x 1 Palmeiras, gol de Evair, El Matador. No vazio Jd. Leonor, SPFW 4 x 4 Novorizontino. Palestra campeão por pontos corridos.
O domingo, 15 de maio, previa um Palmeiras x Corinthians no Jd. Leonor. Inicialmente pensado para ser uma decisão, o jogo seria apenas uma festa para a torcida palmeirense.
Mas não foi assim que quis o clube do Jd. Leonor. Na manhã de sexta-feira, o gramado do estádio bambi estava destruído, revirado a golpes de picareta.
Ao que parece, o campo foi invadido durante a madrugada de quinta para sexta, deixando o local sem condições de receber o clássico do final de semana. Tudo, claro, para que não ocorresse por lá a nossa merecida comemoração.
Sem alternativa, Palmeiras e Corinthians jogaram no municipal Pacaembu, com vitória palestrina por 2 a 1.
O episódio das picaretas nunca foi esclarecido, muito porque não era do interesse do dono da casa, responsável direto pela depredação do próprio patrimônio. E a imprensa, claro, não deu ao fato a devida atenção.
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Notas do editor: Surpresa! Não achei nenhuma foto nos arquivos da mídia para ilustrar essa matéria do Barneschi, nenhumazinha mostrando o gramado esburacado. Que coisa, hein?…
2008 (no Palestra: a farsa do gás)
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Acontece, em certos anos, de o Palmeiras não ter um time muito eficiente. Quando a esse fator se alia uma certa desmoralização da direção do clube, então Madame não vê problemas: vem jogar em nossa casa sem reclamar, combina a estratégia de jogo com o caga-regras e sai de campo com um resultado favorável, sem ter que mexer em “pauzinhos” maiores.
Mas naquele ano a situação era outra… o time de Palestra Itália montara uma esquadra de respeito para o Paulistão, havia uma parceria forte por trás da direção do clube, e a esquadra Verde já havia aplicado um impiedoso 4 x 1 no clube leonor, no interior, na fase classificatória; na ocasião, envolvidos pelo toque de bola do Palmeiras, a esquadra nazista perdera a cabeça diante dos seus súditos, cometendo 3 penalidades máximas em um intervalo de 15, 20 minutos.
Chegava as semifinais do Paulista… O medo Dela era o Palestra conquistar aquele título e ela ver reeditado o pesadelo de uma década atrás, onde a atenção da grande mídia e as negociações em moeda forte se voltaram para o clube do Jardim Suspenso; porque isso obrigaria Madame, novamente, a ter de fazer coisas ridículas na TV, criar factóides em massa para poder permanecer em evidência – coisa que dá trabalho e custa caro. E a semifinal, quiseram os deuses, seria justamente SPFW x Palmeiras, esse com a vantagem de jogar por dois resultados iguais e decidir a vaga em seus domínios.
Madame agiu rápido para evitar que o pior se desse: naquela época (como em todas as outras), ela tinha o poder da caneta, os funcionários públicos de alto escalão no bolso, o ranço autoritário que ainda fazia ditar as regras do jogo. Assim, tratou de acionar seu procurador de estado, pedir-lhe que bradasse contra a realização do segundo jogo no Palestra, por falta de segurança.
Em uma ação coordenada, recebeu em sua sala da presidência os diretores do maior boletim esportivo do estado, numa reunião regada a whiskey e insinuações de altas cifras em moeda estrangeira; enquanto isso, mandou seu coronel ficar de prontidão para atuar no primeiro jogo, que se daria no Privadão da zona sul.
Na semana seguinte, o que se viu foi isso: o coronel ficou na linha de fundo no primeiro jogo, ameaçando a carreira da bandeirinha, uma pobre moça que, mais tarde, se dirigiria aos prantos para o vestiário, dizendo-se pressionada pelo militar que a intimidava dentro de campo para que “atuasse corretamente”. E atuar corretamete significava fazer vistas grossas ao ataque leonor, que anotaria um gol de mão, que ela teve de validar, ainda no primeiro tempo.
Com 50% do objetivo cumprido (reverter a todo custo a vantagem Palestrina para o último embate), era hora de Madame partir para o segundo ato: então, o tal boletim que ela havia pago 15 dias antes, mandou seus fotógrafos às imediações do Palestra para registrarem imagens de caçambas estacionadas ao redor do estádio; o tablóide, por sua vez, “entrevistou” o procurador de estado (esse havia saído do primeiro jogo com vários ‘presentinhos’ do camarote leonor), que afirmou, dando a capa que o boletim precisava: “O Palestra Itália é um barril de pólvora”.
Choveram pedidos à Polícia Militar para que o embate fosse transferido de casa. A polícia concordou. A peça de Madame chegava assim ao seu final glorioso. Chegava?
Assim seria, mas, por um capricho daqueles mesmos deuses da bola, Madame esbarraria dessa vez na paixão clubística da autoridade máxima do estado, o governador. Esse, notoriamente um palmeirense roxo, enquadrou a PM, querendo saber do que se tratava aquela palhaçada: exigiu laudos técnicos que comprovassem o perigo iminente de se promover um clássico no Parque Antarctica, o mesmo palco de tantas decisões no passado. E sem ter como comprovar o inexistente, a PM foi obrigada a voltar atrás, o procurador-de-gaveta teve de ficar quietinho, e decidiu-se que o mandante de direito, o Palmeiras, jogaria em sua casa.
Para piorar a situação Dela, nenhum incidente aconteceu no dia do jogo. Precavido, o governador mandara a PM seguir de perto as duas torcidas, desde seu desembarque nos metrôs da região até a porta do estádio. Sol, paz, cantoria dos dois lados, uma tarde perfeita. E agora?
Bom, agora Madame tinha que jogar bola… Acontece que, na época, o Nazi Club sustentava sob suas metas um poderoso marqueteiro; que embora fosse um arqueiro sabidamente medíocre, rendia manchetes positivas à socialite da bola. Nessa tarde, porém, o goleiro limitado falaria mais alto, e Ela teve que descer para o vestiário, após a primeira etapa, com um tremendo frango entalado na garganta: 1 x 0 para o Palmeiras, vantagem verde recuperada.
Naqueles tempos, os seguranças dos clubes costumavam se precaver de um possível ataque de torcidas organizadas carregando em suas bolsas uma espécie de gás de pimenta, um genérico na verdade, de venda proibida e embalagem pouco segura. O clima na descida ao vestiário foi pesado. Perdendo, sem jogar nada, Madame fugiu pelos corredores internos do Palestra ouvindo o bradar de 30.000 homens verdes, que batiam com a mãos nas placas metálicas fixadas no entorno das arquibancadas (sim, ainda existiam arquibancadas), produzindo um som atemorizante: “Ô bicharada! Ô bicharada!…“
Com medo, acuada, a realeza e seu séquito adentraram o vestiário e ali se trancaram. Cobranças de tudo que é lado: seu técnico mal-humorado foi um capítulo a parte; esse, sentindo-se indisposto desde um churrasco devorado às vésperas do clássico, no sábado, estava particularmente irascível com seus comandados. E toda diretoria leonor ali presente, aumentando o teor da cobrança: logo, um segurança tremeu e derrubou no chão uma daquelas embalagens de gás venenoso, em pleno vestiário fechado. Nada que fosse causar grandes danos, pois todos notaram de pronto o ocorrido, e se tocaram para fora dali.
Mas o emo-clube sabe transformar um contratempo em vantagem, esse talvez tenha sido sempre seu maior dom: com um jogo certamente perdido, após a humilhação do frango e a vergonha de ter de retornar ao nosso campo (não em um campo neutro), Madame me sai com essa: seus jogadores abrem a porta do vestiário fingindo estar cegos, sobem ao gramado chorando e se deitam em frente às câmeras de TV, fingindo passar mal.
O técnico, então, procura pela câmera da Globo para vomitar ao vivo o churrasco indigesto, dizendo-se intoxicado. Os diretores da Boutique procuram os microfones para dizer que foram sabotados no intervalo, e estranhamente ninguém procura o médico do clube, ou a ambulância presente no estádio. Era a saída perfeita: explicariam a derrota com um fator “extra-campo”, enquanto aproveitavam para limpar a honra de seus filhotes da ditadura, que tentaram por uma semana remover o mando de campo do Palmeiras.
Tomariam ainda outro gol no segundo tempo, esse memorável, pois o meia palmeirense, autor do gol, mandou o marqueteiro que atuava sob a traves inimigas calar a boca, para todo mundo ver.
E o que era para ser mais um factóide compondo o castelo de mentiras do SPFW não se concretizou: um coronel desavisado, responsável pela segurança do estádio, afirmou às rádios que aquilo não era gás de pimenta.
Vários laudos periciais posteriores comprovaram que o gás só poderia ter sido lançado de dentro do vestiário. E, para fechar com chave de ouro, o técnico de Madame (que alegara não conseguir enxergar durante o segundo tempo, sob o efeito do veneno, e assim não pudera arrumar o time) passou por 3 exames no IML: tanto o primeiro, como a contraprova deninitiva, revelaram não haver nenhuma intoxicação por gás no organismo do sujeito. Uma vergonha que entrou para a história não só como mais uma farsa, mas como outra tentativa de denegrir a imagem do Palestra Itália, como já haviam feito há pouco mais de 60 anos.
Durante os meses que se seguiram (e principalmente às vésperas dos novos clássicos), o boletim que Madame sustentava ainda tentou infringir culpa à torcida verde pelo ocorrido. Mas, com argumentos tão descabidos quanto os do “jogo das caçambas”, a mentira não ganhou fôlego, e Ela tem que ir dormir, até hoje, com mais essa vergonha escondida embaixo do colchão.
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A CAMPANHA SUJA NO BR-2008
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Que pena que não rebatemos o anão punheteiro naquela semana, antes do clássico. Porque dava para pressentir. Foi a partir dali que o apito começou a ficar mais, digamos, alegre. Foi no Palestra que eles perceberam que poderiam repetir o estelionato de 2007 e começaram a pôr suas manguinhas de fora. Mas a verdade é que alguém se manifestou a tempo e já podemos, pelo menos por hora, nos preocupar com futebol e pensar no Santos.
Bem, nossa contribuição para ajudar a fazer barulho com Belluzzo segue abaixo. Após ler um comentário muito bem detalhado no OV, pude fazer algumas pesquisas e trazer ao leitor A PROVA de como a classificação desse campeonato já está comprometida, independente do que vier a acontecer daqui para frente. Mesmo que Madame ganhe tudo honestamente daqui até o final, esses pontinhos já fizeram a diferença:
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Jogo 1: Atlético PR 1 X 1 SPFW, 2ª rodada
Data e local: Arena da Baixada, 18/05
Juizão amigo: Djalma Beltrami
Pontinhos garfados: 1
O crime: A Brisa vencia por 1 x 0 em seus domínios, até os 35 do segundo tempo, o time reserva de Madame. Eis que o escrete de Ney Franco (que seria demitido após o empate) se lança a frente e sofre falta que Beltrami ignora. Na sequência, contra-ataque e gol das meninas.
(Onde foi que vi isso outro dia?…)
Bom, esse lance não aparece em nenhum “melhores momentos” editados pelas emissoras – e olha que procurei. Nada. Mas a busca levou-me até um blog atleticano, que também tem seus vídeos. E esse que achei me fez recordar de outro detalhe desse jogo que já havia apagado da memória: O árbitro estava tão ansioso pelo empate do “mais querido”, que já havia marcado, minutos antes do gol, um pênalti absurdo contra o time da casa. A incisão cirúrgica não se deu somente pelo fato do bandeirinha estragar a festa e lembrar ao juizão que aquele cara se atirando na área estava, além de fingindo, impedido. Coisa que Djalma Beltrami nem reparou, pois estava mais preocupado em achar uma deixa para ajudar o SPFW e ficar bonito na foto da federação. Esse lance, ao menos, vocês podem ver aqui.
A prova:
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Jogo 2: SPFW 1 x 1 Coritiba, 3ª rodada
Data e local: Privadão, 25/05
Juizão amigo: Vágner Tardelli
Pontinhos garfados: 1
O crime: Foi um paranaense no almoço, outro na janta. Uma semaninha depois de garfar o Atlético em sua casa, Madame recebeu o Coritiba para uma peleja difícil. Saiu perdendo, só empatou no segundo tempo. E depois, apoiada pela alegre massa de 6 mil torcedores coladinhos um no outro, se lançou ao ataque freneticamente, para garantir a primeira vitória em casa. Não conseguiu e ainda viu Rubens Cardoso se lançar sozinho no contra-ataque contra sua meta; ao entrar na área, prestes a sacramentar a vitória coritibana, o jogador do Coxa toma um sarrafo sem perdão do zagueirão tricolor (que não consegui identificar). Um pênalti muito mais pênalti do que aquele inventado por Djalma Beltrami na semana anterior, e que o bandeira não deixou ele marcar. Confiram com seus próprios olhos e não perca a conta: já são 2 pontos a mais aí…
A prova:
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Jogo 3: Baianos 1 x 3 SPFW, 12ª rodada
Data e local: Barradão, 19/07
Juizão amigo: Sérgio da Silva Carvalho
Pontinhos garfados: 3
O crime: E aí vem Sérgio da Silva Carvalho e seus bandeirinhas maravilhosos… Não tinham se passado 10 minutos de jogo ainda, no Barradão, quando o time da casa teve um gol legítimo anulado pelo bandeira, que errou, alegando que a bola cruzada na área havia saído inteira antes do cruzamento. Passam-se 2, 3 minutos até que Hugo, em posição no mínimo duvidosa, empata de cabeça. Dessa vez o bandeira, do outro lado, não teve dúvidas: correu para o meio do campo. A partir daí, o time da casa partiu para cima e abriu sua defesa para o time da covardia contra-atacar como quisesse. Mas não seria assim se saíssem perdendo no placar, como deveria ter sido, não é? Portanto, foram 3 pontos que se inverteram de mãos, e Madame agora já soma 5 pontos que surrupiados dos trouxas.
A prova:
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Jogo 4: SPFW 4 x 0 Vasco, 16ª rodada
Data e local: Privadão, 03/08
Juizão amigo: Sérgio da Silva Carvalho (de novo)
Pontinhos garfados: 0
O crime: André Lima está impedido no primeiro gol, no momento do lançamento. Confira no replay. No quarto gol, Aloísio cai na área feito uma moça e o juizão marca pênalti. Mas enfim, como foi contra o fraco Vasco da Gama e o jogo acabou 4 x 0, vou dar essa de lambuja para Madame. Não vou somar os pontos dessa partida àqueles que Ela não conquistou na bola. O registro fica, no entanto.
A prova:
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Jogo 5: SPFW 2 x 1 Goiás, 19ª rodada
Data e local: Privadão, 03/08
Juizão amigo: Francisco de Assis Almeida Filho
Pontinhos garfados: 2
O crime: 1 x 1, jogo duro no Privadão. E como estava difícil, o juizão me arruma uma falta frontal contra o time goiano, para surpresa e revolta do velho Baier, que ainda toma um amarelo por reclamação. Na cobrança, o suado gol de desempate estava arranjado. É mais 2 pontinhos que Madame tomou a força, e agora já são 7 pontos a mais na tabela…
A prova:
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Jogo 6: Palmeiras 2 x 2 SPFW, 30ª rodada
Data e local: Palestra Itália, 19/10
Juizão amigo: Sálvio Spínola
Pontinhos garfados: 1
O crime: Essa está fresca na memória. Sandro Silva sofre clara falta no ataque do Palmeiras, quando tentava passar pela emo-zaga e arrancar para a área de Madame. Sálvio ignorou o lance, que gerou o contra-ataque do gol, após pênalti estúpido de Léo Lima. Na saída de bola, Sálvio apronta de novo: expulsa sem o menor cabimento, sob o pretexto de ” dominar a partida”, o atacante Borges e o craque Diego Souza, do Palmeiras, que teve que mudar todo seu esquema tático. Tudo isso com 6 minutos de jogo… É o oitavo ponto que foi parar indevidamente na conta do mal, esse pontinho o mais doído para nós.
A prova:
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Jogo 7: SPFW 2 x 1 baianos, 31ª rodada
Data e local: Privadão, 22/10
Juizão amigo: Héber Roberto Lopes
Pontinhos garfados: 2
O crime: Os baianos saíram na frente; cederam o empate mas jogavam bem, atacando sempre com perigo. Ao final do primeiro tempo, uma bola alçada na área tem endereço certo: o atacante Rodrigão, que sobe para cabecear e colocar o rubro-negro em vantagem. Eis aparece Rodrigo (da defesa do SPFW) e dá um empurrão no jogador baiano sem nem sequer disfarçar muito. Um pênalti daqueles que não tem como ignorar, mas Héber o fez. No final do jogo, o que poderia ter sido um 1 x 2 no Privadão chuvoso virou um 2 x 1 a favor do time do establishment. Confira.
