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Aqui tem bigode!

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De repente, não mais que de repente…

Vocês, mais jovens, que buscam na década de 90 seus ícones Alviverdes como parâmetro, saibam: hoje, mesmo não jogando, Barcos foi Evair. E mesmo não estando em campo, Valdívia foi Edmundo.

Pensem em Assunção como Sampaio, ou mais! E entendam Felipão como um Osvaldo Brandão, e bem mais (sim, omito aqui o canalha-herói de 1993).

Guardadas as proporções, o time de heróis que consagramos esta noite, em Couto Pereira, em nada deve, em brios, à esquadra imponente que nos fez marchar orgulhosos por quase 10 anos, olhando acima de ombros alheios.

Hoje, mais que ontem, somos heróis. Vencemos resistências que outrora não existiam e conquistamos cada quinhão de glória com  nosso próprio suor.

Não há hoje, para os perdedores, desculpa esfarrapada que conforte seu fracasso. Não há ‘esquema Parmalat’, não há dinheiro alheio: foi esta camisa e esta torcida, tão somente, que inspiraram nossos grandes à glória que não se via desde os tempos de – vejam vocês – Luis Felipe Scolari!

Neste momento de emoção não há o que dissertar. Não há razão, e sem a razão não se constrói um texto digno da hombridade destes homens que nos levaram à glória.

Há que se ter humildade agora: há que se pedir desculpas à Felipão, à César Sampaio, a Luan, a Betinho, a esta diretoria, por tudo que nós, Palestrinos carentes e impacientes, cobramos e ofendemos desde o ano passado até aqui.

Outros teriam sucumbido: jogadores teriam pedido para serem negociados, diretores teriam pedido seus chapéus, presidentes arrumariam licenças médicas para abandonarem o clube e fugirem da pressão da torcida.

Mas estes não. Estes são homens, do zagueiro ao presidente, e merecem nossos aplausos e nossa gratidão.

O orgulho, este é só nosso, e não precisamos dividi-lo com ninguém: somos campeões, cazzo!

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Madame

Madame

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✝  04/07/2012

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Madame acordou nesta quinta-feira, passou seu creme francês e foi à praia, de sombrinha, querendo se esconder de seus recentes infortúnios; precisava relaxar, reunir forças em seu paraíso articifial para conseguir olhar de queixo erguido novamente por sobre seu séquito de editores, repórteres e aspones espalhados pelo reino de São Paulo.

Chegando no seu recreio privê, no entanto, viu seu espaço exclusivo invadido e tomado por farofeiros de quinta categoria, uns pretos gritando “é nóis”, bradando “chupa isso” e “chupa aquilo” com gestos obscenos e ao som de uns funks pornográficos. 

É o horror, pensou Madame – é o horror!

Poucos se deram conta do que o desfecho desta edição da Libertadores produzirá  em sua boutique em um curto prazo: é a falência do prostíbulo, literalmente. Só ela percebeu.

O título alvinegro pode não agradar nenhum Palestrino que se preze – e é assim que tem de ser, se somos, enfim, seus maiores rivais.

Mas repare como, agora, eles torcem para nos encontrar na Libertadores de 2013: querem a desforra de décadas passadas sobre alguém que valha a pena: seu rival. Repare como estamos pertos disto acontecer e como o cenário polarizado entre Palmeiras e Corinthians profetiza o fim dos lucros do meretrício leonor.

Repare que quando um cresce, o outro se agiganta. Repare como a História é nobre com os bravos e despreza os imitadores.

Quanto a ela, acabou o sonho megalomaníaco regado a whiskey de ter a maior torcida do estado. Acabou a balela de ser o bicho-papão da América no Brasil, o trunfo por patrocínios maiores em torno desta retórica sempre vomitada à exaustão por seu departamento de marquetíngue espalhado pelas redações paulistanas.

Acabou a cota gorda de TV, acabou o discurso diferenciado.

Acabou o desprezo e o desdém exalado por anões com mandato público a cada título regional, ou  nacional, conquistado pelos rivais da cafetina: seus emissários não podem mais dizer “nós estamos em outro nível, pensando em Libertadores”.

Madame tinha uma praia particular onde só ela passeava e apreciava o pôr-do-sol, sentindo sob seus pés a areia branca e casta do seu reino exclusivo, desfrutando do sol ameno que tornava seu perfil sempre mais iluminado, e ela não tem mais onde se esconder agora.

Sua praia foi invadida, seu guarda-roupa não vale mais nada, seu cabaré perde renda e apodrece, padece mais ermo a cada dia que passa. Como chamar atenção daqui para frente? Como conseguir aquele dinheiro fácil que nunca foi dela, enfim?

Se ainda houvesse um Porfírio, um Ademar, mas nem isso… 

Madame voltou correndo para casa pensando no fim dos tempos. Só queria se resguardar no seu quarto luxuoso, trancada, em silêncio, chorando baixinho e elegantemente com a discrição que lhe convém nestas horas.

Qual o quê! A quinta-feira que começara desastrosa, terminaria ainda mais trágica para a nobre senhora. Seus pés descalços se arranhavam na areia revolta, outrora suave, a cada passo apressadinho e curto a caminho da mansão, ao cair da noite; mas qual não foi a surpresa dela ao despontar na varanda e se deparar, boquiaberta, com aquela italianada barulhenta, com os bigodes sujos de molho de tomate, arrotando e peidando em uníssono para comemorar sua desgraça.

O horror, o horror.

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O Verdão, reconhecendo suas limitações e lutando bravamente ao lado de sua torcida, ficou a um passo de conquistar a Copa do Brasil. Do outro lado do muro Madame acompanha tudo, porque é melhor assistir isso do que pensar no desgosto que é os desclassificados de Itaquera dominarem aquela praia privada na qual ela se escondia dos simples mortais, a Libertadores.

Como terá reagido a imprensa Leonor?

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Lucas, Luis Fabiano e Ceni falam em título neste ano com Ney Franco

Com novo ano de empréstimo, Denilson confia em título no São Paulo

Jesus Lopes só elogia Tite por título e lembra: “Ninguém nos supera”

Sem acompanhar título do Corinthians, Denilson torce pelo Coritiba

Perrone: Com Ney Franco, São Paulo aposta que terá mais jovens na seleção

Lucas, Ceni e Luis Fabiano festejam vinda de Ney Franco

Jornal inglês coloca Lucas como alvo principal do Manchester United

São Paulo irrita Andres Sanchez com contratação de Ney Franco

Com Ney Franco, São Paulo tenta explorar 100% da capacidade de ‘quarteto olímpico’

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Coritiba confia na força do Couto Pereira ganhar a Copa do Brasil

Volante palmeirense lembra de goleada e pede atenção

Valdivia vai de herói a vilão em vitória que pode ser um de seus últimos jogos no Palmeiras

Palmeirenses depredam carro da TV Bandeirantes na Arena Barueri

Técnico do Coritiba sai de campo indignado com a arbitragem

Coritiba reclama da arbitragem, mas acredita no título em casa

Felipão prevê nervosismo em final por falta de experiência de grupo, apesar de vantagem

Torcedores do Palmeiras brigam antes do jogo em Barueri

Tirone admite bate-boca com conselheiro e nega agressão: “Não tenho contato físico com homem”

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É GUERRA!

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Quem aí se lembra da semifinal de 2008, do episódio do ‘Barril de Pólvora’ e da PM descendo o cacete na torcida Palmeirense, no jogo contra a Ponte Preta, no finado P.I., enquanto o procurador são-paulino ria de dentro do gramado, divertindo-se com o massacre?

É, a história se repetiu com mesmo enredo, mas o torcedor Alviverde tem um coração carente, que não guarda mágoas, e uma mente fraca, que não guarda a história: 

antes do confronto contra Madame, em 2008, o Palmeiras enfrentou um bombardeio cruel e malicioso da imprensa paulista, em especial do Lance!, que rotulava nosso estádio como “Barril de Pólvora”. Ao invés de matérias sobre nossa torcida comprando ingressos, ou os jogadores treinando, o boletim de Madame só falava na ‘inconsequência’ que era se fazer um clássico daqueles no Palestra.

Chegaram a dar uma capa – esse jornal que deveria ser de esportes – com a foto de uma caçamba cheia de entulhos ao invés de falar de Futebol: não havia bola em nenhuma foto, só pedras, atiradas contra o desejo Palmeirense de lutar na sua casa por uma vaga na final do Paulista.

Como pagar jornalista não adiantou, o procurador são-paulino resolveu se vingar da teimosia italianinha: esperou a torcida comemorar o título contra a Ponte, no mesmo P.I., para soltar seus macacos fardados em cima da nossa gente com a intenção única e exclusiva de ferir Palmeirense e, com sorte, matar alguns.

Há semanas digo e repito aos Palmeirenses que estamos sob novo ataque porque recusamos novamente o Morumbi, mas o Verde, de alma ingênua, não me acredita.

A Rede Globo foi a primeira a cantar a bola, se recusando a transmitir nosso time na final em rede aberta e fazendo o possível para que concorrente nenhum também transmitisse: foi a senha para que o resto da imprensa servil convocasse seus ratos do esgoto.

Primeiro os colunistas remunerados, a gente sabe por quem, tentaram, com seus métodos kfourianos, demover a diretoria do Palmeiras da idéia de não aceitar o Morumbi como palco da decisão. Não deu certo, apesar de um ou outro Palmeirense sem alma, como nosso diretor jurídico Piraci Oliveira, abraçarem a idéia; depois soltaram os vira-latas do UOL, quiça em troca de um ossinho, que passaram  a publicar matérias (sic) como esta que ilustra este post, com a única intenção de nos ofender. 

Nada?

Então avisa o promotor, chama os bandidos do governador de novo e manda descer porrada e bomba nessa porcada que insiste em ir para Barueri – quem sabe assim esses carcamanos aprendem.

Em 2008 colocaram um juíz que deixou o SPFC ganhar com um gol de mão contra a gente – só Deus e a torcida que Canta e Vibra sabe a que preço revertemos esta manobra no P.I.; imaginem o que farão agora, em Curitiba, com o pretexto da primeira arbitragem desfavorável ao Coxa e com um ditador são-paulino a frente da CBF.

Eu avisei, escutem desta vez: o Palmeiras está sob ataque e não há ninguém na imprensa ou na nossa diretoria que o defenda. O Palmeiras precisa de você, Palmeirense.

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*O vídeo acima foi feito e narrado pelo amigo Ademir, o @DivinoBlog.

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O Verdão, finalista da Copa do Brasil e jogando com um time misto, venceu sua primeira partida pelo Brasileirão, de virada, e vai para o primeiro duelo contra o Coritiba cheio de moral.

Moral é coisa que o SPFC não tem muita ultimamente – se bem que, enfim, os seus jogadores decidiram trabalhar neste sábado, após derrubarem, sem disfarçarem muito, o técnico Émerson Leão do cargo.

Vejamos agora como a assessoria de imprensa de JJ nos relatou estas duas vitórias e o clima posterior nos dois clubes, com manchetes produzidas desde sábado a noite (o embate café-com-leite das meninas foi no sábado) até o dia de hoje, segunda-feira;

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São-paulinos dedicam vitória ao ‘marechal’ Juvenal Juvêncio

Juvenal rouba a cena da vitória do SP com invasão de campo, palestra e super exposição

Áudio: Juvenal fala sobre reação do São Paulo em Belo Horizonte

Juvenal recusa efetivar Milton Cruz no São Paulo: “Não, senhor. Porque eu tenho juízo”

São-paulinos prometem dedicação contra Coxa até com Morumbi vazio

Interino, Milton Cruz completa oitava partida invicta no São Paulo

Luis Fabiano elogia ‘zaga guerreira’ e reclama de cartão em BH

Fabuloso vibra com vitória e marca encontro com torcida no Morumbi

Luis Fabiano atribui perda de pênalti a treinos com Fábio na Seleção

Sem André Villas-Boas, Juvenal promete quebrar a cabeça por técnico

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(As manchetes abaixo foram produzidas pela imprensa esportiva nas últimas 20 horas.)

O time que troca de técnico mais do que drag queen troca de roupa (desde a saída de Muricy já levaram um pé na bunda Ricardo Gomes, Carpegiani, Baresi, Adilson Batista e Leão) tem tratamento condescendente por parte da imprensa, quase que subserviente, como de assessoria de imprensa, com gente que produz manchetes apenas repassando as palavras de Juvenal, sem coragem para contestá-lo:

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Juvenal abre mão de apostas para técnico e quer espaço para a base

Eu seria um bom técnico para o São Paulo, garante Juvenal Juvêncio

Juvenal explica saída de Leão: não soube usar um elenco competitivo

Juvenal diz que seria bom treinador: ‘Quando a coisa aperta, me chamam’

Trabalho ruim de Leão fez Juvenal optar pela demissão sem ter suplente

Sem mea-culpa, Juvenal crê em apoio do coração são-paulino revoltado

Primeiro dia após saída de Leão tem descontração em treino e até carrinho de Rogério Ceni

Rivaldo sugere Rogério Ceni como treinador do São Paulo no lugar de Leão 

Para Roth, mudanças no São Paulo irão dificultar vida do Cruzeiro

Desde fevereiro no Reffis, Wellington já corre no campo “sem mancar”

Datafolha aponta Corinthians e São Paulo como maiores torcidas

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E sobre o Palmeiras, finalista da Copa do Brasil, o que esta mesma gente tem a dizer? Vejamos:

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Sampaio se ‘desculpa’ por final em Barueri e pede reservas no Brasileiro

Verdão aguarda retorno de Valdivia e se diz em situação ‘delicada’

Palmeiras admite ser difícil evitar ausência de Henrique

CBF não atende pedido do Palmeiras em adiamento

Com 35% das obras prontas, Arena Palestra vê prazo para entrega aumentar

Sem dinheiro em caixa, Palmeiras descarta ceder porcentagem de jovens da base

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Respondam rápido: quem é o bipolar – a torcida Alviverde ou time do Palmeiras? 

Ou será mesmo que o torcedor, após comemorar uma digna e emocionante classificação para a final da Copa do Brasil, após  se encher de orgulho e esperança por um time que honrou a camisa, é obrigado a presenciar e engolir, na mesma semana, um bando de preguiçosos se arrastando em campo contra o Isentão recheado de reservas?

Haja saco.

Espero que a má impressão deixada no Pacaembu seja apenas isso: uma má impressão, reflexo do cansaço, uma atuação apagada de um elenco extenuado e emocionado após a pressão que sofreu para chegar em uma final importante após tantos anos. Porque a sensação que passa pela alma do torcedor é que este tem dado muito mais ao Palmeiras do que o time tem feito por merecer. E faz tempo. Faz anos.

Que esta turma toda – jogadores, comissão técnica e diretoria-nanica tenham a consciência que nada menos que o título contra o Coritiba será admitido. E sobre isso não me estendo – Barneschi já disse mais e melhor aqui, em uma leitura que recomendo.

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– Amigos presenciaram ontem gente gritando gol do Isentão dentro do Palestra Italia, diante de diretores passivos que adoram rebolar no twitter e não fazem nada de concreto pelo Palmeiras. Gambás que frequentam o clube simplesmente porque temos um e eles não. Somam-se a eles cocotinhas oportunistas de ocasião que fazem pressão para que o Palmeiras mande seu jogo contra o Coritiba, imaginem vocês, no puteiro de Vila Sônia, na casa de nosso maior inimigo.

A todos que fazem campanha por eleições diretas no Palmeiras a qualquer custo, eu deixo uma pergunta no ar: é essa escória que vocês querem que decida quem será nosso mandatário?

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N.CS.: Texto do irmão Adriano Pessini, produzido para o Jornal Agora SP e gentilmente compartilhado com os amigos do Cruz de Savoia

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Depois de muito, muito tempo, tivemos uma semana marcante para Palmeiras e Corinthians.

Podem discutir a importância dos campeonatos, os elencos, a tradição dos clubes na competição, o ineditismo ou não das façanhas, mas uma coisa é bem clara: só se fala nisto na cidade: são Palmeiras e Corinthians.

Por mais estranho que possa parecer, às vésperas de um Dérbi, não se discute o jogo em si. Comenta-se mais de Boca e Coritiba do que do adversário de amanhã, para vocês entenderem como os próximos jogos serão importantes na vida dos clubes.

Na minha singela opinião, para o Corinthians não poderia ter adversário melhor. O Boca é o Boca, com seis títulos de Libertadores _podendo agora alcançar o recorde do Independiente_, na sua décima decisão do torneio, com sua mítica Bombonera e com uma torcida que por si só já é um show.

Se perder, terá sido para um rival para lá de valoroso. Se vencer, será a redenção após tantos anos. Será, enfim, um título incontestável.

Do lado do Palmeiras, os dois jogos contra o Grêmio mostraram tudo: a união dos jogadores, Felipão novamente no controle dentro e fora de campo, a volta por cima de um craque e, mais do que tudo, o amor incondicional da torcida que canta e vibra para um time que jamais se apequenará _apesar da insistente e inútil guerra dos seus dirigentes.

Como sempre diz meu grande amigo José Ezequiel: “Enquanto houver uma camisa verde com um P no peito, tem de haver respeito”.

O Palmeiras voltou a ser Palmeiras, o Corinthians é mais Corinthians do que nunca. Mais do que os resultados que possam vir, só de ver como está a cidade já valeu a pena.

Afinal, são Palmeiras e Corinthians!

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Deu liga!

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É raro isso acontecer, e essa é a percepção de um Palmeirense com quase 40 anos de amor e sofrimento.

Acompanhando de perto os dois jogos desta semifinal (no Olímpico, pude ir ao estádio) a gente percebe – identifica – aquela confiança na voz rouca da torcida que não é mais um grito de incentivo, mas sim um canto de comunhão.

O correr dos jogadores em campo não é mais aquele galope claudicante e desesperado em mostrar a esta torcida que quer chegar, mas o trote confiante de quem sabe que veio para conquistar.

Felipão, sempre ele, do banco de reservas, não gesticula mais como o comandante em desespero, mas como o maestro que rege o acorde de cada um de seus homens.

E é tudo isso junto agora. A raça verdadeira, e não do slogan. O talento verdadeiro de Valdivia, sem o marketing. Um Barcos que nos remete mais e mais a Evair e sua predestinação para a vitória. Uma vontade de não deixar escapar o título que é muito rara no Palmeiras: não tem mais cornetagem do lado de fora, acabou-se a insegurança dentro das quatro linhas: o Palmeiras veio para vencer, senhores. Como não vinha há muitos e muitos anos.

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Felipão

A classificação do Palmeiras começou a ser desenhada em 27 de maio, quando perdemos para o Grêmio, no Olímpico, pela 2a. rodada do Brasileirão, sem que o time tivesse jogado nada. 

Ciente de que aquele era um jogo de estudo para as próximas semanas que viriam, Felipão declarou na saída do gramado: “O Grêmio venceu porque hoje jogaram mais que a gente. E mostraram mais para nós do que nós mostramos para eles“.

Era a senha. Scolari havia percebido ali o ponto fraco no sistema defensivo do Grêmio e, ouvindo suas palavras, soube que o grande Felipão havia acordado para nos levar de novo à glória.

Desnecessário seria esmiuçar os detalhes do que fizemos no Olímpico em 13/06, pelo jogo de ida, depois de lhes apresentar este texto de Hiltor Monbach, escrito no dia após a batalha por um jornalista gaúcho perplexo com a sagacidade do nosso treinador.

Felipão, para quem não se lembra, é assim: não agrada torcedor nenhum no primeiro ano; no segundo ele engrena; no terceiro conquistaremos a América. Vida longa no Palmeiras à Luiz Felipe Scolari! E que se calem eternamente as cornetas que soavam sobre seus ombros.

Valdivia

Mesmo não gostando nem um pouco da postura deste jogador depois que retornou ao clube, sou obrigado a reconhecer que há dois tipos de maus profissionais: os que, na hora H, se põe a trabalhar com maestria e decidem, como Valdivia, e os que se escondem ainda mais, como Diego Souza.

Graças a Deus Diego Souza é do Vasco (o Corinthians que o diga). Para o nosso bem, Valdivia é nosso.

Coritiba

Será, escrevam aí, a batalha mais difícil que enfrentaremos nos últimos longos anos de espera. O time deles é bom, é chato, entrosado, ganhou as últimas ONZE partidas em casa e tem uma torcida verdadeira. Aliado a isso tudo, jogaremos lá a grande decisão tendo de nos preocupar mais com a arbitragem do que qualquer outra coisa.

Que a torcida faça sua parte em São Paulo (e eu sei que fará) empurrando nosso escrete ao gran finale até o último segundo. E que a diretoria faça a sua (eu espero que faça), cuidando de não deixar o Palmeiras ser roubado como foi em Barueri por um bandeira canalha e um juizão banana.

Sem mais, até o título, Palestra!

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CONFETE X CRISE

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Pensa rápido, Parmera: quem tá melhor, Palmeiras ou Madame? Vejamos o que a imprensa paulista tem a dizer:

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Juvenal troca “novela da Globo” por calma com elenco reformulado

No CT de Cotia, Marin confirma dois amistosos da Seleção no Brasil

Douglas, Paulo Miranda e Willian José devem ser novidades no Canindé

Calado, Tricolor volta aos treinos com três novidades para pegar a Lusa

Sem Copa do Brasil, São Paulo quer arrancar no Brasileiro como em 2011

Leão ensaia o São Paulo com três novidades para encarar a Portuguesa 

São-paulino Fabrício tem cirurgia bem sucedida e deve começar trabalho no Reffis na segunda

Juvenal dá um voto de confiança a Leão

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Em duelo nervoso, Grêmio e Verdão brigam no campo e fora dele

Expulso após confusão, Henrique vira desfalque para primeira final

Felipão reclama de árbitro e diz que se sentiu prejudicado após classificação

Presente de São João: enfim, Palmeiras numa decisão

Scolari reclama da expulsão de Henrique e elogia Valdivia

Sumido em Barueri, Kleber reclama de atuação do árbitro

Após expulsão, Palmeiras vai entrar com recurso para liberar Henrique

Gol e redenção ajudam, mas não garantem permanência de Valdivia

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O JOGO DO SÉCULO

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“O último título foi no já longínquo ano de 2008; de lá para cá, embora se renovassem as esperanças de sua torcida a cada começo de temporada, esta não viu  seu time sentir sequer o gostinho de uma decisão. Já se vão quase 4 anos que o grito de campeão explodiu nas arquibancadas de uma das maiores torcidas do Brasil, e nenhum elenco conseguiu se firmar desde então – equipes caras, formadas por jogadores renomados que passaram pelas mãos dos mais experientes treinadores do país – consequência, talvez, da mentalidade retrógrada da diretoria do clube.

Dos conselheiros ao presidente, todos parecem se esquecer da grandeza da instituição que dirigem e permitem que seus egos inflados sustentem o sisudo clube, cada vez mais endividado, em estado de permanente crise política. Contratações de peso não vingam e se desvalorizam, valores da base são esquecidos ou negociados antes mesmo de chegarem ao time principal.

A torcida, cada vez mais impaciente, reza para que um sopro de modernidade e profissionalismo alcance os corredores deste clube que, embora grandioso, fica a cada dia mais obsoleto e esquecido nas glórias do passado.”

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Um docinho para quem adivinhar a que time este texto acima se refere. Pasmem, Palmeirenses descrentes dos quatro costados: o texto é meu e fala do SPFC.

Minto?

O texto é meu mas não passa de uma costura de retalhos de frases prontas, de textos publicados pela grande mídia para definir, ora, vejam vocês, o Palmeiras!

Pior que isso: você já leu linhas como estas tantas e tantas vezes que até esquece que comumente são digitadas por algum colunista Palestrino que sente vergonha de suas raízes – ou vergonha de se apresentar diante de seus pares como Palmeirense ou, ainda: que age assim, de forma pusilânime, por medo de perder espaço no meio em que atua.

Mas disso já sabíamos todos: não temos quem nos defenda e, pior, temos cada vez mais torcedores que não sabem de onde vieram e fazem coro a este discursinho idiota de “atraso”, títeres de Verde que aprenderam a crer que o Palmeiras é pior que os outros.

O que me espanta agora é a cara de pau que os colunistas são-paulinos têm, por outro lado, para defender sem pudores o seu time – mesmo que, para isso, seja necessário mentir sem ficar nem vermelho.

Nesta semana concretizou-se uma grande humilhação que assolava a mente de  Juvenal Juvêncio e seus cupinchas: Oscar, que saiu do clube sem se render a qualquer ameaça de homúnculo com mandato ou bebum desgrenhado;  que já havia anunciado a intenção de se reapresentar junto aos cervos (se fosse obrigado pela lei) com a camisa de um rival; que preferia até mesmo abandonar a carreira do que voltar a conviver com seus pares naquele ambiente doentio, foi finalmente vendido ao Internacional de Porto Alegre.

E foi vendido abaixo do preço que Juvenal havia anunciado que exigiria – exigência esta, aliás, que seus lacaios divulgaram na imprensa em tom de ameaça à Oscar, como um recado que pudesse mexer com a cabeça do rapaz.

E foi vendido porque Juvenal perdeu.

E foi vendido porque a cortesã do Jardim Leonor precisa, com urgência, fazer caixa e não poderia prescindir de 4, 5 milhoezinhos que demorariam anos até serem transformados em lotes de Blue Label nas prateleiras da diretoria, caso o processo se arrastasse na Justiça.

Sim, senhores: 4, no máximo 5 milhões de réis,  foi o valor que Madame recebeu agora, e não 15 milhões como se apressaram em informar (sic) os assessores informais de JJ Scotch Whiskey – o tal de Vitor Birner e o lacaio do Perrone.

Juca Kfouri foi ainda mais canalha (ele tem de fingir que é alvinegro), mas desse eu tenho um asco que me impede de linká-lo.

A questão é só uma: não pedimos que colunistas Palmeirenses se comportem como capachos – somos diferentes deles.  Não pedimos que nossos Palestrinos na grande mídia mintam – porque somos melhores que eles.

Mas pede-se que um macho de verdade, com a pena em punho, se apresente na linha de frente desta batalha de informações antes que nosso clube acabe realmente se apequenando. Parte de nossa torcida, a mais nova, mais carente de títulos e, portanto, a parcela mais frágil do nosso arquibaldo, já está nos diminuindo quando acredita – e repete feito papagaio de pirata – os parágrafos em negrito no começo deste post, mas se dirigindo à Sociedade Esportiva Palmeiras, o clube mais digno para o qual um desgraçado, mortal e insignificante ser pode ter o privilégio e a alegria de torcer.

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Só uma opinião

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O inigualável Romário chegou aos seus mil e tantos gols bem perto dos quarentinha, quando encerrou sua gloriosa carreira se orgulhando de quase nunca, mas quase nunca mesmo, acordar pela manhã (ou mesmo no meio da tarde) para participar de um treino forte nos clubes por onde passou. No máximo era um rachão e olhe lá.

É que o Baixinho não abria mão de suas baladonas e de seu sagrado sono matinal. Essa era a receita do seu bem-estar, do seu preparo físico constante (Romário jamais sofreu uma contusão de graves proporções) e, principalmente, do seu faro de gol.

No Palmeiras, Valdívia, por exemplo, treina com a mesma regularidade com que se machuca. Não se recupera quase nunca; já culparam o chileno por ser baladeiro, beber todas e não abraçar devidamente o sono dos justos. Não seria o caso do torcedor se perguntar se não é a carga de treinos / musculação / fisioterapia que não deixa o chileno se recuperar?

É óbvio, sou leigo e falo sem conhecimento de causa nenhum e corro aqui o risco de estar proferindo grandes merdas, mas… por outro lado, não é preciso ser brilhante para estranhar a coincidência absurda que levou Luan e Thiago Heleno, em apenas 2 meses, a sofrerem cirurgias por contusão na planta dos pés. E, se essa é nova pra mim, não é de hoje que vejo o escrete Alviverde botar os bofes para fora depois dos 10 do segundo tempo, faça frio ou calor no campo.

É só um alerta, não se trata de alardear nossa famosa corneta. Mas é que o time tá bem, Felipão tá acertando a maneira do Palmeiras jogar, a torcida vem mostrando mais paciência e esperança. Com tudo isso junto, somado à relativa e rara calma que o clube vive em seus conturbados intestinos, temos uma boa chance de ver emplacar este esquadrão rumo aos títulos que almejamos.

Então talvez fosse o momento certo de alguém dar um aperto neste nosso departamento de preparação física aí. Antes que caiam um a um os peões do Rei Felipe e o Verdão leve outro xeque-mate lá para meados de outubro, como vem acontecendo de uns anos para cá.

É começo de temporada, a hora de corrigir possíveis erros é agora.

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É isso aí, Palestrinos deste Brasil varonil! O homem desembarcou  por estas terras dizendo que meteria 27 tentos na gaveta dos adversários, enquanto mandava uma equipe do Lance! plantar batatas no asfalto por sugerir uma foto sua vestido de pirata; depois entrou e fez um gol, mais um gol, driblou aqui, ali, sempre concluindo como pivô, deixando os companheiros na boca da botija; mas não, ele não é craque.

Veio então o Globo Esporte no intuito de continuar ridicularizando nosso centroavante, e o repórter levou de presente um “boludo” ao vivo e a cores. E nós ganhamos outro gol, e mais um. Dois só em cima de Madame, quando Barcos definitivamente mostrou que não treme, que assume a responsa e que decide. 

Mas não, ele não é craque.

Contra o Linense veio o gol mais lindo deste campeonato paulista. Gol para ver, rever e fazer o Palestrino se encher de orgulho, lembrar de Evair, ter esperanças… E, para o azar dos corvos, um gol transmitido pelas redes de TV, ao vivo, numa quarta-feira a noite.

Esperei para ver então o devido reconhecimento da mídia, só o reconhecimento que Barcos merece, nada mais. Após o replay, no entanto, qual não foi minha surpresa diante da criatividade dos narradores e comentaristas para evitarem a palavra craque!

O narrador da Globo disse: “Não tô dizendo que Barcos é o melhor centroavante do mundo, mas é um cara da posição“.

Na Band, o nêgo me sai com essa: “Eu falei que ele era danadinho e valente“.

Enfim, Palestrino, agora você já sabe: o Zé Ramalho é danadinho, valente e um cara da posição. É que o Palmeiras “achou” um centroavante.

É assim que somos tratados e não vai mudar: lembre-se apenas que ridicularizar nossas conquistas não é arma nova dessa turma. Mas é sinal de medo.

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Tirone, o Covarde

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Até ontem confesso que achava Arnaldo Tirone um presidente injustiçado;  ponderava que as críticas recebidas por ele traziam invariavelmente um teor de cobranças que iam além de sua responsabilidade.

Agora, porém, deixa de ter importância para mim se ele pegou um clube com menos recursos do que deveria ter, com um ambiente interno mais fragmentado do que o comum até para o próprio Palmeiras: ao se encolher diante de meia dúzia de fascistas uniformizados, uma gente pequena de reputação duvidosa, Tirone cedeu justamente àqueles que o taxaram de banana e dificultam a vida do departamento de Futebol até aqui.

Rendido às ameaças de alguns poucos desocupados e desistindo da contratação de Richarlyson, Tirone não foi só covarde: foi o pior tipo de covarde que se pode ser, curvando-se diante de gente intolerante e preconceituosa, assinando um atestado de hipocrisia e de falta de caráter que mancha a própria trajetória de vida de um sujeito. Sua submissão não só prejudica a formação de um plantel idealizado por seu treinador (que pode até sair depois de ver novamente sua vontade preterida por interesses políticos), mas joga sobre o Palmeiras uma mancha vergonhosa de intolerância que será difícil de apagar.

Não há argumento válido para o veto de Richarlyson no Palmeiras. Podem dizer que ele deu um chapéu no clube anos atrás, quando tinha pré-contrato assinado com o Verdão e preferiu pular o muro das primas, ok – mas aí eu me pergunto: e se não fosse Richarlyson? E se, ao invés dele – façam aí um exercício de imaginação – fosse um Messi? Aí será que esse balão importaria mesmo para a torcida, no caso de uma possível contratação do mesmo jogador para atuar em 2012? Acho que não.

Tecnicamente, também não há o que discutir: a troca pura e simples entre Richarlyson, um jogador que pode jogar com certa desenvoltura em mais de uma posição, como volante ou lateral, e um aparador de grama com as lâminas sem fio (Pierre), que nem sequer quer vestir nossa camisa, seria mais do que vantajosa.

Sobra o horroroso preconceito decretando que um jogador publicamente tido como homossexual não tem direito de trabalhar no Palmeiras: prerrogativa aberta por seu mandatário, Arnaldo Tirone, o capacho da torcida organizada mais venal e sem escrúpulos que já existiu.

Resta pouco mais de um ano de mandato para este senhor que está prestes a se tornar outra Rainha da Inglaterra no clube: quem se curva como ele se curvou – em um caso torpe destes  – perde toda e qualquer capacidade de manter o respeito necessário para mandar em um clube do tamanho do Palmeiras, perde a capacidade de tomar decisões sem ter medo. Tirone é o medo em pessoa.

Felipão agora sabe que não temos presidente, sabe que só montará o time que quer se a torcida deixar o bananão trazer algum reforço; o elenco também já tem certeza de que não tem quem o proteja ou o resguarde diante de uma crise, que qualquer um poderá ser entregue aos lobos por um ratinho assustado que deveria estar lá para dar apoio e estrutura de trabalho aos jogadores que vestem o Manto.

E, finalmente, o legítimo torcedor alviverde também já tem certeza que dificilmente sairemos do período de vacas magras tão cedo, pois que o Palmeiras se tornou refém de gente que luta por interesses próprios e veste a camisa de sua própria torcida, em detrimento aos interesses do time.

A merda está feita e o Palmeiras, que vem perdendo espaço no cenário nacional pela ausência de grandes conquistas nos últimos anos, fica hoje ainda menor, quando expõe publicamente a crueldade e a falta de grandeza de sua torcida anacrônica.

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2009 acabou!

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Em muito pouco tempo o Palmeiras poderá contar com valores da sua base (base que a imprensa diz que não existe), a mesma que conquistou em 2011 a Copa Rio Sub-17 e o Campeonato Paulista da mesma categoria. Entre estas promessas destaca-se Bruno Dybal, jovem meia que será apresentado à grande torcida na Copa SP que se inicia em janeiro de 2012.

E, se a molecada chega atropelando, o escrete principal dirigido por Felipão começará o Paulista reforçado com o melhor lateral-esquerdo do BR-11, Juninho, trazido do Figueirense; com a possível vinda de Diego Tardelli, atacante artilheiro do BR-09; com a chegada de mais reforços durante este período de contratações em pleno andamento – muito embora nos seja vendida pela mídia a idéia de que não conseguimos contratar ninguém.

Nossa diretoria, que pode não ser perfeita, não arrendou o time principal para um empresário só, como fez Madame, nem anda fazendo por aí negócio da China,  tentando mostrar a bunda seca e desprovida de títulos internacionais para o mundo  – ainda que os colunistas esportivos adorem ridicularizar apenas nossos mandatários.

Vendo a nossa situação por este prisma, na entrada de uma temporada novinha em folha, bem que o torcedor Palmeirense podia deixar de se comportar tão mal. Bem que poderíamos, uma vez na puta da vida, parar de fazer eco à antipatia da mídia esportiva que vive tratando o Palmeiras como piada de domínio público. Não dá mais para suportar torcedor menosprezando jogadores que nem estrearam, ou apostando em alto e bom som em mais um ano de fracassos do nosso time.

Aí cabe dizer ainda que este time está sendo formado por um departamento de futebol que tenta trabalhar sério enquanto costura rombos financeiros que herdou no começo de 2011.

É hora de dar um lembrete àqueles atuantes Palestrinos que reforçam as frentes da oposição nos portões do Palestra: tantos protestos e pedidos de cabeça estão sendo feitos do lado de fora da Turiassu justamente porque os insatisfeitos nos deixaram sem estádio, sem dinheiro e dignidade para continuar vencendo.

Protestem no meio do ano, quando e se o nosso time fracassar. Protestem em dezembro, quando e se não ganharmos nada e estivermos às vésperas de uma nova eleição no clube. Por hora, quem se diz Palmeirense deveria cumprir a função que qualquer torcedor que se preza cumpre – em qualquer time que sabe vencer: apoiar seu elenco, honrar seu Manto, lutar com seus jogadores em cada minuto de cada jogo.

É muito difícil ou vocês se esqueceram como é que faz?

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Epitáfio

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O que dizer de um ídolo que joga tão somente para lucrar mais dinheiro, amparado no apoio que compra da torcida oficiosa de seu clube? O que dizer dessa torcida, que é patrocinada pela oposição do clube em questão e que protesta ao sabor do tempo e do vento?

Nada disso é novidade ou exclusividade do Palmeiras. Nem isso importa.

O que importa é que um ano atrás, um pouco menos, verdadeiros torcedores de um clube quase centenário – cuja história se confunde com a luta contra o obscurantismo no Brasil – foram às arquibancadas adversárias bradar contra o Palmeiras, xingar nosso arqueiro (justo o Arqueiro, cuja posição tanto enobrece a nossa história) que defendia as bolas do oponente, torcendo pela nossa derrota. 

O que importa é que esse mesmo torcedor, carente e deslumbrado, aplaudia em uníssono a destruição e venda de nosso patrimônio por uma gangue de bandidos organizados – tudo em nome da promessa de um novo templo hi-tech, pré-moldado, de arame e sem identidade.

O que importa é que nos tornamos um clube sem estádio, com uma torcida sem consciência que emporcalha nossa própria história.

Pela primeira vez em meus quase quarenta anos de vida: o que importa se estamos às vésperas de um Palmeiras x São Paulo? Nada. 

A mim não me diz nada se ganharmos de goleada ou se perdemos de 6 x 0. Ganhando, alimentaremos o ego vazio de uma torcida podre que se contenta em chamar os adversários de mendigos ou de bichas. Perdendo, atiçaremos a cobiça de canalhas que se revestem de Palestrinos, com carteirinhas de sócio, que mal esperam a hora de mandarem neste clube sem sede para poderem roubar um pouco mais do que sobrou da nossa glória.

Que se fodam todos vocês.

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Post Corneta

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São Caetano X PALMEIRAS

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AVANTI, PALESTRA!

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Depois de quase um mês de retiro no Sul, volto a São Paulo na semana que vem. Não que me empolgue aquele cheirinho de merda do rio, ou aquela cara de merda do paulistano médio estressado na merda do trânsito; mas será um alívio ter notícias em primeira mão do Palmeiras sem depender de MERDA de Palmeirense nenhum.

Por aqui fica difícil saber do andamento dos jogos do Palmeiras em tempo real. O máximo que posso fazer é me conectar à rede, acompanhar os “minuto a minuto” dos portais que odeiam o Verdão e, para ter alguma noção verdadeira (sic) do que acontece em campo, ficar de olho no que os Palestrinos dizem via twitter durante a peleja.

Foi o que fiz nos últimos 4 jogos, contra Comercial, SPFW, Santo André e Noroeste. E a impressão que tive, colhida da minha própria torcida, é a de que torço para um time que seria goleado pelo Íbis em todos os jogos. Um nojo.

Palmeirense de hoje torce contra o próprio time. Parece que espera o fracasso só para poder dizer “não falei? viu como eu tinha razão?!

Não dá mais.

O Palmeiras entra em campo e nosso adversário tem sempre 12 nos enfrentando. Porque, ou tem Palmeirense zicando o time do sofá, torcendo por nossa derrota para poder fazer piada no twitter, ou tem corno manso que vai ao estádio (para não ver o que a mulher tá fazendo) xingar nossos jogadores do primeiro ao último minuto.

Como um time com uma torcida dessas pode merecer um título?!

Ontem, 19:30hs, eu em Porto Alegre sem a menor chance de ver um lance do jogo, entro na internet para saber o que o torcedor tem a dizer sobre nosso time, sobre o Palmeiras que só perdeu um jogo no ano, que passou de fase goleando na Copa do Brasil e que está na ponta do Paulistão. Li coisas deste naipe:

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“boas notícias relacionadas ao Palmeiras estão em falta ultimamente, meu caro”

“1 a 0 pro noroeste, palmeiras jogando bosta nenhuma”

“Vão me xingar, mas foda-se. Aposenta M. Assunção!”

“Muito feio esse time !! Precisamos de jogadores o mais rapido possivel !”

“ALO DIRETORIA, UM RECADO: Ganhamos, mas foi dificil.”

“Time do Noroeste vê o Marcio Araujo com a bola e diz: “deixa que a natureza cuida””

“Não estava assistindo, mas estava rezando”

“Até que enfim o Palmeiras ganhou! Só não convenceu..”

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Eu vou parar por aqui porque que a lista de escrotice verde é interminável. Você pode até achar que eu deveria dar um desconto, seja porque se trata apenas de uma parcela pequena da torcida, seja porque se trata de moleques de classe média com PC no quarto e o cérebro vago, tudo bem.

Mas e o que dizer de um conselheiro de clube recentemente eleito pela chapa FANFULLA (supostamente para lutar pelo crescimento do Palmeiras) que desdenha do Verdão em uma lista fechada para Palmeirenses que vivem a vida política do clube?

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eu não assisti. e tenho evitado ao máximo, faz muito tempo. “

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Este é o retrato da nossa torcida, do nosso sócio, da nossa oposição. É o Palmeiras, como sempre lutando contra ele mesmo e contra esta torcida que reza todo dia pelo seu fracasso.

Não precisamos de inimigos. Nós somos mais nojentos que qualquer um deles.

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Lembro-me de pelo menos duas ocasiões em que Obina fez 3 gols em uma mesma partida pelo Palmeiras – uma delas contra o Corinthians, vejam vocês, num Derby pelo Brasileirão de 2009.

Mas nem isso, nem o fato de Obina ter se consolidado como artilheiro da equipe fizeram com que ele despertasse a paixão da torcida. Afinal de contas o ex-flamenguista se chamava “Obina”, tinha aquela piadinha com o Eto’o e, na cabeça do Palmeirense médio, um jogador assim é para ser ridicularizado ou servir de bode expiatório quando o torcedor quer protestar contra alguém.

Ainda mais se for um pretinho feio que não custou milhões de dólares.

Fico imaginando Obina hoje, nesta equipe que tanto carece de um 9, jogando com Kléber, Valdívia e Felipão no banco. Ele encheria as redes de gols e, talvez, fosse finalmente reconhecido pela torcida que o entregou de bandeja para a diretoria mais canalha que tivemos na vida fazer o que fez.

O problema é que no Palmeiras a história não se repete, a não ser aquelas passagens mais vergonhosas de nossa saga recente. Estas têm reprise todo dia.

Abro a internet hoje e, para minha surpresa, vejo Palmeirenses mais irritados do que de costume após nosso time ganhar de 5 x 1. Eu sei  o porquê: o torcedor mais corneteiro do mundo quer ter razão, que se dane o Palmeiras.

Reclamam todo dia da falta de um atacante mas, pelo amor de Deus, que não seja esse tal de “Adriano Michael Jackson”. Na cabeça do corneta este zé ninguém com nome feio tem que ser ruim de bola. Além do mais, se ele for bem hoje, quem nós vamos xingar amanhã, não é mesmo?

Dane-se que falta um atacante e Adriano fez 6 gols em apenas 3 jogos. Dane-se que o time avançou de fase com uma goleada, ainda que jogando mal: vamos todos falar apenas isso, que o Palmeiras jogou mal.

Vamos ignorar o atacante pretinho que fez 4 gols num jogo só e que salvou a gente num clássico 3 dias atrás: é melhor não tocar neste assunto.

A verdade é que o Palmeiras não precisa de um atacante, de um armador ou de um zagueiro: o Verdão precisa é de uma nova torcida urgente! Esta que temos hoje é um nojo.

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