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privadao

Privadão em construção - demorou mais de 10 anos para que que o SPFW conseguisse, através de Laudo, desviar cimento e areia suficientes da cidade para erguer esse lixo em terreno ermo, roubado por Adhemar do povo paulistano. Como afirma o atual presidente da Boutique, "foi uma grande obra do poder público"

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Está na nota oficial do comitê São Paulo 2014: Kaxab vai dar uma ajudinha, que já tem nome e sobrenome:

Obra viária Perimetral Sul: construção da nova avenida, que ligará a Ponte João Dias e o Estádio do Morumbi passando por Paraisópolis, contará com projetos de reurbanização de favelas, remoção de famílias em áreas de risco e canalização de córregos. O investimento previstos no orçamento atá 2013, será de U$ 25 milhões já garantidos pela PMSP.”
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Ou seja, mais dinheiro meu e seu para dar de esmola ao sub-time que representa o resquício da ditadura militar desse estado.

Remoção de famílias? Não foi o suficiente apropriar-se de um espaço público através de uma “doação de terreno”, cuja contrapartida social – um parque infantil para os moradores e um estacionamento – nunca foi cumprida por essa corja de canalhas?

Canalização de córregos? Qual? Seria o mesmo córrego em que esses cervídeos jogam merda todo dia ilegalmente, para o deleite dos mesmos habitantes que eles querem remover? 

Então tá bom. Se é para a prefeitura fazer o que essa gangue não foi capaz de fazer até hoje – e ainda bancar um anti-estádio para a Copa-2014 – proponho que começemos uma campanha pela desapropriação do Morumbi.

Quem deu a idéia foi o amigo Fábio Gaion. E achei muito justa. Porque aquele monumento à corrupção e à ditadura já consumiu muito, mas muito dinheiro público.

E agora precisa de mais: para construir uma avenida (outra?), para canalizar um córrego no qual o São Paulo despeja esgoto ilegalmente, para levar até aquela parte putrefata da cidade transporte coletivo decente. Ou seja: é chegada a hora da prefeitura exigir a desapropriação daquele espaço, recuperar todo investimento ilegal, como faria com qualquer terreno irregular onde há tantas provas de desvio da coisa pública.

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Bebum

Gardenal tenta explicar aos inspetores da FIFA o porquê dos inúmeros pontos cegos na sede do Nazi Club

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Ah, mas peraí. Elegeram um coronelzinho da Arena, então esquece. Porque, como sempre acontece quando essa corja se monta no poder, o time “diferenciado” se aproveita para roubar mais um pouco dos trouxas, que somos nós.

Vamos jogar mais moedinhas para os netos de Porfírio da Paz, esses mulambentos sem história, sem caráter e sem alma.

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1) O Parmera:

Em 1947, era dado como certo o primeiro tricampeonato da triste história leonoresca. Seria o terceiro título paulista em três anos, mas o Verdão entrou em campo para rasgar as vestes da meretriz, aplicando-lhe um 4 x 3 e desmanchando seus sonhos.

Campeã paulista de 48 e 49, Madame chegava ao ano santo de 1950 novamente embalada e favorita ao título; mas teria de enfrentar e bater os Homens de Verde para conquistar a glória inédita do tricampeonato, e aí não deu… Em uma partida no Pacaembu que entrou para a História como “o Jogo da Lama” (devido à emoção da peleja e à forte chuva que esmerdeou o gramado, não graças a mais uma falcatrua do emo-clube), o Alviverde conquistaria seu segundo título do ano (conquistaria mais três, fechando as Cinco Coroas do ano santo).

Já na década de 70, Madame fez tudo direitinho: tinha um ditador de presidente, árbitros que eram coniventes com o poder público, por bem ou por mal, e ainda conseguiu transferir todos seus jogos importantes para o Privadão, que fica ali na chácara da esposa de Adhemar de Barros. E assim sagrou-se bicampeã paulista, nos anos de 70 e 71. E, em 1972, o clube bem-amado fazia uma campanha impecável, e chegou ao final do certame invicto: agora vinha o tri?

Bom, acontece que participava daquela disputa uma certa Academia, que estava tinindo, e que havia anotado uma campanha ainda mais irretocável. Na hora do “vamo vê”, sobraram os dois, invictos, e os Homens de Verde jogavam pelo empate. E foi com um clássico 0 x 0 que o Palestra novamente frearia os anseios da grande cortesã, sagrando-se campeão paulista.

Pulamos para a década de 90 quando, sob a liderança de um bonequinho de marquetíngue que vendia Danete, Madame obteve êxito em 91 e 92, abocanhando mais um bi Paulista. 1993 chegava com a promessa de levar para o Jd. Leonor a primeira honra de um tricampeonato. Nesse ano, porém, as meninas sucumbiriam diante do nosso rival nas semi-finais. Mas, por um capricho histórico, no ano onde novamente o tri não viria, o Palmeiras se sagraria campeão.

Quatro vezes. No cu dela.

Aí vieram as obsessões que a nossa geração já conhece: Madame bate o pé e afirma ser tricampeã mundial, mesmo a Fifa desautorizando, mesmo que ela compute nessa soma dois jogos na neve do Japão, às 9:00 da manhã, contra times mistos da Europa em pré-temporada. Em um deles, ganhou contra o Milan, que nem campeão europeu havia sido – estava lá somente para tapar o buraco do Olympique, pois o time francês acabara de ser banido de competições internacionais justamente por se comportar nos bastidores de uma maneira à la SPFW.

Ganharam, sim, três Leonores de América. Mas não foi na sequência e foi daquele jeitinho que já nos cansamos de mostrar, eliminando à fórceps seus concorrentes indesejáveis, como o Palestra, mais recentemente, por exemplo. Um torneio que nunca mereceu destaque algum na grande mídia, até que o mais querido conquistasse o primeiro triunfo.

Porque aqui, entre os nossos, onde o futebol é escrito com F maiúsculo e onde todos desprezam essa corja imunda, não conseguiram nenhum tri, não: sempre apareceu o Palestra Itália para restabelecer a ordem das coisas, sempre que foi necessário.

Por isso fiquei feliz domingo à noite, quando olhei a tabela. Agora sei que seremos campeões.

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2) A Putana:

*Se você passou hoje pelo blogue no Palhaço Juquinha, já deve ter visto essa: o chupa-ovo deixou um post maldoso ali, tirando sarro da condição etílica de Rubens Barrichello na festa que sucedeu aquela veadagem de F1. Sim, o P.J., o mesmo garoto de recados que teve de ligar para o resgate e precaver os paramédicos para que comparecessem com litros de glicose à sede da ESPN, após entrevista com J.J. Scotch Whiskey. Mas, sobre isso, você não vai ler uma linha lá.

*Palavras de José Roberto Wright, que, não por acaso, faz um biquinho nas páginas do Boletim de Madame: “Não acho que haja dolo ou complô por parte da Comissão Nacional de Arbitragem ou dos mesmos. A maior besteira que escuto seguidamente é que os apitadores querem ajudar os clubes de São Paulo. Quanta bobagem!

Também acho, Wright. Afinal, o único time de sampa na disputa é o Verdão, que tem sido seguidamente prejudicado. Santos e Lusa estão se afogando, o rivale nem está entre nós e aquele time genérico (por todo canto do mundo há um time de elite, que joga sujo e que todos rejeitam) poderia ter surgido em qualquer lugar onde as liberdades individuais de um povo fossem suprimidas.

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3) O cabeçudinho:

É tanta falta de cultura que nem sei se vale a pena responder a esse parasita sem talento. Diria que o comentário da leitora Mi é mais que suficiente para reduzir à insignificância o caráter do filho do camelô midiático. Mas vou deixar aqui pequenas considerações; assim, da próxima vez que ele for tentar ser mal-educado com um torcedor que lhe apresenta argumentos, pelo menos não vai passar o vexame de se mostrar um ignorante que só está onde está porque o papai tem dinheiro.

* Em primeiro lugar, se fosse realmente preciso, pegaríamos em armas, sim. Nossos antepassados fizeram isso para defender os constitucionalistas de 32, pelo simples fato de que queriam ser vistos como brasileiros, queriam ser aceitos pelo próprio povo… Entre outras coisas, não queriam ver um verme sem cultura e sem história como você vir vomitar esse tipo de merda 80 anos depois.

* Outra coisa, orlandinho: a Academia foi prejudicada, e muito. O time da ditadura militar, aquele para o qual papai te ensinou a torcer porque “é uma grande moleza”, garfou o título de 71 quando o sr. Armando Marques anulou gol legítimo de Leivinha, com medo do governador biônico que estava sentado no banco de reservas e era presidente da Boutique. Nem isso você sabe, marginal…

Vai estudar, vagabundo!

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* Bom dia, Palestra! Após quase 2 meses de molho, este blogueiro sairá de casa hoje para realizar um freela, porque dinheiro não cai do céu… Não estranhem, portanto, a ausência de postagens durante o decorrer do dia. A noite voltaremos com tudo, antes ou depois de desancarmos o Àncash…

* Sobre o título do post: a coisa anda mais estranha e imoral do que de costume pelas redações da imprença. Quem acha que não, visite o Blog do meu Saco e tire suas conclusões.

* Quando falávamos aqui por esses blogs verdes, há alguns meses atrás, de uma “agenda” coordenada pela imprença para inflar a candidatura do Morumbi-2014, não estávamos exagerando. Sei, vão dizer que é paranóia, afinal de contas o estádio já estava escolhido e nós é quem estamos forçando a barra. Mas a verdade não é bem assim, analise:

a) A diretoria leonor tratou de procurar todos os principais candidatos a prefeito para ver se garante alguma verba pública ou obra viária que beneficie seu ponto diretamente, porque sabe que o estádio tem uma infra-estrutura deficitária no que tange satisfazer os padrões da FIFA para poder receber um jogo de Copa; seja por conta da falta de conforto do estádio, pela falta de transporte público para se chegar ali ou ainda pela ausência total de lugares para os torcedores estacionarem seus automóveis com segurança.

b) Os agentes FIFA já vieram a público declarar que o estádio é obsoleto e que não há garantias de que a “disputa” já acabou, ou que nem tenha começado, como querem os jornais.

c) O SPFW teve negado o apoio do único poder público vigente no estado, o do governador, e agora não tem espaço (ou verba) para construir o estacionamento que lhe falta, exigência da qual a entidade máxima do futebol não abrirá mão.

d) Há a expectativa, mais do que concreta, de que haverá ao menos um estádio de 1º mundo pronto em SP, antes mesmo que os leonores consigam angariar recursos suficientes para reconstruir aquele paquiderme.

Voltando à paranóia: ainda que ela exista, ainda que seja um exagero nosso acreditar que há uma campanha da mídia que favoreça a candidatura de seu querido time, leia comigo essa matéria do UOL, publicada ontem (obrigado ao Sandro, caro leitor que nos alerta para o texto):

Com Morumbi “86% pronto”, São Paulo rechaça briga por abertura

Guilherme Costa
No Rio de Janeiro

“Nem o projeto de uma reforma completa no estádio Mané Garrincha, nem a força política de Belo Horizonte. Baseada na importância que a cidade possui nos contextos político e econômico, além de uma necessidade pequena de intervenções no Morumbi, a delegação de São Paulo rechaça uma briga pelo direito de sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil.
‘Nós não conseguimos imaginar que a abertura não seja em São Paulo. Trata-se de uma cidade do mundo, com uma repercussão internacional muito importante. A estrutura esportiva não está bem no Brasil inteiro, mas a Copa provocará uma ventania e mudará muitas coisas. E quanto a isso, nós partimos de um ponto interessante’, analisou Walter Feldman, secretário de Esportes, Lazer e Recreação da capital paulista.’ “

Bom, que Walter Feldman bate cartão na Boutique a gente já sabe – ele tem aparecido bastante nesses últimos dias com declarações pró-SPFW, disfarçadas sempre de declarações pró-São Paulo (o estado). Mas note duas coisas aí: a matéria sai na mesma semana em que a FIFA abriu os olhos para Brasília e Belo Horizonte como possíveis sedes de abertura da Copa do Mundo, em detrimento ao nosso estado, seja por conta da estrutura dos estádios ou da força política exercida por essas capitais. E mais, o texto quer deixar claro que somente o Morumbi pode sediar jogos da Copa no estado (não se trata mais aqui da abertura), pois necessita apenas de “pequenas intervenções” (não precisa ser erguido, não é isso?…)

É o que me confunde… porque aquele clube vendeu à sua torcida um projeto de R$ 200.000.000 de reais, no mínimo, que vocês podem ver aqui. E depois de verem, digam-me se o estádio já está 86% (que número é esse?) pronto, como prega o assessor de imprensa e resquício de arquiteto, o sr. Rui Ohtake. Mas não vamos julgar o repórter antes de terminar a matéria, não é mesmo? Afinal de contas, só transcrevi até aqui a introdução, com declarações de apenas uma das partes interessadas; mas agora deve vir a apuração dessas afirmativas, o trabalho investigativo e a consequente análise crítica de quem escreve o texto. Caso contrário não seria matéria de jornal, seria release de assessoria de imprensa… Vamos lá:

Belo Horizonte, Brasília e São Paulo travam uma disputa política pelo direito de sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014. Diferentemente de seus concorrentes, a capital paulista não fala em obras contundentes no Morumbi, estádio escolhido para sua candidatura. Em vez disso, prefere enaltecer o atual momento do local.

‘Fizemos uma análise sobre como o Morumbi está e como precisa ficar. Para cumprirmos o caderno de encargos da Fifa, estamos com 86% dos itens prontos. Os 14% que faltam são referentes a setores de imprensa, setores VIPs e algumas adequações no interior’, argumentou Ruy Ohtake, arquiteto responsável pelo projeto de mudanças no estádio paulistano. A obra no Morumbi será realizada paulatinamente, sem a necessidade de fechamento do estádio. O custo do projeto ainda não foi anunciado oficialmente, mas especula-se que o estádio consuma entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões da iniciativa privada.

‘Tanto o [governador José] Serra quanto o [prefeito Gilberto] Kassab vetaram qualquer tipo de dispêndio de verbas públicas com a reforma do Morumbi. Trata-se de um estádio privado, e o São Paulo vai conseguir dinheiro para adequá-lo a partir de parcerias com a iniciativa privada. Temos convicção de que o local estará pronto e ajustado a todas as coisas que a Fifa pedir para a Copa do Mundo’, ponderou Feldman.

Além dos pontos que integram o caderno de encargos da Fifa, o São Paulo planeja uma cobertura para as arquibancadas do Morumbi. Uma estrutura metálica será instalada na parte externa do estádio, e sustentará um tecido que impedirá a passagem do sol, mas não da claridade. ‘Nem havia a necessidade de se fazer isso, mas a diretoria do São Paulo achou importante para modernizar o estádio. Montaremos toda a estrutura fora dali, e faremos apenas a instalação no Morumbi. A obra vai ser feita entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, quando o estádio estiver fechado para as férias’, explicou Ohtake.”

Quem não teve ânimo para ler por inteiro, não se preocupe: ninguém tem. Quando você pega algum folheto distribuido na rua, ou um folder na sua caixa de correio, ressaltando tão somente as qualidades de uma empresa – você lê tudo aquilo, ou já prevê no primeiro parágrafo que o texto será “uma maravilha” até o final, portanto vai gastar seu tempo com outros afazeres?

Bem, a menos que você precise do serviço que estão tentando te vender, a segunda opção será a mais lógica. De novo:

a) Repare que a disputa é tão somente “política” segundo o UOL, precaução adotada pelo veículo para que não se fomente contestações sobre as verdadeiras condições estruturais que o estádio apresenta; ao contrário, vamos “enaltecer o atual momento do local”, seja lá o que isso que dizer…

b) O que seriam “algumas adequações no interior“, ninguém sabe, pois ninguém perguntou ao arquiteto. Pode ser um banheiro aqui, outro ali – como pode ser a reforma geral de todos os anéis, visando a diminuição de inúmeros pontos cegos que o Morumbi apresenta, ou visando ainda minimizar a falta de conforto daquele centro de entretenimento. E há uma diferença enorme (financeiramente, inclusive) entre uma coisa e outra…

c) O texto grifa o falso orgulho leonor de que “aquilo é um estádio privado e receberá dinheiro privado” – mas não atenta para a frase de Feldman, que se trai, dizendo: “Tanto Serra quanto Kassab vetaram qualquer tipo de dispêndio de verbas públicas com a reforma do Morumbi. Ora, jornalista… se vetaram, vetaram um pedido. Porque eles pediram. E queriam mesmo é dinheiro do governo, mas parece que isso não é digno de nota…

d) Ninguém perguntou para Ruy Ohtake, ou para o secretário (ou para algum diretor) de onde virá tanto dinheiro: não há contestação – o SPFW disse que vai conseguir, e ponto. Nem o eufemismo para a falta de verbas que aflige a elite da Zona Sul, a tal da “obra que será realizada paulatinamente”, suscitou desconfiança no repórter ou no editor. Pelo contrário, alguém afirmou isso ao escriba, com essas palavras, e ele transcreveu.

e) Finalmente, o mais grave: só o São Paulo fala na matéria… lendo-a, você só encontrará os dados que o clube quer passar, o orçamento e o prazo nos quais o clube quer fazer acreditar seu torcedor, somente a imagem de lisura institucional e controle da situação que o clube quer vender…

Nada ou ninguém para fazer um contraponto. Assim não dá! Todo santo dia ter que começar assim: fica difícil falar de futebol por aqui, não fica? Porque não é coisa esporádica, é uma dessa por hora na imprença e todos os veículos se transmutaram numa assessoria voraz dessa turma.

Adoraria pensar só no Verdão, que encara hoje o Àncash e está na ponta do Brasileiro – mas seria negligência com quem nos visita deixar passar isso em branco. Não é questão de perseguir ninguém ou se fazer de vítima. Apenas queria poder comprar um jornal e ver uma matéria decente tratando de futebol, mas em São Paulo (ou no RJ, caso desse texto), parece coisa impossível.

A noite retomaremos essa (ou outra) conversa. Abraços, amici!

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Painel CZ – 22 de setembro de 2008
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Painel Cruz de Savóia

TESTA DI CAZZO
(interino e obediente) –
cruzdesavoia@gmail.com



CONTA ATRASADA

O time da marginal sem número continua sem pagar suas contas. Achamos um pelo em ovo aí, coisa de R$600.000 reais para um agente que trouxe Saci e Eduardo Ramos. É pouco, mas suficiente para continuar fomentando a crise dos adversários, enquanto ninguém se lembra que nosso clube é o maior caloteiro da capital quando se trata de dívidas: a Previdência que o diga.

DESILUSÃO. “O futebol é cheio de invejosos”, disse o vice do timinho, que largará o osso ao final do ano. Pode até vir trabalhar com a gente e passar para o outro lado, o daqueles que invejam.

MUDANÇA. “Estão grampeando até meu telefone”, disse um corintiano (que deve mesmo ter a vida vasculhada de todas as maneiras.)

MULTIUSO. Nós, por outro lado, estamos festejando (e esperando ansiosos) pelos shows de Madonna no Morumbi: vai dar para levantar uma grana e, quem sabe, reconstruir nosso estádio a tempo, antes que aqueles malas da FIFA venham dar outra olhada aqui.

CONCORRÊNCIA. J.J. Scotch Whiskey afirma que a Visa e a TF4 terão que brigar por um setor “premium” no nosso estádio. Afinal, trata-se de um estádio diferenciado, não é o Parque Antárctica ou a Vila. E o presidente não precisa fechar com o primeiro que aparece.

SUCESSÃO. Deve-se dizer que todos tentam tirar uma casquinha da possível próxima prefeita, porque todo mundo quer apoio do poder público – não é só coisa do time da Barra Funda e seu Governador.

DOIS LADOS. É sempre bom lembrar: Marco Aurélio Cunha é candidato a vereador! Seu partido é o DEM. O nosso também!

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Colaboraram Consulente di Turno e Paggio Dedicato


Dividida

O problema da Fazendinha é que ela não tem número. Está escrito Marginal Tietê, sem número.
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De Rui Ohtake, arquiteto sem talento, que vive do nome da família e anda fazendo bico na Boutique d’Madame.

Clique aqui para ler o outro painel de hoje (para assinantes).

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Painel CZ – 21 de setembro de 2008
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Painel Cruz de Savóia

TESTA DI CAZZO
(interino e obediente) –
cruzdesavoia@gmail.com

Argumento forte

Esse ano certamente não é o ano daquele que se dedica a ser diferenciado. Escândalos, apego ao poder e baixaria parecem ter sido a receita do sucesso no Brasil. Aqui sabemos que o clube querido não leva nada esse ano, nenhum título. Por isso a insistência em rechear as colunas de notas terroristas contra o resto da patota de baixo, assim não precisamos encarar os fatos. Vai que aparece alguém querendo falar sério e estaríamos aqui a analisar as reais condições financeiras do nosso clube para poder reconstruir nosso longínquo estádio, antes do metrô chegar lá trazendo os inspetores da FIFA.; agindo dessa forma, não temos que comentar as contratações a baixo custo, frustradas ao longo do ano, para que ninguém venha a deduzir que o caixa da Boutique anda baixo faz tempo. E ainda sobra espaço para anunciar que o presidente do nosso clube inaugurou um bar.

(…)

Esquisito. Cartolas são-paulinos dizem que se sentem novamente incomodados por aquele cheiro estranho… Pois como seria possível os mesmos inspetores que ficaram im-pres-sio-na-dos com as instalações do Morumbi, virem agora dizer que o estádio está ultrapassado?

Apoio. A diretoria do São Paulo tratou logo de partir a criança ao meio para não perdê-la por completo. Manifestou, como sempre fez, seu apoio ao Palmeiras e à sua Arena para sediar jogos da Copa-14. E ao invés de desdenhar a determinação da FIFA em só aceitar uma sede por estado, os cartolas leonores hoje já argumentam:

Madame Conhece bem Paris e diz que tudo é possível!

Sacolão. A diretoria rival, por sua vez, continua se engalfinhando em seu balaio de gatos e tentando se perpetuar no poder, como se aquilo fosse uma quitanda, um mercadão… Coisa de quem não tem um bar alegre, nem nunca vai inaugurar uma lojinha frufru.

Dividida
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“O Rui Ohtake vive do nome da família. Ele fez o projeto ‘kamikase’, que é repleto de efeitos especiais e poderia concorrer ao Oscar”
de Antônio Roque Citadini, que conhece bem a história de Madame – e vira e mexe volta para nos perturbar.

Clique aqui para ler o outro painel de ontem (para assinantes).


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PERDENDO O PUDOR


Aparte qualquer análise mais profunda sobre partidos e ideologias políticas: já repararam, amici, como se comporta a Folha de São Paulo em ano de eleição? Antes que qualquer caldo entorne, eles jogam aquela “pluralidade” para o alto e passam a agir ao estilo panfletário, custe o que custar, mas sem assumir publicamente uma posição política (o que lhe traria legitimidade) como fazem os jornais americanos.

No carderno Esportes ocorre o mesmo. Basta o time querido não brigar pelo título, não estar nem entre os 4 primeiros, que mandam aos quintos as falácias da “imparcialidade jornalística” e do “jornalista esportivo não tem time”. O caderno às vezes se assemelha ao release entregue por uma assessoria amiguinha e reproduzido em formato de jornal.

Vira um “tablóide chapa branca”.

Especialmente neste domingo a edição impressa estava particularmente cruel com o Palestra, e devo aqui reproduzir alguma coisa – seja para a análise de quem não leu, seja para justificar minha tese. Começa com PVC e sua coluna entitulada “A visão do fracasso”; o colunista pretende escrever sobre um fato que julga inédito, que é a diretoria do SPFW ter de se deparar com os próprios erros de planejamento e a falta de títulos no ano. Mas olha o que sai:


“(…) O São Paulo não terminou sua participação no Brasileiro, ainda sonha com o tri, mas já começa a refletir sobre seus fiascos. Nos pontos corridos, sucesso e fracasso viraram conceitos relativos. Para Botafogo, Flamengo, Cruzeiro e até para o Palmeiras, a vaga na Libertadores é sinal de sucesso. Não é assim para o São Paulo.”

(…) É por isso que 2009 já começou no Morumbi e tem estratégia completamente diferente da usada pelos outros clubes da Série A. Todos contratam, o São Paulo quer revelar.”


Ora, PVC, com todo respeito, mas vá plantar batatas! Eles serão obrigados a recorrer à base o ano que vem, ou não reformam a Bambineira; não é porque têm “uma estratégia completamente diferente”. É porque, ao contrário do que dizem, não há aporte de financiamento jorrando pelas bicas da iniciativa privada, direto na banheira de Madame.

Dinheiro privado, não. Além disso o clube é o maior devedor da Previdência entre os grandes da capital, não há como investir. Acontece. Como acontece a outros grandes terem um ano irregular em que não disputam sequer uma vaga na Libertadores. Nem por isso entram em depressão, ou tentam depreciar os outros clubes como se estivessem um degrau acima; porque não vivem de fazer vitrine.


Mas então vem a matéria “dedicada ao jogo”. A manchete é uma pérola, o texto…:

“Luxemburgo visa topo após estiagem”

“Ele se diz obcecado por títulos e vitórias. Mas não lidera uma rodada do Brasileiro há mais de duas temporadas.(…) De acordo com levantamento do Datafolha, a última vez que Luxemburgo figurou na cabeça da tabela foi em maio de 2006 (…) A partir de então, o atual treinador palmeirense amarga 96 rodadas sem conseguir figurar no primeiro lugar (…)”

A matéria segue nesse tom, debulhando números esquisofrênicos na mesa do café dominical do leitor, até atingir seu ápice:

“O fato é que, desde que voltou da Europa, Luxemburgo se viu ofuscado pelo rival Muricy Ramalho (…) Hoje, Muricy Ramalho rivaliza as atenções da CBF com o próprio treinador palmeirense para a seleção brasileira, caso Dunga deixe a cadeira vaga. “

Uma sutileza revela a prova do que disse antes, o fato do texto se parecer com um release publicitário: repare o leitor como “Muricy Ramalho“, no texto, tem sempre nome e sobrenome. Vanderlei é só Luxemburgo, sempre que citado, ou simplesmente “o treinador palmeirense“. Lá, do outro lado. Repito, era a página do Palmeiras, o jogo era contra o Vasco. Mas intenção do texto (assinado por Toni Assis) é infiltrar o treinador leonor na matéria, compará-lo com o nosso e diminuir Vanderlei. Com números manipulados para se prestarem ao marketing de alguém ou de alguma instituição.

Na única foto do dia do Palmeiras, tudo que o leitor que comprou a Folha pode ver é Luxemburgo de costas. Nada de torcida, ou último treino, nada de colocar o rosto de nenhum ídolo… Espanta-me não ter uma foto de Muricy encaixada. Futebol, então, necas.

E nossa própria diretoria ainda deu de brinde um box para a Folha., assinado pelo interino que escreve aquele painel não tão legal:

“Della Monica, agora, quer reeleição”

“A paz foi definitivamente quebrada no Palmeiras (…) Della Monica cansou de esperar a decisão do ‘Muda Palmeiras’, que tem o controle de futebol do clube. Até agora, o grupo tem se mostrado contrário à continuidade do presidente.

-A Insensibilidade política do ‘Muda Palmeiras’ poderá eternizá-los fora do poder, em vez de 12 anos, como eles já ficaram, afirmou Fernando Pizzo, assessor especial da presidência (…)

Curiosamente, o rompimento entre os grupos de situação agora pode até aproximar Della Monica de Mustafá (…)

O presidente do conselho, Seraphim del Grande, que pertence ao ‘Muda’, afirmou ser contrário à prorrogação do mandato de Della Monica, mas que acompanhará a decisão do grupo.(…)

Para recorrer a um terceiro mandato em janeiro, Della Monica tem um forte aliado, o presidente da FPF, Marco Polo del Nero, que também é conselheiro do Palmeiras. Ele disse à Folha ver com ‘bons olhos’ a continuidade do colega no cargo.”

Senhor Della Monica, isso era hora de expor o clube na imprensa, mandando um assessor vomitar notinhas ameaçadoras? O senhor tem amor pelo Palmeiras, quer vê-lo forte e campeão, ou só que a cadeira a todo custo, à base de quaisquer alianças? E, quanto a Seraphim del Grande, fica meio esquisito: qual a opinião do presidente do conselho a respeito do assunto? (Esse blog se sente de alma lavada, porque passou por antipático, mas agora fica claro que as moscas são as mesmas.)

A página do Palmeiras termina com as escalações perdidas no rodapé da página e uma coluninha com Marcos, no seu dia de festa. A manchete:

” ‘Não podemos mais vacilar’, diz Marcos, 400″

É, mas não vacilamos. Marcão fez defesa de Marcão; pela defesa, ninguém passou. A torcida grudou no time, o time decolou. A diferença para o ponteiro diminui no passo de uma corrida de cavalo na reta final, e o Palestra vai atroplear! Golaço de Diego! Vamos ver agora o nível das manchetes durante a semana.

Deixo no post imediatamente abaixo uma bela coletânea do PFC apresentando os melhores lances da partida. Mais tarde o Quizz (cujo prêmio simbólico já está em confecção para todos os que já acertaram e ainda vão acertar) e o Bolão atualizado. Por enquanto parabéns para Palhaço Gótico, Fernando Kamers, Fernando Dalcin e Dimar Alves, que são bons de palpite e já acertaram algumas vezes antes de cravarem corretamente o resultado contra o Vasco. Abraço, amici!

Colha aqui wallpapers com fotos da última vitória.

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Painel Cruz de Savóia

TESTA DI CAZZO
(interino e obediente) –
cruzdesavoia@gmail.com

CASTELO DE AREIA

Apesar de tanta mídia positiva, os inspetores da FIFA ainda relutam em definir nosso estádio como sede da Copa-14. Sacaram que ele é repleto de pontos cegos para o torcedor e que não há reforma que dê jeito em um estádio tão frio e mal projetado.

À frente. No entanto, nosso presidente segue tranquilo. Pela absoluta falta de concorrentes, é claro, já que não passa de um espetáculo de pirotecnia o projeto do time da Barra Funda; J.J. Scotch Whiskey deixa implícito que, perto de um estádio que não existe, os remendos a serem feitos na Boutique parecerão apenas “pequenas intervenções”.

Vantagem. “Quem pode receber um jogo hoje com 60000 pessoas?”, gaba-se o presidente, que manda agradecer Adhemar de Barros, Laudo Natel e sua turma por poder, hoje, zombar dos outros times.

Espaço. O arquiteto Ruy Ohtake, com o h no lugar certo, diz que o estádio é grande, mas com um G no lugar errado.

Provocação. A respeito disso, Ohtake disse que pretende proteger seu último anel da torcida do Corinthians, caso contrário “eles acabariam com tudo”, e o arquiteto diferenciado já é um senhor.

Bairrismo. J.J. Scotch Whiskey deu gargalhadas, mas acha melhor, nesse momento, provocar os times do Rio de Janeiro; por aqui é hora de fingir que está fazendo as pazes com os inimigos, entre um gole e outro.

Babador. Enquanto isso, na Barra Funda, os carcamanos trogloditas pararam de se engalfinhar por alguns instantes, enquanto olhavam a bunda de uma candidata a vereadora que foi assistir o jogo contra o Vaxco. Fare che cosa?

Pé atrás. Mas, logo depois, os conselheiros do tal clube retomaram suas atividades espúrias, com os membros da situação cortejando a bundinha de Mustafá Contursi.


DIVIDIDA

Eu ando por esses estádios no Brasil e é uma vergonha. Estão quase todos caindo aos pedaços
De J.J., perdendo o senso de auto-crítica após o penúltimo gole.

Clique aqui para ler o outro painel (para assinantes).

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