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Posts Tagged ‘1942’

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20 de Setembro. Há 70 anos deste dia santo:

Você atacou nossa casa, nosso nome, nossa gente. Distribuiu panfletos na porta do Palestra Italia, querendo que a sociedade tomasse conhecimento que ali era o castelo de um bando de fascistas. Espalhou que estávamos contra o Brasil, como se já não fossemos, todos, brasiliani no coração.

Nós nos defendemos com a hombridade que você nunca vai conhecer. Com lanternas ao anoitecer, com barris de combustível se preciso fosse – e se preciso fosse nos juntaríamos às cinzas daquilo que conquistamos nesta terra.

De lá para cá foi sempre essa coisa repulsiva, esse comportamento passivo-agressivo que beira o ridículo. Por vezes você nos enreda em mistérios indissolúveis; o mistério do Armando Marques, o mistério da contraprova, o mistério do gás… E quando menos se espera, ataca, se esquivando às consequências: esburaca o próprio estádio para não ver nossa torcida explodir, tenta matar essa torcida dentro do Pacaembu – porque não sabe perder; pede mais dinheiro público, se esquecendo que é o maior devedor previdenciário entre os clubes do estado. Cunha na mídia a expressão “esquema Parmalat” – porque é muito humilhante para você perder para um povo.

E se eu sou fascista, você não tem raça. Nem fibra, não tem gosto na boca porque não tem alma.

20 de Setembro, há 70 anos deste dia santo:

Nascemos campeões. Você fugiu. Não contava com Adalberto Mendes – e acho que se cagou só de olhar para o queixo de Oberdan Cattani, entrando em campo de Azul. Era a Itália que resistia. Sob aplausos de um povo generoso que você queria ver nos apedrejando. Você fugiu.

A partir dali nos tornamos ainda maiores. Molti nemice, molto onore. O Time do Século. Pra você poder enfiar no cu aqueles jipes toyotas. Pra você sobrou um bêbado, um anão, a casca inóspita de um anti-estádio e a fama de ser puta.

Por isso estou aqui. É ódio. E este ódio será tua herança.

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Post escrito em 20/09/2008

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25/04/2008

Ela faliu em 1935.

Ela faliu em 1938. Então Palestra Itália e Corinthians entraram em campo no intuito de angariar uma esmola para seu presidente (conta-se que Porfírio da Paz transitava humildemente entre as duas torcidas da cidade, com sua bandeira esticada, pedindo e colhendo moedas).

Em 1942, a Grande Cafetina se aproveitou da declaração de guerra do Brasil contra o Eixo para confiscar bens e patrimônios das três maiores colônias que migraram para esse estado (alemães, italianos e japoneses), que prosperaram com o suor de seu trabalho, enquanto Ela mamava na pica da ditadura militar. Tentou ainda a todo custo tomar o Palestra Itália, mas essa história conhecemos bem.

Em 1944, Ela, que jamais possuíra patrimônio algum, conseguiu finalmente roubar um estádio, o da “Deustsch Sportive“, conhecido hoje como Canindé – e registrou em cartório, em nome de Cícero Pompeu de Toledo. Vendeu em estado de abandono, onze anos depois, para um conselheiro-laranja.

os rastros

os rastros

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Sede do Canindé e pista de atletismo, 1944 (Rev. São Paulo #14).

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Nada melhor do que um site bambi e concorridinho para nos contar sua própria história. O escrevente tenta achar alguma glória enquanto narra o episódio, mas não consegue. Clicando na foto, você pode ler a página com todo seu cinismo exposto; aqui destaco somente os pontos mais contundentes desse evento, nas palavras de um leonor que não pode se esquivar:

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De 1942 à 1955 o São Paulo Futebol Clube foi proprietário da área de 70 mil metros quadrados conhecida por Canindé (onde se ergue hoje o Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte, da Associação Portuguesa de Desportos).

Anteriormente o local pertencia a Associação Alemã de EsportesDeutsch Sportive, a qual vendera a propriedade ao Tricolor sob imposição de condições específicas (…)

Nota do Cruz – o autor, então, explica-se em outro texto, linkado na página:

Fatalmente a proposta financeira que concluiu essa transação estava abaixo dos valores de mercado, visto que pelo cenário político, impossível ser de outra forma – qualquer posse ligada ao Eixo assim estava desvalorizada, visto que o Governo Federal podia desapropriá-la a custo zero!

NC – Retomando a pérola:

Durante todo o período em que esteve sob égide são-paulina, o Canindé nunca recebeu um jogo oficial do clube (…)

Em 1952 o São Paulo partiu para seu maior empreendimento, a construção do Morumbi. Assim, em 1955 o clube vendeu a um conselheiro, Wadih Sadi, a sede do Canindé. Entretanto, lá permaneceu, sob autorização do novo dono, até 1956, quando a propriedade fora revendida para a Portuguesa de Desportos (…)

Enquanto tricolor, o Canindé não possuía arquibancadas (pois como dito, não recebia jogos). Coube à Portuguesa a construção das mesmas, posteriormente.

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Foto de janeiro de 1944 pertencente ao arquivo do São Paulo mostra o então presidente Décio Pedroso assinando a escritura da compra do terreno do Canindé. Ao seu lado Adulcinio dos Santos, Paulo Machado de Carvalho (de camisa clara), Cicero Pompeu de Toledo (primeiro da esquerda para a direita) e Porfirio da Paz (primeiro da direita para a esquerda)

Foto de janeiro de 1944 pertencente ao arquivo do São Paulo mostra o então presidente Décio Pedroso assinando a escritura da compra do terreno do Canindé. Ao seu lado Adulcinio dos Santos, Paulo Machado de Carvalho (de camisa clara), Cícero Pompeu de Toledo (primeiro da esquerda para a direita) e Porfírio da Paz (primeiro da direita para a esquerda)

texto e legenda: site do MN

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E foi assim que o Deutsche Sportive morreu, assistindo ao extermínio de todos seus esportes amadores sendo perpretado por uma gente oportunista, usurpadora e historicamente preguiçosa. O clube foi delapidado por um conselheiro e vendido à Portuguesa quando já estava abandonado. E sabem o mais interessante disso, sabem o porquê de eu ter escolhido este site para comprovar o que de fato ocorreu (além, é claro, da legitimidade que me foi dada por um autor são-paulino que se diz embasado na História)?

É porque, se você for procurar a trajetória do Deutsche Sportive no Wiki, descobre que o moço aí em cima é quem fornece as informações: ali, onde os jovens de hoje mais consultam referências (para diferentes fins), só há a versão do menino orlandinho… Daí, vendo a coisa distorcida contada por ele, começamos a entender essa massa de alienados que esquenta mais sofás a cada dia. Mas vamos em frente:

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Em 1950, a imobiliária de Adhemar de Barros conseguiu um empréstimo público vergonhoso (viabilizado pelo então Governador do Estado, deixem-me lembrar… Adhemar de Barros!) para comprar e terraplanar uma gleba na região do Morumbi. Essa gleba foi transformada em bairro e ganhou o nome de Jardim Leonor – uma homenagem singela que remete ao nome da esposa de… Adhemar de Barros.

Então é chegada a hora, meninos: conheçam a musa inspiradora da Boutique:

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leonor

Madame vela o corpo do marido em Paris, em 03/69.

fonte: IstoÉ

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Seu perfil, segundo o site oficial do falecido governador biônico:

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“Foi também uma grande promotora política nas campanhas eleitorais. Liderou a criação do Movimento Político Feminino, fundado em setembro de 1947. Criou o Departamento Feminino no Comitê da Vitória na campanha de 1954. Participava dos comícios, organizava festas e reuniões.”

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[adendo inserido em 28/12/2008]:
N.C.: Este texto “oficial” enfeita, na verdade, a real importância que a Leonor de Adhemar teve na consolidação do Golpe Militar que depôs Jango Goulart do poder, em 1964. Foi ela a fomentadora da “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, como vemos (resumidamente) aqui:

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A Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi o nome comum de uma série de manifestações públicas organizadas em resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro em 13 de março de 1964, durante o qual o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base. Congregou segmentos da classe média, temerosos do perigo comunista e favoráveis à deposição do presidente da República.

A primeira dessas manifestações ocorreu em São Paulo, a 19 de março, no dia de São José, padroeiro da família. Articulada pelo deputado Cunha Bueno (…), com o apoio do governador Adhemar de Barros, que se fez representar no trabalho de convocação por sua mulher, Leonor Mendes de Barros, organizada pela União Cívica Feminina e pela Campanha da Mulher pela Democracia, patrocinadas pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, o IPES.

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Muito já foi dito no blogue a respeito desse tempo, dessa gente, desse estádio. Vejamos então uma nota da IstoÉ, que reporta à época da morte de Adhemar e aborda a repercussão do fato:

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Um dos articuladores civis do golpe militar de 1964, acabou cassado pelo presidente-general Humberto de Alencar Castello Branco. “No fundo, fizemos a revolução contra nós mesmos”, havia constatado amargamente meses antes da cassação. Casado desde 1927 com Leonor Mendes, nos últimos anos de vida Adhemar viveu uma intensa relação com a viúva Ana Benchimol Capriglioni, conhecida nos meios políticos pelo codinome de Dr. Rui. “Ela foi um caso do velho Adhemar, parte de seu último governo”, reconhece Barros Filho. “Quando ele e minha mãe se exilaram na França, ela também o acompanhou.” Em março de 1969, Adhemar morreu em Paris. A fama de sua fortuna era tamanha que, quatro meses depois, um grupo guerrilheiro promoveu um assalto cinematográfico a um cofre com US$ 2,5 milhões, que se encontrava em poder da família de Ana Capriglioni.”

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Apenas para situar melhor o leitor mais novo no contexto que descrevemos: a foto de Adhemar que encontrei à venda no Mercado Livre, datada dos áureos tempos de seu populismo, fala por si só: diria que dispensa comentários, mesmo…

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adhemar

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Em 1951, Ela colocou na tesouraria de seu clube o Sr. Laudo Natel, político muito ligado a um certo Adhemar de Barros. E, como toda sorte de pressão sobre o prejeito Jânio Quadros havia falhado (Madame queria a área do Parque Ibirapuera para construir um estádio), o velho Adhemar resolveu a questão como pôde: o Governo do Estado doou uma área de aproximadamente 90 mil metros quadrados em uma região inabitada conhecida como…. Jardim Leonor! Por esses lados, não havia povo e ninguém se deu conta, e Laudo aceitou de bom grado o presentinho do governador.

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Privadão inóspito, 1960

Privadão inóspito, 1960

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Vale ressaltar, ainda, que qualquer doação de terreno público requer uma contra-partida para toda a comunidade, responsabilidade da qual Madame não se furtou em 04/08/1952, quando assinou esta Escritura Pública de Doação, já amplamente divulgada pelo movimento Morumbi Cidadania. A associação de moradores quer quer o clube cumpra alguns deveres do qual vem se furtando há 56 anos:

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escritura

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Nem estacionamento, nem parque infantil. Mas é importante demonstrar que esse desprezo pela própria comunidade que abriga o clube não foi um fato pontual, nem casual, como nos mostra o JT de março desse ano:

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"Cagar na cabeça" daqueles que a ajudaram lá atrás é um traço recorrente no caráter de Madame.

"Cagar na cabeça" de quem a ajudou no passado é uma característica recorrente da índole de Madame

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História bonita, não? Edificante! Vamos pular então alguns anos, somente para que ela não fique enfadonha, com esse pobre cronista tendo que repetir sempre os mesmos nomes:

Em 1966, o Governador de São Paulo, Adhemar de Barros, é afastado do cargo por corrupção. Assume então seu vice, o Sr. Laudo Natel, à época presidente do SPFW. Claro que este senhor de sorte não se desfez do primeiro emprego: foi, assim, presidente de clube e Governador do Estado ao mesmo tempo, em plena ditadura militar. Com tamanho poder em mãos, ele achou por bem convocar os alunos da rede pública, que precisavam de verba para realizarem suas formaturas, para venderem o famigerado “carnê Paulistão”, cujo dinheiro foi desviado em boa parte para se viabilizar a construção do Panetone Cor-de-rosa.Nessa época, também quem precisasse de um empréstimo bancário não saía do Banco Brasileiro de Descontos (hoje Bradesco) sem ser achacado por algum gerente que o fazia adquirir várias cotas do “Carnê Paulistão”.

E, novamente, continuar seria inútil. Porque podemos ouvir e ver a verdade na voz e nos gestos de Gardenal:

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os rastros

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Depois de assisitr esse vídeo, vale a referência: aqui vai uma informação retirada da página da própria torcida alienada. Façam as contas da quantidade de dinheiro público desviado:

O volume de concreto utilizado é equivalente à construção de 83 prédios de dez andares. Os 280 mil sacos de cimento usados, colocados lado a lado, cobririam a distância de São Paulo ao Rio de Janeiro.”

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Já em 1970, para tentar tirar a Madame da seca, o Governador Biônico da Ditadura Militar e presidente do SPFW sentava-se no banco de reservas das moças durante jogos decisivos, para poder intimidar o pessoal da arbitragem (nota: qualquer semelhança com a atitude de qualquer coronel de hoje, ali na linha de fundo, deve ser mera coicidência); na final contra a Ponte Preta, quando seu time perdia, o ditador desceu de helicóptero no meio do gramado e foi direto ao vestiário dos árbitros. E foi assim que conseguiram se livrar de uma fila de 13 anos, desfazendo a vantagem da Macaca em uma das finais mais absurdamente roubadas do futebol paulista, dentro da Bambineira, sob o olhar atento do chefe de governo.

[Aqui, em 06/12, faço um adendo] para inserir o texto veiculado esse ano pelo Correio Popular de Campinas, e agradeço ao vigilante amigo Ademir pelo envio:

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Em 1971, essa pressão surtiu efeito novamente. Não é mesmo, Armandinho?

Os que já leram Souvenirs de Madame podem pular o trecho em destaque:

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Os rastros

Os rastros: 1970 (o crime é contra a Ponte)

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Carlos Lacerda e Laudo Natel, o governador biônico e presidente do SPFW que se sentava no banco durante os jogos do seu time para poder controlar os árbitros


Você pode ler a entrevista edificante (cujo trecho reproduzirei) aqui, por completo. Para nossos leitores e amigos, deixo apenas um pedaço bem simbólico, representativo do fermento de alienação que faz inchar a massa leonor; trata-se de uma entrevista de Laudo Natel para o SPNet.

SPNet – No livro do ex-presidente Bastos Neto, ele conta que o Presidente Médici estava receoso de entrar no gramado e ser vaiado devido ao momento turbulento na política brasileira, mas o Sr. o encorajou dizendo que havia “dedicado uma vida para a construção desse estádio e esperava naquele 25 de janeiro esse reconhecimento”. O que aconteceu após a entrada do Sr. e do Presidente Médici em campo?

Laudo – Era a primeira visita do Médici a São Paulo (1970). E convidei primeiro o Costa e Silva, mas ele ficou doente e não pôde vir, até depois veio a falecer. Eu fiquei em dúvida em convidar o Médici, pois já havia convidado o Costa e Silva. Mas o convite é estendido ao Presidente da República, por isso o convidei. O Médici gostava de futebol, aliás ele era são-paulino aqui, acabou vindo. Mas, no dia da inauguração, com o campo lotado, a segurança do Presidente achou que ele não deveria entrar, talvez com receio de ser vaiado. Eu disse a ele: “Presidente, o senhor vai entrar comigo, pois se existe alguém que não pode ser vaiado hoje, esse alguém sou eu. Então, o senhor entra comigo”. Aí, ele aceitou e entrou. Na hora que ele entrou, foi uma ovação do público, deixando-o arrepiado. Tanto é que ele, que já gostava de vir a São Paulo, ficou freguês de vir pra cá. No período em que eu fui governador, ele veio umas vinte e tantas vezes. Mas, a entrada dele foi na inauguração do Morumbi.”

Torcida invejável, né?… Veja uma foto do dia da inauguração do Privadão, em meio à festa repleta dessa gente singela:

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Recordando: Laudo foi o presidente do SPFW nos anos mais negros da ditadura, indicado pelo então governador Adhemar de Barros. Era o laranja de confiança para o governador, que planejava desviar dinheiro público e fazer concessões ilegais de terreno para que seu clube (com histórico recorrente de falências e nenhum patrimônio) conseguisse ter um estádio. E o fez, logicamente, por intermédio de sua imobiliária.

E, também logicamente, o governador acabou sendo afastado por corrupção, em 1969.

Mas nessa época Adhemar já tinha feito Laudo Natel seu vice. Então o presidente do SPFW e diretor do Bradesco (instituição que mais enterrou dinheiro escuso na Bambineira) tornou-se também governador biônico de São Paulo – em um contexto onde seu time passava por uma seca de títulos, pois, enquanto erguia o anti-estádio, o clube não ergueu nenhuma taça.

Ao todo se juntaram 13 anos de fila e o time leonor chegava à decisão de um Paulista contra a Ponte Preta. E no seu estádio, recém-inaugurado pelo governador biônico, que já havia adotado o hábito de sentar-se no banco de reservas tricolor para intimidar a arbitragem.

Bons tempos da ditadura militar, auge da glória leonor, onde não era preciso sequer colocar um coronel na linha de fundo para intimidar uma bandeirinha.

Era preciso tirar o time mais querido dos barões da fila. Era preciso mostrar isso para a arbitragem, ostentando poder e aparato militar para que a coisa ficasse clara… então, naquela decisão em 70, Laudo Natel foi além e decidiu fazer uma entrada especial: com o estádio lotado, pousou de helicóptero no meio do gramado, cercado de seguranças, e foi direto para o vestiário de arbitragem “cumprimentar” o caga-regras escalado para o jogo, ninguém menos que Arnaldo César Coelho. Sim, o mesmo Arnaldo global que quer nos ensinar que “a regra é clara“.

Não há porque prolongar o texto nessa postagem. Veja o leitor e amigo e julgue por si só o pênalti anotado por Arnaldo contra a pobre Ponte Preta naquela partida, sob o olhar atento do chefe de governo.

Mais um capítulo essencial na história de Madame:

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Em 1981, quando Madame tomava o segundo chocolate do Botafogo pelas semi-finais do Brasileiro, em plena Gaiola das Loucas, a diretoria esperou o intervalo do jogo para mandar ao vestiário do árbitro Bráulio Zannoto três seguranças armados: Brandão, Maurinho e Chitão – que, curiosamente, eram seguranças da Macaca (e foram contratados só para esse serviço). Conta o árbitro que nada fez, além de ajudar Madame a virar o jogo, porque teve medo das consequências…

Para contar melhor esse episódio, novamente recorreremos ao nosso arquivo do “Souvenirs…”:

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1981 - A vitima é o Botafogo

Os rastros: 1981 - A vítima é o Botafogo

Semifinal do campeonato brasileiro de 1981, SPFW x Botafogo. No primeiro embate no Maracanã, o Bota saiu vencedor por 1 x 0: restava vir para São Paulo e segurar o empate, pois a vantagem era do time paulista em caso de uma vitória para cada lado. Mas Gérson, do Bota, abriria o placar em São Paulo, ainda no começo de jogo, espalhando um balde de água fria no entusiasmo leonor; e em um contra-ataque alvinegro, aos 19 minutos, Mendonça faria 2 x 0, após belíssimo lançamento de Perivaldo. Fatura encerrada?

Se fosse um time de futebol do outro lado, provavelmente sim. Mas se Madame precisa de 3 gols, vai conseguir 3 gols, não importa por quais vias: aos 45 minutos do 1º, após cruzamento na área, Chulapa esbarra nas costas de Gaúcho Coalhada e se atira no chão. Pênalti.

Talvez, não fosse Serginho o protagonista da cena, e o lance poderia até gerar dúvidas, pois Coalhada abriu os braços; mas ali não dava. Quem viu o Chulapa jogar (e lembra do seu “tamanhinho“) sabe que jamais ele seria deslocado daquela maneira, ao contrário, se pudesse fazer o gol, deslocaria quantos marcadores estivessem a sua volta… Mas é pênalti, Chulapa cobra e é gol. O goleiro tenta pegar a bola para retardar o reiníco do jogo; aí Serginho, o frágil, atira o goleiro Paulo Sérgio no chão somente com uma bundada. Reclamação da defesa do Bota, mas o juizão ignora o choro carioca e termina o primeiro tempo.

A senha estava dada: o juíz era covarde, caseiro no mínimo – e então Madame parte para o segundo ato, escrevendo um dos capítulos mais vergonhosos da história do calcio nacional: Assim que Bráulio Zanotto entra no vestiário dos árbitros, percebe a presença de 3 seguranças armados (Brandão, Maurinho e Chitão), todos contratados da Ponte Preta para fazer aquele trabalho esporádico e sujo. Um bandeirinha consegue fugir do vestiário, o outro não.

Alegando que Bráulio estaria “prejudicando” o SPFW, os três desferiram murros em Zannoto, intercalados com chutes no seu tornozelo; um bandeira também apanhou bastante, mas nenhum dos dois teve coragem de parar o jogo ali: voltaram a campo e Ela fez o que quis no segundo tempo, até chegar ao terceiro gol.

Com Zannoto mancando visivelmente.

E, quando fizeram o 3º gol, no placar eletrônico da Bambineira começou a aparecer os horários da ponte aérea para o Rio, mandando o Botafogo para casa. Entre os horários dos vôos, o placar “mandava seu recado”: “Fogão, Fogo, Foguinho, Fumaça, Cinza“.

1981, tempo da ditadura, ainda. Madame já tinha a caneta, escrevia o que queria e ninguém reclamava. Áureos tempos leonores, onde não era preciso sequer manipular procuradores fora de campo.

Anos mais tarde, Bráulio Zannoto contaria em detalhes o ocorrido, dizendo-se arrependido por não ter sequer relatado o que aconteceu na súmula do jogo, pois havia sido ameaçado. O vídeo que você vai ver abaixo é um especial feito pela SporTV com Éverton, herói das meninas naquele embate. Repare em alguns detalhes no vídeo:

1) Veja o desconforto de Éverton ao ser questionado se algum fator no vestiário deu ânimo ao SPFW para virar o jogo; o repórter pergunta claramente a respeito do pré-jogo (já que o Bota ganhara a primeira), e ele responde que, com união, “revertemos uma situação praticamente impossível“. Ou seja, ele responde pensando que o repórter o argüia a respeito dos fatos ocorridos no intervalo.

2) Repare como ele comenta, sem graça, o gol de pênalti anotado por Bráulio. Ele diz “mesmo que foi de pênalti, né?” como quem diz “mesmo com um pênalti daquele…”; note também quanto tempo o narrador e o repórter demoram para acreditar que o juizão realmente havia marcado aquilo.

3) Após o 3º gol, na comemoração, veja que pelo menos dois diretores/conselheiros/seguranças ou sei lá o quê, simplesmente invadem o gramado e se atiram no chão com Éverton para comemorar o feito, na cara do bandeira, que fica atônito e não adverte ninguém (um deles está de calça social marrom e camisa clara, de mangas compridas).

E, finalmente, veja se você daria pênalti naquele lance.

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Poderia continuar até amanhã, destrinchando ano a ano a calhordice dessa gente; Falta o episódio da contraprova de Mário Sérgio, em 1984; tem o Aragão operando o Guarani em 1986; tem o rebaixamento de 1990 que a FPF conseguiu transformar em título paulista em 1991; tem Madame com crise de TPM em 1994, esburacando seu próprio gramado para impedir Palmeiras x Corinthians de realizarem o jogo do título em sua casa…

Mas creio que vocês que me lêem, em sua maioria, têm idade suficiente para não se lembrarem de uma glória ou um título os quais Madame ostenta, que tenha sido ganho na bola, sem a influência sombria da mão que a gente não vê.

De todo modo, deixo abaixo algumas referências importantes sobre caráter Dela, que é preciso consultar para entender porque os “Parmeristas” históricos sempre fizeram questão de nos revelar quem é o verdadeiro inimigo; e inimigo é para ser destruído, não perdoado.

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A verdadeira história do time do Morumbi“, por Marcelo Nacle

Os verdadeiros bandidos“, por Barneschi

Como se fabrica um campeão“, pelo blog Parmerista

A campanha suja de Madame“, por este Cruz

Morumbi, Não!“, pelo blog homônimo

Pra não dizer que não falei dos erros“, por Secondo Tucci

Souvenirs de Madame, por este Cruz

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Este post foi patrocinado pela S4M5UN6

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REPUBLIQUE-SE!  (TEXTO DE 17/03/09)

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Esse monstro que molda o Manto do Palestra é a lenda que tanto fez tremer os adversários, os mesmos que hoje nos zombam; ele defendeu nossas cores, nossa história e nossa meta por 14 longos anos, por mais de 300 partidas.

É o homem que preservou o azul da Itália em sua armadura, em 1942, quando nos tornamos Palmeiras, jurando nunca nos esquecer de onde viemos.

E esse homem de mãos soberanas e coração apaixonado realmente não deixou o Palmeirense esquecer, durante toda sua vida, quem devemos odiar. E, quando alguns esqueciam, de tempos em tempos ele aparecia para lembrá-los de que ‘Aqui é Palestra’ e que por lá o inimigo nos espreita.

Esse homem é Oberdan Catani, o meu ídolo. Ele vai sempre ao Jardim Suspenso, e não quer nada em troca da torcida que tanto ama.

Ele não se reúne com bandidos; nem joga bola com bandidos, a menos se o objetivo for tocá-los do Palestra.

Ele não tira foto sorrindo com bandidos; ele não se veste como puta, nem de brincadeira.

Não, senhores. Oberdan Catani não é inocente. Nem senil. Nem venal.

Oberdan Catani é a história viva do Palestra, e representa a saga destemida  de um povo. Coisa que, infelizmente, cada vez menos gente compreende.

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N.CS:

1) Oberdan Catani completa hoje, 12/06, 90 anos de idade e dignidade. Cent’ anni para nosso monstro imortal!

2) Esse post foi escrito por ocasião da reunião de amigas promovido pelo vereador Marco Aurélio Cunha e um outro ídolo do Palmeiras, o que explica a amargura do blogueiro por todo texto. Oberdan, no entanto, é maior que tudo. E merece ser homenageado apenas por ser o mito fabuloso que sempre foi, seja sob as traves ou nas fileiras do Palestra Italia.

Parabéns ao grande herói!

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Não sabemos ainda quanto custou o título de ontem, mas a data é tão simbólica que nenhuma outra equipe poderia tê-lo encomendado: o time da ditadura comemorou seu hexa-bambi no dia em que o Ato Institucional nº5 completou 40 anos.

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Além de fechar o congresso e cassar o mandato de todos os parlamentares do Brasil, além de suspender as garantias constitucionais de todo um povo, o AI-5 patrocinou o confisco de bens de cidadãos e empresas que enriqueceram no país, ao bel-prazer da ditadura militar.

Como fizeram em 42, essa mesma gentalha. Parabéns a eles pela data tão bem homenageada.

Obrigado ao Filipe, nobre rivale, pela lembrança da data!

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Uma guerra nova, disseminada em velhos gestos. É o que vocês estão vendo hoje; não é menos que isso, e agora não vai dar tempo de fugir correndo. Não haverá feridos, alguém tem de sucumbir. Ou não vai acabar…

Não estou sendo panfletário, nem fomentando o ódio que colhemos da boca dessa gente há 66 anos. É só uma constatação:

Chegou a hora. O veado vai baixar o pescoço para beber água, e vai perdê-lo numa só dentada

Meus respeitos ao sr. Del Nero, com quem queimei a língua, e muito. E minhas desculpas, também.

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Bom dia, Palestra! Deixei aqui linkado ontem uma matéria que tratava ora com despeito, ora com calúnias a iniciativa da Mídia Palestrina. Texto capenga que ofende muita gente e tenta reafirmar a mentira de 1942 e o preconceito contra os oriundi, contando como se fosse verdade absoluta aquela historinha de que nossos antepassados eram contra o Brasil, apoiando a Alemanha e o nazismo de Hitler.

Achei que se tratava de uma provocação inconsequente, mas dadas as respostas que o sujeito mandou aos nossos leitores indignados, que cobraram dele (com argumentos) uma explicação, percebo agora o ódio bem real que certas pessoas nutrem pelo Palmeiras. Algumas respostas atravessadas já foram postadas pelos próprios amigos em comentários de postagens anteriores, mas hoje, ao abrir meu mail, deparei-me com essa mensagem da querida leitora Mi:

Oi Raphael,Tudo bem???
Lembra aquele texto do fabio lucas neves? Eu enviei uma mensagem para ele, rebatendo o que ele escreveu, veja a resposta do mal educado.
Agora estou encaminhando uma reclamação dele para a Bandeirantes, já que ele trabalha lá.
Vou esperar a resposta da Bandeirantes, e conforme for o resultado voces podem jogar nos blogs, o que vc acha?

Mi se referia a essa resposta, enviada pelo queridinho do Cabeção:

Dona Erminda,
Essa mania de perseguição dos palmeirenses é mesmo incrível. Uma pena. Só espero que não peguem em armas.
Fábio

Essa foi só para registrar, amici… E garanto para vocês que a carta de Mi para ele não é nem um pouco mal-educada. Não precisava disso….

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O Gladiador, suspenso da batalha do Parque Antárctica, comemora primeiro gol Alviverde. Danilo Verpa/Folha Imagem

O Gladiador, suspenso da batalha do Parque Antárctica, comemora primeiro gol Alviverde. Danilo Verpa/Folha Imagem

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1) O Parmera:

Já narrei o fato em alguma postagem anterior, e me repito agora: em 1984 o futebol vivenciou uma barbárie no Brasil; uma decisão jurídica sui generis marcaria o Campeonato Paulista daquele ano e marcaria nosso calcio. Porque tratou-se de uma aberração, não um precedente. Mário Sérgio (o Rei do Gatilho, o técnico que nos ajudou hoje no Olímpico) foi o protagonista.

O Verdão, que havia começado com Mário Travaglini uma bela campanha, já emplacara 7 vitórias seguidas. Era apontado como favorito ao título, que encerraria um jejum de 8 anos. Faltava, porém, enfrentar aquela que nos perseguia pela vida – Madame. E ganhar significava afastar quem nos perseguia na tabela, o Rivale.

Na bola, 2 x 1 Verdão. E o jogo encerrou-se em um dos maiores quebra-paus entre jogadores que o país já havia visto. Na época, quem indicava o jogador que deveria fazer o exame antidoping era o médico do clube adversário; no caso do São Paulo, o doutor era Osmar de Oliveira.

Mário Sérgio havia se apresentado ao Palmeiras vindo do clube leonor, onde todos (jogadores, diretores e departamento médico) sabiam de seus amores – os cavalos, a vida noturna e o pôquer…

Seu teste apontou positivo para anfetamina, verdade que o atleta confirmou anos mais tarde. Em sua defesa à época, Orlando Duarte testemunhou na corte que Mário Sérgio tomava a substância somente para se manter acordado na jogatina, não com objetivo de melhorar seu desempenho e sob sua inteira responsabilidade.

Mas esse não é o caso; nem é o caso de reviver o argumento de que as luzes foram apagadas, as amostras trocadas na contra-prova, blá, blá… Nem o D.M. de Madame me incomoda, porque o Santos seria campeão com Chulapa, para minha alegria. O que marcou o episódio foi o fato da pena imposta ao Palmeiras ser inédita, arbitrária, impensável até mesmo nas cabeçinhas dos procuradores de hoje: tiraram os pontos da vitória do Palmeiras. O clube foi punido como se fosse o autor do crime, como se acobertasse e drogasse o habilidoso ponta para tirar proveito em campo dos adversários. Tiraram os pontos da vitória do Palmeiras…

O disco quebrou: tiraram os pontos da vitória do Palmeiras. Inédito. Extinto.

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Nesse ano de 2008, em apenas uma semana, duas definições a gol marcarão novamente a história da nossa grotesca arbitragem.

Por duas vezes, o juíz voltou atrás de sua decisão após uma equipe ter concluído o momento máximo do espetáculo. Por coincidência, ou não, o beneficiado foi o mesmo.

Botafogo x São Paulo: quarta-feira, dia 29, Engenhão. Os visitantes ganhavam por 2 x 1 quando, aos 35m do segundo tempo, o Botafogo empata com um balaço da entrada da área. Após o caga-regras ter sinalizado o gol, seu bandeira o chama e pede a anulação do lance. Alega que o impedimento passivo de um botafoguense (que abriu as pernas para se esquivar do lance) influiu na decisão do goleiro adversário. O arqueiro leonor então peita o juíz, que se encolhe e volta atrás, fato esse tão desmoralizante quanto raro.

(Desculpem, mas cabe um aparte: quem defendeu a legitimidade da decisão do bandeira do Engenhão, na imprença, vai dizer o quê agora, a respeito da posição de Borges no primeiro gol contra o Internacional?)

Pois bem. Domingo, Finados, Vila Belmiro. O Palmeiras vencia os anfitriões até o início do segundo tempo; mas, em um escanteio a favor do peixe, Kléber Pereira se antecipa a Bruno no primeiro pau. Vendo que não iria alcançar a bola, estica o braço para tentar empurrá-la. Bruno, praticamente um estreante na Academia, quer que seu braço alcance antes a pelota: gol do Santos.

Wilson Luíz Seneme não se dirige ao centro do gramado: tendo percebido a artimanha do matador santista, o bandeira sinaliza para o árbitro a irregularidade do lance, e Seneme anula o gol. O que viu-se então foi um massacre: todos os jogadores do Santos cercaram o bandeira, sob os urros da massa enfurecida. Logo, o árbitro vem em seu socorro, tira-lhe o peso dos ombros e toma uma decisão retroativa: agora é gol do Santos.

Pela segunda vez em uma semana os árbitros rasgaram seu livro de normas, seu código de ética e sua pretensa paixão pelo esporte: negaram sua autoridade, rejeitaram sua profissão. A troco do quê, é o que me pergunto agora.

Sabem o saldo da confusão? Luxemburgo, o técnico Alviverde, foi expulso…

Mas cabe aqui outro aparte:

A partir de novembro de 2008 fica instituído que o braço do atacante de linha pode ser usado para se tentar fazer um gol no futebol, desde que ele não alcance a bola. Isso também aconteceu duas vezes em uma semana, quando a regra foi formalmente oficializada no dia de Finados…
Coincidência, ou não, o time prejudicado foi o mesmo.

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2) Tocando no assunto, vamos parar de bobagens?… Luxemburgo não começou a carreira ontem, muito menos fez sua fama por ser ingênuo. Porra, vocês sabem disso, amici! Vamos, pois, encerrar essa falácia de “Luxa x Belluzzo”. Tá na cara que um bate e outro assopra o cu de Madame. E quem assopra é o cara que tem de lidar com a comissão de arbitragem e quer ver seu time bem na fita, cáspita! Se ainda não deu resultados, isso é outra coisa. Mas as duas declarações da semana foram muito bem coordenadas, não tenham dúvidas disso.

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3) Eugenia. E a Mídia Palestrina anda incomodando, I

Esse blog vai adotar esse termo, a partir de hoje, quando abordar seu tema primeiro, o caráter da “sub-raça alienada”… Para dar uma conotação mais ampla, antes que alguém se sinta ofendido, ou entenda que comparo o sofrimento do Palestrino às provações dos campos de concentração nazistas da Segunda Grande Guerra.

É que uma palavra mal colocada pode servir de arma para o inimigo que te espreita. Gente burra e covarde.

O texto que deixo linkado é uma peça de obscuridade e hipocrisia que eu poderia, modéstia à parte, dissecar e destruir sem muito esforço mental ou estilo literário. É uma merda de texto escrito por um são-paulininho que não consegue se esquivar no closet. Cita “uma tal de Mídia Palestrina” para se remeter às origens do termo Clássico do Ódio – e o faz usando o Cruz de Savóia como gancho.

Curioso é que no texto ele acusa nossos avós de serem partidários de Hitler; mas sou eu, o pequeninho, quem tem que se precaver dos sentimentos das minorias…

Façam sua própria leitura e análise, depois a gente conversa:

O Clássico do Ódio

De resto, é Avanti, Palestra! Contra tudo e contra todos, minha esperança renasce!

Eles nunca foram tricampeões. Sempre pararam na gente… Sempre. Fico feliz em ver a tabela.

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