Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Botafogo’

.

25/04/2008

Ela faliu em 1935.

Ela faliu em 1938. Então Palestra Itália e Corinthians entraram em campo no intuito de angariar uma esmola para seu presidente (conta-se que Porfírio da Paz transitava humildemente entre as duas torcidas da cidade, com sua bandeira esticada, pedindo e colhendo moedas).

Em 1942, a Grande Cafetina se aproveitou da declaração de guerra do Brasil contra o Eixo para confiscar bens e patrimônios das três maiores colônias que migraram para esse estado (alemães, italianos e japoneses), que prosperaram com o suor de seu trabalho, enquanto Ela mamava na pica da ditadura militar. Tentou ainda a todo custo tomar o Palestra Itália, mas essa história conhecemos bem.

Em 1944, Ela, que jamais possuíra patrimônio algum, conseguiu finalmente roubar um estádio, o da “Deustsch Sportive“, conhecido hoje como Canindé – e registrou em cartório, em nome de Cícero Pompeu de Toledo. Vendeu em estado de abandono, onze anos depois, para um conselheiro-laranja.

os rastros

os rastros

caninde01

Sede do Canindé e pista de atletismo, 1944 (Rev. São Paulo #14).

.

Nada melhor do que um site bambi e concorridinho para nos contar sua própria história. O escrevente tenta achar alguma glória enquanto narra o episódio, mas não consegue. Clicando na foto, você pode ler a página com todo seu cinismo exposto; aqui destaco somente os pontos mais contundentes desse evento, nas palavras de um leonor que não pode se esquivar:

.

De 1942 à 1955 o São Paulo Futebol Clube foi proprietário da área de 70 mil metros quadrados conhecida por Canindé (onde se ergue hoje o Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte, da Associação Portuguesa de Desportos).

Anteriormente o local pertencia a Associação Alemã de EsportesDeutsch Sportive, a qual vendera a propriedade ao Tricolor sob imposição de condições específicas (…)

Nota do Cruz – o autor, então, explica-se em outro texto, linkado na página:

Fatalmente a proposta financeira que concluiu essa transação estava abaixo dos valores de mercado, visto que pelo cenário político, impossível ser de outra forma – qualquer posse ligada ao Eixo assim estava desvalorizada, visto que o Governo Federal podia desapropriá-la a custo zero!

NC – Retomando a pérola:

Durante todo o período em que esteve sob égide são-paulina, o Canindé nunca recebeu um jogo oficial do clube (…)

Em 1952 o São Paulo partiu para seu maior empreendimento, a construção do Morumbi. Assim, em 1955 o clube vendeu a um conselheiro, Wadih Sadi, a sede do Canindé. Entretanto, lá permaneceu, sob autorização do novo dono, até 1956, quando a propriedade fora revendida para a Portuguesa de Desportos (…)

Enquanto tricolor, o Canindé não possuía arquibancadas (pois como dito, não recebia jogos). Coube à Portuguesa a construção das mesmas, posteriormente.

.

Foto de janeiro de 1944 pertencente ao arquivo do São Paulo mostra o então presidente Décio Pedroso assinando a escritura da compra do terreno do Canindé. Ao seu lado Adulcinio dos Santos, Paulo Machado de Carvalho (de camisa clara), Cicero Pompeu de Toledo (primeiro da esquerda para a direita) e Porfirio da Paz (primeiro da direita para a esquerda)

Foto de janeiro de 1944 pertencente ao arquivo do São Paulo mostra o então presidente Décio Pedroso assinando a escritura da compra do terreno do Canindé. Ao seu lado Adulcinio dos Santos, Paulo Machado de Carvalho (de camisa clara), Cícero Pompeu de Toledo (primeiro da esquerda para a direita) e Porfírio da Paz (primeiro da direita para a esquerda)

texto e legenda: site do MN

.

E foi assim que o Deutsche Sportive morreu, assistindo ao extermínio de todos seus esportes amadores sendo perpretado por uma gente oportunista, usurpadora e historicamente preguiçosa. O clube foi delapidado por um conselheiro e vendido à Portuguesa quando já estava abandonado. E sabem o mais interessante disso, sabem o porquê de eu ter escolhido este site para comprovar o que de fato ocorreu (além, é claro, da legitimidade que me foi dada por um autor são-paulino que se diz embasado na História)?

É porque, se você for procurar a trajetória do Deutsche Sportive no Wiki, descobre que o moço aí em cima é quem fornece as informações: ali, onde os jovens de hoje mais consultam referências (para diferentes fins), só há a versão do menino orlandinho… Daí, vendo a coisa distorcida contada por ele, começamos a entender essa massa de alienados que esquenta mais sofás a cada dia. Mas vamos em frente:

.

Em 1950, a imobiliária de Adhemar de Barros conseguiu um empréstimo público vergonhoso (viabilizado pelo então Governador do Estado, deixem-me lembrar… Adhemar de Barros!) para comprar e terraplanar uma gleba na região do Morumbi. Essa gleba foi transformada em bairro e ganhou o nome de Jardim Leonor – uma homenagem singela que remete ao nome da esposa de… Adhemar de Barros.

Então é chegada a hora, meninos: conheçam a musa inspiradora da Boutique:

.

leonor

Madame vela o corpo do marido em Paris, em 03/69.

fonte: IstoÉ

.

Seu perfil, segundo o site oficial do falecido governador biônico:

.

“Foi também uma grande promotora política nas campanhas eleitorais. Liderou a criação do Movimento Político Feminino, fundado em setembro de 1947. Criou o Departamento Feminino no Comitê da Vitória na campanha de 1954. Participava dos comícios, organizava festas e reuniões.”

.

[adendo inserido em 28/12/2008]:
N.C.: Este texto “oficial” enfeita, na verdade, a real importância que a Leonor de Adhemar teve na consolidação do Golpe Militar que depôs Jango Goulart do poder, em 1964. Foi ela a fomentadora da “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, como vemos (resumidamente) aqui:

.

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi o nome comum de uma série de manifestações públicas organizadas em resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro em 13 de março de 1964, durante o qual o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base. Congregou segmentos da classe média, temerosos do perigo comunista e favoráveis à deposição do presidente da República.

A primeira dessas manifestações ocorreu em São Paulo, a 19 de março, no dia de São José, padroeiro da família. Articulada pelo deputado Cunha Bueno (…), com o apoio do governador Adhemar de Barros, que se fez representar no trabalho de convocação por sua mulher, Leonor Mendes de Barros, organizada pela União Cívica Feminina e pela Campanha da Mulher pela Democracia, patrocinadas pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, o IPES.

.

Muito já foi dito no blogue a respeito desse tempo, dessa gente, desse estádio. Vejamos então uma nota da IstoÉ, que reporta à época da morte de Adhemar e aborda a repercussão do fato:

.

Um dos articuladores civis do golpe militar de 1964, acabou cassado pelo presidente-general Humberto de Alencar Castello Branco. “No fundo, fizemos a revolução contra nós mesmos”, havia constatado amargamente meses antes da cassação. Casado desde 1927 com Leonor Mendes, nos últimos anos de vida Adhemar viveu uma intensa relação com a viúva Ana Benchimol Capriglioni, conhecida nos meios políticos pelo codinome de Dr. Rui. “Ela foi um caso do velho Adhemar, parte de seu último governo”, reconhece Barros Filho. “Quando ele e minha mãe se exilaram na França, ela também o acompanhou.” Em março de 1969, Adhemar morreu em Paris. A fama de sua fortuna era tamanha que, quatro meses depois, um grupo guerrilheiro promoveu um assalto cinematográfico a um cofre com US$ 2,5 milhões, que se encontrava em poder da família de Ana Capriglioni.”

..

Apenas para situar melhor o leitor mais novo no contexto que descrevemos: a foto de Adhemar que encontrei à venda no Mercado Livre, datada dos áureos tempos de seu populismo, fala por si só: diria que dispensa comentários, mesmo…

.

adhemar

.

Em 1951, Ela colocou na tesouraria de seu clube o Sr. Laudo Natel, político muito ligado a um certo Adhemar de Barros. E, como toda sorte de pressão sobre o prejeito Jânio Quadros havia falhado (Madame queria a área do Parque Ibirapuera para construir um estádio), o velho Adhemar resolveu a questão como pôde: o Governo do Estado doou uma área de aproximadamente 90 mil metros quadrados em uma região inabitada conhecida como…. Jardim Leonor! Por esses lados, não havia povo e ninguém se deu conta, e Laudo aceitou de bom grado o presentinho do governador.

.

Privadão inóspito, 1960

Privadão inóspito, 1960

.

Vale ressaltar, ainda, que qualquer doação de terreno público requer uma contra-partida para toda a comunidade, responsabilidade da qual Madame não se furtou em 04/08/1952, quando assinou esta Escritura Pública de Doação, já amplamente divulgada pelo movimento Morumbi Cidadania. A associação de moradores quer quer o clube cumpra alguns deveres do qual vem se furtando há 56 anos:

.

escritura

.

Nem estacionamento, nem parque infantil. Mas é importante demonstrar que esse desprezo pela própria comunidade que abriga o clube não foi um fato pontual, nem casual, como nos mostra o JT de março desse ano:

.

"Cagar na cabeça" daqueles que a ajudaram lá atrás é um traço recorrente no caráter de Madame.

"Cagar na cabeça" de quem a ajudou no passado é uma característica recorrente da índole de Madame

.

História bonita, não? Edificante! Vamos pular então alguns anos, somente para que ela não fique enfadonha, com esse pobre cronista tendo que repetir sempre os mesmos nomes:

Em 1966, o Governador de São Paulo, Adhemar de Barros, é afastado do cargo por corrupção. Assume então seu vice, o Sr. Laudo Natel, à época presidente do SPFW. Claro que este senhor de sorte não se desfez do primeiro emprego: foi, assim, presidente de clube e Governador do Estado ao mesmo tempo, em plena ditadura militar. Com tamanho poder em mãos, ele achou por bem convocar os alunos da rede pública, que precisavam de verba para realizarem suas formaturas, para venderem o famigerado “carnê Paulistão”, cujo dinheiro foi desviado em boa parte para se viabilizar a construção do Panetone Cor-de-rosa.Nessa época, também quem precisasse de um empréstimo bancário não saía do Banco Brasileiro de Descontos (hoje Bradesco) sem ser achacado por algum gerente que o fazia adquirir várias cotas do “Carnê Paulistão”.

E, novamente, continuar seria inútil. Porque podemos ouvir e ver a verdade na voz e nos gestos de Gardenal:

.

prova1

os rastros

.

Depois de assisitr esse vídeo, vale a referência: aqui vai uma informação retirada da página da própria torcida alienada. Façam as contas da quantidade de dinheiro público desviado:

O volume de concreto utilizado é equivalente à construção de 83 prédios de dez andares. Os 280 mil sacos de cimento usados, colocados lado a lado, cobririam a distância de São Paulo ao Rio de Janeiro.”

,

Já em 1970, para tentar tirar a Madame da seca, o Governador Biônico da Ditadura Militar e presidente do SPFW sentava-se no banco de reservas das moças durante jogos decisivos, para poder intimidar o pessoal da arbitragem (nota: qualquer semelhança com a atitude de qualquer coronel de hoje, ali na linha de fundo, deve ser mera coicidência); na final contra a Ponte Preta, quando seu time perdia, o ditador desceu de helicóptero no meio do gramado e foi direto ao vestiário dos árbitros. E foi assim que conseguiram se livrar de uma fila de 13 anos, desfazendo a vantagem da Macaca em uma das finais mais absurdamente roubadas do futebol paulista, dentro da Bambineira, sob o olhar atento do chefe de governo.

[Aqui, em 06/12, faço um adendo] para inserir o texto veiculado esse ano pelo Correio Popular de Campinas, e agradeço ao vigilante amigo Ademir pelo envio:

.

.

Em 1971, essa pressão surtiu efeito novamente. Não é mesmo, Armandinho?

Os que já leram Souvenirs de Madame podem pular o trecho em destaque:

______________________________________

Os rastros

Os rastros: 1970 (o crime é contra a Ponte)

.
Carlos Lacerda e Laudo Natel, o governador biônico e presidente do SPFW que se sentava no banco durante os jogos do seu time para poder controlar os árbitros


Você pode ler a entrevista edificante (cujo trecho reproduzirei) aqui, por completo. Para nossos leitores e amigos, deixo apenas um pedaço bem simbólico, representativo do fermento de alienação que faz inchar a massa leonor; trata-se de uma entrevista de Laudo Natel para o SPNet.

SPNet – No livro do ex-presidente Bastos Neto, ele conta que o Presidente Médici estava receoso de entrar no gramado e ser vaiado devido ao momento turbulento na política brasileira, mas o Sr. o encorajou dizendo que havia “dedicado uma vida para a construção desse estádio e esperava naquele 25 de janeiro esse reconhecimento”. O que aconteceu após a entrada do Sr. e do Presidente Médici em campo?

Laudo – Era a primeira visita do Médici a São Paulo (1970). E convidei primeiro o Costa e Silva, mas ele ficou doente e não pôde vir, até depois veio a falecer. Eu fiquei em dúvida em convidar o Médici, pois já havia convidado o Costa e Silva. Mas o convite é estendido ao Presidente da República, por isso o convidei. O Médici gostava de futebol, aliás ele era são-paulino aqui, acabou vindo. Mas, no dia da inauguração, com o campo lotado, a segurança do Presidente achou que ele não deveria entrar, talvez com receio de ser vaiado. Eu disse a ele: “Presidente, o senhor vai entrar comigo, pois se existe alguém que não pode ser vaiado hoje, esse alguém sou eu. Então, o senhor entra comigo”. Aí, ele aceitou e entrou. Na hora que ele entrou, foi uma ovação do público, deixando-o arrepiado. Tanto é que ele, que já gostava de vir a São Paulo, ficou freguês de vir pra cá. No período em que eu fui governador, ele veio umas vinte e tantas vezes. Mas, a entrada dele foi na inauguração do Morumbi.”

Torcida invejável, né?… Veja uma foto do dia da inauguração do Privadão, em meio à festa repleta dessa gente singela:

.

primeirojogo

.

Recordando: Laudo foi o presidente do SPFW nos anos mais negros da ditadura, indicado pelo então governador Adhemar de Barros. Era o laranja de confiança para o governador, que planejava desviar dinheiro público e fazer concessões ilegais de terreno para que seu clube (com histórico recorrente de falências e nenhum patrimônio) conseguisse ter um estádio. E o fez, logicamente, por intermédio de sua imobiliária.

E, também logicamente, o governador acabou sendo afastado por corrupção, em 1969.

Mas nessa época Adhemar já tinha feito Laudo Natel seu vice. Então o presidente do SPFW e diretor do Bradesco (instituição que mais enterrou dinheiro escuso na Bambineira) tornou-se também governador biônico de São Paulo – em um contexto onde seu time passava por uma seca de títulos, pois, enquanto erguia o anti-estádio, o clube não ergueu nenhuma taça.

Ao todo se juntaram 13 anos de fila e o time leonor chegava à decisão de um Paulista contra a Ponte Preta. E no seu estádio, recém-inaugurado pelo governador biônico, que já havia adotado o hábito de sentar-se no banco de reservas tricolor para intimidar a arbitragem.

Bons tempos da ditadura militar, auge da glória leonor, onde não era preciso sequer colocar um coronel na linha de fundo para intimidar uma bandeirinha.

Era preciso tirar o time mais querido dos barões da fila. Era preciso mostrar isso para a arbitragem, ostentando poder e aparato militar para que a coisa ficasse clara… então, naquela decisão em 70, Laudo Natel foi além e decidiu fazer uma entrada especial: com o estádio lotado, pousou de helicóptero no meio do gramado, cercado de seguranças, e foi direto para o vestiário de arbitragem “cumprimentar” o caga-regras escalado para o jogo, ninguém menos que Arnaldo César Coelho. Sim, o mesmo Arnaldo global que quer nos ensinar que “a regra é clara“.

Não há porque prolongar o texto nessa postagem. Veja o leitor e amigo e julgue por si só o pênalti anotado por Arnaldo contra a pobre Ponte Preta naquela partida, sob o olhar atento do chefe de governo.

Mais um capítulo essencial na história de Madame:

.

______________________________________

.

Em 1981, quando Madame tomava o segundo chocolate do Botafogo pelas semi-finais do Brasileiro, em plena Gaiola das Loucas, a diretoria esperou o intervalo do jogo para mandar ao vestiário do árbitro Bráulio Zannoto três seguranças armados: Brandão, Maurinho e Chitão – que, curiosamente, eram seguranças da Macaca (e foram contratados só para esse serviço). Conta o árbitro que nada fez, além de ajudar Madame a virar o jogo, porque teve medo das consequências…

Para contar melhor esse episódio, novamente recorreremos ao nosso arquivo do “Souvenirs…”:

______________________________________

.

1981 - A vitima é o Botafogo

Os rastros: 1981 - A vítima é o Botafogo

Semifinal do campeonato brasileiro de 1981, SPFW x Botafogo. No primeiro embate no Maracanã, o Bota saiu vencedor por 1 x 0: restava vir para São Paulo e segurar o empate, pois a vantagem era do time paulista em caso de uma vitória para cada lado. Mas Gérson, do Bota, abriria o placar em São Paulo, ainda no começo de jogo, espalhando um balde de água fria no entusiasmo leonor; e em um contra-ataque alvinegro, aos 19 minutos, Mendonça faria 2 x 0, após belíssimo lançamento de Perivaldo. Fatura encerrada?

Se fosse um time de futebol do outro lado, provavelmente sim. Mas se Madame precisa de 3 gols, vai conseguir 3 gols, não importa por quais vias: aos 45 minutos do 1º, após cruzamento na área, Chulapa esbarra nas costas de Gaúcho Coalhada e se atira no chão. Pênalti.

Talvez, não fosse Serginho o protagonista da cena, e o lance poderia até gerar dúvidas, pois Coalhada abriu os braços; mas ali não dava. Quem viu o Chulapa jogar (e lembra do seu “tamanhinho“) sabe que jamais ele seria deslocado daquela maneira, ao contrário, se pudesse fazer o gol, deslocaria quantos marcadores estivessem a sua volta… Mas é pênalti, Chulapa cobra e é gol. O goleiro tenta pegar a bola para retardar o reiníco do jogo; aí Serginho, o frágil, atira o goleiro Paulo Sérgio no chão somente com uma bundada. Reclamação da defesa do Bota, mas o juizão ignora o choro carioca e termina o primeiro tempo.

A senha estava dada: o juíz era covarde, caseiro no mínimo – e então Madame parte para o segundo ato, escrevendo um dos capítulos mais vergonhosos da história do calcio nacional: Assim que Bráulio Zanotto entra no vestiário dos árbitros, percebe a presença de 3 seguranças armados (Brandão, Maurinho e Chitão), todos contratados da Ponte Preta para fazer aquele trabalho esporádico e sujo. Um bandeirinha consegue fugir do vestiário, o outro não.

Alegando que Bráulio estaria “prejudicando” o SPFW, os três desferiram murros em Zannoto, intercalados com chutes no seu tornozelo; um bandeira também apanhou bastante, mas nenhum dos dois teve coragem de parar o jogo ali: voltaram a campo e Ela fez o que quis no segundo tempo, até chegar ao terceiro gol.

Com Zannoto mancando visivelmente.

E, quando fizeram o 3º gol, no placar eletrônico da Bambineira começou a aparecer os horários da ponte aérea para o Rio, mandando o Botafogo para casa. Entre os horários dos vôos, o placar “mandava seu recado”: “Fogão, Fogo, Foguinho, Fumaça, Cinza“.

1981, tempo da ditadura, ainda. Madame já tinha a caneta, escrevia o que queria e ninguém reclamava. Áureos tempos leonores, onde não era preciso sequer manipular procuradores fora de campo.

Anos mais tarde, Bráulio Zannoto contaria em detalhes o ocorrido, dizendo-se arrependido por não ter sequer relatado o que aconteceu na súmula do jogo, pois havia sido ameaçado. O vídeo que você vai ver abaixo é um especial feito pela SporTV com Éverton, herói das meninas naquele embate. Repare em alguns detalhes no vídeo:

1) Veja o desconforto de Éverton ao ser questionado se algum fator no vestiário deu ânimo ao SPFW para virar o jogo; o repórter pergunta claramente a respeito do pré-jogo (já que o Bota ganhara a primeira), e ele responde que, com união, “revertemos uma situação praticamente impossível“. Ou seja, ele responde pensando que o repórter o argüia a respeito dos fatos ocorridos no intervalo.

2) Repare como ele comenta, sem graça, o gol de pênalti anotado por Bráulio. Ele diz “mesmo que foi de pênalti, né?” como quem diz “mesmo com um pênalti daquele…”; note também quanto tempo o narrador e o repórter demoram para acreditar que o juizão realmente havia marcado aquilo.

3) Após o 3º gol, na comemoração, veja que pelo menos dois diretores/conselheiros/seguranças ou sei lá o quê, simplesmente invadem o gramado e se atiram no chão com Éverton para comemorar o feito, na cara do bandeira, que fica atônito e não adverte ninguém (um deles está de calça social marrom e camisa clara, de mangas compridas).

E, finalmente, veja se você daria pênalti naquele lance.

.

______________________________________

.

Poderia continuar até amanhã, destrinchando ano a ano a calhordice dessa gente; Falta o episódio da contraprova de Mário Sérgio, em 1984; tem o Aragão operando o Guarani em 1986; tem o rebaixamento de 1990 que a FPF conseguiu transformar em título paulista em 1991; tem Madame com crise de TPM em 1994, esburacando seu próprio gramado para impedir Palmeiras x Corinthians de realizarem o jogo do título em sua casa…

Mas creio que vocês que me lêem, em sua maioria, têm idade suficiente para não se lembrarem de uma glória ou um título os quais Madame ostenta, que tenha sido ganho na bola, sem a influência sombria da mão que a gente não vê.

De todo modo, deixo abaixo algumas referências importantes sobre caráter Dela, que é preciso consultar para entender porque os “Parmeristas” históricos sempre fizeram questão de nos revelar quem é o verdadeiro inimigo; e inimigo é para ser destruído, não perdoado.

.

A verdadeira história do time do Morumbi“, por Marcelo Nacle

Os verdadeiros bandidos“, por Barneschi

Como se fabrica um campeão“, pelo blog Parmerista

A campanha suja de Madame“, por este Cruz

Morumbi, Não!“, pelo blog homônimo

Pra não dizer que não falei dos erros“, por Secondo Tucci

Souvenirs de Madame, por este Cruz

.

.

Este post foi patrocinado pela S4M5UN6

Anúncios

Read Full Post »

.

Seguindo em frente, pois, com algumas notinhas colhidas pela rede – só para esquentar os tamborins.

* O Al-Ain perdeu por 2 a 1 para o Al-Nasr e ficou 7 pontos atrás do líder, causando a revolta geral da torcida: eles acham que o time é totalmente dependente de Valdívia (que ficou 2 semanas lesionado e voltou sem jogar bem), e que é melhor vendê-lo do que assistir o resto do time fazendo corpo-mole, esperando el Mago resolver…

** Dia 28 teremos de ir ao puteiro obsoleto sem Pablo Armero: o lateral colombiano foi convocado para atuar em sua seleção contra Bolívia e Venezuela (28 e 31 de março), por jogos válidos pelas eliminatórias da Copa.

* Ontem parabenizei os que conseguiram chegar ao Palestra Italia para apoiar o Verdão contra o Norusca: a chuva deixou o trânsito inviável em sampa, e foi um ato de abnegação total enfrentar a selva urbana e a queda de temperatura para comparecer na arquibancada. O que eu não sabia é que até o Verdão ficou sem ônibus, e o time todo teve de chegar ao Palestra de táxi: segundo informações oficiais, ao menos 10 ‘Jarbas’ foram acionados para driblar os congestionamentos e entregar o time em Casa a tempo da batalha.

* Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense e Bahia têm compromisso com a história no dia 24. Leiam aqui.

.

Read Full Post »

.

Este texto foi publicado originalmente aqui

.

Victor Ernesto Birner

Eu não queria ter que fazer isso, então, por diversas e diversas vezes tentei contato com o amigo da foto ao lado.

Seu nome: Victor Ernesto Birner, blogueiro, repórter da TV Cultura e comentarista da CBN.

A história é longa (como ele mesmo diz, não existe mais estória com es), mas tratarei de resumir, começando pelo que mais me incomoda.

Birner censura meus comentários. Todos eles, educados ou um pouco mais exaltados, mas ele os censura. Tem a típica atitude que os jornalistas neste país sempre criticam tanto, sempre brigam tanto para que não aconteça, enfim, ele me CENSURA.

Por um lado tem seu direito: tem um blog próprio e escreve e aprova aquilo que lhe convém. Podemos aqui criticar a atitude, como faço, mas é seu direito.

Acontece que o que me incomoda realmente é que ele libera de tudo. Tudo, desde piadas e ataques verbais até insinuações maldosas contra Palmeiras, Corinthians e quem diria, seu próprio clube do coração. Mas os meus comentários, TODOS eles, são censurados.

Ultimamente voltei a escrever para ele. Birner tem algo que me agrada e não tem ironia neste comentário: ele tem uma extrema preocupação com seus leitores e responde a quase todos os comentários. Isso é louvável, primeiro porque se prontifica a ler, o que já é um bom começo, mas especialmente em razão de argumentar com seus leitores, o que demonstra boas doses de humildade.

Mas voltando ao ponto central, os meus comentários, TODOS ELES, são censurados. Devo ter escrito uns 4 ou 5 nos últimos dias, um deles inclusive perguntando a razão para a censura, mas nenhum apareceu por lá. Birner os leu, porque lê todos como já disse, mas não publica.

Em todos estes comentários busquei argumentar suas opiniões que, na minha opinião, são ruins. Birner não gosta dos estaduais. Mas eu gosto. Birner acha pontos corridos coisa de primeiro mundo. Eu acho uma bosta. Birner acha que o patrocínio do Palmeiras é sempre duvidoso. Eu acho que o do São Paulo, isso sim, é pouco explorado. Birner acha um monte de coisa que não acho nada e tantas outras que me importo e ele parece não ver. Somos, portanto, seres antagônicos e eu particularmente gosto de discutir com opiniões divergentes. Faz bem, exercita, melhora nosso senso crítico. Birner não gosta. Prefere discutir com moleques que passam o dia todo em comunidades do orkut lançando fofocas. Como já disse, é seu direito. E o meu é o de questionar isso.

Tudo começou há muito tempo, e a história (com H) toda pode ser vista aqui. Foi uma situação chata, desnecessária da parte do jornalista e que de certa forma acendeu neste que vos escreve a sede por explicações sempre. Dali em diante fiz questão de acompanhar Birner mais de perto e ver sua paixão tricolor descambar do aceitável pro folclórico.

Birner tem uma qualidade que respeito muito. É torcedor fanático, daqueles que frequentam as arquibancadas e escalam o time de 68 sem titubear. Isso é louvável e merece reverências. Principalmente porque torce pro time absorvente, aquele que pra quem usa só serve uma vez por mês. Isso não discuto e como explico aqui, até admiro.

Por outro lado, Birner comete um pecado mortal em sua profissão. Ele tenta transparecer o profissional imparcial e não é. Sabe aquele papo do “ou caga ou sai da moita”? Ele está fora da moita com as calças arriadas. Não sabe conduzir seu blog com a imparcialidade que prega o que o torna, imediamente, suscetível a críticas.

Tivesse Birner um blog dentro daquele SPNet eu sequer perderia meu tempo lendo. Caso Birner chutasse previsões de resultado começando com 7 gols para seu time, eu daria risadas. Mas não, ele insiste em comentar de tudo e todos como se tivesse a isenção de, sei lá, Alberto Helena. Não tem, pois vejamos:

– O SPFC perdeu seu primeiro jogo após 22 partidas. fato considerável e respeitável, embora a derrota devesse ter ocorrido há mais tempo, no penalti não dado no Rodrigão ou no gol mal anulado do Botafogo. Mas é outra questão. Retomando, Birner viu seu time perder no domingo e como sempre faz após a rodada, lançou o post (apenas o título aqui, sem links) que segue:

“Futebol pelo país” – Birner não quis nem saber de destacar a derrota do seu time, embora tenha feito três ou quatro linhas de comentários evasivos.

E foram necessários apenas mais 10 minutos para que o post ficasse defasado. Tinha um novo prontinho no papel, que subiu na hora exata:

“Paulistinha, sim” – Sabe qual o contexto? Diminuir o Paulistão e sua importância.

Frente a isto tudo, fui obrigado a escrever para nosso amigo. Acho estranho que após uma derrota acachapante em casa e com o treinador mostrando que TPM de mulher é fichinha, Birner se preocupava em desqualificar o torneio. Sabe quando você é moleque e vai pra balada com os amigos e um deles fica com a garota mais bonita da noite? Ai, você e seus amigos para não dar o braço a torcer logo encontram um defeito na pequena e a partir dali qualquer comentário do garanhão vem acompanhado de piadas sobre isso? É mais ou menos por aí, e a turminha da balada, Birner, Kfouri pai e Laranjada (Paulinho) insistem em criticar porque, afinal, não pegaram ninguém.

Outra vez escrevi a ele e perguntei, mais ou menos desta forma, se aquele trabalho era coordenado com a assessoria de imprensa do Morumbi. Claro que fui censurado.

E tem sido assim, dia após dia. Decidi, entretanto, que continuarei a escrever para nosso amigo e meu primeiro comentário irá com o link deste texto. Quero entender a alma de Birner e assim me tranquilizar, não ficar pensando por ai que criei alguma inimizade. Justo ele que, mesmo sem saber, tem uns 3 amigos em comum comigo. Vai que eu o encontro em alguma festa qualquer dia, melhor entender antes o que pode acontecer para que eu me prepare.

Afinal, se já começou com CENSURA é preciso entender o limite do homem (com H também, por isonomia).

Birner, PORQUE RAIOS VOCÊ ME CENSURA???

.

Read Full Post »

.

O Gladiador, suspenso da batalha do Parque Antárctica, comemora primeiro gol Alviverde. Danilo Verpa/Folha Imagem

O Gladiador, suspenso da batalha do Parque Antárctica, comemora primeiro gol Alviverde. Danilo Verpa/Folha Imagem

.

1) O Parmera:

Já narrei o fato em alguma postagem anterior, e me repito agora: em 1984 o futebol vivenciou uma barbárie no Brasil; uma decisão jurídica sui generis marcaria o Campeonato Paulista daquele ano e marcaria nosso calcio. Porque tratou-se de uma aberração, não um precedente. Mário Sérgio (o Rei do Gatilho, o técnico que nos ajudou hoje no Olímpico) foi o protagonista.

O Verdão, que havia começado com Mário Travaglini uma bela campanha, já emplacara 7 vitórias seguidas. Era apontado como favorito ao título, que encerraria um jejum de 8 anos. Faltava, porém, enfrentar aquela que nos perseguia pela vida – Madame. E ganhar significava afastar quem nos perseguia na tabela, o Rivale.

Na bola, 2 x 1 Verdão. E o jogo encerrou-se em um dos maiores quebra-paus entre jogadores que o país já havia visto. Na época, quem indicava o jogador que deveria fazer o exame antidoping era o médico do clube adversário; no caso do São Paulo, o doutor era Osmar de Oliveira.

Mário Sérgio havia se apresentado ao Palmeiras vindo do clube leonor, onde todos (jogadores, diretores e departamento médico) sabiam de seus amores – os cavalos, a vida noturna e o pôquer…

Seu teste apontou positivo para anfetamina, verdade que o atleta confirmou anos mais tarde. Em sua defesa à época, Orlando Duarte testemunhou na corte que Mário Sérgio tomava a substância somente para se manter acordado na jogatina, não com objetivo de melhorar seu desempenho e sob sua inteira responsabilidade.

Mas esse não é o caso; nem é o caso de reviver o argumento de que as luzes foram apagadas, as amostras trocadas na contra-prova, blá, blá… Nem o D.M. de Madame me incomoda, porque o Santos seria campeão com Chulapa, para minha alegria. O que marcou o episódio foi o fato da pena imposta ao Palmeiras ser inédita, arbitrária, impensável até mesmo nas cabeçinhas dos procuradores de hoje: tiraram os pontos da vitória do Palmeiras. O clube foi punido como se fosse o autor do crime, como se acobertasse e drogasse o habilidoso ponta para tirar proveito em campo dos adversários. Tiraram os pontos da vitória do Palmeiras…

O disco quebrou: tiraram os pontos da vitória do Palmeiras. Inédito. Extinto.

.


.

Nesse ano de 2008, em apenas uma semana, duas definições a gol marcarão novamente a história da nossa grotesca arbitragem.

Por duas vezes, o juíz voltou atrás de sua decisão após uma equipe ter concluído o momento máximo do espetáculo. Por coincidência, ou não, o beneficiado foi o mesmo.

Botafogo x São Paulo: quarta-feira, dia 29, Engenhão. Os visitantes ganhavam por 2 x 1 quando, aos 35m do segundo tempo, o Botafogo empata com um balaço da entrada da área. Após o caga-regras ter sinalizado o gol, seu bandeira o chama e pede a anulação do lance. Alega que o impedimento passivo de um botafoguense (que abriu as pernas para se esquivar do lance) influiu na decisão do goleiro adversário. O arqueiro leonor então peita o juíz, que se encolhe e volta atrás, fato esse tão desmoralizante quanto raro.

(Desculpem, mas cabe um aparte: quem defendeu a legitimidade da decisão do bandeira do Engenhão, na imprença, vai dizer o quê agora, a respeito da posição de Borges no primeiro gol contra o Internacional?)

Pois bem. Domingo, Finados, Vila Belmiro. O Palmeiras vencia os anfitriões até o início do segundo tempo; mas, em um escanteio a favor do peixe, Kléber Pereira se antecipa a Bruno no primeiro pau. Vendo que não iria alcançar a bola, estica o braço para tentar empurrá-la. Bruno, praticamente um estreante na Academia, quer que seu braço alcance antes a pelota: gol do Santos.

Wilson Luíz Seneme não se dirige ao centro do gramado: tendo percebido a artimanha do matador santista, o bandeira sinaliza para o árbitro a irregularidade do lance, e Seneme anula o gol. O que viu-se então foi um massacre: todos os jogadores do Santos cercaram o bandeira, sob os urros da massa enfurecida. Logo, o árbitro vem em seu socorro, tira-lhe o peso dos ombros e toma uma decisão retroativa: agora é gol do Santos.

Pela segunda vez em uma semana os árbitros rasgaram seu livro de normas, seu código de ética e sua pretensa paixão pelo esporte: negaram sua autoridade, rejeitaram sua profissão. A troco do quê, é o que me pergunto agora.

Sabem o saldo da confusão? Luxemburgo, o técnico Alviverde, foi expulso…

Mas cabe aqui outro aparte:

A partir de novembro de 2008 fica instituído que o braço do atacante de linha pode ser usado para se tentar fazer um gol no futebol, desde que ele não alcance a bola. Isso também aconteceu duas vezes em uma semana, quando a regra foi formalmente oficializada no dia de Finados…
Coincidência, ou não, o time prejudicado foi o mesmo.

.

2) Tocando no assunto, vamos parar de bobagens?… Luxemburgo não começou a carreira ontem, muito menos fez sua fama por ser ingênuo. Porra, vocês sabem disso, amici! Vamos, pois, encerrar essa falácia de “Luxa x Belluzzo”. Tá na cara que um bate e outro assopra o cu de Madame. E quem assopra é o cara que tem de lidar com a comissão de arbitragem e quer ver seu time bem na fita, cáspita! Se ainda não deu resultados, isso é outra coisa. Mas as duas declarações da semana foram muito bem coordenadas, não tenham dúvidas disso.

.

3) Eugenia. E a Mídia Palestrina anda incomodando, I

Esse blog vai adotar esse termo, a partir de hoje, quando abordar seu tema primeiro, o caráter da “sub-raça alienada”… Para dar uma conotação mais ampla, antes que alguém se sinta ofendido, ou entenda que comparo o sofrimento do Palestrino às provações dos campos de concentração nazistas da Segunda Grande Guerra.

É que uma palavra mal colocada pode servir de arma para o inimigo que te espreita. Gente burra e covarde.

O texto que deixo linkado é uma peça de obscuridade e hipocrisia que eu poderia, modéstia à parte, dissecar e destruir sem muito esforço mental ou estilo literário. É uma merda de texto escrito por um são-paulininho que não consegue se esquivar no closet. Cita “uma tal de Mídia Palestrina” para se remeter às origens do termo Clássico do Ódio – e o faz usando o Cruz de Savóia como gancho.

Curioso é que no texto ele acusa nossos avós de serem partidários de Hitler; mas sou eu, o pequeninho, quem tem que se precaver dos sentimentos das minorias…

Façam sua própria leitura e análise, depois a gente conversa:

O Clássico do Ódio

De resto, é Avanti, Palestra! Contra tudo e contra todos, minha esperança renasce!

Eles nunca foram tricampeões. Sempre pararam na gente… Sempre. Fico feliz em ver a tabela.

.

Read Full Post »

.

.

Milton Neves

“Impressionante como o capitão são-paulino parece um tubarão, não se limitando apenas à semelhança do nariz. O tubarão nada aparentando tranqüilidade até sentir o cheiro de sangue e ficar alucinado para devorar a carne. E o Rogério Ceni é a mesma coisa. Passa o campeonato inteiro na moita, mas, quando sente e saca que o time pode ser campeão, se transforma numa fera faminta por títulos, liderando o Tricolor para papar mais um Brasileirão.

“Após o vexame do Maracanã e as cornetadas de Marcão, o Palmeiras não pegou no breu, mas ao menos venceu a duras penas o Goiás no Palestra, com gol de pênalti duvidoso convertido por Alex Mineiro, desta vez sem paradinha, no primeiro tempo. E o “São Marcos” ainda operou uns dois milagres na etapa final para segurar a magra vitória. O Verdão, mesmo jogando nada há algumas rodadas, segue vivo pelo título. Mas, contra o Santos, na Vila, tem tudo para perder, viu, Luxemburgo?”

,

PVC

O Palmeiras não vence na Vila Belmiro desde os 4 x 0 de 2004, com dois gols de Vágner Love. São cinco partidas, com três derrotas e dois empates.

,

Mauro Beting

“É hora de pensar na Sul-Americana, em General Severiano. Ainda dá – mesmo que não dê (mais uma vez) para o presidente do clube entrar em campo. Ainda que com razão, Bebeto de Freitas perdeu o juízo. Pela enésima vez.

É cada vez mais hora de imaginar que é possível ser tri. Possível ser hexa.

O São Paulo engatou a quinta. Digo, a sexta.”

,

André Kfouri

Está ouvindo esse barulho? São as cornetas tricolores inconformadas com a ousadia de Muricy Ramalho. O São Paulo passou dos limites, venceu (2 x 1 no Botafogo: Jean, Wellington Paulista e Hernanes – 12.356 pagantes no Engenhão) fora de casa e empatou em pontos com o líder.

.

Juquinha

A bola passou entre as pernas de dois zagueiros tricolores e suficientemente longe de Wellington Paulista, em posição de impedimento, mas sem participação efetiva no lance, embora seu gesto pudesse confundir, como confundiu, o bandeirinha.

Bebeto de Freitas foi à loucura e invadiu o gramado para xingar o árbitro, ele que já foi tungado, incompreensivelmente, na transferência para o Maracanã do clássico contra o Flamengo.

Mas nada justifica o que fez e, agora, verá, com justiça, o Engenhão interditado.

O que faltou no primeiro tempo, sobrou no segundo.

E o São Paulo já tem o mesmo número de pontos do Grêmio, em primeiro lugar.

Tem, também, a melhor campanha do returno.

E, como negar?, está com jeito de que ganhará mais um Brasileirão.

.

Mas dureza mesmo têm o Palmeiras contra o Santos, na Vila Belmiro, e o Cruzeiro diante do Goiás, no Serra Dourada, ambos às 17h.O Santos até poupou jogadores contra o Sport para jogar inteiro contra o rival na volta de Vanderlei Luxemburgo à Vila, espera-se que sem chuva de moedas ou coro de mercenário.”

,

Paulinho

Tricolor quer a paz:


Conversei ontem com um membro da diretoria do São Paulo.

O assunto foi o processo que um participante do grupo Morumbi Cidadania moveu contra o São Paulo.

O tricolor acredita ter sido um fato isolado e que não representa a vontade do grupo de moradores.

Não foram procurados pelo Morumbi Cidadania e continuarão dando prosseguimento ao que foi acordado em recente reunião.

É claro que uma ação judicial de um membro do grupo, mesmo que não seja uma posição oficial do mesmo, abala um pouco as relações.

O São Paulo vai se defender da ação e espera, pelo que conversei, continuar os entendimentos para que a melhor solução seja encontrada no relacionamento moradores-clube.

Assim que o Tricolor tiver uma posição sobre as solicitações feitas pelo movimento notificará os representantes que participaram da recente reunião.

O blog, como sempre, acompanha o caso.

.

Birner

A vitória por 1×0, com o gol de Alex Mineiro, de pênalti, não foi acompanhada de bom futebol. Diego Souza que mostrou insatisfação por causa das declarações de Marcos, esteve mal. E foi exatamente São Marcos o responsável pela importantíssima defesa, cara a cara com o experiente Iarley, aos 10 da etapa complementar. Depois da conturbada semana, os 3 pontos eram vitais para o Palestra. E mesmo bem abaixo do que poderia apresentar, os conseguiu.

.

Marília Ruiz

“O lance polêmico que deu a vitória ao São Paulo no Engenhão virou motivo de chororô de botafoguenses, palmeirenses, gremistas, cruzeirenses e flamenguistas.

À luz da regra, o lance foi sim mal anulado: Wellington Paulista não toca na bola, não está à frente de Rogério ou atrapalha sua defesa.

Mas há quem defenda que o fato de ele ter levantado o pé (ainda que a boa passe bem à direita), invalidaria a jogada _como entendeu o bandeirinha.

.

*

.


Amici, a página do Bolão está atualizada e já recebe os palpites contra as sardinhas. A tabela mostra apenas os 14 “finalistas”, aqueles que ainda tem chance de ganhar o Manto, mas qualquer um pode apostar. Meus parabéns, atrasado, vai para o amigo Carlinhos, de Botucatu, o único apostador que cravou em cheio o 1 x 0 de quarta-feira. Vamos ao Bolão, e boa sorte a todos!

Read Full Post »

.

O juizão do Engenhão, como bem já lembraram Conrado e Ademir, é o mesmo que validou o gol do Fluminense sábado, após Washington ter tentado meter a mão na bola, iludindo os reflexos do nosso Santo. Ontem, ele achou que um botafoguense (parado) prejudicou a Borboletinha e não deixou Madame perder 2 pontos na reta final do certame.

É aquele juizão caseiro que já conduziu até aqui quase 90% de triunfos dos times mandantes com os quais se deparou. Mas há exceções: O SPFW ganhou fora com ele no apito DUAS vezes: na Bahia e ontem, naquela beleza de jogo.

Vergonha, ninguém mais tem na cara. Seria o caso de devolvê-la a esse gente à base de socos e pontapés. Nenhum caga-regras-comentarista contestou esses dois lances; Pra esses, o boçal agiu corretamente, tanto ontem, quanto domingo – e nos jornais a percepção é a mesma.

Não trata-se de “teoria da conspiração”. Lembrem-se de como esse time chegou ao título de 2007, e lembrem-se que o complô para catapultar um time corrupto ao título é um fato mais comum do que se imagina.

Em 1993, o Olympique de Marseille subornou jogadores do Vallenciennes para que perdessem, na penúltima rodada do campeonato francês. Descoberta a farsa, o Olympique teve cassados dois troféus europeus, seu time foi rebaixado e o presidente foi preso.

Na Itália, em 2006, a máfia do apito teve como consequência o rebaixamento de Juventus, Fiorentina e Lazio. E mais, começaram a Série B do outro ano, respectivamente, com 30, 15 e 7 pontos a menos que seus competidores; ao Milan foi imposta a pena de não poder participar da Copa dos Campeões, além de entrar no Lega Calcio de 2007 com 15 pontos de desvantagem.

Só para ficarmos nos exemplos que mais repercutiram… e aqui? Quando vão descobrir o que todo mundo já sabe?

Bom, eu sei, vivemos em um país que não assume com a responsabilidade devida seu maior patrimônio cultural – a bola. O povo percebe o que acontece e se revolta, mas dá menos importância do que deveria à gravidade desse estelionato: não percebe que sua maior riqueza está perdendo seu valor, pois a imagem do futebol vai ficando a cada ano mais suja.

É preciso desmascarar o São Paulo a tempo.

Porque, se for demorar muito tempo, eu repito: alguém, uma hora, vai se revoltar seriamente com a trupe do Caixa 2 de Madame (MP, STJD, imprensa, comissão do apito…) e aí, meus amigos, a vergonha será devolvida a essa gente à força, debaixo de muita porrada. Ontem mesmo, foi por pouco.

Read Full Post »

.

Agora quero ver o que vai falar o brilhante presidente do Grêmio. Será que acabou o choro do time que “não querem deixar” ser campeão? O Botafogo estava melhor em campo, com jogo empatado, quando o juizão expulsou Jorge Henrique por ter tomado uma cotovelada do jogador Léo, do Grêmio, que também levou o vermelho.

Imagine você, Palestrino, se Leo fosse Kléber: quantos jogos ele pegaria de gancho? E se o procurador do STJD torcesse pelo Inter, então?…

*
O Palhaço Jukinha está especial, hoje. Por falta total de um assunto com potencial de gerar crise pelos lados do Palestra, ele decidiu cutucar o comandante Verde e difamar o Instituto Wanderlei Luxemburgo. Com especulações vazias, coisa de vagabundo, mesmo. Coisa que, aliás, ele é.

Já PVC alerta: o Palmeiras é líder por duas rodadas, mas não conseguiu atingir a liderança isolada… E assim está o SPFW, segundo o colunista: “É incrível, mas o São Paulo não liderou em nenhum momento do Brasileirão (…) Vale a lembrança de que, dos campeões por pontos corridos, o São Paulo foi o que mais tarde assumiu a liderança, em 2007, ano em que se tornou o campeão mais antecipado. Pode repetir?

Olha, me dêem uma calculadora e um estômago novo (que me permita puxar o saco das pessoas certas sem vomitar) e até eu faço o trabalho do PVC.

*
Dia 27 o Palmeiras votará “a mudança” em seu estatuto. Vão alterar nossa “constituição” com o único objetivo de permitir a Della Monica consolidar seu golpe e ficar mais um ano. Cipullo explica: “a mudança é necessária porque prevê mecanismos que impedirão novas perpetuações no poder”.

Ah, tá… Agora ficou fácil de entender…

.

Read Full Post »

Older Posts »

%d blogueiros gostam disto: