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Archive for the ‘Brasileiro 2008’ Category

“Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d’água…”

Instatisfações com a imprensa por parte das hostes palestrinas são históricas, como sabemos. Até tese de mestrado a coisa virou. Então contarei a história das minhas insatisfações com essa corja.


A primeira vez em que ouvi uma queixa a respeito de algum jornal eu era muito criança ainda. Lembro-me de ouvir meu irmão, cinco anos mais velho, queixando-se duma charge de A Gazeta Esportiva, antes dum Choque-Rei, em que mostrava uma luta de sumô entre Cilinho e o finado Vicente Arenari, os treineiros das duas equipes. Ele não gostou de ver nosso treineiro – realmente mais magro que o do adversário – ser ilustrado como um fiapo de gente agarrado ao ventre imenso do tricolor. Coisa de criança. Anos depois o Anderson, amigo de infância e parceiro de vários jogos – in loco, na TV ou no radinho de pilha – veio até mim reclamar de outra charge do mesmo jornal: havia na época um boato de que contrataríamos Don Diego, que foi retratado vestido de noivo, ao lado duma noiva decrépita e com uma placa pendurada no pesçoco. Na placa estava escrito “PARMALAT”. Daí em diante eles foram ladeira abaixo, cada vez mais mostrando um apreço exagerado pelo Corinthians em detrimento dos outros. Acabaram falindo, com justiça, prova de que até a claque alvinegra, tida como mais numerosa que os chineses, também dera as costas ao péssimo jornalismo praticado pelo jornaleco.


Mas o eixo SPFC-SCCP-CRF e seus torcedores não tardariam em criar um novo instrumento a fim de satisfazer seus caprichos mais doentios. Em meados dos anos noventa, surgia um novo diário na praça, com uma proposta inovadora: somente esportes por módicos R$ 0,75. Minha cachaça, não ficava um dia sem. Tão importante quanto o meu café da manhã, o Lance! matava minha sede de informação sobre esportes. Porém, meu caso de amor com o jornalzinho começou a ficar abalado quando as notas dos jogadores do Palmeiras começaram a ficar cada vez menores, apesar do ótimo momento do time, enquanto adversários mais fracos eram tratados com benevolência exagerada. Galeano jogou o fino improvisado na quarta-zaga e jamais levou nota acima de 6. Os jogadores do outro lado do muro, principalmente aqueles que serviam à Seleção, como Serginho – que fugiria do escrete canarinho depois – ganhavam carradas de dezes, noves e oitos. Atletas de qualidade questionável passaram a ser convocados e até disputaram Copas do Mundo, como o caso dos limitadíssimos Zé Carlos Galo – ele imitava o animal à perfeição, talvez tenha ido à França para acordar o grupo de manhã cedo – e Doriva, chamados pelo Velho Lobo. Só fui entender tudo isso anos mais tarde, ao ver Ilsinho ganhando Bola de Prata e ao ver o goleiro do Grêmio liderar a corrida pela Bola de Ouro à frente de Diego, o melhor jogador deste certame. O negócio é grana mesmo, é “Jabá”. Não era de se admirar que um time que contava com Marília Ruiz, Benjamin Back, Juca Kfouri, PVC e Marcelo Damato não passasse dum bando de gente que vai à lida sob ordens dos cáftens da tríade.


Mas isso não era suficiente: os italianinhos daqui e os portugas do Rio precisavam ser tratados jocosamente, feitos de otários. Um dia, dei uma olhada na banca de jornal do outro lado da rua e o papel higiênico dizia: “PALMEIRAS CONTRATA RICARDINHO”. Apesar de já ser um ex-leitor, atravessei a rua a mil – sempre fui fã do futebol do traíra – para ver de perto. Em letras miúdas, abaixo da manchete: “Mas não é quem você está pensando.” – Agora temos de aguentar pegadinhas! – pensei alto. Até mesmo o escudo do Verdão foi reproduzido com uma tarja vermelha feito placa de sinalização numa capa daquela joça. Profanaram tudo e escancararam de vez: nosso negócio é com elas. Não temos interesse em vocês, que estão sumindo, são a nova Lusa…


Quando era muito, muito criança tomei um “rodo” dum moleque na rua sem mais nem porquê. Passei anos creditando o episódio à minha cara de bobo, mas, bem depois, ao ver o presidente de honra da maior uniformizada palestrina discorrer sobre as origens de sua torcida, descobri o motivo: eu vestia o manto sagrado naquele dia, como tantos pais de família que apanhavam e perdiam camisas nos estádios lá pelo início do anos 1980. Até mesmo cariocas vinham até aqui e aproveitavam-se de nossa apatia, acostumados que estávamos com o estigma de “trouxas”. Quando nós, os otários, começamos a nos defender dos bons e ilibados moços do Bom Retiro e do Jardim Leonor, a corja finalmente começou a se preocupar com a violência que ela própria cultivara por décadas. E não foi só o Lance!, não. Os programas televisivos são os que mais induzem o torcedor a fazer bobagem. Se você torce pelo clube “errado”, eles provocam, mentem, humilham.

A noite de ontem foi histórica e eu participei, eu contribuí. Chegou o grande dia em que o palmeirense acordaria. EI, IMPRENSA, VAI TOMAR NO CU! Uma, dez, vinte, quarenta vezes, quatrocentas vozes, milhares de corações! Uma manifestação justa, oportuna e merecida. Paulo de Lilliput já minimizou, erroneamente, dizendo que foi só a Mancha. E o Juquinha, hein? Ele não gosta de democracia? Será que ele chamou o Doutor para ver? Nós estragamos o pós-jogo dos mensaleiros do rádio, sejam eles iniciantes ou velhos mineiros da cabeça grande criadores de gado despreocupados com a Mata Atlântica. Os palestrinos ouviram, riram e dormiram satisfeitos. Pais da bola, peitos de aço, carabinas, bacharéis e panteras sentenciaram do além: “Eles ainda são assim picaretas.” Mestre Filpo emenda: “Que la chupem. Pelas puntas!” A verdade é que a cuia finalmente transbordou após décadas e vocês chuparam. Chuparam e continuarão chupando, continuarão mamando. Engasguem e babem feito bois, como ordenou El Pibe, mano de D10s. Obedeçam, rameiras! Obedeçam já, da mesma forma que obedecem de joelhos aos Juvenais. Estamos no comando agora.

Mais útil que um Molotov nos prelos; mais dolorosa que uma cabeçada de Serginho Chulapa ou um sopapo do Felipão ou do Picerni; tão inteligente quanto o feedback de Crespo nos cronistas rossoneri canalhas ou as peripécias de Eurico contra a Flapress. Vocês pediram nossa manifestação por anos e aí está ela. Queriam que abandonássemos o barco, que fôssemos embora olhando o chão, como criança após sonoro flato. Não foi assim, porque o jogo acabou e ninguém saiu, porque não queríamos apenas mais um show de futebol e um placar elástico. Não foi para isso que pagamos o ingresso mais caro do país. Queríamos também uma palavrinha a sós com vocês, bandidos. Seis palavrinhas, quero dizer. Afinal, nossos guerreiros já estavam no vestiário. Cada um dos dezoito mil palestrinos botou os pingos nos i’s, ligou as pontas soltas e descobriu, ao mesmo tempo, que eles sempre quiseram acabar conosco. Façam oba-oba! E agora? Quem é o líder? E vocês merecem porque são safados e safado tem mais é que ter na cavidade mesmo. E sem pomada.

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REPUBLIQUE-SE!

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SOUVENIRS DE MADAME – O RETORNO

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Você vai ver pelo segundo ano consecutivo mais um show de bola do time chapa-branca:

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Jogo 1: Atlético PR 1 X 1 SPFW, 2ª rodada

Data e local: Arena da Baixada, 18/05

Juizão amigo: Djalma Beltrami

Pontinhos garfados: 1

O crime: A Brisa vencia por 1 x 0 em seus domínios, até os 35 do segundo tempo, o time reserva de Madame. Eis que o escrete de Ney Franco (que seria demitido após o empate) se lança a frente e sofre falta que Beltrami ignora. Na sequência, contra-ataque e gol das meninas.

(Onde foi que vi isso outro dia?…)

Bom, esse lance não aparece em nenhum “melhores momentos” editados pelas emissoras – e olha que procurei. Nada. Mas a busca levou-me até um blog atleticano, que também tem seus vídeos. E esse que achei me fez recordar de outro detalhe desse jogo que já havia apagado da memória: O árbitro estava tão ansioso pelo empate do “mais querido”, que já havia marcado, minutos antes do gol, um pênalti absurdo contra o time da casa. A incisão cirúrgica não se deu somente pelo fato do bandeirinha estragar a festa e lembrar ao juizão que aquele cara se atirando na área estava, além de fingindo, impedido. Coisa que Djalma Beltrami nem reparou, pois estava mais preocupado em achar uma deixa para ajudar o SPFW e ficar bonito na foto da federação. Esse lance, ao menos, vocês podem ver aqui.

A prova:

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Jogo 2: SPFW 1 x 1 Coritiba, 3ª rodada

Data e local: Privadão, 25/05

Juizão amigo: Vágner Tardelli

Pontinhos garfados: 1

O crime: Foi um paranaense no almoço, outro na janta. Uma semaninha depois de garfar o Atlético em sua casa, Madame recebeu o Coritiba para uma peleja difícil. Saiu perdendo, só empatou no segundo tempo. E depois, apoiada pela alegre massa de 6 mil torcedores coladinhos um no outro, se lançou ao ataque freneticamente, para garantir a primeira vitória em casa. Não conseguiu e ainda viu Rubens Cardoso se lançar sozinho no contra-ataque contra sua meta; ao entrar na área, prestes a sacramentar a vitória coritibana, o jogador do Coxa toma um sarrafo sem perdão do zagueirão tricolor (que não consegui identificar). Um pênalti muito mais pênalti do que aquele inventado por Djalma Beltrami na semana anterior, e que o bandeira não deixou ele marcar. Confiram com seus próprios olhos e não perca a conta: já são 2 pontos a mais aí…

A prova:

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Jogo 3: Baianos 1 x 3 SPFW, 12ª rodada

Data e local: Barradão, 19/07

Juizão amigo: Sérgio da Silva Carvalho

Pontinhos garfados: 3

O crime: E aí vem Sérgio da Silva Carvalho e seus bandeirinhas maravilhosos… Não tinham se passado 10 minutos de jogo ainda, no Barradão, quando o time da casa teve um gol legítimo anulado pelo bandeira, que errou, alegando que a bola cruzada na área havia saído inteira antes do cruzamento. Passam-se 2, 3 minutos até que Hugo, em posição no mínimo duvidosa, empata de cabeça. Dessa vez o bandeira, do outro lado, não teve dúvidas: correu para o meio do campo. A partir daí, o time da casa partiu para cima e abriu sua defesa para o time da covardia contra-atacar como quisesse. Mas não seria assim se saíssem perdendo no placar, como deveria ter sido, não é? Portanto, foram 3 pontos que se inverteram de mãos, e Madame agora já soma 5 pontos que surrupiados dos trouxas.

A prova:

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Jogo 4: SPFW 4 x 0 Vasco, 16ª rodada

Data e local: Privadão, 03/08

Juizão amigo: Sérgio da Silva Carvalho (de novo)

Pontinhos garfados: 0

O crime: André Lima está impedido no primeiro gol, no momento do lançamento. Confira no replay. No quarto gol, Aloísio cai na área feito uma moça e o juizão marca pênalti. Mas enfim, como foi contra o fraco Vasco da Gama e o jogo acabou 4 x 0, vou dar essa de lambuja para Madame. Não vou somar os pontos dessa partida àqueles que Ela não conquistou na bola. O registro fica, no entanto.

A prova:

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Jogo 5: SPFW 2 x 1 Goiás, 19ª rodada

Data e local: Privadão, 03/08

Juizão amigo: Francisco de Assis Almeida Filho

Pontinhos garfados: 2

O crime: 1 x 1, jogo duro no Privadão. E como estava difícil, o juizão me arruma uma falta frontal contra o time goiano, para surpresa e revolta do velho Baier, que ainda toma um amarelo por reclamação. Na cobrança, o suado gol de desempate estava arranjado. É mais 2 pontinhos que Madame tomou a força, e agora já são 7 pontos a mais na tabela…

A prova:

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Jogo 6: Palmeiras 2 x 2 SPFW, 30ª rodada

Data e local: Palestra Itália, 19/10

Juizão amigo: Sálvio Spínola

Pontinhos garfados: 1

O crime: Essa está fresca na memória. Sandro Silva sofre clara falta no ataque do Palmeiras, quando tentava passar pela emo-zaga e arrancar para a área de Madame. Sálvio ignorou o lance, que gerou o contra-ataque do gol, após pênalti estúpido de Léo Lima. Na saída de bola, Sálvio apronta de novo: expulsa sem o menor cabimento, sob o pretexto de ” dominar a partida”, o atacante Borges e o craque Diego Souza, do Palmeiras, que teve que mudar todo seu esquema tático. Tudo isso com 6 minutos de jogo… É o oitavo ponto que foi parar indevidamente na conta do mal, esse pontinho o mais doído para nós.

A prova:

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Jogo 7: SPFW 2 x 1 baianos, 31ª rodada

Data e local: Privadão, 22/10

Juizão amigo: Héber Roberto Lopes

Pontinhos garfados: 2

O crime: Os baianos saíram na frente; cederam o empate mas jogavam bem, atacando sempre com perigo. Ao final do primeiro tempo, uma bola alçada na área tem endereço certo: o atacante Rodrigão, que sobe para cabecear e colocar o rubro-negro em vantagem. Eis aparece Rodrigo (da defesa do SPFW) e dá um empurrão no jogador baiano sem nem sequer disfarçar muito. Um pênalti daqueles que não tem como ignorar, mas Héber o fez. No final do jogo, o que poderia ter sido um 1 x 2 no Privadão chuvoso virou um 2 x 1 a favor do time do establishment. Confira.

A prova:

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Jogo 8: Botafogo 2 x 1 SPFW, 32ª rodada

Data e local: Engenhão, 29/10/2008

Juizão amigo: Sérgio da Silva Carvalho (pela 3ª vez)

Pontinhos garfados: 2

O crime: O mesmo juíz que havia validado, há apenas 4 dias, um gol do Fluminense contra o Palmeiras no Maracanã – quando Washington iludiu o goleiro Verde esticando a mão para tentar desviar a bola – invalidou o gol de empate do Botafogo no Engenhão, contra os nazis, após uma cobrança de falta que entrou direto. No caminho, um botafoguense ainda tira o pé do caminho para não interferir na jogada, mas o bandeira de Sérgio anula o gol, alegando impedimento.

A prova:

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Nojento, nojento, nojento. Confiram vocês mesmos e fechem a conta: são 12 pontos roubados na tabela. SÃO 12 PONTOS QUE O SPFW TOMOU DE OUTRAS EQUIPES, NO PRIMEIRO E SEGUNDO TURNOS. Se esse time sofresse da mesma “imparcialidade” que o Palmeiras, por exemplo (que dá o azar de pegar bandeirinhas com olhos biônicos, capazes de perceber em um milésimo de segundo que uma bola não passou a linha por 5 cm), estaria hoje com 47 pontos, tentando se firmar na Sulamericana, atrás do Coritiba. Não há exagero algum nessa afirmação: é só assistir os vídeos e fazer as contas. SÃO 12 PONTOS GARFADOS DOS OUTROS. Por enquanto, amici…

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Este blogue está em dívida com seus leitores, então vamos começar a pagá-las. Primeiramente, segue abaixo o resultado final do BOLÃO BR-08, que não terminou como a gente esperava, mas teve um justo vencedor: Fernando Dalcin, o leitor que mais palpites exatos acertou nos jogos do Verdão durante o certame. O caro amigo ganhará um manto oficial na cor e número que escolher.

Vale ressaltar que, na última rodada, tanto Dalcin quanto Castellari lutavam pelo título. Mas, se o Palmeiras entrou em campo para dar mais um vexame, e teve que contar com Caio Jr., mesmo assim Fernando deixou lá seu palpite – e Ademir se esqueceu do seu! Assim, Dalcin já entrou campeão no último jogo.

Segue em sigilo a investigação que apura se Ademir recebeu algum envelopinho…

Brincadeiras a parte, segue a tabela final (somente com os finalistas, pois o bolão teve 45 participantes):

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bolao.

Outra coisa: prometi que, ao término do Madonnão-08, começaia a publicar a história do clube de Palestra Itália. Hoje a noite, se tudo der certo, começo a cumprir o prometido, em capítulos.

E, por último, uma notinha: não entendo essa gente! Compraram mais um título, arrumaram mais um patrocínio e mesmo assim seguem se fazendo de vítimas, reclamando da vida:

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camisasp

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A carta de demissão do vice-presidente da FPF, Ataíde Gil Guerreiro, é uma peça de cinismo e sordidez, digna de ser estudada por especialistas do comportamento humano. A mentira fica mais perversa quando você considera os fatos já relembrados por Citadini.

E o campeonato fica definitivamente comprometindo, quando a desculpa apresentada pelo homem do Gardenal para se safar é mais um daqueles bilhetinhos intimidatórios, dedilhados no escritório do Stablishment Futebol Clube, lembrando quem é ou quem não pode abrir mão da otoridade:

“O espírito que move o São Paulo é o de alertar os responsáveis pela boa condição do futebol brasileiro”, diz a carta pedindo a cabeça de Tardelli, naquele espírito do “o que é bom para o SPFC é bom para o futebol da nação.”

Porque a manipulação do resultado começa aí, quando Madame se faz de vítima.

Segue abaixo os conteúdos de alguns dos envelopinhos de Gardenal: a carta de demissão do diretor bambi e a ameaça velada a respeito da escalação de Tardelli:

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010203.

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4.

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Tenho que dar palavra ao Rivale, por dois motivos: primeiro, porque invejo o fato do meu clube não ter ninguém com tanto colhão para contar a História como ela é, exceção feita a Belluzzo, assim mesmo só quando lhe dá na telha; segundo, assim a coisa toma outro rumo, e não fica parecendo despeito de palmeirense, para o qual só restaria defender Del Nero em causa própria:

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“Madonna mia!

Não gostaria de entrar neste assunto do árbitro Wagner Tardelli-SPFC-Madonna. Até porque hoje é dia da Imaculada Conceição, importante data do calendário cristão.

Porém, vendo o que andam falando por aí, vi que seria quase obrigatório abordar o assunto. A imprensa, na quase totalidade, procura transformar o presidente da Federação, Marco Polo Del Nero, num vilão e diz que o São Paulo era inimigo dos dirigentes da Federação. Não é bem assim. Ou melhor, não é nada disso.

Se o São Paulo está atritado com Marco Polo, apenas porque o presidente da Federação não vê com bons olhos a escolha do Morumbi como estádio para abertura da Copa-2014, parabéns a Marco Polo!

Qualquer pessoa de juízo fica com frio na espinha só de imaginar o tamanho do vexame de uma Copa do Mundo realizada no estádio do Morumbi, impróprio e irreformável, mas, sinceramente, não creio que haja grande estremecimento entre o SPFC e o dirigente da Federação Paulista.

A imprensa carrega hoje, com todas as tintas, que o São Paulo era inimigo dos dirigentes da FPF, inclusive o tal vice que distribuía para árbitros, em nome do São Paulo, ingressos para ver Madonna. Assim a revelação do piedoso “regalo” para o show seria um ato de hostilidade da FPF contra o SPFC.

A história é outra. O São Paulo esteve rompido com a Federação Paulista até que, no final dos anos 1990, quando precisou de dinheiro para colocar amortecedores nas arquibancadas do Morumbi. Vêm daí a data em que o São Paulo deixou de ser “oposição” à Federação. O ex-presidente Farah pegou recursos do “Fundo de Reserva dos Clubes” e emprestou quase US$3 milhões de dólares para o São Paulo.

Como o Clube não tinha como pagar, o ex-presidente da FPF perdoou a dívida e a transformou em doação, em troca de o São Paulo reestudar a taxa que cobrava para ocupação de seu estádio pelos clubes visitantes. Como vemos, a aproximação do São Paulo com a Federação tem data e valores! O tal discurso de oposição foi às favas!

Mas não ficou apenas nisso a relação de amor e negócios entre o São Paulo e a FPF. Em 2002, foi a Federação quem emprestou dinheiro para o Tricolor contratar o jogador Ricardinho do Corinthians: por volta de R$5 mi foram adiantados pelo ex-presidente Farah.

Em 2003, naquele imbróglio do Campeonato Paulista, havia um empenho unânime para que o São Paulo fosse campeão. Poucas vezes a Federação lutou tanto pelos interesses do São Paulo contra o Corinthians.

A vitória corinthiana, que só foi possível graças à grande força da equipe alvinegra, quase trouxe luto à Federação, e foi alcançada apesar da inércia de um grupo de dirigentes “traíras” do Timão que nunca querem brigar com o São Paulo.

Como vemos a relação entre São Paulo e a Federação Paulista nos últimos anos está longe de ser conflituosa, e, mesmo neste último episódio da escolha do Morumbi, não podemos considerar a Federação como inimiga, se bem que, se tivesse juízo, deveria ter falado publicamente contra o Morumbi.

Sei que os são-paulinos estão dizendo que “dar regalos” a juízes todo mundo dá. Não é bem assim. Eles dão, mas o problema é que se tornou público e eles devem torcer para que fique só nisso.

Por fim esclareço que não irei ao show de Madonna, embora aprecie o trabalho e o talento desta genial cantora.”

Antônio Roque Citadini

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Obs: É triste, mas o Palmeiras está infestado de bundões. Precisou vir um corintiano para defender Del Nero e relembrar algumas verdades.

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Valeu, Lula, Pela dica preciosa!

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Todos viram o golaço, não há o que comentar. Quem quiser entender mais sobre esse título, é só rodar o mouse para baixo e ler os últimos 4 ou 5 posts. No mais, acompanhem os links à esquerda, os quais atualizarei com calma. E aguardem a atualização do Dossiê Bambi 2008.

Abaixo, pretendo me expressar de outra maneira: segue meu presente, em forma de outro áudio, para que a torcida eugênica possa comemorar à vontade.

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Parabéns de novo, Madame!

Parabéns de novo, Madame!

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