Sabe aq
ueles dias iluminados? Então, na 3ª Edição do Jogo das Barricas foi um desses. O sol veio nos brindar com todo o seu esplendor, aquecendo nossos corpos e almas. Lambeu nossas peles, abriu nossas fomes (de bola, do tão adorado líquido sagrado e da gordura animal). Fez-se a comunhão.
Palmeirenses e corinthianos num mesmo espaço e pelo mesmo objetivo. Alviverdes para um lado, alvinegros para o outro. Aquela timidez habitual e inicial dos que não se conhecem, quebrada rapidamente pela quantidade de cervejas que foram saindo, muitas, geladas e desejadas. As provocações de um lado e outro. Nenhuma preocupação com as regras de etiqueta impostas por um certo estatuto do torcedor. Aqui xingamos, cuspimos no chão e provocamos o rival.
E a batalha aconteceu dentro do campo. Bancos de reserva separados e dois tempos que pareciam intermináveis, calor, poeira subindo e tempo seco pra cacete. Por vezes dentro do campo, xingamos nossos jogadores e os alheios. Olha ali, dá a bola aqui, toca essa merda direito, caralho. Foi falta, juizão! Num acesso de fanatismo, torcedora doente que sou, xinguei impunemente e com vontade um jogador deles, num momento de escanteio. Vai errar, caralho! Bem, segundo consta, o lance do moço deu certo. Com olhos de águia me procurou para devolver os insultos sofridos. Para a minha sorte, eu já estava longe dali. Quem fala o que quer, ouve o que não quer.
O resultado para nós, palmeirenses, foi vergonhoso. Fiz questão de esquecer o placar do jogo. Mas não esqueço e não poderei esquecer, nunca, as caras de felicidade de todos pela simbologia do evento. Vou utilizar a palavra comunhão novamente, mas só porque não me vêm à mente vocábulo que melhor descreve a reunião de sábado. Vencedores com cara de júbilo, vencidos com cara de poucos amigos, mas que não durou muito tempo, não. Foi só até a cerveja começar a fazer efeito. Até sentirem o gosto da gordura que derretia na boca. Até a roda de samba se formar. Até o cansaço começar a bater.
Foi mágica a tarde sábado. Pude sentir novamente uma imensa esperança no futebol. Porque ali naquele campo de várzea todas as invencionices que fazem com nobre esporte simplesmente não existem. Não tem brecha para se enfiarem nem razão de ser. Ali na várzea dá para acreditar num retrocesso do futebol. Ali na várzea é raça e suor e amor à camisa.
Um chêro à todos que fizeram desse 3º Jogo das Barricas a delícia que foi. Aos amigos feitos na tarde de sábado e de longa data, aquele abraço: Cráudio, Seo Cruz, Ademir, Hiran, David, Gutto (injustamente esquecido, sou uma tonta!), Silvinho, Téo, Rai, Bruno, Tchack, Filipe, Osmar, Igor, Rafael, Barneschi, os Pacífico, Ricardo, Aragonez, Gina, Favela, Guga, Clayton, Carlinhos e toda a delegação do Foras de Forma (vamos marcar uma ida para aí, vou começar a agitar hoje), Lygia, Teresa, os locutores da webrádio e todos os que compareceram, mas cujos nomes não lembro. Não poderia ter tido uma tarde melhor.
E aquele beijo grande nos três malucos que levaram as moedinhas e jogaram na porta de madame.




Viva a Arquibancada!
Viva a Várzea!
infelizmente nao tem como eu perguntar pra nenhum sortudo q foi lá, pois moro longe…
poe umas fotos entao aí no blog pra gente ver.. kk
bjs palestrinos
LUTO.
http://arenapalestra1914.blogspot.com/2010/08/morreu-valdemar-carabina.html
Núbia,
Valeu, querida! Perdeu, hein?!
Alexandre,
Não perca a edição do ano que vem. Sabe que sou favorável a favermos um jogo desses a cada 6 meses? A diversão é garantida.
Silvinho,
Apesar do resultado pífio do escrete verde, valeu demais. O que fizemos é para ser guardado no coração (e na mente) com todo o carinho do mundo. Para reproduzirmos daqui alguns anos para os nossos filhos.
Valeu! =)
Luan,
Claro que dei o pontapé pelada! Pergunta pra quem tava por lá! =P
Carol, por mais que eu tentasse jamais conseguiria resumir de forma tão especial o que foi aquilo tudo no sabado
Voce nos presenteou com a sua presença, beleza e carisma
E parabens a todos que la estiveram, rivales ou nao, a festa foi linda demais
carol belo texto! mas queria saber uma coisa, é verdade q vc deu o pontapé inicial no jogo das barricas como veio ao mundo?? ou seja, peladinha?
se for mentira desminta por favor
mas se for verdade quero saber como foi viu
Gutto, querido!
Já corrigi. Cê me perdoa? Foi você quem salvou a minha vida naquele momento de desespero: tô com FOMEEEEEE!
Um beijão!
E ai carol…
Nem citou meu nome… mas tudo bem… e vc não colocou…q ue se não fosse eu ter “ligado” a churrasqueira… a deliciosa gordura que vc nos fala… não teria saido… né?
To zuando… to moido até agora… por causa do jogo… perdemos… mas foi culpa do juiz… rsrsrsrs…
Erros individuais… falhas imperdoaveis… mas foi um espetaculo digno de um derbi que acontece a tempos… um duelo de gigantes… que agigantam a nossa nação…
Parabens aos RIVALES… como eu disse no fim do jogo… pelo menos o ano do centario dos rivales eles foram campeões de alguma coisa…
PARABENS CORINTHIANS
CAMPEÃO DO JOGO DAS BARRICAS NO ANO DO CENTENARIO.
Realmente a Várzea é maravilhosa e magica….
Infelizmente não pude comparecer ao evento, mas depois de ler seu texto fiquei feliz,pude imaginar cada momento, com certeza a alegria e a confraternização foram plenas.
Fiquei “twittando” com o povo querendo saber do jogo e resultado, tanto que uma enfermeira perguntou se o Palmeiras mudou o dia e horario do jogo.
Caramba levar as moedinhas na porta do puteiro da madame foi a cereja deste maravilhoso bolo..
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Adorei o texto, Carolita!!! :)
Quero ver a foto das moedinhas, ahahah!