A prova:
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Jogo 8: Botafogo 2 x 1 SPFW, 32ª rodada
Data e local: Engenhão, 29/10/2008
Juizão amigo: Sérgio da Silva Carvalho (pela 3ª vez)
Pontinhos garfados: 2
O crime: O mesmo juíz que havia validado, há apenas 4 dias, um gol do Fluminense contra o Palmeiras no Maracanã – quando Washington iludiu o goleiro Verde esticando a mão para tentar desviar a bola – invalidou o gol de empate do Botafogo no Engenhão, contra os nazis, após uma cobrança de falta que entrou direto. No caminho, um botafoguense ainda tira o pé do caminho para não interferir na jogada, mas o bandeira de Sérgio anula o gol, alegando impedimento.
A prova:
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Nojento, nojento, nojento. Confiram vocês mesmos e fechem a conta: são 10 pontos roubados na tabela. SÃO 12 PONTOS QUE O SPFW TOMOU DE OUTRAS EQUIPES, NO PRIMEIRO E SEGUNDO TURNOS. Se esse time sofresse da mesma “imparcialidade” que o Palmeiras, por exemplo (que dá o azar de pegar bandeirinhas com olhos biônicos, capazes de perceber em um milésimo de segundo que uma bola não passou a linha por 5 cm), estaria hoje com 47 pontos, tentando se firmar na Sulamericana, atrás do Coritiba. Não é exagero algum nessa afirmação: é só assistir os vídeos e fazer as contas. SÃO 12 PONTOS GARFADOS DOS OUTROS. Por enquanto, amici…
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A única verdade que o humano FAKE Zeca Palmeirense falou referindo-se a pessoa (na verdade uma meia-pessoa) dele: “Eu sou Gay”
uhauhauhauhauha…
Vai dar o c´… a quem tem tempo rapaz!!
Lippezinho viadinho, é só pra não perder o costume…
Saltitante viadinho de merda,
A verdade é que além de serem alienados retardados, essa sub-raça de merda é de uma cara de pau sem tamanho. O cara nasceu pra ser filho da puta, cresceu e envelheceu canalha, e finalmente vai morrer filho da puta. Não tem jeito.
Jamais passarão de uma escória imunda. Não adianta esperniarem.
Vc se diz advogado né? Grande merda! Tbm sou e daí? Qq um pode ser advogado. Até um bostinha palhaço igual a vc. Quero ver dar uma de engraçadinho cara a cara.
Qq coisa me processa. Tô cagando e andando.
E vou dizer outra coisa:
Eu sou Gay e palmeirense.
E não me venham com Homofobia que eu processo todos vocês.
Sou fundador da Torcida GayPalmeiras com muito orgulho.
Afinal, todo mundo sabe que na Itália tem a maior proporção de Gays do mundo, e o Palmeiras foi fundado por italianos e tem em sua torcida mais de 70% de italianos.
Exijo respeito com nossa comunidade.
Viva o Parmera, viva a GayPalmeiras!!!
Tô desconfiado que o Forza Verde e o Savóia da Cruz são sãopaulinos disfarçados de palmeirenses…
Só pode ser!
Se já não basta os títulos dos caras, agora os caras só ficam falando de São Paulo aqui no site.
É muita pagação de pau pro meu gosto…
Não sei não?
Depois reclamam quando nos chamam de Lusa da Pompéia.
É por isso que somos apenas a 4ª força do futebol paulista.
Até 1/2 mundial o cúrinthia conseguiu e nós nada.
É muita humilhação!!!
Aí os cara ganham a 4ª libertadores e o 4º mundial e vocês ficam chupando o dedo.
Atitude gente…
Vamos copiar o modelo vencedor deles que a gente melhora.
Já são 15 anos sem brasileirão.
Assim não dá né?
Pq nessas horas quando vc tira foto na rua não acontece uma desgraça como ser morto pór bala perdida ou algo assim! Pessoas como vc quando morrem faz um bem danado a sociedade! Acredito plenamente que vc ganha do porco algo, tant coisa assim não vem de graça.
cruz…vc tá doente….e isso é muito grave