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Vamos ver se agora o Borsalino vai até o estádio alugado (aquele onde o Palmeiras não pode jogar quando precisa, porque é um mero inquilino) para bater continência para Felipão. Vamos ver se Borsalino e Felipe Melo vão se abraçar em público daqui até dezembro.

Quem é Palmeirense lembra do sapo enterrado no meio de campo do Palestra Italia. Quem conhece o Feng Shui sabe o que é edificar uma morada em cima da cabeça do dragão.

Palmeiras, meu amor: você e o fascismo têm que se resolver de uma vez.

Aqui morre a última voz que o defendia da injúria de 1942. É muito carcamano estúpido para pouco amor ao clube.

E quem cresceu sob o signo dos 17 anos de fila pode dizer a vocês com toda segurança do mundo: aquela estiagem não foi nada. Nós colocamos o Diabo dentro da nossa casa, limpamos a bunda com nossa história, esta entidade implacável. A História.

Preparem-se para muitos e muitos anos sem nenhum título, nenhuma glória e nenhuma honra. Pois hoje só dá erva daninha no chão que ele pisou.

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 Porque foi divertidíssimo, durante quase uma semana, observar as carapuças sendo vestidas por membros da situação através de declarações indiretas e pelas redes sociais afora. Quando disse que estava indo para São Paulo apurar uma grave denúncia, então, teve diretor do clube trocando de fralda dia e noite e fazendo me chegar ameaças dos mais diversos calibres.

Podem relaxar o esfíncter, meninas do Paulo Nobre. Queria somente ver e tornar pública a reação de gente que deve e sabe que deve muito ao Palmeiras – e vocês, sanguessugas e parasitas que vivem graças ao Palestra desde a gestão de Belluzzo,  não me decepcionaram. Não é preciso nem mais apontar nomes aqui: vocês fizeram questão nestes dias de expor o quão vagabundos e corrompidos são.

questionamentos

Calma, meninas, que aqui segue somente o primeiro texto (só a cabecinha), recheado de indagações feitas por conselheiros da oposição, membros do CD e sócios apaixonados pelo Palmeiras. Nada além disso.

Porque quando alguém habituado à linguagem do mercado financeiro assume o Palmeiras e desvaloriza a instituição desde o primeiro discurso, não sobram provas de que ele fez isso conscientemente; quando este mandatário desmonta consecutivamente elenco por elenco até não ter condições de captar um patrocínio master para a camisa de um clube imenso como o nosso, não se pode provar que a intenção era esta desde o primeiro dia: portanto não há prova de nada.

Mas quando o presidente que desmontou todos os elencos que administrou (começando pelo episódio do Barcos, passando pelo pulo do Allan Kardec e terminando na venda no vácuo de Valdívia) e que foi à imprensa desde o primeiro dia dizendo que o Palmeiras não tinha condições de investir aparece do nada com um empréstimo da ordem de mais de R$100 milhões de reais e se torna credor desta dívida a seis meses de uma nova eleição no clube, aí pode-se questionar se na verdade o objetivo não era, desde o princípio, colocar o Palmeiras no próprio bolso, bem dobradinho dentro de uma nota promissória.

As suspeitas levantadas após este empréstimo surgiram de dentro do Palmeiras, não deste blogue. O que segue abaixo, por enquanto, é um resumo dos questionamentos que serão feitos à esta gestão na próxima reunião do CD do clube, às vésperas do centenário e que foram entregues, sem resposta até aqui, ao assessor de imprensa do clube, o Sr. Fernando Mello.

Julguem vocês mesmos não só a operação em si, mas o fato de quem ninguém no clube (nem mesmo no COF) recebeu de fato  documentos, valores e condições em que este suposto empréstimo foi feito. Segue abaixo algumas perguntas que fiz ao corintianíssimo assessor de imprensa do Palestra Italia:

“(…)

1) Acusam Paulo Nobre, um homem habituado à linguagem do mercado financeiro, de ter desvalorizado a marca Palmeiras desde seus primeiros pronunciamentos como presidente, com um discurso pessimista e ressaltando o montante de dívidas do clube. Aliado a isso, o “desmanche” de vários elencos que estavam sendo formados (…) municia a oposição a declarar que este discurso sempre foi proposital porque:
 
2) Não conseguindo um patrocínio master durante quase 2 anos de gestão, ele abriu a possibilidade de captar um empréstimo volumoso (do qual se diz avalista) e agora pode cobrar o empréstimo nos termos que achar melhor, inviabilizando assim uma candidatura forte de oposição (uma vez que o derrotado seria o credor do empréstimo e não se sabe em que condições ele pode acionar o Palmeiras para o pagamento do montante).
 
Depois de tudo que ouvi, sobraram-me só dúvidas. Sem mais tomar seu tempo, segue abaixo, direto e reto, alguns questionamentos que fiz sem obter respostas.
 
 
Qual o valor deste empréstimo? Em que instituição financeira foi tomado? As condições deste empréstimo (e suas respectivas taxas) enquadram-se em condições de um empréstimo feito para pessoa física ou jurídica? Como, quando e em que condições Paulo Nobre pretende resgatar esta dívida do clube?
 
– Todos os consultados afirmam que PN não apresentou, nem ao COF, nem ao CD, qualquer documento deste empréstimo; vão além dizendo que, quando requisitado, este documento lhes foi negado. Ouvi ainda que não há a menor comprovação de que dívidas de curto prazo – motivo pelo qual o empréstimo teria sido tomado – foram realmente pagas. Teme-se que estes esclarecimentos só sejam dados após o pleito do clube, em abril, no balanço financeiro – e que lá estes números podem aparecer diluídos e, assim, maquiados. Creio que aqui estejam os questionamentos mais importantes e as conclusões que se pode tomar a respeito dessas afirmações depende de um esclarecimento pronto.”
 
Aproveitei o e-mail ainda para deixar ao assessor mais uma perguntinha, a única citada pelo jornalista na sua não-resposta:
 
“Por último (e só pra cutucar, mudando de assunto): o carro com o adesivo da campanha de Sanchez saindo da Academia era mesmo seu?”
 
sanchez
 
 

 

“Raphael,

 
A pergunta sobre o carro diz muito sobre vc…nao vou nem responder.
 
Sobre as outras questões, vou verificar.” (Fernando Mello, via e-mail).
 
 
Caro jornalista, o que tenho a dizer sobre mim é que sou Palmeirense e não vivo do meu clube. Não sei se podemos dizer o mesmo sobre o senhor…
 
Seguiremos aguardando uma resposta convincente da situação do clube. Porque há mais, muito mais para vir à tona por aqui.
 
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Joelmir

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N.E. Texto do amigo Andricio de Souza, em homenagem a Joelmir Beting, gentilmente oferecido por ele aos amigos do CS

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  asQuando eu repeti de ano, o Palmeiras não cassou minha carteira de torcedor. Quando eu comprei a carteira de motorista, continuei sendo palmeirense. Quando fui demitido, quando trabalhei para um político de que não gosto, quando fingi no metrô que estava dormindo para não dar lugar a uma velha… Sempre que fui um pulha, sempre que perdi, sempre que fui indigno, sempre pude me consolar com meu time, muito mais bem sucedido do que eu.

  Eu sempre digo que o Palmeiras é meu filho, e que não o amo por ser bem sucedido, rico ou campeão. Eu o amo por ser o que ele é. E como todo filho, ele é simplesmente uma parte verdadeira de mim. Ele é também meu pai, que existia antes de eu nascer. E meu avô, que existia antes de meu pai. E meu bisavô, que… ops, meu avô é lusa. Enfim. Eu sou o Palmeiras. E ao mesmo tempo, o Palmeiras é maior do que eu, porque existiu antes da minha vida, e existirá depois dela. 

  Agora, que sem perder a honestidade, a hombridade e tudo mais, o Palmeiras caiu para a segunda divisão, é claro que eu continuo palmeirense. E como um filho que repete de ano, não verei nisso um motivo de desonra, ou de desapego.

   Falo isso porque nesta semana morreram dois palmeirenses: Clóvis Rossi e Joelmir Beting.

   O Clóvis, na verdade, nunca deveria ter existido. Porque em 73 e em 94, bi campeão brasileiro, ele era palmeirense. Nas seleções de 96 e 99, ele era palmeirense. Em 2008 campeão paulista, em 2012 campeão do Brasil, ele era palmeirense. E agora, deixou de ser. Porque o Palmeiras não estava fazendo nada por ele. Por este estúpido que nunca fez nada pelo Palmeiras. Que teve a desfaçatez de casar com meu time por interesse e agora pede o divórcio como quem vê na paixão um simples contrato.

   Já o sr. Joelmir, que sempre foi palmeirense, e que depois de saber que o time caiu, seu estado de saúde piorou bastante, morreu pelo Palmeiras.

 Eis a diferença entre dois homens. Um que continua vivo, mas prematuramente defunto. O outro, que já morreu, mas que continuará para sempre vivo enquanto houver o Palmeiras.

luto

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MEU ÚNICO AMOR

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Vambora lotar o Paca domingo! Vamos cantar nossos mantras e unir nossa família, vamos fazer novos Palmeirenses. Mostremos aos corvos que não há tragédia que não nos faça mais infinitamente grandiosos do que já somos.

Eu sou Palmeiras, sim senhor! Vamos lotar o Pacaembu e vomitar nesta imprensa de merda todo o  escárnio e deboche que nos arrotaram na cara o ano todo. Vamos lá fazer uma festa ilusória: eu bebo todas que vier!

Eu canto “Meu Porco!” Vamos encher aquele estádio que é nosso – do Palmeiras que ganhou lá mais títulos do que qualquer outro – e mostrar àqueles bostas que pedir esmola qualquer coitado pede, mas que para vestir este Manto e envergar este P tem que ter nobreza correndo nas veias, batendo no pulso, ressoando no peito. Contra tudo, contra todos!

Lotemos o Paca. Gritemos um gol inventado, se preciso for. Cantemos, até o sol cair, nossas glórias e nosso ídolos, a lembrar esta corja de Mustafás, Belluzzos e Tirones que o Palmeiras é muito maior do que a mesquinhez de espírito deles, que o Palmeiras é assim, tão lindo; que o Palmeiras é toda nossa vida! ;(

Vamos calar a boca de todos que tanto invejam e se borram com o maior campeão do Brasil, com o mais brasileiro dos times. Vamos lotar o Pacaembu e ensinar a eles o que é honra, o que é dignidade, o que é paixão, qual o impacto do peso da nossa História.

Assombremos o  mundo e quebraremos todos eles ao meio: meu único amor! Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe ô…

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Em um 7 de Setembro, há 47 anos, o mais brasileiro dos times representava o país com dignidade e categoria: http://t.co/ohYdioEj

Pinte o mundo de Verde hoje, Palestra! São 98 anos de luta, coragem e dignidade contra tudo e contra todos! #PALMEIRASMINHAVIDAÉVOCÊ!

Confete x Crise

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Se você não acompanhou a rodada fica difícil saber quem ganhou e quem perdeu ontem a noite consultando os sites esportivos, cada vez mais criativos. Tente adivinhar pelas manchetes dos principais portais que deixei aí abaixo.

Meu abraço pro pessoal do Recife – tomem uma cerveja por mim!

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Após 3ª derrota, Ney espera “vento a favor” do São Paulo no returno

Lucas, Fabuloso e Wellington: Ney aposta em trio para arrumar o time

Sem Rhodolfo, Ney Franco sonha com a volta de Fabuloso ao São Paulo

Ney rebate críticas e sai de cabeça erguida: “Não somos do Mensalão”

Quem foi o melhor jogador do São Paulo em Recife?

Ouro em Londres, Arthur Zanetti posta foto com camisa do São Paulo

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Palmeiras só mantém projeção no turno se vencer dois próximos jogos

Márcio Araújo confirma: João Vitor chegou embriagado ao treino de 2ª

Valdivia veste camisa do Flamengo na saída de campo e torcida xinga

Valdivia: ‘Quem fala que a direção não me quer tomou um chupa’

Com dores crônicas no joelho, Assunção pode passar por cirurgia

Para proteger João Vítor, Palmeiras cria versões diferentes ao abafar caso de embriaguez

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Desilusões

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Sob um frio de rachar os cornos, abriguei-me numa birosca em Canoas neste sábado, na hora do almoço, para beber um necessário gole de conhaque, em mais um capítulo das minhas aventuras e desventuras pelo sul do Brasil.

Era um boteco de bairro chamado ‘Grenal’ (tenho pra mim a impressão de tratar-se de um dos 4879 bares chamados ‘Grenal’ na grande Porto Alegre), funcionando, na verdade, no quintal da humilde casa de um colorado de poucas palavras, casado com uma gremista não muito amistosa também; na parede descascada que dividia o quintal e um banheiro insólito fora da casa, o comerciante expõe vários pôsteres de jornal com seu Inter campeão de tudo, rodeando, quase como que numa provocação, apenas um pôster do Grêmio, campeão gaúcho de 2010, colocado lá a mando da patroa.

Dava meus tragos em pé, exercitando o corpo para não congelar e, entre uma rajada de vento e outra, concentrava-me nas formações do Inter ali coladas na parede – para poder pensar em algo além do frio. Então uma coisa me chamou a atenção, vendo a escalação dos 6 times vencedores ali exibidos: em todos eles, de 2008 pra cá, havia no centro da formação a figura de D’Alessandro agachado, ancorando os braços em diferentes companheiros.

D’Alessandro parece, para todos que não são torcedores do Inter, um jogador ‘limitado’ e que às vezes passa a impressão de ‘enganador’, pelas opiniões que leio aqui e ali. Mas para a torcida colorada, é uma espécie de semi-deus, e com toda razão. Fiquei olhando seu rosto impassível ano após ano, posando para a foto de campeão gaúcho de 2009, 2011 e 2012; para a foto de campeão da Sulamericana em 2008; para a foto de campeão da Libertadores de 2010 e da Recopa de 2011. Lembrei dele, então, dando uma peitada no juíz outro dia e sendo expulso porque não aceitava ver seu time prejudicado.

Não lembrei, no entanto, de D’Alessandro pedindo aumento a cada título conquistado pelo clube. Não lembro dele chantageando o Inter após ganhar um simples gaúcho, não lembro dele se mandando pra Arábia quando seu passe valorizou, não lembro dele usando sua condição de ídolo para extorquir seu ex-clube e voltar ganhando o triplo e não lembro dele chantageando o clube outra e outra vez após ganhar outro campeonato.

Este é um blogue Palestrino e você pode estar se perguntando, portanto, por que cazzo estou falando de um jogador de um clube alheio: é porque ídolo, mesmo, é coisa muito rara hoje em dia. E o Palmeiras, carente de um ídolo verdadeiro e de títulos de expressão nos últimos anos, se deixou engabelar por um mercenário sem alma chamado Valdivia. Um palhaço que ri quando não se precisa dele e chora para angariar simpatia da torcida: cada lágrima vale uns 100.000 no seu próximo pedido de aumento.

Valdivia, um chantagista que jogou 40% dos jogos pelo clube desde que voltou ganhando uma fortuna e que, após ganhar um título da Copa do Brasil, quer enriquecer às custas do nosso escudo e usando como arma a paixão que nossa torcida carente tem por ele. Um ser humano oportunista, um atleta comprometido, um mentiroso que finge uma lesão para pedir mais – enquanto o Palmeiras passa dificuldades sem ele em mais um Brasileirão.

“Ah, mas o Valdivia é decisivo”, dirão vocês. E o que isto tem a ver com assunto? Se ele é decisivo, é mais um motivo para ser cobrado pelos verdadeiros torcedores, que não podem se esquecer que o Palmeiras é maior do que qualquer canalhice – ou não aprendemos isso com Kléber? Quanto mais decisivo ele for, menos direito ele tem de negociar com a alma de um torcedor de futebol.

É por isso que caras menos talentosos, mas igualmente decisivos, são amados e reverenciados como verdadeiros ídolos nos nossos rivais – inclusive nos mais próximos. É preciso parar de babar ovo para o Mister Fibrose e fazer ele saber de vez que, ou veste com dignidade o Manto Alviverde, ou se manda para sempre. E sem deixar saudade.

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Confete x Crise

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Choro, emoção, lágrimas e milhões de euros após a vitória de Madame sobre o Figueirense.

Título distante, quebra de contrato e dúvida sobre o futuro após a vitória do Palestra. Confira o lindo trabalho da imprensa esportiva após mais uma rodada do BR12:

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Lucas é do Manchester United por R$ 82 milhões, diz jornal inglês

Manchester pode oferecer R$ 99 milhões para tirar Lucas do São Paulo

Choro e surpresa marcam reação de jovens do São Paulo após dia de gala em Santa Catarina

Willian José comemora gol nos acréscimos com “lágrima de emoção”

Xodó de Juvenal marca em estreia como titular e diz que não se lembra do gol 

Ney Franco convence equipe a atuar como jogador brasileiro não gosta

Ney espera torcida feliz: “Sem técnica, teve entrega e envolvimento”

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Juninho vê título brasileiro longe, mas nega acomodação no Palmeiras

Após ‘caso Kleber’, Felipão foge de polêmica sobre futuro do Mago

Valdivia ouve boatos de oferta e não garante permanência no Verdão

Valdivia põe futuro em dúvida: ‘Contrato foi feito para ser quebrado’

Felipão pede definição sobre Valdivia e promete ‘não se meter’

Valdivia admite propostas e não garante que fica no Palmeiras

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Diante de um Pacaembu que aplaudiria este time em pé, na final de 1942, o Palmeiras nascia campeão e brasileiro, sob o comando corajoso de Adalberto Mendes. Os inimigos do Brasil fugiriam de campo envergonhados, enquanto o Palmeiras comemorava o título com os filhos da nação.

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Sob a batuta de Filpo Nuñez, o Palmeiras de Valdir de Moraes (Picasso); Djalma Santos, Djalma Dias e Ferrari; Dudu (Zequinha) e Valdemar (Procópio); Julinho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar Pantera), Ademir da Guia e Rinaldo (Dario) foi o primeiro clube da nação a representar o Brasil, em 1965.

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Sob uma enorme bandeira do Brasil, o mais brasileiro dos times adentra o Maracanã lotado para se consagrar Campeão Mundial em cima da Juventus-ITA. Foto: Palestrinos

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Pensei em rechear este texto de documentos históricos e provas irrefutáveis, mas isto já foi feito pela imprensa mundial, por grandes Palmeirenses, pela própria FIFA, e basta-nos saber que  a inveja, o despeito e a ignorância não apagam a História.

Basta-nos a nós, torcedores desta paixão chamada Palmeiras, apenas comemorar esta data e aí cabe, sim, um detalhado resumo dos fatos.

Em 22 de julho de 1951, a exatos 61 anos atrás, o Verdão entrava no Maracanã lotado com a tarefa de representar uma nação machucada pelo Uruguai de 1950 e expurgar o fantasma do Maracanazzo. Não era só o Palmeiras, era o Brasil que entrava em campo naquela tarde, diante de mais de 100.000 brasileiros carentes de uma grande glória.

A tarefa era legítima: criada pela CBD e organizada diretamente pela FIFA, a Copa Rio era uma tentativa honrosa de se reafirmar o orgulho da nação em seu Futebol: àquela época já havia a clara noção de que o Brasil poderia ser a potência que é hoje no gramado, mas reinava então, como veio a cunhar Nélson Rodrigues após a derrota brasileira para o Uruguai, um complexo de vira-lata que precisava ser superado.

Acontece que era o Vasco, e não o Palmeiras, a principal aposta da CBD  para lavar a alma ensanguentada de 50: o time carioca entrava na disputa com nada menos do que 8 jogadores que haviam disputado a Copa e, se algum time brasileiro podia ser considerado favorito neste mundial de clubes, este time era o Gigante da Colina.

Para que a possível glória pudesse ser legítima, no entanto, FIFA e CBD trataram de montar a Copa Rio com os melhores times do mundo à época: a Juventus-ITA desmbarcou aqui com 7 titulares da esquadra Azurra (e mais um da seleção sueca); o Estrela Vermelha trouxe a base da respeitável seleção iuguslava; o Áustria Viena tinha simplesmente 10 titulares do selecionado austríaco e o Uruguai, campeão do Mundo, fez parar seu campeonato local para que o Nacional pudesse vir completo ao Brasil, trazendo seus dois campeões, Perez e Paes.

Ao final, tinhamos 8 das mais fortes equipes do mundo disputando esta Taça e coube ao Palmeiras, após eliminar o favorito Vasco em dois jogos pelas semis, resgatar a honra da nação contra o Juventus-ITA.

O que representou este título, para todo o Brasil, pode ser medido nesta primeira página da Gazeta Esportiva resgatada pelo site Palestrinos:

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E, de novo, a tarefa era legítima: se apenas 9 anos antes surgia o Palmeiras diante de um Pacaembu também lotado, também para ser campeão, também diante de inimigos do Brasil e sob o símbolo da pátria.

O Palmeiras, o mais brasileiro dos times, que crescia com a força de imigrantes de todo canto do mundo e que, mais tarde, representaria o próprio Brasil, ironicamente contra o Uruguai, na inauguração do Mineirão, batendo-os por 3 x 0.

O Palmeiras, o mais brasileiro dos times, comemorava em 22 de julho de 1951 um título tão nacional que batizou o aguardente mais famoso e conhecido da nação.

É claro que a história não se apaga enquanto sobreviver na memória dos que amam este clube – mas deve constar também nos registros que preencherão de orgulho a alma dos futuros Palestrinos.

Para tanto (e para não ser repetitivo) apenas compartilho com vocês fotos, relatos, entrevistas e matérias em alguns links abaixo.

Façam o mesmo e não deixemos a verdade se apagar.

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Copa Rio 51 – Textos

Copa Rio 51 – Fotos

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NeoBambis

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O que você lê abaixo é a apresentação oficial do presidente da BDO RCS, empresa de auditoria que avaliou a “marca Corinthians” em mais de 1 bilhão de reais, o que, obviamente, gerou matérias que repercutiram bastante na grande imprensa por estes dias; tal fato, para quem não leu, também ganhou um post aqui no Cruz de Savoia.

 Presidência

Raul Corrêa da Silva
Sócio-fundador e Presidente da BDO RCS

  • Contador, advogado e administrador de empresas;
  • Auditor Independente registrado no CNAI – CVM e BACEN;
  • Pós-graduado em Administração Contábil e Financeira;
  • Membro do Conselho Consultivo do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo;
  • Ex-membro do Comitê Executivo e presidente da região latino-americana da MRI – Moores Rowland International (Praxity);
  • Ex-conselheiro do CRC/SP – Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo;
  • Ex-presidente do IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – 5ª Regional;
  • Ex-vice presidente da ANEFAC – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade;
  • Presidente do Conselho Fiscal da AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente;
  • 40 anos de experiência com empresas de pequeno e médio porte, nacionais e internacionais;
  • Portador da medalha do mérito contábil Joaquim Monteiro de Carvalho – CRC – SP.
  • Cadeira nº15 da Academia Paulista de Contabilidade

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Um currículo pra lá de respeitável, diga-se de passagem, mas que também omite, curiosamente, uma importante experiência profissional do CEO, um cargo que ele preenche nos dias de hoje: o de  Diretor de Finanças do Sport Club Corinthians Paulista, como se comprova aqui.

Não vou discutir o quão ético é uma empresa de auditoria avaliar como “top de linha” uma “marca” cujo diretor financeiro também é o presidente da mesma empresa de auditoria. Não tenho mais saco pra isso e, como bem me informa o amigo @Vessoni, esta mesma empresa, até poucos anos atrás, colocava o SPFC como a “marca” mais valiosa do Futebol Brasileiro (tampouco é meu foco dissertar sobre a credibilidade de uma avaliação desta).

O que me espanta, o que realmente me admira, é o esforço que o Corinthians faz para divulgar seu clube pensando nele como um produto e o orgulho com que o defende os seus, apresentando-me este tipo de argumento. Espanta-me a tática que usam para fazê-lo, a artimanha claramente leonor – eu sei que vocês me entendem.

Costumava tirar sarro do SPFC por estas páginas, rindo da constante obsessão de Madame em superar os alvinegros: o sonho megalomaníaco deles era ter a maior torcida do estado – não por amor ao escudo, ou coisa que o valha – mas justamente porque o caráter predatório da elite bambi enxerga na massa um enorme público consumidor. Futebol sempre foi um instrumento para eles poderem fazer mais dinheiro – e nada mais do que isso.

Os Corintianos, por sua vez, não só riam das pretensões são-paulinas como entendiam muito bem o que estou dizendo, fazendo questão de ostentar orgulhosamente sua paixão pelo clube, sua informalidade de comportamento público, seu terrão, sua massa apaixonada por Futebol, massa disposta a fazer qualquer sacrifício para estar junto de seu time – algo secundário – quiça terciário, para um são-paulino.

Hoje eu só vejo o Pacaembu lotado quando tem jogo de Libertadores – e lotado de gente que pode pagar algumas centenas ou milhares de reais por um ingresso, tudo para participar de uma festinha organizada pela Nike e seu bandeirão; hoje eu vejo um Corinthians atropelando o bom senso e sua própria história, vendendo sua honra em troca de um estádio construído com dinheiro público, de certa forma se assemelhando, assim, à história do estádio do Morumbi.

Agora só falam de marketing, de valor agregado, de “marca Corinthians”, de bilhão de real… que caralho!

É a Perua e a Madame, é isso?

Será que eu estava errado? Será que era sonho do Corinthians, um sonho recôndito e bem guardado, ter dinheiro suficiente para se se vestir, se comportar e mentir como um consumidor elitizado qualquer? Como um dirigente marqueteiro qualquer? Era o sonho de vocês, alvinegros, ser o São Paulo, e não ao contrário?

Enfim, este é um blogue Palestrino e o clube não é meu. E estamos cada vez mais sozinhos com este sentimento de ser apenas um torcedor, contra tudo e contra todos, como sempre deveria ter sido.

Mas que é engraçado ver vocês se arrumando todo bacaninha e virando modinha, isso é.

Não tem preço ver vocês enterrando 102 anos de história.

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Olha que hoje dava para fuçar bastante nas manchetes desta rodada, a décima do Brasileirão, onde o Palmeiras conquistou um empate fora de casa e Madame perdeu na boutique para o Vascão.

De Jadson na “calçada da fama” do Shakhtar à Murtosa pedindo desculpas, a criatividade da imprensa foi grande para equilibrar a balança da justiça leonor entre quarta e quinta-feira. 

No entanto, esta rodada foi diferente para o Palmeiras, e por isso escolhi só algumas poucas manchetes: é que, desde a aposentadoria do Santo, o Verdão passou por um longo período de incertezas até que o clube pudesse, enfim, soltar a fumaça branca e anunciar à torcida ansiosa: “Habemus Goleirum“. 

Depois do título – e a partir daquelas duas partidas decisivas – Bruno começou a se firmar como um goleiro que dá segurança ao torcedor e, no jogo de ontem, mostrou que confia em si mesmo, como um grande arqueiro deve confiar. Todo mundo ficou feliz com isso, não é? Então peguei só as últimas horas de manchetes esportivas e descubro que me sairam com essa:

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Ceni faz gol de falta em treino e renova esperança tricolor

Reservas vencem jogo-treino no São Paulo com golaço de falta de Rogério Ceni 

Rogério Ceni marca golaço de falta em jogo-treino contra Super 20

Perto da volta, Rogério Ceni marca golaço de falta em jogo-treino no CT

Com gol de falta de Ceni, reservas do São Paulo vencem o Super 20

Rogério Ceni afirma: ‘Vou tentar jogar até o fim deste mês’

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Após dez rodadas, Palmeiras registra seu segundo pior início nos pontos corridos

Murtosa nega erro do Palmeiras e justifica ausência de Valdivia

Coxa e Palmeiras ficam no empate e seguem mal no Brasileirão

Palmeirenses lamentam vacilo, mas veem empate de bom tamanho

Vontade vira a palavra da moda no Palmeiras após título da Copa do Brasil

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Imprensa sem limites

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Ah, mas tá errado o título deste post, hein? A imprensa esportiva tem sim limites.  Quer um exemplo? Jornalista esportivo não pode associar SPFC à palavra crise na mesma matéria. Não pode, a não ser em último caso, com autorização expressa do sinhozinho Juvenal, o patrão da garotada.

Vejam vocês, Palmeirenses campeões da Copa do Brasil, Palestrinos que estão de volta à Libertadores, torcedores que vestem um manto com um dos maiores patrocínios do Brasil, vejam você, que encontraram no centroavante Barcos a renovação da idolatria: 

Madame não sabe o que é ganhar nada há 4 anos. Não tem patrocínio há sete meses. Ontem mesmo seu centroavante, cansado de tantas vaias, já falou em abandonar o barco outra vez.

Então fui ao Google só para confirmar o que já sabia, e digitei ali o termo ‘SPFC + crise’. Para minha surpresa, o resultado não foi aquilo que eu esperava, dadas as circustâncias atuais de chuvas e trovoadas no Jardim Leonor: menos de 150.000 resultados, incluindo aí matérias da imprensa e de blogs de torcedores (sic), em 0.32 segundos de busca.

Fui ver então o que se diz por aí do meu time campeão: digitei ‘Palmeiras + crise’, só para efeito comparativo, e obtive praticamente 2 milhões de resultados em 0,24 segundos de busca.

Façam o teste e vejam como a imprensa tem limites.

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Foi no início do mês de junho, vocês lembram, quando Madame se rendeu aos fatos e, com medo de perder todo o investimento que fez em Oscar, decidiu entregá-lo ao Internacional.

O Cruz de Savoia, este é o problema, também lembra.

Isso já faz uns quarenta e cinco dias e o episódio ficou marcado porque a imprensa esportiva paulistana, que nada mais é além de uma assessoria de imprensa do SPFC espalhada por pontos-chaves das redações de São Paulo, como provaremos agora, pôs-se a aleardear o fato como sendo a “maior transação interna de um jogador” da história.

Prestaram atenção na frase entre aspas? Agora copie e cole no Google:

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 “maior transação interna de um jogador”

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Quem teve a curiosidade de fazer isso descobriu que o termo, após ser usado no site OFICIAL do SPFC,  foi replicado em pelo menos DEZ veículos de comunicação, sempre com a intenção de cobrir de louros o clube mais “diferenciado” do estado. 

A Folha de São Paulo replicou o termo em seu painel; a CBN também; o Terra também replicou – e fez isto duas vezes; replicou o termo também o Mídia News, que promete “credibilidade em tempo real”, como replicou até mesmo o Jornal do Comércio, de Porto Alegre.

O mesmo CtrlC+CtrlV desembarcou no site da Rádio Gazeta e no site do Milton Neves. E no site do UOL. E na Joven Pan. E no Diário de São Paulo. E no Blog do Birner, é claro.

Como já mostramos em um post da época, a verdade foi bem outra: o que o Internacional fez foi comprar xepa da feira na banca de uma falastrona desesperada. Não desembolsou nem 5 milhões de reais – sendo que o valor total do “acordo” de 15 milhões será pago em 2 anos.

Passados apenas 45 dias do ocorrido, amici mei, o Internacional praticamente já repassou Oscar para o Chelsea pela bagatela de R$80 milhões de reais.

80 milhões de reais.

Vamos repetir: o Internacional desembolsou 5 milhões, que só começarão a ser pagos a partir do ano que vem, por um jogador que vendeu, 45 dias depois, por 80 milhões de reais. Agora me digam como se chama essa transação feita por JJ e seus asseclas: é ou não é a MAIOR PASSADA DE PERNA EM UMA TRANSAÇÃO INTERNA na história?

Não seria a hora, agora, da imprensa esportiva se tocar do ridículo que fez a pouco tempo e mudar seu enfoque, preparar pautas e mais pautas (como fariam se isto acontecesse dentro do Palmeiras) questionando a falta de organização, planejamento e cuidado com o bem alheio que protagoniza esta diretoria do SPFC?

Não importa. Isto não vai acontecer porque NÃO TEMOS uma imprensa esportiva que honre sua profissão, salvo raríssimas exceções. Digo e repito: o que temos, principalmente no estado de São Paulo, são assessores de imprensa trabalhando à paisana dentro das redações esportivas, trabalhando pelo SPFC e – quiçá – prestando contas a Juvenal Juvêncio.

Digo, repito e provo de novo: voltem ao Google e digitem desta vez o seguinte:

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“Lucas + 90 milhões”

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E veja o quanto os empregadinhos de JJ se esforçam para remendar o modelito roto de Madame. Não pode ser de graça. Nada na vida é de graça. 

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O FIM DELES

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Como você mede a paixão pelo teu time?

Será que é pelo preço exorbitante do ingresso que você paga em milhares de reais, pelo espaço microscópico no número da camisa que você compra pra expor sua cara ridícula ou pelo tamanho da bandeira patrocinada pela Nike que você abre no estádio?

Como você mede teu sucesso?

Será pelo maço de dinheiro que a Globo te dá pra rebolar a bunda todo domingo, será pela coreografia ensaiadinha da tua nova torcida abastada que, afinal, pode pagar aqueles milhares de reais por um ingresso? Ou será que você lembra de medir este sucesso pela isenção fiscal que o governo te concede?

Quando você se sente mais ridículo?

Quando seu time vira modinha e é transformado em “marca”, quando você, finalmente, se rende ao argumento de que as críticas a tudo isso são fruto da “minha inveja” ou quando você, novo rico e deslumbrado, se aparta de suas raízes e se auto-proclama uma “República” que se esquece de pagar a conta do estádio que ganhou da nossa nação?

Longe de mim, gambá: bem longe. Aqui é Palestra, aqui é Família: caguei pro tamanho da tua “república” e pro valor da tua “marca”.

Aqui é Palmeiras e ainda se fala de Futebol, graças a Deus.

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O São Paulo saiu “derrotado” ontem, segundo a imprensa. É como se dissessem: como assim, não ganharam do… Palmeiras?! Mas tudo bem! A torcida tricolor pode contar com um “fantasy game”, um estilo “europeu” de dirigir o time e… enfim, é tri-mundial!

O Palmeiras? Tá na merda! Confiram:

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Ney Franco passa a pedir tempo depois de encarar primeira “derrota”

Ney Franco promete Tricolor melhor nos próximos jogos

Denis explica como defendeu o pênalti de Valdivia no clássico

Rafael Toloi discorda do árbitro: ‘Não foi pênalti’

São Paulo lança jogo virtual para torcedor

São Paulo lança fantasy game e permite ao torcedor ser presidente do clube por um dia

Palmeirenses gritam “campeão”, e são-paulinos rebatem: “Tri mundial”

São Paulo pode contratar meia campeão mundial sub-20 com Ney Franco

Ex-técnico de Dudu, Ney Franco diz ‘sim’ a meia versátil para o Tricolor

Dono do Morumbi: são-paulino pode comandar o clube em jogo virtual

Após cinco jogos, Luis Fabiano, enfim, passa em branco nos cartões

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Valdívia pede desculpas por pênalti perdido em Barueri

Verdão acumula problemas: J.Vitor, Henrique e Maikon Leite suspensos

Felipão reclama de Luis Fabiano e pede contratação de dois reforços

Maurício Ramos revela frustração com nova contusão muscular

Cheio de desfalques, Palmeiras terá de usar ‘mistão’ contra o Coritiba

Verdão perde três para jogo com o Coritiba, e Maurício Ramos é dúvida

Felipão sofrerá com desfalques do Palmeiras no jogo contra o Coxa

Após empate no clássico, Palmeiras acumula oito desfalques para reencontro com Coritiba

M. Ramos diz que o Palmeiras tinha muita vaidade e critica atacante “reclamão”

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Um outro Palmeiras

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A confiança que o Palmeiras demonstrou neste domingo não é pouca coisa – é algo que não se via há anos. É a prova de que um título, enfim, muda tudo.

Em nenhum momento do jogo – mesmo com a adversidade do placar, depois com a inferioridade numérica – vimos os nossos baixarem a cabeça para os covardes de Vila Sônia. Fomos melhores, fomos briosos e levamos mais perigo, do começo ao fim do jogo. Com um time manco, com contusões em sequência, com um a menos em campo, nada disso importou: nada abalou a determinação destes jogadores em mostrar para sua torcida que um novo tempo está nascendo para aqueles que honram aquela camisa, seja no gramado ou na arquibancada.

Perder para o pusilânime inimigo não é mais admitido quando se veste aquele Manto, assim como nada mais é capaz de abalar a confiança deste grupo unido verdadeiramente em torno de um grande, mas um grande homem: Felipão, o Deus de Palestra Italia, o único ser capaz de neutralizar as mesquinharias de nossa diretoria, a visão curta de nossa torcida, as vaidades de tantos judas que vestiram o Verde nos últimos anos.

Lembremos que em sua primeira passagem no Palmeiras Felipão demorou para se acertar e montar sua “família”. Quando conseguiu, ganhou uma Copa do Brasil. No ano seguinte, nos levou à glória na Libertadores.

Fé no Manto. Fé no Homem. Fé em Deus. Um tempo de glória está surgindo no Palestra. Torça, sofra, comemore, mas esteja unido com este time: os caras merecem, todos eles.

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P.S.: As seguintes contusões no nosso plantel me fazem lembrar  um post que escrevi em 5 de março É meu único porém, o único sinal de alerta que continua a piscar.

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20 de Setembro. Há 70 anos deste dia santo:

Você atacou nossa casa, nosso nome, nossa gente. Distribuiu panfletos na porta do Palestra Italia, querendo que a sociedade tomasse conhecimento que ali era o castelo de um bando de fascistas. Espalhou que estávamos contra o Brasil, como se já não fossemos, todos, brasiliani no coração.

Nós nos defendemos com a hombridade que você nunca vai conhecer. Com lanternas ao anoitecer, com barris de combustível se preciso fosse – e se preciso fosse nos juntaríamos às cinzas daquilo que conquistamos nesta terra.

De lá para cá foi sempre essa coisa repulsiva, esse comportamento passivo-agressivo que beira o ridículo. Por vezes você nos enreda em mistérios indissolúveis; o mistério do Armando Marques, o mistério da contraprova, o mistério do gás… E quando menos se espera, ataca, se esquivando às consequências: esburaca o próprio estádio para não ver nossa torcida explodir, tenta matar essa torcida dentro do Pacaembu – porque não sabe perder; pede mais dinheiro público, se esquecendo que é o maior devedor previdenciário entre os clubes do estado. Cunha na mídia a expressão “esquema Parmalat” – porque é muito humilhante para você perder para um povo.

E se eu sou fascista, você não tem raça. Nem fibra, não tem gosto na boca porque não tem alma.

20 de Setembro, há 70 anos deste dia santo:

Nascemos campeões. Você fugiu. Não contava com Adalberto Mendes – e acho que se cagou só de olhar para o queixo de Oberdan Cattani, entrando em campo de Azul. Era a Itália que resistia. Sob aplausos de um povo generoso que você queria ver nos apedrejando. Você fugiu.

A partir dali nos tornamos ainda maiores. Molti nemice, molto onore. O Time do Século. Pra você poder enfiar no cu aqueles jipes toyotas. Pra você sobrou um bêbado, um anão, a casca inóspita de um anti-estádio e a fama de ser puta.

Por isso estou aqui. É ódio. E este ódio será tua herança.

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Post escrito em 20/09/2008

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N.CS.: Texto do irmão Adriano Pessini, produzido para o Jornal Agora SP e gentilmente compartilhado com os amigos do Cruz de Savoia

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O Palmeiras é um time fundado por italianos, isso todo mundo sabe. Mas o que muitos não sabem, ou insistem em dizer que não sabem, é que, desde o início, o Palestra caiu na graça de outras raças e culturas por haver uma identificação com os preconceitos que os “italianinhos”, os “carcamanos” sofriam da elite paulistana do começo do século passado.

Foram os negros, os primeiros nordestinos a vir para São Paulo, os demais imigrantes _há bem pouco tempo, a maioria de japoneses e descendentes era palmeirense_, que, por meio do futebol e das conquistas do time verde e branco, foram se unindo a um escudo.

Apagado nos últimos tempos, toda essa caleidoscópica paixão veio à tona na última quarta-feira e nas milhares de mensagens no Twitter ou nos e-mails mostrando que a alegria saiu do Paraná, passou por Mato Grosso do Sul e chegou até Fortaleza. Deu um pulo a Belém e voltou a Natal, desceu por Recife, passou por Maceió e acabou na avenida Paulista, na Turiassu, em diversas ruas da capital… E como tinha de ser, em uma festa espontânea, cheia de caras, cores e credos.

O capitão negro, o pirata argentino, o mago chileno, o comandante gaúcho, o herói pernambucano, o zagueiro caipira e até mesmo o goleiro, um típico italianinho, estavam lá comemorando uma conquista sofrida, na qual todos estavam desacreditados, saíram vencedores e fizeram uma celebração múltipla.

O Palmeiras deixou de ser há tempos um clube de origem italiana. É um time de âmbito nacional e, talvez por isso, agora ostente o título de maior campeão do Brasil.

A camisa palmeirense está suja de molho de macarrão, mas também tem o suor e as lágrimas dos mais variados povos. Parabéns, Palmeiras!

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Fábrica de ódio

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O Palmeiras é campeão a 19 horas, apenas. Neste curto espaço de tempo, a grande imprensa já produziu 21 manchetes negativas contra nós e nosso time.

É claro, só posso medir aqui a imprensa  escrita, uma vez que o link é a prova. Não anotei centenas de comentários maldosos e flashes de programas esportivos associando Palmeiras + crises e Palmeirense + violência.

Festeje, Palestra! Mas não se esqueça nem por um segundo do quanto eles nos odeiam.

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Presidente do Coritiba: ‘O Palmeiras deveria se envergonhar deste título’

Arbitragem: falta que originou o gol do Palmeiras é a polêmica da final

Rafinha lamenta e diz: ‘Dá vontade de parar de jogar’

Sete palmeirenses são mortos em Osasco após título da Copa do Brasil

Polícia Civil diz que mortos em Osasco não são todos palmeirenses 

Euforia em excesso causa tumulto entre palmeirenses e policiais

Vilson nega declaração contra título do Palmeiras: ‘aqui foi incontestável’

Briga entre Gaviões e Mancha custou caro e desrespeitou código 

Lincoln rebate Marcos Assunção e contesta título palmeirense

Lincoln responde Marcos Assunção e revela discussão dentro de campo

Lincoln critica Marcos Assunção, que teria menosprezado o Coritiba

Assunção ironiza Lincoln: ‘Saiu do Palmeiras para ser banco do Coritiba’

Tonhão e Cleber vão embora de bar antes de gol marcado por Betinho

Torcida recepciona Palmeiras com festa e causa tumulto em aeroporto

Valdivia se diz em casa: “Espero que o torcedor não me mande embora”

Felipão supera polêmicas e guerra política para chegar ao título

César Sampaio apaga incêndios para conquistar título que lhe faltava

Marcos exagera nas comemorações e leva bronca da esposa

Palmeirenses se revoltam ao ouvirem música do Corinthians em evento

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