Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘BWA’

.

Quero sair um pouco da pauta do dia, ainda que seja para falar de um assunto chato (porém necessário).

Antes de mais nada, quero dizer que fui conferir pessoalmente as bilheterias do Palestra no sábado, antes do jogo Palmeiras x Barueri. Cheguei por volta das 13:50 e entrei a 10 minutos do início do baile Verde, às 15:50: apenas sete guichês estavam abertos durante esse período… A coisa não repercutiu porque o público (de 13.278 pagantes) não foi o suficiente para gerar longas filas, mas a verdade é que a imposição de Belluzzo (que exigiu os 25 guichês abertos para a venda de bilhetes nas datas dos jogos) foi desrespeitada pela BWA novamente – ali, na porta de nossa Casa.

O que o presidente fará a respeito, não sabemos. Mas é certo que cabe à nossa diretoria retaliar essa afronta com o peso devido. Por hora aguardemos, pois esse não é ainda o cerne da questão aqui.

O problema é mais embaixo: o que me coça atrás da orelha é a perpetuação da burrice instalada por Gualtieri e cia, quando aumentaram o valor do ingresso mais em conta para R$30,00; nossa renda, nesse sábado, foi de R$ 370.127,50. Dividida pelo público já registrado acima, chegamos à média de R$27,87 reais por cabeça (levando em conta as meia-entradas, contrabalanceadas com ingressos mais caros como os do Setor Câncer).

Não levou-se em conta, assim como em 2008, o esforço que o Arquibaldo está fazendo para preencher as lacunas do Palestra tanto no Paulista como na Libertadores; não levou-se em consideração, mais uma vez, o bolso desse sofredor que quer acompanhar o Palmeiras a qualquer custo, ainda que seja para ver um time incerto (graças a nosso treinador, não sabemos mais se empurraremos, ao entrar no Jardim, o Palmeiras A ou B).

Agora vamos fazer aqui uma continha básica: se todos os ingressos para o jogo contra o Barueri tivessem seus valores contemplados por uma promoção da diretoria, custando R$15,00, teríamos os seguintes benefícios:

.

1) Um estádio cheio de Palestrinos felizes por poderem ver o Palmeiras em campo sem serem achacados;

2) Uma renda ligeiramente superior, levando-se em conta esse estádio recheado com, digamos, 25.000 torcedores (ao invés de 13.000 em um sábado de sol): renda de R$375.000,00 + time jogando com moral, empurrado pelos seus;

3) Um torcedor satisfeito, pois teria mais condições de comparecer contra o Noroeste e ainda teria tempo para sanar seu bolso – e comprar ingressos para o jogo da volta contra aquele time pequeno que esqueci o nome, lá do Recife.

.

Mas não podemos igualar o preço dos ingressos, tampouco fazer tal promoção, porque:

.

1) Os simpatizantes do Setor Câncer não poderiam se sentir ‘diferenciados’ daqueles que sujam os banheiros, sendo que estes pagariam o mesmo preço que eles pelo ingresso;

2) As filas na bilheteria seriam imensas, pois a BWA continua cagando na cabeça do Palmeiras;

3) Se o Palmeiras não ganha, haja corneta na orelha dos jogadores…

.

Enfim, constato que Gualtieri saiu, mas sua burrice elitista criou raízes lá dentro. É só uma constatação óbvia de como trabalhamos para perder torcida e renda.

A solução não posso apontar: não sou economista…

.

Read Full Post »

..

Lula faz careta ao vestir boné da Mancha. Foto: Wilson Pedrosa/AE

Lula faz careta ao vestir boné da Mancha. Foto: Wilson Pedrosa/AE

 

.

A experiência me mostra que quando a esperança depende de um advogado, a vaca já atolou na lama. Mas temos que confiar na OAB, porque foi a instituição que se colocou contra o cadastramento de torcedores para compra de ingressos, fruto verde da lei assinada sexta-feira pelo Lula. Este, aliás, deveria ir mais ao campo (tentando comprar ingresso da BWA, na fila).

Sou leigo, mas posso intuir parte da objeção dos especialistas: se o objetivo é transformar a mentalidade de um torcedor para que ele “pague e divirta-se” pelo ‘espetáculo’ do futebol, como age qualquer consumidor de lazer, não há porque discriminá-lo, não é mesmo? Nem há justiça nisso.

