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Desilusões

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Sob um frio de rachar os cornos, abriguei-me numa birosca em Canoas neste sábado, na hora do almoço, para beber um necessário gole de conhaque, em mais um capítulo das minhas aventuras e desventuras pelo sul do Brasil.

Era um boteco de bairro chamado ‘Grenal’ (tenho pra mim a impressão de tratar-se de um dos 4879 bares chamados ‘Grenal’ na grande Porto Alegre), funcionando, na verdade, no quintal da humilde casa de um colorado de poucas palavras, casado com uma gremista não muito amistosa também; na parede descascada que dividia o quintal e um banheiro insólito fora da casa, o comerciante expõe vários pôsteres de jornal com seu Inter campeão de tudo, rodeando, quase como que numa provocação, apenas um pôster do Grêmio, campeão gaúcho de 2010, colocado lá a mando da patroa.

Dava meus tragos em pé, exercitando o corpo para não congelar e, entre uma rajada de vento e outra, concentrava-me nas formações do Inter ali coladas na parede – para poder pensar em algo além do frio. Então uma coisa me chamou a atenção, vendo a escalação dos 6 times vencedores ali exibidos: em todos eles, de 2008 pra cá, havia no centro da formação a figura de D’Alessandro agachado, ancorando os braços em diferentes companheiros.

D’Alessandro parece, para todos que não são torcedores do Inter, um jogador ‘limitado’ e que às vezes passa a impressão de ‘enganador’, pelas opiniões que leio aqui e ali. Mas para a torcida colorada, é uma espécie de semi-deus, e com toda razão. Fiquei olhando seu rosto impassível ano após ano, posando para a foto de campeão gaúcho de 2009, 2011 e 2012; para a foto de campeão da Sulamericana em 2008; para a foto de campeão da Libertadores de 2010 e da Recopa de 2011. Lembrei dele, então, dando uma peitada no juíz outro dia e sendo expulso porque não aceitava ver seu time prejudicado.

Não lembrei, no entanto, de D’Alessandro pedindo aumento a cada título conquistado pelo clube. Não lembro dele chantageando o Inter após ganhar um simples gaúcho, não lembro dele se mandando pra Arábia quando seu passe valorizou, não lembro dele usando sua condição de ídolo para extorquir seu ex-clube e voltar ganhando o triplo e não lembro dele chantageando o clube outra e outra vez após ganhar outro campeonato.

Este é um blogue Palestrino e você pode estar se perguntando, portanto, por que cazzo estou falando de um jogador de um clube alheio: é porque ídolo, mesmo, é coisa muito rara hoje em dia. E o Palmeiras, carente de um ídolo verdadeiro e de títulos de expressão nos últimos anos, se deixou engabelar por um mercenário sem alma chamado Valdivia. Um palhaço que ri quando não se precisa dele e chora para angariar simpatia da torcida: cada lágrima vale uns 100.000 no seu próximo pedido de aumento.

Valdivia, um chantagista que jogou 40% dos jogos pelo clube desde que voltou ganhando uma fortuna e que, após ganhar um título da Copa do Brasil, quer enriquecer às custas do nosso escudo e usando como arma a paixão que nossa torcida carente tem por ele. Um ser humano oportunista, um atleta comprometido, um mentiroso que finge uma lesão para pedir mais – enquanto o Palmeiras passa dificuldades sem ele em mais um Brasileirão.

“Ah, mas o Valdivia é decisivo”, dirão vocês. E o que isto tem a ver com assunto? Se ele é decisivo, é mais um motivo para ser cobrado pelos verdadeiros torcedores, que não podem se esquecer que o Palmeiras é maior do que qualquer canalhice – ou não aprendemos isso com Kléber? Quanto mais decisivo ele for, menos direito ele tem de negociar com a alma de um torcedor de futebol.

É por isso que caras menos talentosos, mas igualmente decisivos, são amados e reverenciados como verdadeiros ídolos nos nossos rivais – inclusive nos mais próximos. É preciso parar de babar ovo para o Mister Fibrose e fazer ele saber de vez que, ou veste com dignidade o Manto Alviverde, ou se manda para sempre. E sem deixar saudade.

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Confete x Crise

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Choro, emoção, lágrimas e milhões de euros após a vitória de Madame sobre o Figueirense.

Título distante, quebra de contrato e dúvida sobre o futuro após a vitória do Palestra. Confira o lindo trabalho da imprensa esportiva após mais uma rodada do BR12:

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Lucas é do Manchester United por R$ 82 milhões, diz jornal inglês

Manchester pode oferecer R$ 99 milhões para tirar Lucas do São Paulo

Choro e surpresa marcam reação de jovens do São Paulo após dia de gala em Santa Catarina

Willian José comemora gol nos acréscimos com “lágrima de emoção”

Xodó de Juvenal marca em estreia como titular e diz que não se lembra do gol 

Ney Franco convence equipe a atuar como jogador brasileiro não gosta

Ney espera torcida feliz: “Sem técnica, teve entrega e envolvimento”

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Juninho vê título brasileiro longe, mas nega acomodação no Palmeiras

Após ‘caso Kleber’, Felipão foge de polêmica sobre futuro do Mago

Valdivia ouve boatos de oferta e não garante permanência no Verdão

Valdivia põe futuro em dúvida: ‘Contrato foi feito para ser quebrado’

Felipão pede definição sobre Valdivia e promete ‘não se meter’

Valdivia admite propostas e não garante que fica no Palmeiras

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Diante de um Pacaembu que aplaudiria este time em pé, na final de 1942, o Palmeiras nascia campeão e brasileiro, sob o comando corajoso de Adalberto Mendes. Os inimigos do Brasil fugiriam de campo envergonhados, enquanto o Palmeiras comemorava o título com os filhos da nação.

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Sob a batuta de Filpo Nuñez, o Palmeiras de Valdir de Moraes (Picasso); Djalma Santos, Djalma Dias e Ferrari; Dudu (Zequinha) e Valdemar (Procópio); Julinho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar Pantera), Ademir da Guia e Rinaldo (Dario) foi o primeiro clube da nação a representar o Brasil, em 1965.

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Sob uma enorme bandeira do Brasil, o mais brasileiro dos times adentra o Maracanã lotado para se consagrar Campeão Mundial em cima da Juventus-ITA. Foto: Palestrinos

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Pensei em rechear este texto de documentos históricos e provas irrefutáveis, mas isto já foi feito pela imprensa mundial, por grandes Palmeirenses, pela própria FIFA, e basta-nos saber que  a inveja, o despeito e a ignorância não apagam a História.

Basta-nos a nós, torcedores desta paixão chamada Palmeiras, apenas comemorar esta data e aí cabe, sim, um detalhado resumo dos fatos.

Em 22 de julho de 1951, a exatos 61 anos atrás, o Verdão entrava no Maracanã lotado com a tarefa de representar uma nação machucada pelo Uruguai de 1950 e expurgar o fantasma do Maracanazzo. Não era só o Palmeiras, era o Brasil que entrava em campo naquela tarde, diante de mais de 100.000 brasileiros carentes de uma grande glória.

A tarefa era legítima: criada pela CBD e organizada diretamente pela FIFA, a Copa Rio era uma tentativa honrosa de se reafirmar o orgulho da nação em seu Futebol: àquela época já havia a clara noção de que o Brasil poderia ser a potência que é hoje no gramado, mas reinava então, como veio a cunhar Nélson Rodrigues após a derrota brasileira para o Uruguai, um complexo de vira-lata que precisava ser superado.

Acontece que era o Vasco, e não o Palmeiras, a principal aposta da CBD  para lavar a alma ensanguentada de 50: o time carioca entrava na disputa com nada menos do que 8 jogadores que haviam disputado a Copa e, se algum time brasileiro podia ser considerado favorito neste mundial de clubes, este time era o Gigante da Colina.

Para que a possível glória pudesse ser legítima, no entanto, FIFA e CBD trataram de montar a Copa Rio com os melhores times do mundo à época: a Juventus-ITA desmbarcou aqui com 7 titulares da esquadra Azurra (e mais um da seleção sueca); o Estrela Vermelha trouxe a base da respeitável seleção iuguslava; o Áustria Viena tinha simplesmente 10 titulares do selecionado austríaco e o Uruguai, campeão do Mundo, fez parar seu campeonato local para que o Nacional pudesse vir completo ao Brasil, trazendo seus dois campeões, Perez e Paes.

Ao final, tinhamos 8 das mais fortes equipes do mundo disputando esta Taça e coube ao Palmeiras, após eliminar o favorito Vasco em dois jogos pelas semis, resgatar a honra da nação contra o Juventus-ITA.

O que representou este título, para todo o Brasil, pode ser medido nesta primeira página da Gazeta Esportiva resgatada pelo site Palestrinos:

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E, de novo, a tarefa era legítima: se apenas 9 anos antes surgia o Palmeiras diante de um Pacaembu também lotado, também para ser campeão, também diante de inimigos do Brasil e sob o símbolo da pátria.

O Palmeiras, o mais brasileiro dos times, que crescia com a força de imigrantes de todo canto do mundo e que, mais tarde, representaria o próprio Brasil, ironicamente contra o Uruguai, na inauguração do Mineirão, batendo-os por 3 x 0.

O Palmeiras, o mais brasileiro dos times, comemorava em 22 de julho de 1951 um título tão nacional que batizou o aguardente mais famoso e conhecido da nação.

É claro que a história não se apaga enquanto sobreviver na memória dos que amam este clube – mas deve constar também nos registros que preencherão de orgulho a alma dos futuros Palestrinos.

Para tanto (e para não ser repetitivo) apenas compartilho com vocês fotos, relatos, entrevistas e matérias em alguns links abaixo.

Façam o mesmo e não deixemos a verdade se apagar.

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Copa Rio 51 – Textos

Copa Rio 51 – Fotos

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NeoBambis

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O que você lê abaixo é a apresentação oficial do presidente da BDO RCS, empresa de auditoria que avaliou a “marca Corinthians” em mais de 1 bilhão de reais, o que, obviamente, gerou matérias que repercutiram bastante na grande imprensa por estes dias; tal fato, para quem não leu, também ganhou um post aqui no Cruz de Savoia.

 Presidência

Raul Corrêa da Silva
Sócio-fundador e Presidente da BDO RCS

  • Contador, advogado e administrador de empresas;
  • Auditor Independente registrado no CNAI – CVM e BACEN;
  • Pós-graduado em Administração Contábil e Financeira;
  • Membro do Conselho Consultivo do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo;
  • Ex-membro do Comitê Executivo e presidente da região latino-americana da MRI – Moores Rowland International (Praxity);
  • Ex-conselheiro do CRC/SP – Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo;
  • Ex-presidente do IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – 5ª Regional;
  • Ex-vice presidente da ANEFAC – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade;
  • Presidente do Conselho Fiscal da AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente;
  • 40 anos de experiência com empresas de pequeno e médio porte, nacionais e internacionais;
  • Portador da medalha do mérito contábil Joaquim Monteiro de Carvalho – CRC – SP.
  • Cadeira nº15 da Academia Paulista de Contabilidade

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Um currículo pra lá de respeitável, diga-se de passagem, mas que também omite, curiosamente, uma importante experiência profissional do CEO, um cargo que ele preenche nos dias de hoje: o de  Diretor de Finanças do Sport Club Corinthians Paulista, como se comprova aqui.

Não vou discutir o quão ético é uma empresa de auditoria avaliar como “top de linha” uma “marca” cujo diretor financeiro também é o presidente da mesma empresa de auditoria. Não tenho mais saco pra isso e, como bem me informa o amigo @Vessoni, esta mesma empresa, até poucos anos atrás, colocava o SPFC como a “marca” mais valiosa do Futebol Brasileiro (tampouco é meu foco dissertar sobre a credibilidade de uma avaliação desta).

O que me espanta, o que realmente me admira, é o esforço que o Corinthians faz para divulgar seu clube pensando nele como um produto e o orgulho com que o defende os seus, apresentando-me este tipo de argumento. Espanta-me a tática que usam para fazê-lo, a artimanha claramente leonor – eu sei que vocês me entendem.

Costumava tirar sarro do SPFC por estas páginas, rindo da constante obsessão de Madame em superar os alvinegros: o sonho megalomaníaco deles era ter a maior torcida do estado – não por amor ao escudo, ou coisa que o valha – mas justamente porque o caráter predatório da elite bambi enxerga na massa um enorme público consumidor. Futebol sempre foi um instrumento para eles poderem fazer mais dinheiro – e nada mais do que isso.

Os Corintianos, por sua vez, não só riam das pretensões são-paulinas como entendiam muito bem o que estou dizendo, fazendo questão de ostentar orgulhosamente sua paixão pelo clube, sua informalidade de comportamento público, seu terrão, sua massa apaixonada por Futebol, massa disposta a fazer qualquer sacrifício para estar junto de seu time – algo secundário – quiça terciário, para um são-paulino.

Hoje eu só vejo o Pacaembu lotado quando tem jogo de Libertadores – e lotado de gente que pode pagar algumas centenas ou milhares de reais por um ingresso, tudo para participar de uma festinha organizada pela Nike e seu bandeirão; hoje eu vejo um Corinthians atropelando o bom senso e sua própria história, vendendo sua honra em troca de um estádio construído com dinheiro público, de certa forma se assemelhando, assim, à história do estádio do Morumbi.

Agora só falam de marketing, de valor agregado, de “marca Corinthians”, de bilhão de real… que caralho!

É a Perua e a Madame, é isso?

Será que eu estava errado? Será que era sonho do Corinthians, um sonho recôndito e bem guardado, ter dinheiro suficiente para se se vestir, se comportar e mentir como um consumidor elitizado qualquer? Como um dirigente marqueteiro qualquer? Era o sonho de vocês, alvinegros, ser o São Paulo, e não ao contrário?

Enfim, este é um blogue Palestrino e o clube não é meu. E estamos cada vez mais sozinhos com este sentimento de ser apenas um torcedor, contra tudo e contra todos, como sempre deveria ter sido.

Mas que é engraçado ver vocês se arrumando todo bacaninha e virando modinha, isso é.

Não tem preço ver vocês enterrando 102 anos de história.

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Olha que hoje dava para fuçar bastante nas manchetes desta rodada, a décima do Brasileirão, onde o Palmeiras conquistou um empate fora de casa e Madame perdeu na boutique para o Vascão.

De Jadson na “calçada da fama” do Shakhtar à Murtosa pedindo desculpas, a criatividade da imprensa foi grande para equilibrar a balança da justiça leonor entre quarta e quinta-feira. 

No entanto, esta rodada foi diferente para o Palmeiras, e por isso escolhi só algumas poucas manchetes: é que, desde a aposentadoria do Santo, o Verdão passou por um longo período de incertezas até que o clube pudesse, enfim, soltar a fumaça branca e anunciar à torcida ansiosa: “Habemus Goleirum“. 

Depois do título – e a partir daquelas duas partidas decisivas – Bruno começou a se firmar como um goleiro que dá segurança ao torcedor e, no jogo de ontem, mostrou que confia em si mesmo, como um grande arqueiro deve confiar. Todo mundo ficou feliz com isso, não é? Então peguei só as últimas horas de manchetes esportivas e descubro que me sairam com essa:

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Ceni faz gol de falta em treino e renova esperança tricolor

Reservas vencem jogo-treino no São Paulo com golaço de falta de Rogério Ceni 

Rogério Ceni marca golaço de falta em jogo-treino contra Super 20

Perto da volta, Rogério Ceni marca golaço de falta em jogo-treino no CT

Com gol de falta de Ceni, reservas do São Paulo vencem o Super 20

Rogério Ceni afirma: ‘Vou tentar jogar até o fim deste mês’

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Após dez rodadas, Palmeiras registra seu segundo pior início nos pontos corridos

Murtosa nega erro do Palmeiras e justifica ausência de Valdivia

Coxa e Palmeiras ficam no empate e seguem mal no Brasileirão

Palmeirenses lamentam vacilo, mas veem empate de bom tamanho

Vontade vira a palavra da moda no Palmeiras após título da Copa do Brasil

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Imprensa sem limites

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Ah, mas tá errado o título deste post, hein? A imprensa esportiva tem sim limites.  Quer um exemplo? Jornalista esportivo não pode associar SPFC à palavra crise na mesma matéria. Não pode, a não ser em último caso, com autorização expressa do sinhozinho Juvenal, o patrão da garotada.

Vejam vocês, Palmeirenses campeões da Copa do Brasil, Palestrinos que estão de volta à Libertadores, torcedores que vestem um manto com um dos maiores patrocínios do Brasil, vejam você, que encontraram no centroavante Barcos a renovação da idolatria: 

Madame não sabe o que é ganhar nada há 4 anos. Não tem patrocínio há sete meses. Ontem mesmo seu centroavante, cansado de tantas vaias, já falou em abandonar o barco outra vez.

Então fui ao Google só para confirmar o que já sabia, e digitei ali o termo ‘SPFC + crise’. Para minha surpresa, o resultado não foi aquilo que eu esperava, dadas as circustâncias atuais de chuvas e trovoadas no Jardim Leonor: menos de 150.000 resultados, incluindo aí matérias da imprensa e de blogs de torcedores (sic), em 0.32 segundos de busca.

Fui ver então o que se diz por aí do meu time campeão: digitei ‘Palmeiras + crise’, só para efeito comparativo, e obtive praticamente 2 milhões de resultados em 0,24 segundos de busca.

Façam o teste e vejam como a imprensa tem limites.

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Foi no início do mês de junho, vocês lembram, quando Madame se rendeu aos fatos e, com medo de perder todo o investimento que fez em Oscar, decidiu entregá-lo ao Internacional.

O Cruz de Savoia, este é o problema, também lembra.

Isso já faz uns quarenta e cinco dias e o episódio ficou marcado porque a imprensa esportiva paulistana, que nada mais é além de uma assessoria de imprensa do SPFC espalhada por pontos-chaves das redações de São Paulo, como provaremos agora, pôs-se a aleardear o fato como sendo a “maior transação interna de um jogador” da história.

Prestaram atenção na frase entre aspas? Agora copie e cole no Google:

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 “maior transação interna de um jogador”

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Quem teve a curiosidade de fazer isso descobriu que o termo, após ser usado no site OFICIAL do SPFC,  foi replicado em pelo menos DEZ veículos de comunicação, sempre com a intenção de cobrir de louros o clube mais “diferenciado” do estado. 

A Folha de São Paulo replicou o termo em seu painel; a CBN também; o Terra também replicou – e fez isto duas vezes; replicou o termo também o Mídia News, que promete “credibilidade em tempo real”, como replicou até mesmo o Jornal do Comércio, de Porto Alegre.

O mesmo CtrlC+CtrlV desembarcou no site da Rádio Gazeta e no site do Milton Neves. E no site do UOL. E na Joven Pan. E no Diário de São Paulo. E no Blog do Birner, é claro.

Como já mostramos em um post da época, a verdade foi bem outra: o que o Internacional fez foi comprar xepa da feira na banca de uma falastrona desesperada. Não desembolsou nem 5 milhões de reais – sendo que o valor total do “acordo” de 15 milhões será pago em 2 anos.

Passados apenas 45 dias do ocorrido, amici mei, o Internacional praticamente já repassou Oscar para o Chelsea pela bagatela de R$80 milhões de reais.

80 milhões de reais.

Vamos repetir: o Internacional desembolsou 5 milhões, que só começarão a ser pagos a partir do ano que vem, por um jogador que vendeu, 45 dias depois, por 80 milhões de reais. Agora me digam como se chama essa transação feita por JJ e seus asseclas: é ou não é a MAIOR PASSADA DE PERNA EM UMA TRANSAÇÃO INTERNA na história?

Não seria a hora, agora, da imprensa esportiva se tocar do ridículo que fez a pouco tempo e mudar seu enfoque, preparar pautas e mais pautas (como fariam se isto acontecesse dentro do Palmeiras) questionando a falta de organização, planejamento e cuidado com o bem alheio que protagoniza esta diretoria do SPFC?

Não importa. Isto não vai acontecer porque NÃO TEMOS uma imprensa esportiva que honre sua profissão, salvo raríssimas exceções. Digo e repito: o que temos, principalmente no estado de São Paulo, são assessores de imprensa trabalhando à paisana dentro das redações esportivas, trabalhando pelo SPFC e – quiçá – prestando contas a Juvenal Juvêncio.

Digo, repito e provo de novo: voltem ao Google e digitem desta vez o seguinte:

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“Lucas + 90 milhões”

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E veja o quanto os empregadinhos de JJ se esforçam para remendar o modelito roto de Madame. Não pode ser de graça. Nada na vida é de graça. 

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