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Posts Tagged ‘Boletim de Madame’

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1) O Parmera:

Em 1947, era dado como certo o primeiro tricampeonato da triste história leonoresca. Seria o terceiro título paulista em três anos, mas o Verdão entrou em campo para rasgar as vestes da meretriz, aplicando-lhe um 4 x 3 e desmanchando seus sonhos.

Campeã paulista de 48 e 49, Madame chegava ao ano santo de 1950 novamente embalada e favorita ao título; mas teria de enfrentar e bater os Homens de Verde para conquistar a glória inédita do tricampeonato, e aí não deu… Em uma partida no Pacaembu que entrou para a História como “o Jogo da Lama” (devido à emoção da peleja e à forte chuva que esmerdeou o gramado, não graças a mais uma falcatrua do emo-clube), o Alviverde conquistaria seu segundo título do ano (conquistaria mais três, fechando as Cinco Coroas do ano santo).

Já na década de 70, Madame fez tudo direitinho: tinha um ditador de presidente, árbitros que eram coniventes com o poder público, por bem ou por mal, e ainda conseguiu transferir todos seus jogos importantes para o Privadão, que fica ali na chácara da esposa de Adhemar de Barros. E assim sagrou-se bicampeã paulista, nos anos de 70 e 71. E, em 1972, o clube bem-amado fazia uma campanha impecável, e chegou ao final do certame invicto: agora vinha o tri?

Bom, acontece que participava daquela disputa uma certa Academia, que estava tinindo, e que havia anotado uma campanha ainda mais irretocável. Na hora do “vamo vê”, sobraram os dois, invictos, e os Homens de Verde jogavam pelo empate. E foi com um clássico 0 x 0 que o Palestra novamente frearia os anseios da grande cortesã, sagrando-se campeão paulista.

Pulamos para a década de 90 quando, sob a liderança de um bonequinho de marquetíngue que vendia Danete, Madame obteve êxito em 91 e 92, abocanhando mais um bi Paulista. 1993 chegava com a promessa de levar para o Jd. Leonor a primeira honra de um tricampeonato. Nesse ano, porém, as meninas sucumbiriam diante do nosso rival nas semi-finais. Mas, por um capricho histórico, no ano onde novamente o tri não viria, o Palmeiras se sagraria campeão.

Quatro vezes. No cu dela.

Aí vieram as obsessões que a nossa geração já conhece: Madame bate o pé e afirma ser tricampeã mundial, mesmo a Fifa desautorizando, mesmo que ela compute nessa soma dois jogos na neve do Japão, às 9:00 da manhã, contra times mistos da Europa em pré-temporada. Em um deles, ganhou contra o Milan, que nem campeão europeu havia sido – estava lá somente para tapar o buraco do Olympique, pois o time francês acabara de ser banido de competições internacionais justamente por se comportar nos bastidores de uma maneira à la SPFW.

Ganharam, sim, três Leonores de América. Mas não foi na sequência e foi daquele jeitinho que já nos cansamos de mostrar, eliminando à fórceps seus concorrentes indesejáveis, como o Palestra, mais recentemente, por exemplo. Um torneio que nunca mereceu destaque algum na grande mídia, até que o mais querido conquistasse o primeiro triunfo.

Porque aqui, entre os nossos, onde o futebol é escrito com F maiúsculo e onde todos desprezam essa corja imunda, não conseguiram nenhum tri, não: sempre apareceu o Palestra Itália para restabelecer a ordem das coisas, sempre que foi necessário.

Por isso fiquei feliz domingo à noite, quando olhei a tabela. Agora sei que seremos campeões.

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2) A Putana:

*Se você passou hoje pelo blogue no Palhaço Juquinha, já deve ter visto essa: o chupa-ovo deixou um post maldoso ali, tirando sarro da condição etílica de Rubens Barrichello na festa que sucedeu aquela veadagem de F1. Sim, o P.J., o mesmo garoto de recados que teve de ligar para o resgate e precaver os paramédicos para que comparecessem com litros de glicose à sede da ESPN, após entrevista com J.J. Scotch Whiskey. Mas, sobre isso, você não vai ler uma linha lá.

*Palavras de José Roberto Wright, que, não por acaso, faz um biquinho nas páginas do Boletim de Madame: “Não acho que haja dolo ou complô por parte da Comissão Nacional de Arbitragem ou dos mesmos. A maior besteira que escuto seguidamente é que os apitadores querem ajudar os clubes de São Paulo. Quanta bobagem!

Também acho, Wright. Afinal, o único time de sampa na disputa é o Verdão, que tem sido seguidamente prejudicado. Santos e Lusa estão se afogando, o rivale nem está entre nós e aquele time genérico (por todo canto do mundo há um time de elite, que joga sujo e que todos rejeitam) poderia ter surgido em qualquer lugar onde as liberdades individuais de um povo fossem suprimidas.

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3) O cabeçudinho:

É tanta falta de cultura que nem sei se vale a pena responder a esse parasita sem talento. Diria que o comentário da leitora Mi é mais que suficiente para reduzir à insignificância o caráter do filho do camelô midiático. Mas vou deixar aqui pequenas considerações; assim, da próxima vez que ele for tentar ser mal-educado com um torcedor que lhe apresenta argumentos, pelo menos não vai passar o vexame de se mostrar um ignorante que só está onde está porque o papai tem dinheiro.

* Em primeiro lugar, se fosse realmente preciso, pegaríamos em armas, sim. Nossos antepassados fizeram isso para defender os constitucionalistas de 32, pelo simples fato de que queriam ser vistos como brasileiros, queriam ser aceitos pelo próprio povo… Entre outras coisas, não queriam ver um verme sem cultura e sem história como você vir vomitar esse tipo de merda 80 anos depois.

* Outra coisa, orlandinho: a Academia foi prejudicada, e muito. O time da ditadura militar, aquele para o qual papai te ensinou a torcer porque “é uma grande moleza”, garfou o título de 71 quando o sr. Armando Marques anulou gol legítimo de Leivinha, com medo do governador biônico que estava sentado no banco de reservas e era presidente da Boutique. Nem isso você sabe, marginal…

Vai estudar, vagabundo!

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*Atenção, existe um adendo, no final do post, inserido às 14:00 dessa quarta.

O Palmeiras não está, digamos assim, no seu melhor momento… Vários sinais nos deixam com aquela coçerinha atrás da orelha, dentro e fora das quatro linhas. Mas o estádio estará tomado contra o Goiás, porque a torcida não perdeu sua fé. Quem ama seu clube não larga a esperança – e paga o ingresso mais caro do Brasil para cantar pelo Porco.

Tenho certeza que as torcidas do Flamengo, do Grêmio e do Cruzeiro também confiam nos seus: assim como nós, demonstrarão seu amor por suas esquadras, daqui até o final.

É só uma questão de gostar de futebol e torcer com o coração pelo seu time. É bonito, é singelo, e é só isso. O quanto gastamos não importa e, no fundo, no fundo, a vitória importa menos do que estar lá lutando com os 11 que defendem nosso Manto.

Sei que veremos no Palestra, nesses jogos que nos faltam, os ídolos do passado prestigiando o Palmeiras. Pois o fazem durante todo ano, como Divino gosta de fazer. E assim fará Zico, por exemplo, mesmo lá no Cudamãequistão: não irá dormir sem saber se seu Flamengo conseguiu, ou não, mais um triunfo.

Ainda que um título não estivesse em disputa, restaria a alegria de ir para o estádio e vibrar pela sua bandeira. Quem não entende isso é porque tem outros valores na vida, que passam ao largo da paixão. Gente mais pragmática, que aposta dinheiro no seu elenco, maior prova de abnegação que uma pessoa assim consegue oferecer.

Como se o time fosse um investimento, uma aplicação, um negócio. A história não importa, o amor não importa. Agem como se fossem gerentes, em uma reunião de vendedores pela manhã, prometendo uma comissão maior para quem vender mais e “bater a cota” primeiro.

Olhando a capa do Boletim de hoje, fica muito clara a diferença entre um ídolo, um herói, e um bonequinho de marquetíngue que vende danete

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* NOVA COLUNA: “NO CU DOS JUQUINHAS

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O amigo Lula teve hoje uma opinião censurada lá no bofe do Juquinha. Perdão, blogue. Isso acontece frequentemente (e já aconteceu comigo e tantos outros): ele, ou qualquer de seus afiliados, como Paulinho e Birner, simplesmente tiram do ar qualquer opinião que lhes desagrade, ainda que o texto não seja mal-educado ou ofensivo, como no caso do post de Lula, que vamos publicar logo abaixo, inaugurando esses registros.

Informo a todos os Palmeirenses indignados que, a cada vez que isso acontecer, é só mandar seu comentário censurado para cá, que a gente publica no momento que chegar, sob o título aí acima: “No cu dos Juquinhas”. Ou, no Cruz de Savóia.

ENVIADO PELO AMIGO LULA:

Não é o lugar, não é o momento, mas, mesmo assim, transcrevo o post que acaba de ser censurado – mais um! virou rotina! – no blog do filhote do Juca, num post chamado “Botafogo desrespeitado”:

“Eu sempre tive em ótima conta o Botafogo F.R., clube mais importante para a Seleção Brasileira em todos os tempos. Algumas vezes até torci por ele, como em 1989, chorado, roubado, contra o Flamengo do ano mágico dos Marinho, que elegeram apenas o Presidente da República, e contra os falcatrueiros de Turim em 1996, mostrando quem realmente é maior.

Mas o Bebeto foi burro em abandonar a velha composição da FERJ e querer ser aliado da trinca – Flamenglobo, Corinthians (o menos ruim dos três) e São Paulo. Fora olimpicamente garfado na final do estadual e, pelo visto, continuará sendo prejudicado pelas forças do mal toda vez que tiver de enfrentar o rubro-negro.

Parece-me que o Atlético Paranaense – de Libertadores roubada pela tucanalha do Morumbi, que já havia tungado o Palmeiras – também quer passar uma borracha nas desavenças, fazer o papel da mulher do malandro e engrossar as fileiras da trinca. Mais um para apanhar.

Roberto Dinamite, a hiena, é outro: já cometeu a sandice de assistir uma partida do Vasco – e ser achincalhado – ao lado do Márcio Braga e de um sem-número de flamenguistas. Já começou a apanhar da trinca no Morumbi, quando foi pornograficamente assaltado no primeiro turno. Fez algum muxoxo no programa do Milton Neves, serviçal-mor da trinca, e só. Num exercício de adivinhação, digo que ele será roubado novamente no segundo turno e, para não deixar de ser, rirá! Nada mal para o botafoguense que queria jogar no Flamengo e acabou por presidir o Vasco.

Concluo, portanto, que Eurico foi mesmo uma espécie de Fidel – saquem o charuto!-: a luta do mal contra um mal muito maior.”

Foi isso, hehehe! Coisa boba. Tentei defender o alvinegro de forma um pouco mais realista, já que pareceu-me ser este o objetivo do post, mas ele não deixou.

Essa é a turminha do democrata Juca.


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1) Calma, Eurico…

“Pense muito no que está fazendo com o Vasco, porque você não vai sair impune disso. Garanto que, nem que seja a última coisa que eu venha a fazer na minha vida, se o Vasco cair para a Segunda Divisão, eu vou acabar com você, com as suas vidas política e particular. Você só merece isso. Estou dizendo isso com todas as letras. Faça o diabo para impedir que o Vasco seja rebaixado. Pode continuar fazendo as suas lambanças, a sua auditoria, mas não deixe o Vasco cair. Se o Vasco for para a segunda divisão, eu vou acabar com você”
(Eurico Miranda, dando recado à Rádio Bandeirantes para Dinamite)

Ainda que haja alguma réstia de verdade na afirmação de que o Vasco não cai (com Eurico na diretoria de futebol), ela perde o sentido a cada dia, a cada derrota, assim como o ex-presidente vascaíno. Então ele acaba por acusar o golpe, isso sim: Miranda cria uma cortina de fumaça para não assumir a responsabilidade pela situação que o Vasco chegou, joga o holofote em Dinamite e escapa invisível.

Por mais que eu sempre quis ver no meu clube alguém que defendesse o time do jeito que ele fazia, principalmente das artimanhas de um certo alguém…

Fica chato ameaçar assim a vida de um ídolo do quilate de Roberto Dinamite – o craque se mistura à história da esquadra Cruzmaltina. A suposta incompetência dele, pregada por Eurico, vai ser apagada da mente do torcedor como um pênalti perdido entre tantos golaços.

Vai pra casa, velho… Fica impossível desse jeito cultivar qualquer admiração por você. É hora de parar e esperar no sofá a polícia bater na porta.

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2) Deparei-me hoje com a seguinte notícia no Bolet!m:

Palaia é acusado de agredir um office-boy

Dirigente procurado pelo MP é acusado de agredir funcionário de editora
O diretor financeiro Salvador Hugo Palaia foi acusado de agredir um office-boy da Editora Segmento, na última terça-feira.
O dirigente teria agredido o funcionário no elevador do prédio onde está localizada a empresa. Palaia é locatário da sala onde fica a Segmento.
O funcionário prestou queixa contra o diretor. Palaia foi procurado pela reportagem, mas não atendeu às ligações. O dirigente é um dos investigados pelo Ministério Público sobre o fornecimento de notas frias no clube. (LANCEPRESS)

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Fiquei intrigado alguns minutos em frente ao PC até entender o que incomodava mais: a nota ou a notícia.

A nota é mal-intencionada e a gente já sabe. Primeiro porque ninguém havia me contado que Palaia era “procurado”. Como assim, o MP “não acha” Palaia ou ele se esconde, o que o tablóide quer dizer?

E perceba que não foi o diretor financeiro do Palmeiras partindo para a agressão, como se pode supor, lendo-se destraidamente: o empresário Palaia, que tem um escritório alugado em algum prédio, supostamente agrediu um office-boy no elevador. E o que eu tenho a ver com isso?

Qualquer elevador em um prédio que o Palaia pague o condomínio com certeza há câmeras; então resolvam-se na “delega” e não me encham o saco.

Mas a notícia, essa é de se perguntar: por que será que ele tá nervosinho, hein?

P.S.: alô, MP: pega o endereço do prédio, lá no jornal Dela, e vai procurar o Palaia!

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3) Alex Mineiro x Putas

Estamos prestes a ver outro “caso Tosco”, como aquele da goleira pilhada. Nem vou analisar o lance ou a febre nos olhos do procurador de Madame, coisa já feita brilhantemente pelo OV. Como diz Evangelista, no mínimo o fotógrafo tem a sequência toda da “agressão”. Ou não, nesse mundinho digital onde a memória e as lembranças são tão descartáveis.

De qualquer maneira, tem outra maria-chorona reclamando de dodói naquela defesa…. Será possível tanta fragilidade? André Dias, Alex Silva, Tosco, Rodriguinho… é a emo-zaga!

O que incomoda? É a petulância que a esquadra Verde mostra, sempre obrigando os pulhas a jogarem na retranca? Não gostam que mostremos na TV como vocês armam o time, a disposição tática da covardia? Como são menores que os outros! Esse time é feito uma bactéria incubada, esperando falhar a defesa de um organismo muito mais forte para poder atacar. Só jogam no erro dos outros e, quando expomos isso, seus defensores se ofendem.

Eu não acredito que o STJD vá cair nessa.

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Não mesmo… Prefiro publicar receita de bolo, daqui até domingo, a dar relevância para o material de gaveta que o Boletim requentou hoje, às vésperas do clássico. Só serviria para eles se divertirem com nossa revolta, e creio que existam meios mais eficientes de lidar com essa corja.

Recentemente, coisa de meses, a IURD nos mostrou como lidar com a imprensa: sabendo que trata-se de gente venal, a congregação evangélica decidiu se defender atacando a única coisa que mexe com essa turma: a grana deles.

Se por um lado é só balançar uma nota de cem, que tem jornalista que vem atrás feito puta, por outro lado, se você põe em risco o balanço financeiro de um jornal, ele se cala feito freira no retiro.

A IURD matou a charada: após ser atacada sucessivamente pela Folha de São Paulo (não por suas convicções religiosas, mas pelo apoio político que prega), a Igreja decidiu, através de seus pastores e fiéis, abrir ações nos mais variados rincões do país, baseadas na Lei de Imprensa, pedindo indenizações do jornal por ter sido sua instituição e crenças vítimas de ofensas sem provas.

O resultado disso foi um tremendo prejuízo para o jornal. Porque, ainda que as ações fossem passíveis de cair em primeira instância, a Folha teve que deslocar um advogado para cada cidadezinha onde a ação civil estava em curso, sob risco de se declarar réu confessa. Agora, imagine o que é pagar passagem aérea, deslocamento, estadia e honorários para mais de 70 advogados simultaneamente, pelo Brasil inteiro. E ainda correr o risco de ver uma ação dessa render frutos e abrir um precedente judicial… Sensacional essa idéia, não é?

Tanto é, que a Folha atacou em duas frentes: primeiramente, mexeu seus pauzinhos, pedindo para os partidos que sempre apoiou tentarem barrar esse tipo de ação por lei no Congresso; e, enquanto isso, decidiu calar a boquinha suja, deixando a IURD em paz, porque prudência e caldo de galinha…

Agora pergunto aos Palestrinos que frequentam esse espaço e amam seu clube, verdadeiramente: quantos advogados temos em nossas fileiras? Quantos torcedores não se sentem ofendidos, vendo a descarada preferência clubística do Lance sendo traduzida em material calunioso contra o Palmeiras?

Deixo a idéia aqui para ser debatida. Mas proponho desde já um movimento parecido com o da IURD x Folha entre nossas fileiras de bravos. Eu mesmo me disponho a colaborar. Porque, acreditem, a língua do dinheiro é a única que essa gente escuta.

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Bom dia, Palestra!… Não queria, mas preciso ser um tanto ranzinza outra vez, após ler mais uma fresquinha do Boletim:

As torcidas organizadas do Verdão têm de fechar suas sedes próximas do Palestra Itália nos finais de semana e deixá-las definitivamente até dezembro deste ano. A determinação do Ministério Público visa a aumentar a segurança e dissociar o estádio do rótulo de barril de pólvora (…) A medida surge logo depois de a CBF confirmar o clássico entre Palmeiras e São Paulo para o Palestra, dia 19 de outubro, pelo Brasileirão.”

Vamos reestabelecer a ordem das coisas para o torcedor palmeirense:

1) O rótulo “barril de pólvora” foi cunhado pelo próprio tablóide em abril de 2008 – e tão somente por ele;

2) Na ocasião, também estávamos às vésperas de receber o SPFW, após o gol de mão da Imperatriz;

3) Coincidentemente, tanto o tablóide quanto o procurador voltam à carga perto do próximo duelo… Então, correndo o risco de ser chato, queria reproduzir novamente a agenda de Madame na semana anterior àquela em que o rótulo “barril de pólvora” foi disseminado pela primeira vez em seu boletim:

São Paulo recebe visita do Diário Esportivo Lance
Presidente Juvenal Juvêncio almoçou com os principais executivos do jornal

O São Paulo Futebol Clube recebeu na tarde desta quarta-feira (09/04) as ilustres presenças de Walter Matos, presidente e editor do Diário Esportivo Lance, Luis Fernando Gomes, editor chefe do jornal, e José Luiz Portella, Secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo e membro do conselho editorial do veículo.

A convite do clube, os três foram recebidos pelo presidente Juvenal Juvêncio, pelo ex-presidente e atual Diretor de Planejamento, Marcelo Portugal Gouvêa e pelo assessor especial da presidência, João Paulo de Jesus Lopes, para um almoço na sala presidencial do estádio do Morumbi.

Os assuntos em pauta não poderiam ser diferentes: temas relacionados ao futebol(…)

A notícia está (escondida) em um blog bambi o qual já me cansei de linkar aqui. O importante, Palestrino, é que você tenha consciência:

O LANCE! não agiu de graça em abril, como não está agindo de graça agora. Segure-se, porque daqui para frente será chumbo grosso todo santo dia…

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Amici, hoje foi muito divertido ler os cadernos de esportes, procurar as manchetes online e assisitir aos programas de bola. Não há destaque para o líder, não sem que se faça ressalvas, seja citando o horrível empate sem gols, a ajuda do Inter ou a incompetência dos nossos atacantes. As maiores manchetes são justamente as que ressaltam o Gre-nal, ou aquelas que reforçam que “a briga pelo título está embolada” ou então que “o SPFW entrou na briga de vez”.

Tô dando muita risada… Não por acaso ilustrei o quizz de hoje com o pôster da esquadra Verde que abocanhou o Nacional de 1993; lembro-me bem quando ficou claro que ninguém seguraria o Verdão e das consequentes manchetes da época: era esquema Parmalat para cá, especulações sobre vaidades e clima pesado no time para lá… Enquanto isso, muita purpurina era jogada em cima de Madame e seus amistosos na neve – aqueles que passavam de manhã e torcedor europeu nenhum ficava sabendo – e os times do Velho Continente que se dispunham a participar da rifa do jipe mandavam quase sempre times bem mistos. Mas era o destaque da mídia.

E, assim como hoje vira e mexe relembram do episódio do gás para tentar manchar o Palmeiras, também naquele tempo a tática era a mesma: todo mês ressucitavam uma declaração, uma investigação, um depoimento no “caso José Aparecido de Oliveira”.

Risadas, risadas… Não sou eu quem me repito – são eles. É uma esclerose galopante que toma conta dessa gente: vejo mil manchetes enaltecendo a defesa bambi (na tentativa de invocar o trunfo de seu último título), enquanto a defesa verdiúnica está há 5 jogos sem ser vazada; ligo a TV e vejo entrevista com André Dias, “o grande destaque da rodada”. Tá certo.

Compro o Boletim, vejo nossa esquadra de costas para a foto, acenando e “dizendo”: “Obrigado!” Porque não conquistamos a liderança, foi o Inter quem nos empurrou, entendem? Isso é consenso em qualquer veículo, hoje. Chegamos por osmose…

Gargalhadas… Na mesma capa: “Timão estuda estrela tipo B” e, finalmente: “Hexa vivo!”

E se você lembrar que é assim (sempre assim) que meu time gosta de ser campeão, ignorando a massa de gafanhotos que se lança em nossa verde seara, seu humor vai ficar tão bom quanto o meu hoje:

O que era provocação virou despeito: agora ninguém segura. Agora, quem vai se divertir sou eu – e você, Palestrino – com as manchetes esquizofrênicas que veremos ao longo dessas onze rodadas.

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Aviso: esse é outro post que não prima pela linguagem erudita…

O “bom senso” dos dias modernos me impede de dizer em público o que realmente penso dos times de Pernambuco… Basta dizer que, na minha opinião, esses dois clubes que estão de passagem pela Série A deveriam estar trilhando o caminho do Santa Cruz: a 4ª divisão do Nacional, lugar onde habitam times menores, de estrutura parca e pensamento invariavelmente covarde.

Lugar de time pequeno, é o lugar do Náutico – nosso adversário mais direto ao título (e ainda líder) que o diga… Time de gente sem colhão, que usa a boca para vomitar a inveja e o despeito por quem é mais e maior do que eles.

O Palmeiras terá toda segurança, como sempre, e até ar condicionado. Quem não recebe bem são eles, com gás de pimenta” – Maurício Cardoso, presidente do Náutico

Coincidência, né? Vir dizer isso agora…

Como a gente sabe que isso nunca é de graça (e se trata de um paupérrimo clubeco), resta a pergunta: quanto esse mendigo recebeu para falar isso?

Quanto recebeu o não menos covarde e miserável Boletim de Madame para publicar essa frase por encomenda, que o jornal já sabia que ia ouvir? Tem mais, muito mais na edição de hoje: uma página inteira de crise, dedicada ao episódio do gás que ainda nos intoxica pela omissão dessa diretoria que não reage…

Mas, como bem me lembrou o lúcido Conrado, é preciso dar nome aos bois. Então lá vai: a múmia acéfala do presidente do Conselho Deliberativo do Verdão, Seraphim del Grande – o mesmo que disse que é contra a reeleição de Della Monica, mas apoiará a decisão da maioria – reafirma ao tablóide marrom que instaurará uma sindicância interna a partir de terça-feira para identificar o diretor que saberia quem é o autor do crime, porém não teria feito a denúncia.

– Fiquei muito surpreso com a reportagem do LANCE! e não vou ser conivente com algo que possa descambar para o insustentável. Se é diretor, logo é conselheiro. Então nós vamos descobrir. // Nós precisamos ver se essa pessoa que jogou o gás é sócia e bani-la do clube. O acesso às gravações é fundamental

São palavras do banana de pijama Seraphim del Grande. Amici, nenhum de vocês prima pela burrice por aqui, então me digam: essa declaração é ou não é uma CONFISSÃO PÚBLICA de que o Palmeiras tem culpa no cartório?

Ele ignora a perícia, que constatou que o gás não pode ter sido lançado de fora para dentro do vestiário.

Ele acredita no blefe da imprensa e da procuradoria bambi – e se caga nas calças. Porque é um merda, entrega o Palmeiras de bandeja para essa corja, sem que haja prova que nos condene.

Aí, eu repito: quem nos defende lá dentro? Quem?!

Quando vi Madame ir pedir para a CBF jogar no Palestra em outubro – e mandando publicar essa notinha em um de seus impressos, pensei comigo: aí vem chumbo grosso de novo. Pois, correndo o risco de me repetir, sei que ela primeiro assopra, depois bate.

Pois olhem a outra nota que a cafetina-mor mandou suas putinhas redigirem hoje:

GÁS DE PIMENTA

“A notícia revelada pelo LANCE! sobre a possível participação de um torcedor organizado palmeirense no imbróglio da semifinal do Paulista foi motivo de festa no SPFW – hipótese levantada por grampo revelado ontem com exclusividade. Integrantes da cúpula são-paulina acreditam que o ‘trunfo’ garantirá que Palmeiras x SPFW, dia 19, será transferido para o Morumbi.”

Dá para acreditar?…

Mas por que grifei “com exclusividade”? Porque sou chato e quero me repetir um pouco: a notícia “exclusiva” tem menos conteúdo que pastel de vento: um torcedor anônimo, de uma torcida sem nome, teria falado por telefone com um diretor desconhecido sobre o lançamento (que não houve) de um gás que não se determinou qual seria, até hoje.

Ou seja, eles não têm nada. É blefe. E funciona, porque eles sabem que sempre aparecerá um carcamano para ficar de quatro e mostrar a bunda, como fez o inútil do presidente do conselho Verde.

Só para lembrar: a matéria das caçambas também era “exclusiva”. Sumiu. Tiraram as fotos do site porque era outro blefe pontual – com fichas gordas do MP. Por sorte, o Governador pagou para ver. E não adianta me dizerem que não, que foi alguém lá de dentro do Palestra que se mobilizou para defender a segunda semifinal no Parque, mesmo porque não poderia fazê-lo quem tentou selar a paz com essa gente, convidando-os para almoços e banquete na nossa casa.

E para ser um pouco mais chato, vou terminar com release de um blog bambi reproduzido aqui ontem (e publicado originalmente uma semana antes do primeiro confronto das semifinais do Paulista). Publicarei isso todo santo dia, se for o caso.

Mas deve ter sido coincidência…

São Paulo recebe visita do Diário Esportivo Lance
Presidente Juvenal Juvêncio almoçou com os principais executivos do jornal

O São Paulo Futebol Clube recebeu na tarde desta quarta-feira (09) as ilustres presenças de Walter Matos, presidente e editor do Diário Esportivo Lance, Luis Fernando Gomes, editor chefe do jornal, e José Luiz Portella, Secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo e membro do conselho editorial do veículo.

A convite do clube, os três foram recebidos pelo presidente Juvenal Juvêncio, pelo ex-presidente e atual Diretor de Planejamento, Marcelo Portugal Gouvêa e pelo assessor especial da presidência, João Paulo de Jesus Lopes, para um almoço na sala presidencial do estádio do Morumbi.

Os assuntos em pauta não poderiam ser diferentes: temas relacionados ao futebol (…)

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