Ou vão cadastrar aqueles que desejarem comprar ingressos para o Cirque de Soleil? Terão também esses senhores de prestar informações pessoais, tornar público números de documentos?

E quem quiser pagar o preço equivalente a uma numerada coberta no Palestra em noite de final de Libertadores,  só que para assisitir um show do U2 no gramado? Vai ser rastreado, também? Não, né…

Mas eu entendo que num país onde se estabelece um estado democrático de direito, as regras devam ser as mesmas para todos.

Então o tiro saiu pela culatra, e rio desses insanos do país do faz-de-conta, onde todas as leis nascem somente para serem tabeladas pelo corrupto da esquina, aquele funcionariozinho público na outra ponta do fio, sobre quem recai a incumbência de aplicar a nova regulamentação.

Bingo! Fizeram  tanto para discriminar o conceito de torcedor da idéia do cidadão de bem, aplicando-lhe seus próprios parâmetros, que agoram não podem mais separar um do outro.

Mas calma, vamos rir mais uns meses, ainda: não são muito inteligentes os que nos governam, muito menos o são aqueles que nos trazem as informações: muita mentira virá embrulhada em jornal.

 A verdade é que o monstrengo sórdido chamado ‘torcida legal’ jamais passará como está; por sinal, até mesmo a  mensagem subliminar escondida por detrás desse nome-fantasia soa mais como um lapso: parece que querem me dizer que, enquanto a lei não estiver em vigor, somos todos, eu e vocês, torcedores ilegais.

Mas, e depois que a lei cair na mão dos coronéis de porta de estádio?… O que seremos?

..

Read Full Post »

.

Deixo abaixo três textos que vão desagradar muita gente que nos acompanha; depois disso, perdoem-me se não atualizar a página com a frequência costumeira, pois estou com nojo do Palmeiras. E nojo de São Paulo, e nojo de quase tudo.

Pensei bem antes de postar essas reflexões, mas é o seguinte: um blogueiro amador é um abnegado. Gasta horas e dias de sua vida para construir um veículo de informação virtual, e muitas vezes nem ele tem idéia exata da validade e pertinência do que escreve, sob a ótica de quem lê, isso quando os leitores o visitam. Portanto, tanto esforço só pode ter uma jóia de valor: penso que esse é o único espaço do mundo onde posso dizer o que quero, do modo que acredito, sem ser obrigado a me adequar a nenhum juízo moral que não seja o meu próprio. Portanto, lá vai meu ódio destilado – e me perdoem os que se sentirem ofendidos:

.

1) O resultado de hoje era tão óbvio que não me deixou triste: o Palmeiras não merece ser campeão. É verdade, ainda é possível, nesse campeonato equilibradíssimo, onde o líder é medíocre em campo e aqueles que o seguem não fogem da burocracia da bola. Podemos chegar lá. Mas é o seguinte, seria uma injustiça, porque esse time não merece o penta. E explico:

Temos uma torcida maravilhosa, e é só isso que me entristece. Mas essa torcida foi tratada como lixo pelo próprio clube, desde a primeira rodada em que foi mandante. Disseram que não éramos bons o bastante para torcer pelo Palmeiras no Palestra, e tentaram aumentar o ingresso para R$40,00, para ver se gente melhor apareceria no campo. Não deu. Voltaram atrás, mas não muito: ainda sustentamos o ingresso mais caro do Brasil.

Esse ingresso inflacionado tem uma razão de ser, e a razão não é a nova realidade do mercado da bola, onde a bilheteria deve representar importante fonte de renda ao clube. O verdadeiro motivo dessa cobiça nos foi revelado logo após a final do Paulista (onde a diretoria deixou a polícia nos espancar na fila dos ingressos, que sumiram, e ainda dentro do Parque Antarctica, já no segundo tempo da finalíssima): há gente lá dentro, como o Sr. Pica Pau, o sr. Ebem Gualtieri e o Sr. Palaia (alô, Conrado, estou tentando separar o joio do trigo…) que tem uma relação para lá de obscura com a empresa de fachada dos irmãos Balsimelli, como já cansou de mostrar o bravo Barneschi.

Os ingressos adentram a diretoria, somem das bilheteria e reaparecem em massa nas mãos dos cambistas.

Alguns são falsos, confeccionados pela própria BWA, coisa já fartamente comprovada.

O Palestra lotado é sempre uma ilusão de ótica: por mais que o torcedor não encontre ingresso, em todo jogo 1000, 2000 ingressos são “devolvidos”, segundo a lenda de quem desvia a “féria” de domingo.

Se o torcedor associado reclama, conselheiros ameaçam-no de expulsá-lo do clube, como fizeram com o amigo Ademir – que tirou foto e registrou o fato, na final contra a Ponte.

Mas, na hora do jogo, foda-se o Palmeiras. Porque, durante os dias que antecederam alguns embates, nesse torneio, ficou bem claro que havia a intenção de se prejudicar nossa equipe. Ou pelo fato do adversário criticar a arbitragem e botar pressão, ou pelo fato do STJD instalar o terrorismo na cabeça do nosso elenco, ou pelo fato da imprensa querer causar um clima de guerra onde só havia paz. Mesmo assim, essa diretoria passiva viu o Palmeiras ser roubado em casa domingo passado, ser humilhado pela arbitragem em seus domínios, e não reagiu, nem na quarta-feira.

Como uma puta que apanhasse para devolver o dinheiro ao cafetão. Quando ele bate e toma a grana, ela não reclama. Só chora.

Nesse sábado, como já havia nos alertado o 3VV, escalaram o mais caseiro dos caga-regras para conduzir nosso jogo. O cara havia apitado 12 ou 13 jogos: 30 pontos para o mandante e apenas 6 para os visitantes, se não me falha. Três desses pontos como visitante foram para o SPFW, jogando na Bahia, contra aquele time cujo nome não entra nessa página. Jogos do Fluzão? Nenhum: esse foi o primeiro. O cara veio de Brasília para fazer o que fez, com uma missão a cumprir. Porque o Palmeiras pode ter se perdido em campo, bobeado na marcação, mas aquele primeiro gol… Eis o que ocorreu:

Na batida da falta, a bola era do Marcos. Mas apareceu Washington, matador certeiro em jogos decisivos, na frente do Santo, sem marcação alguma; então Marcão novamente teve de agir como zagueiro (fato recorrente no certame), e desviou sua atenção para o atacante, se esquecendo da bola. Já o avante, quando percebeu que não conseguiria desviar a redonda, esticou acintosamente o braço, ludibriando nosso arqueiro, que tentou prever a trajetória da pelota no lance.

Qualquer juíz sério invalidaria a jogada e premiaria o “coração de leão” com um amarelinho. Agora, o fdp é Washington, o Flu, o juizão que tinha um trabalho a cumprir? Não, né… Se por aqui sabíamos o que aconteceria (palmas ao 3VV novamente) e ainda tentamos avisar (como no domingo passado), por que raios aqueles caras que desviam dinheiro do Palestra não perceberam? São burros? Ou estão cagando para o Palmeiras?

Claro, novamente, vamos separar o joio do trigo, porque há ali gente séria, gente de bem: assim me parecem ser Toninho Cecílio, Cipullo, Belluzzo e sua trupe. Só que o problema é mais embaixo: de boa intenção, os times pequenos estão cheios… De covardia, também. Precisamos de um homem lá, cacete! Um cara que levante a voz e intimide a imprensa e os tribunais, como Eurico Miranda fez a vida toda para defender o seu time, estando ele com a razão, ou não. Ele amava seu clube e demonstrava isso, por isso ficou tantos anos no poder sem ser incomodado.

Disse isso outro dia e fui mal compreendido: se é para ver meu time dominado por uma facção comprometida, que não cuida da receita que adentra no clube, melhor seria ter um ditador com o saco roxo, que subverte a ordem vigente para ver o time que ama levantar a taça.

Porque não está resolvendo nada nos fiarmos naqueles cagões de fala mansa e paletó, que se escoram nos aportes de capital (conquistados graças ao patrimônio imenso do Palmeiras) para venderem a imagem de uma administração moderna. São bundões, só isso. Covardes, covardes….

Por esses motivos, e ainda pelo fato de termos uma equipe irregular, inconstante, que não sabe se impor nos momentos decisivos, não merecemos ser campeões brasileiros nesse ano. Se você não se convenceu ainda, analise comigo:

11ª Rodada: Madame 2 x 1 Palmeiras, nem entramos em campo;

13ª Rodada: Goiás 3 x 2 Palmeiras, quando os goianos lutavam contra o descenso;

21ª Rodada: Internacional 4 x 1 Palmeiras, um dos poucos trunfos do Colorado até então;

24ª Rodada: Palmeiras 0 x 3 Ixpót, em casa, depois de tudo que engolimos deles;

31ª Rodada: Fluminense 3 x 0 Palmeiras: nunca vi um campeão com essa campanha.

.

2) Attecchiri era um sobrenome engraçado, motivo de piada para o amigo desde os tempos do primário, como se esse também não levasse um sobrenome hilário, herança de sua terra natal: Abbagliato.

Desde os tempos de colégio, da “era da inocência”, percebiam uma empatia entre si, uma disposição de espírito muito parecida, o desejo de construir a própria saga, de levar a cabo o ideal aprendido nas aulas de História e nos jantares com os avós: Veni, vidi, vici, a inspiração máxima do romano Júlio César.

O problema, no entanto, era sempre o mesmo: na hora de empreenderem seus objetivos, sempre se entrepunha a mesma discordância entre os dois. Attecchiri queria fazer as coisas só do seu jeito, com muita calma e sempre de um modo ortodoxo e pouco amigável. O outro, por sua vez, quando tinha uma idéia, queria vê-la em prática, sem analisar as consequências, custasse o que custasse. Abbagliato não parava muito para pensar: era sempre agora, ou nunca.

Assim, sem conseguirem jamais chegar num acordo, foi questão de tempo até que a vida os afastasse, não sem antes promover uma enorme mágoa no coração dos dois. Logo, um e outro não podiam mais se ver, pois a raiva falava mais alto e as nuvens do céu se acumulavam densas.

Curioso é que seus defeitos serviram de mola propulsora para que crescessem na vida e, enfim, alcançassem o sonho de ser maiores que tudo e todos; fizeram sucesso na vida, ambos, e causaram muita inveja. Abbagliato, lógico, foi quem saiu na frente. Com sua disposição e garra inigualáveis, conquistou um sem-número de admiradores apaixonados, a ponto de poder sempre contar com eles quando um problema se apresentava. Por sua vez, Attecchiri, embora demorasse um pouco mais para chegar onde queria, foi muito mais longe do que sua família poderia sonhar… Fez tudo aos poucos, com o capricho e esmero que lhe era peculiar; inovou a roda do mundo em seu meio de trabalho, sendo pioneiro e perfeito em quase tudo que construiu. Teve sua estrada coberta de louros, e também conquistou a admiração dos seus, que passaram a amá-lo cada vez mais, sentindo um orgulho sem tamanho do filho pródigo.

Mais curioso ainda foi quando ambos finalmente perceberam que os mesmos defeitos que os acompanhavam (e que os impulsionaram na vida) também poderiam ser sua desgraça. Attecchiri pagou caro por seu caráter passivo, sua crença no “deixar levar”, pois quem mais o invejava sempre se aproveitou disso para tentar roubar o que era seu. E Abbagliato, com seu impulso incontrolável e a mania de achar que era maior que o mundo, deixou escapar importantes conquistas em sua vida, por se cobrar mais do que devia.

No entanto, não vamos fugir à história: quis o destino que os dois, na idade adulta, fossem morar no mesmo prédio. Pior do que isso (só podia ser brincadeira de Deus, que não tem mais o que fazer), foram parar no mesmo andar. Vizinhos de porta. E logo na primeira vez em que se reencontraram, o ódio falou mais alto que os antigos sonhos de criança.

A parti daí, passaram a competir um com outro de maneira frenética: ambos queriam voltar para casa ostentando um sucesso maior do que o conquistado pelo rival. Porque, mesmo naquelas cabeças adultas, sobrevivia a lógica do primeiro orgulho: quem obtivesse mais glórias, conquistaria também a razão sobre os argumentos da infância, os mesmos que os separaram irremediavelmente.

Assim competiram por anos a fio, e venciam sempre na vida, motivados por suas crenças. Até que um dia Attecchiri se deu muito mal… Sua complacência e vaidade finalmente cobraram seu preço: o grande italiano perdeu quase tudo que tinha e teve que se mudar dali, para a glória e gozo de Abbagliato, que fez grande quizumba em seu apartamento: enfim havia vencido.

Attecchiri, com poucos recursos, mudou-se para o andar de baixo, em um cômodo apertado, triste e humilhado por ter se deixado empobrecer desse jeito. Mas sobrara ainda seu coração, que era nobre, e seu sangue, que era ruim. Assim, em pouco tempo, ele refez sua vida, sua fortuna, e retornou à sua casa, para a decepção do rival.

E foi quando voltou para seu lar que Attecchiri notou a mudança no antigo amigo: Abbagliato, sem poder saber de sua vida por conta da distância, parara de se empenhar no que sabia fazer melhor: ser grande, ser guerreiro. O italiano lhe fizera falta… Então sorriu de canto de boca, esperando a hora em que o vizinho afundaria, para vibrar também.

Não demorou muito: tendo perdido o tino de sua própria nobreza, Abbagliato meteu-se em negócios escusos, meio sem saber – mas sabendo. Vendeu sua alma e teve sucesso momentâneo, e todos voltaram sua atenção para ele, que fazia festa: estando o rival na porta do lado ou não, ele ainda tinha mais glórias para mostrar.

Só que uma hora “a casa caiu” e a falta de lisura dos empreendimentos em que Abbagliato se metera trouxe os problemas à tona, e a polícia até sua casa. Viu tudo que era seu ser confiscado, mas não se desesperou. Tendo um patrimônio inigualável, a fé cega daqueles que o amavam, calculou que nada de mal lhe aconteceria. Passou ainda algum tempo debochando do vizinho, mesmo em meio à penúria, alardeando ao prédio inteiro que jamais se mudaria: ele não era Attecchiri, e Attecchiri era menor.

Mas, não obstante o choro dos que lutavam por ele, Abbagliato enfim quebrou, e teve que se mudar. Por ironia, aquele apartamento um andar abaixo, baratinho e sem janela, estava novamente vago. E para lá Abbagliato foi, engolindo seu orgulho.

Foi a vez de Attecchiri comemorar e ficar embriagado: – La vendeta!, gritava com toda força que havia em seus pulmões, para que Abbagliato o ouvisse lá embaixo. E teve também seus momentos de glória, a partir dali – enriqueceu mais, a exemplo de Abbagliato quando estava em sua posição.

No entanto, logo Attecchiri sentiu um vazio em seu peito. Por mais sucesso que conquistasse, faltava-lhe alegria, e ele não sabia a causa disso. E logo foi se acomodando ao que já tinha, deixou de lado seu capricho com as coisas, parou de lutar, de defender o que era seu… Às vezes ouvia Abbagliato gritar qualquer coisa lá de baixo e sentia uma pontada que lhe esquentava o tórax, reavivando seu interesse pela vida. Mas, sem saber mais das coisas daquele que odiava, parou de se preocupar em entender o porquê.

Enquanto isso, Abbagliato não se deu por vencido. Sabia que tinha de lutar cegamente pela vida e que, se o fizesse, nada o deteria. Logo na primeira oportunidade, ganhou outra vez grande fortuna e voltou ao lar que deixara. Anunciou a proeza ao rival dando outra grande festa, como era de seu feitio.

O que aconteceu nesse momento é o que torna a história mais interessante: Attechiri não andava feliz consigo, tampouco com o mundo – e se guardava em casa, cultivando seu mau-humor de berço. Pois, justamente naquela hora, Abbagliato decidiu comemorar seu retorno, abrindo as portas de seu antigo lar para os milhões de amigos, fazendo um estardalhaço que não permitia ao rival ruminar sua enorme tristeza.

A música era um atentado aos ouvidos de Attechiri, que ainda achava as visitas de mau gosto e o barulho muito alto. Nesse dia ruim, disse: – “Chega!“, e irrompeu pelo corredor do prédio, pronto a soltar todos os impropérios que conhecia nas orelhas daquele cazzo’n culo. Foi quando a roda completou seu giro…

Quando enfim deu de cara com o rival, disposto ao enfrentamento, percebeu que o antigo amigo o olhava de outro jeito, com um misto de estranheza e revelação. E com Attechiri sucedeu-se o mesmo: viu no olhar do vizinho uma dor perene e o peso dos anos. Sem que se dessem conta, aquela empatia da infância reavivara sua chama, e os dois relembraram em silêncio os velhos dramas.

Houve um tempo em que não eram inimigos, e seus ideais eram parecidos.

Houve um tempo em que os dois eram cientes de sua grandeza – e se uniram muitas vezes, no passado, contra aquela gente vazia e sem alma, sem talento e sem amor, que os invejava e os tentou derrubar tantas vezes.

Houve um tempo em que o inimigo era comum, e o que havia entre os dois era só orgulho e dignidade, e isso os fez ganhar o mundo. Tudo isso compreenderam ao mesmo instante e, embora calados, um pressentiu no outro aquele brilho no olhar:

Estamos juntos outra vez, unidos pelo antagonismo que nos criou. Como preciso de você…

.

.

.

Então Abbagliato perguntou, de queixo erguido, em tom de ameaça:

– O que é que você quer aqui?

No que o outro respondeu, antes de se virar e ir embora:

– Só vim dizer que sua festa está uma merda.

.

3) Tentei o quanto pude deixar minhas convicções políticas longe dessa página. Mas, como não consegui mesmo, agora vou chutar o balde:

Admito que um alienado, daqueles que adoram dizer “político é tudo igual”, vote no Kaxab. Afinal, quem não tem personalidade é levado pela corrente, é uma lei mundana. Agora, o sujeito que se interessa minimamente pelos assuntos da cidade em que vive, que assisitu algum dos debates, vir me dizer que vai votar na Arena?!

Então repito o que já disse em outros fóruns de discussão: São Paulo é a contramão do Brasil. É a marcha-ré do Brasil… 80% do povo dessa nação acham o governo petista bom ou ótimo mas, por aqui, o ranço dos quatrocentões infecta a classe média, que elege um ratinho de Maluf, um candidato do PFL, mesmo sabendo que a Marta é melhor. E o faz por dois motivos bem simples.

Primeiro: A elite de São Paulo é o cancro desse país. Para ficar claro: a elite de São Paulo é o cancro desse país. Se alguém pulou a linha: a elite de São Paulo é o cancro desse país. Sempre que um governo democrata, com visão social, governa essa cidade, eles se enervam e votam baseados no ódio que nutrem pela sua própria gente.

E São Paulo desconhece o Brasil. Eles têm raiva de Marta, porque ela deu condições dignas de vida para gente desprovida de tudo, e isso ameaça a classe-mediazinha de saco rendido e mesquinha. O cara não tem um projeto de governo, e quem vota nele sabe disso. Como votou no Pitta e no Maluf sabendo disso. Gente podre, gente nojenta e desprezível. É em meio a esse povo que vivo. Vão eleger um coronelzinho só pelo prazer de verem os pobres se ferrarem, mesmo que se fodam juntos. Gente pequena e imbecil…

Segundo: Eu prefiro uma puta assumida que solta um “relaxa e goza” para a classezinha que viaja de avião, do que uma bicha enrustida que chama o povo de vagabundo diante das câmeras. E qualquer pessoa sensata prefere também. Escolher o Kaxab entre os dois é assinar uma confissão de impotência e dizer bem alto: “Sou um cuzão conservador que tem medo de mulher”.

Não é à toa que republicanos e pastores dão o cu escondidos.

.

Read Full Post »

.

* Os juízes do STJD já absolveram Diego Souza, indo de acordo com a interpretação do árbitro da partida, que não viu “ato hostil” por parte do jogador; entenderam os magistrados, da mesma forma, que Lenny não cometeu “ato violento” após sua expulsão contra o Cruzeiro. Então, por que esse leonorzinho de gaveta, disfarçado de promotor, não vai procurar alguma coisa mais digna para fazer? A quem ele quer agradar?

É, sim, o caso de se perguntar, uma vez que sua arrogância deve causar mal-estar dentro do próprio Tribunal. Não há cabimento em discordar da decisão dos juízes a todo momento, como se soubesse mais do que o rei, somente porque quer abanar o rabinho e ganhar um biscoito canino na porta dos fundos da Boutique. Nojento, isso.


*
Está tudo verde pelos lados do Palestra Itália, mas uma coisa é verdade: o jogo contra o Figueirense tem “peso 2” para as contas do Palmeiras, se considerarmos os próximos jogos de nossos adversários mais diretos:

o Grêmio enfrenta o Santos em pleno Olímpico. Se o limitado time gaúcho é poderoso em seus domínios, o Santos tem mostrado um desempenho pífio longe da Vila;

o Cruzeiro pega o Ipatinga em casa… Sem comentários.

o Flamengo não deve ter grandes problemas para vencer no Rio o medíocre Atlético MG (que joga ainda sem Marques, expulso contra o Verdão).

a Rainha do Posto 5 pega o Náutico no Privadão: adversário mais covarde quando joga fora, não há.

E o Verdão é o único que viaja, com a obrigação de vencer. Lembremos do 1º turno e entremos mordidos em campo: esse time já nos levou 2 preciosos pontos de dentro do Palestra – é hora de ir até lá, na casa deles, pegá-los de volta. E faremos isso, não tenho dúvida!

* E a BWA, hein? Eu não tenho a menor competência para fazer julgamento sobre a qualidade do sistema que será implantado em convênio com a Caixa, mas:

o que a gente sabe é que é uma empresa de fachada, tocada por bandidos.

O que a gente já descobriu é que trata-se de uma firma criminosa, que confecciona ingressos falsos e contrabandeia os verdadeiros para os cambistas; e essa máfia agora ainda quer nos cobrar R$15,00 (além dos R$ 30,00 da arquibancada) para adquirir um “cartão de ingressos” e que, a cada compra de bilhetes, ainda teremos que pagar R$2,50 por uma “taxa de administração”. É brincadeira dessa corja…

Não nos esqueçamos que o grande avalista da BWA, Marco Polo del Nero, foi quem patrocinou o lançamento do mais novo estelionato de sua empresa amiguinha…


* Atenção: tremei, Palestrinos! Deu no site oficial de Madame: Muricy afirma que SPFW “encaixou de novo“.

Imagens do último e empolgado treino não deixam dúvidas quanto às palavras do treinador:

Percebam também que agora está explicado o cheiro de gás que aflige o vestiário leonor.

Mas vamos pegar leeeve… Afinal de contas, Muricy tem razão: após a vitória sobre o todo-poderoso Ipatinga, o Village Team cresceu: passou do 5º lugar para a 5ª colocação da tabela – e pela 5ª vez consecutiva.

PROMOÇÃO DO BOLÃO DO SAVÓIA
No primeiro turno, demos 2,4 pontos extras para quem conseguiu enviar uma matéria comprovando o rebaixamento de Madame no Paulista de 1990. Dessa vez, o incentivo é maior para o jogo do enterro leonor: você tem até dia 17 de outubro para mandar para nosso mail (cruzdesavoia@gmail.com) um texto de pelo menos 10 linhas contando qual jogo Madame ganhou na mão grande e do qual você nunca se esqueceu.

Não precisa ser um jogo contra o Palmeiras, mas

NÃO VALE citar qualquer dos jogos que já tenham sido publicados na série “Souvenirs de Madame”, senão fica fácil. Mas podem escolher algum jogo ganho por Ela em uma manobra de bastidores somente, coisa farta na Boutique, desde que o fato seja bem descrito no texto do apostador.

Atenção, amici: todos tem 11 dias para garantir nada menos do que 43,2 pontos extras na tabela do bolão!!! É isso mesmo:

43,2 pontos extras,


sendo cada ponto uma homenagem a cada milhão que o time da ditadura deve atualmente ao INSS.

Reforçando: mandem via e-mail somente! É só lembrar de algum roubo incontestável e descrevê-lo em 10 linhas (qual campeonato, contra qual time, como foi o assalto, etc…): depois é ir para o Palestra dar aquelas boas vindas ao nosso inimigo…

Voltaremos após o almoço em outra edição para lá de ordinária, amici! Abraços Verdes!

.

Read Full Post »

Este conteúdo está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo:

Read Full Post »

.
Aviso: esse é um post não muito educado no seu linguajar.

Porque essa diretoria que está aí:

1) É conformista e omissa: Não pressionou a Polícia Civil, seja através de advogados ou da imprensa, a se posicionar claramente quanto ao episódio do gás: até hoje não se sabe que tipo de “gás” teria sido usado no vestiário. Sim, usado no vestiário – pois a única coisa que a perícia provou foi que o gás não poderia ter vindo de fora. O Palmeiras alardeou a notícia? Constestou a punição do TJD que nos impôs multa de R$ 10.000,00 e perda de um jogo? Não. Quem cala, consente.

2) É promíscua e corrupta: O Sr. Pica-Pau, aquele diretor que repassava ingressos aos cambistas, segundo apuração interna, foi expulso dos quadros do clube? Não. O sr. Della Monica, aquele que se perpetua no Palmeiras – primeiro como lambe-botas do Turco maldito, a quem traiu pra se eleger presidente, agora como lamber-saco do Turco maldito, para ver se consegue o poder vitalício, tomou alguma atitude em defesa do Palmeiras nesse episódio? Rompeu com a BWA, melhorou a vida do seu torcedor – ou apenas fez majorar os preços dos ingressos – o mais caro do Brasil?

3) É covarde e passiva: Diego Souza pode ser suspenso por um jornalista, Kléber volta ao STJD por ação já julgada, onde foi absolvido. E esses que aí estão assistem tudo calados, sem se manifestarem. Esses que estão aí fazem novamente um “mea culpa” para a imprensa paga, no Boletim de hoje, afirmando que farão uma “sindicância interna” para apurar qual diretor sabia sobre a autoria do gás (e afirmando assim, implicitamente, que acredita que ele foi lançado pela nossa torcida).

4) Não gosta de sua torcida: tentou abertamente elitizar o público antes do Brasileiro, dizendo que era chegada a hora de “ter uma torcida mais qualificada” frequentando o Palestra; deixou o torcedor apanhar feito cachorro na hora da compra de ingressos para a final do Paulista, porque havia entregue os ingressos disponíveis aos cambistas de Seu Gualtieri; assistiu, passivamente, nossa torcida ser espancada dentro de sua casa na final do Paulista, enquanto o Promotor são-paulino, pisando no nosso símbolo, olhava contente para a Mancha Verde.

*
Houve um tempo em que o Palestra Itália tinha homens na sua diretoria. Chegou a se retirar de um campeonato porque cansou de ser roubado. À época éramos recém-nascidos e isso não abalou as estruturas de ninguém, mas hoje…

Eu queria ver o que aconteceria se tivéssemos um presidente de verdade, que viesse a público e dissesse: “Vocês estão prejudicando o Palmeiras de todas as formas: usam a imprensa, o Ministério Público e seus procuradores do STJD para tentar frear nosso rumo à liderança, portanto o Palmeiras, que não pode compactuar com essa atitude espúria, que é marcado por uma história limpa e de perseguição, está se retirando do certame”.

Tal atitude, hoje, quando somos gigantes, pararia o campeonato, geraria um quiprocó sem tamanho na imprensa, fomentaria manchetes internacionais ( pense em 2014) e geraria uma crise sem precedentes na CBF e no clube dos 13. Aí, alguém sério teria de aparecer para reestabelecer os rumos da condução do futebol nesse país. Mas não temos um Vicente Matheus, um Fábio Koff, um Euricão em seus áureos tempos. Temos um merda que borra as calças e se apega à cadeira de presidente por vaidade. E só. Estamos sozinhos, amici, enquanto Ali-Babá e os 40 ladrões sitiaram nosso amado clube. Se Diego Souza e Kléber forem punidos, esses bostas não farão nada – como não fizeram quando o Palestra foi punido pelo episódio do gás-sem-provas.

Só mais uma perguntinha para essa corja de imbecis: quando será o lançamento da pedra fundamental da Arena?

.

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: