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Posts Tagged ‘Forza-Palestra!’

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Ademir traz informação que vale a pena em seus dois últimos posts. É importante ler isso e sempre bom relembrar disso.

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Venceu por fim o mundo das idéias, o jogo da reparação necessária. Meses atrás nascia o desejo, neste e noutros blogueiros (alviverdes e alvinegros) de promover e realizar um “derby” que representasse um desagravo histórico pelo maior erro cometido por essas duas torcidas.

Há exatos 60 anos, como já foi contado e recontado nessas nossas páginas, Palestra Italia e Corinthians entravam em campo para se apresentar em um amistoso sem precedentes. Num gesto altruísta e fraterno, seus dirigentes convocaram as torcidas para tentar salvar o então falido (pela segunda vez na década) SPFC; durante a peleja, o presidente da Boutique desfilava entre as arquibancadas, esticando aquele bandeirão que homem não gosta e colhendo migalhas, agradecido.

Meu avô jogou moedas para o sr. Porfírio.

Foi em 1938, e o episódio ficou conhecido como o Jogo das Barricas, pois 2 barris dividiam a entrada das torcidas rivais; e, cada uma no seu barril, jogava sua contribuição para o time dos bacanas poder continuar existindo.

Depois disso, um ódio intrínseco acabou de corroer o pouco caráter de Madame, ela que não engole desaforo, quanto mais uma humilhação dessa. Passados apenas 3 anos, uma intervenção federal catapultava um militar são-paulino à presidência do SCCP; mais um ano, e era a vez do Palestra ser atingido em cheio pelo ranço coronelista, quando tentaram roubar nossa casa e acabaram fugindo, não sem antes surrupiar a fita vermelha que ornava nosso manto.

De lá pra cá, foi só essa inveja que se traduz em marquetíngue e golpes baixos, através de tribunais e federações.

Nesse sábado, porém, os rivais se unirão novamente, em um outro amistoso. Também haverá barrica, e Madame será lembrada. Ao contrário de 38, o evento será bem documentado – e espalhado em todos os meios de comunicação possíveis.

Por motivos óbvios de segurança, não podemos divulgar pela rede local e horário. Mas esse post é um convite aos parmeristas conscientes de sua história. Vamos comparecer, prestigiar, comer um churrasco, tirar umas fotos, jogar uma bolinha… E lavar a alma de nosso erro mais infeliz.

Para quem quiser obter informações, nosso mail é esse. Mas você também pode fazer contato e confirmar presença através desses blogues:

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ademir

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filipe

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barneschi

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claudio

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Se puder, junte-se à brincadeira, Palestrino! É nesse sábado, é uma questão de honra.

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Enquanto isso, vamos entrar no CLIMA!

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1) Madame e sua caixinha de Pandora

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Nada pode soar mais artificial no domingo de um torcedor paulistano: de manhã, vou a pé ao parque com minhas filhas e me deparo com dezenas de uniformes do stablishment, todas cobrindo os corpos de alguns alienígenas do mundo da bola. Aquele bigodinho do Habib’s infestou a pista de cooper feito margaridas nos canteiros da pista. Era uma gente celebrando o sucesso, não a vitória.

Que torcida imensa! – diria a si mesmo um turista desavisado. Mas sabemos que boa parte dessa gente, quando se vê obrigada a falar em futebol, passa 8, 9 meses por ano dizendo frases desse naipe:

“Em Perrnambuco, mesmo, eu sou Ixpót, mas aqui torço é pro São Paulo. Em Minas eu gostava do Cruzeiro!”

“Não sei porque esse exagero doentio. Se meu time ganhar ou perder, quem vai pagar minhas contas na segunda?”

“Eu não acompanho muito, mas sou são-paulina.”

“Eu tô nu pé pimálio e todu mundo toçe pu São Paulo.”

“Eu não perco meu sono com futebol, rapaz!”

“Eu não ligo pra futebol, mas meu namorado é são-paulino.”

“Ele também nunca foi no campo.”

E por aí vai…

Volto a esse assunto, porque é preciso diferenciar um torcedor disso. Eu repito: eles não vestem essa camisa por amor ao clube, ou pelo orgulho de sua história: aquilo não é uma manto, é uma metáfora. O que eles vestem é a forja do sucesso que queriam conquistar, porque, em sua mente, o sucesso é o que vale nesse mundo – e deve ser perseguido a qualquer preço.

Sair com essa camisa na rua, somente agora, é reafirmar sua diferença, sua suposta superioridade perante os outros. É declarar seu apoio à cartilha elitista daqueles que pensam que o Brasil não precisa de quem produz, muito menos de quem o construiu. Eles são modernos, são melhores, eles se bastam. Tudo se consegue com força de vontade, e quem não alcança seus objetivos é somente um pobre de espírito. Que se lamenta, reclama da arbitragem, tem inveja de seu sucesso…

É o time da auto-ajuda. Assim como quem gosta de ler não compra esse tipo de livro, quem gosta de bola não torce para esse time.

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2) Acabou a vergonha, acabou!

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Então não teve pênalti a favor do Verdão, nem a favor do Fluminense? Na rodada anterior, o Flamengo, visitante, deu o azar de pegar um árbitro exemplar. Claro, na casa das marias. E nos descontos: Simon teve a mesma precisão milimétrica do bandeira que corria pelas laterais do Jardim Suspenso, contra Madame. Este, com seu talento raro e notável imparcialidade, conseguiu distinguir, em uma fração de segundos, os 5 centímetros que não ultrapassaram a linha da Borboleta, naquela cabeçada de Alex.

Queria ver o Simon não dando esse penal no Maraca, aos 47 do 2º, com 2 x 3 no placar… Porque acertar, na confortável condição em que acertou, é só obrigação. Colhão, é outra coisa.

Enquanto se dá tudo isso, só Ela cavalga incólume, em seu cavalo branco de parada. Nenhum mal toca sua armadura. Nenhum bandeirinha tem olho clínico para as mãos do imperador. Nem para o braço de Washington, contra o Palmeiras. Mas, se ele sofrer um pênalti no Privadão, esquece. É impressionante como um disfarçe simples, que seja, não se faz mais necessário: simplesmente arrancam os pontos que precisam, com desdém pelo esporte que praticam. E isso só pode ser fruto do emburrecimento do público que, como bem nos explica o Ademir, corre o risco de se transformar de torcedor em consumidor, em poucos anos. Não há mais paixão, só restou o cinismo do pensamento eugênico.

Contratempos? Só uma vez, na 1ª rodada, contra aqueles chorões do sul. Foram 3 pontos. 3 pontos.

Sei que não há justiça no futebol, mas se Deus ligar a TV domingo, quem sabe…

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3) Confete x Crise:

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Uma ediçãozinha especial… Porque o Verdón saiu da disputa, mas a imprença ainda tem um troféu a ser conquistado, com muitas bolinhas para lamber:

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“A festa do hexa fica para a última rodada… “

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Dirigente do Grêmio diz que incentivo para o Goiás pode ser válido

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André Dias reclama de ‘mala branca’. Ceni ironiza.

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Procurador do STJD diz que punirá mala branca

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Marco Aurélio: “O Hernanes é o Kaká que joga no Brasil”

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Conselheiro gremista é preso por tiroteio

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Fluminense aposta que São Paulo será campeão

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Dirigentes do Internacional reagem à provocação de diretor gremista

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O juizão do Engenhão, como bem já lembraram Conrado e Ademir, é o mesmo que validou o gol do Fluminense sábado, após Washington ter tentado meter a mão na bola, iludindo os reflexos do nosso Santo. Ontem, ele achou que um botafoguense (parado) prejudicou a Borboletinha e não deixou Madame perder 2 pontos na reta final do certame.

É aquele juizão caseiro que já conduziu até aqui quase 90% de triunfos dos times mandantes com os quais se deparou. Mas há exceções: O SPFW ganhou fora com ele no apito DUAS vezes: na Bahia e ontem, naquela beleza de jogo.

Vergonha, ninguém mais tem na cara. Seria o caso de devolvê-la a esse gente à base de socos e pontapés. Nenhum caga-regras-comentarista contestou esses dois lances; Pra esses, o boçal agiu corretamente, tanto ontem, quanto domingo – e nos jornais a percepção é a mesma.

Não trata-se de “teoria da conspiração”. Lembrem-se de como esse time chegou ao título de 2007, e lembrem-se que o complô para catapultar um time corrupto ao título é um fato mais comum do que se imagina.

Em 1993, o Olympique de Marseille subornou jogadores do Vallenciennes para que perdessem, na penúltima rodada do campeonato francês. Descoberta a farsa, o Olympique teve cassados dois troféus europeus, seu time foi rebaixado e o presidente foi preso.

Na Itália, em 2006, a máfia do apito teve como consequência o rebaixamento de Juventus, Fiorentina e Lazio. E mais, começaram a Série B do outro ano, respectivamente, com 30, 15 e 7 pontos a menos que seus competidores; ao Milan foi imposta a pena de não poder participar da Copa dos Campeões, além de entrar no Lega Calcio de 2007 com 15 pontos de desvantagem.

Só para ficarmos nos exemplos que mais repercutiram… e aqui? Quando vão descobrir o que todo mundo já sabe?

Bom, eu sei, vivemos em um país que não assume com a responsabilidade devida seu maior patrimônio cultural – a bola. O povo percebe o que acontece e se revolta, mas dá menos importância do que deveria à gravidade desse estelionato: não percebe que sua maior riqueza está perdendo seu valor, pois a imagem do futebol vai ficando a cada ano mais suja.

É preciso desmascarar o São Paulo a tempo.

Porque, se for demorar muito tempo, eu repito: alguém, uma hora, vai se revoltar seriamente com a trupe do Caixa 2 de Madame (MP, STJD, imprensa, comissão do apito…) e aí, meus amigos, a vergonha será devolvida a essa gente à força, debaixo de muita porrada. Ontem mesmo, foi por pouco.

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Deixo abaixo três textos que vão desagradar muita gente que nos acompanha; depois disso, perdoem-me se não atualizar a página com a frequência costumeira, pois estou com nojo do Palmeiras. E nojo de São Paulo, e nojo de quase tudo.

Pensei bem antes de postar essas reflexões, mas é o seguinte: um blogueiro amador é um abnegado. Gasta horas e dias de sua vida para construir um veículo de informação virtual, e muitas vezes nem ele tem idéia exata da validade e pertinência do que escreve, sob a ótica de quem lê, isso quando os leitores o visitam. Portanto, tanto esforço só pode ter uma jóia de valor: penso que esse é o único espaço do mundo onde posso dizer o que quero, do modo que acredito, sem ser obrigado a me adequar a nenhum juízo moral que não seja o meu próprio. Portanto, lá vai meu ódio destilado – e me perdoem os que se sentirem ofendidos:

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1) O resultado de hoje era tão óbvio que não me deixou triste: o Palmeiras não merece ser campeão. É verdade, ainda é possível, nesse campeonato equilibradíssimo, onde o líder é medíocre em campo e aqueles que o seguem não fogem da burocracia da bola. Podemos chegar lá. Mas é o seguinte, seria uma injustiça, porque esse time não merece o penta. E explico:

Temos uma torcida maravilhosa, e é só isso que me entristece. Mas essa torcida foi tratada como lixo pelo próprio clube, desde a primeira rodada em que foi mandante. Disseram que não éramos bons o bastante para torcer pelo Palmeiras no Palestra, e tentaram aumentar o ingresso para R$40,00, para ver se gente melhor apareceria no campo. Não deu. Voltaram atrás, mas não muito: ainda sustentamos o ingresso mais caro do Brasil.

Esse ingresso inflacionado tem uma razão de ser, e a razão não é a nova realidade do mercado da bola, onde a bilheteria deve representar importante fonte de renda ao clube. O verdadeiro motivo dessa cobiça nos foi revelado logo após a final do Paulista (onde a diretoria deixou a polícia nos espancar na fila dos ingressos, que sumiram, e ainda dentro do Parque Antarctica, já no segundo tempo da finalíssima): há gente lá dentro, como o Sr. Pica Pau, o sr. Ebem Gualtieri e o Sr. Palaia (alô, Conrado, estou tentando separar o joio do trigo…) que tem uma relação para lá de obscura com a empresa de fachada dos irmãos Balsimelli, como já cansou de mostrar o bravo Barneschi.

Os ingressos adentram a diretoria, somem das bilheteria e reaparecem em massa nas mãos dos cambistas.

Alguns são falsos, confeccionados pela própria BWA, coisa já fartamente comprovada.

O Palestra lotado é sempre uma ilusão de ótica: por mais que o torcedor não encontre ingresso, em todo jogo 1000, 2000 ingressos são “devolvidos”, segundo a lenda de quem desvia a “féria” de domingo.

Se o torcedor associado reclama, conselheiros ameaçam-no de expulsá-lo do clube, como fizeram com o amigo Ademir – que tirou foto e registrou o fato, na final contra a Ponte.

Mas, na hora do jogo, foda-se o Palmeiras. Porque, durante os dias que antecederam alguns embates, nesse torneio, ficou bem claro que havia a intenção de se prejudicar nossa equipe. Ou pelo fato do adversário criticar a arbitragem e botar pressão, ou pelo fato do STJD instalar o terrorismo na cabeça do nosso elenco, ou pelo fato da imprensa querer causar um clima de guerra onde só havia paz. Mesmo assim, essa diretoria passiva viu o Palmeiras ser roubado em casa domingo passado, ser humilhado pela arbitragem em seus domínios, e não reagiu, nem na quarta-feira.

Como uma puta que apanhasse para devolver o dinheiro ao cafetão. Quando ele bate e toma a grana, ela não reclama. Só chora.

Nesse sábado, como já havia nos alertado o 3VV, escalaram o mais caseiro dos caga-regras para conduzir nosso jogo. O cara havia apitado 12 ou 13 jogos: 30 pontos para o mandante e apenas 6 para os visitantes, se não me falha. Três desses pontos como visitante foram para o SPFW, jogando na Bahia, contra aquele time cujo nome não entra nessa página. Jogos do Fluzão? Nenhum: esse foi o primeiro. O cara veio de Brasília para fazer o que fez, com uma missão a cumprir. Porque o Palmeiras pode ter se perdido em campo, bobeado na marcação, mas aquele primeiro gol… Eis o que ocorreu:

Na batida da falta, a bola era do Marcos. Mas apareceu Washington, matador certeiro em jogos decisivos, na frente do Santo, sem marcação alguma; então Marcão novamente teve de agir como zagueiro (fato recorrente no certame), e desviou sua atenção para o atacante, se esquecendo da bola. Já o avante, quando percebeu que não conseguiria desviar a redonda, esticou acintosamente o braço, ludibriando nosso arqueiro, que tentou prever a trajetória da pelota no lance.

Qualquer juíz sério invalidaria a jogada e premiaria o “coração de leão” com um amarelinho. Agora, o fdp é Washington, o Flu, o juizão que tinha um trabalho a cumprir? Não, né… Se por aqui sabíamos o que aconteceria (palmas ao 3VV novamente) e ainda tentamos avisar (como no domingo passado), por que raios aqueles caras que desviam dinheiro do Palestra não perceberam? São burros? Ou estão cagando para o Palmeiras?

Claro, novamente, vamos separar o joio do trigo, porque há ali gente séria, gente de bem: assim me parecem ser Toninho Cecílio, Cipullo, Belluzzo e sua trupe. Só que o problema é mais embaixo: de boa intenção, os times pequenos estão cheios… De covardia, também. Precisamos de um homem lá, cacete! Um cara que levante a voz e intimide a imprensa e os tribunais, como Eurico Miranda fez a vida toda para defender o seu time, estando ele com a razão, ou não. Ele amava seu clube e demonstrava isso, por isso ficou tantos anos no poder sem ser incomodado.

Disse isso outro dia e fui mal compreendido: se é para ver meu time dominado por uma facção comprometida, que não cuida da receita que adentra no clube, melhor seria ter um ditador com o saco roxo, que subverte a ordem vigente para ver o time que ama levantar a taça.

Porque não está resolvendo nada nos fiarmos naqueles cagões de fala mansa e paletó, que se escoram nos aportes de capital (conquistados graças ao patrimônio imenso do Palmeiras) para venderem a imagem de uma administração moderna. São bundões, só isso. Covardes, covardes….

Por esses motivos, e ainda pelo fato de termos uma equipe irregular, inconstante, que não sabe se impor nos momentos decisivos, não merecemos ser campeões brasileiros nesse ano. Se você não se convenceu ainda, analise comigo:

11ª Rodada: Madame 2 x 1 Palmeiras, nem entramos em campo;

13ª Rodada: Goiás 3 x 2 Palmeiras, quando os goianos lutavam contra o descenso;

21ª Rodada: Internacional 4 x 1 Palmeiras, um dos poucos trunfos do Colorado até então;

24ª Rodada: Palmeiras 0 x 3 Ixpót, em casa, depois de tudo que engolimos deles;

31ª Rodada: Fluminense 3 x 0 Palmeiras: nunca vi um campeão com essa campanha.

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2) Attecchiri era um sobrenome engraçado, motivo de piada para o amigo desde os tempos do primário, como se esse também não levasse um sobrenome hilário, herança de sua terra natal: Abbagliato.

Desde os tempos de colégio, da “era da inocência”, percebiam uma empatia entre si, uma disposição de espírito muito parecida, o desejo de construir a própria saga, de levar a cabo o ideal aprendido nas aulas de História e nos jantares com os avós: Veni, vidi, vici, a inspiração máxima do romano Júlio César.

O problema, no entanto, era sempre o mesmo: na hora de empreenderem seus objetivos, sempre se entrepunha a mesma discordância entre os dois. Attecchiri queria fazer as coisas só do seu jeito, com muita calma e sempre de um modo ortodoxo e pouco amigável. O outro, por sua vez, quando tinha uma idéia, queria vê-la em prática, sem analisar as consequências, custasse o que custasse. Abbagliato não parava muito para pensar: era sempre agora, ou nunca.

Assim, sem conseguirem jamais chegar num acordo, foi questão de tempo até que a vida os afastasse, não sem antes promover uma enorme mágoa no coração dos dois. Logo, um e outro não podiam mais se ver, pois a raiva falava mais alto e as nuvens do céu se acumulavam densas.

Curioso é que seus defeitos serviram de mola propulsora para que crescessem na vida e, enfim, alcançassem o sonho de ser maiores que tudo e todos; fizeram sucesso na vida, ambos, e causaram muita inveja. Abbagliato, lógico, foi quem saiu na frente. Com sua disposição e garra inigualáveis, conquistou um sem-número de admiradores apaixonados, a ponto de poder sempre contar com eles quando um problema se apresentava. Por sua vez, Attecchiri, embora demorasse um pouco mais para chegar onde queria, foi muito mais longe do que sua família poderia sonhar… Fez tudo aos poucos, com o capricho e esmero que lhe era peculiar; inovou a roda do mundo em seu meio de trabalho, sendo pioneiro e perfeito em quase tudo que construiu. Teve sua estrada coberta de louros, e também conquistou a admiração dos seus, que passaram a amá-lo cada vez mais, sentindo um orgulho sem tamanho do filho pródigo.

Mais curioso ainda foi quando ambos finalmente perceberam que os mesmos defeitos que os acompanhavam (e que os impulsionaram na vida) também poderiam ser sua desgraça. Attecchiri pagou caro por seu caráter passivo, sua crença no “deixar levar”, pois quem mais o invejava sempre se aproveitou disso para tentar roubar o que era seu. E Abbagliato, com seu impulso incontrolável e a mania de achar que era maior que o mundo, deixou escapar importantes conquistas em sua vida, por se cobrar mais do que devia.

No entanto, não vamos fugir à história: quis o destino que os dois, na idade adulta, fossem morar no mesmo prédio. Pior do que isso (só podia ser brincadeira de Deus, que não tem mais o que fazer), foram parar no mesmo andar. Vizinhos de porta. E logo na primeira vez em que se reencontraram, o ódio falou mais alto que os antigos sonhos de criança.

A parti daí, passaram a competir um com outro de maneira frenética: ambos queriam voltar para casa ostentando um sucesso maior do que o conquistado pelo rival. Porque, mesmo naquelas cabeças adultas, sobrevivia a lógica do primeiro orgulho: quem obtivesse mais glórias, conquistaria também a razão sobre os argumentos da infância, os mesmos que os separaram irremediavelmente.

Assim competiram por anos a fio, e venciam sempre na vida, motivados por suas crenças. Até que um dia Attecchiri se deu muito mal… Sua complacência e vaidade finalmente cobraram seu preço: o grande italiano perdeu quase tudo que tinha e teve que se mudar dali, para a glória e gozo de Abbagliato, que fez grande quizumba em seu apartamento: enfim havia vencido.

Attecchiri, com poucos recursos, mudou-se para o andar de baixo, em um cômodo apertado, triste e humilhado por ter se deixado empobrecer desse jeito. Mas sobrara ainda seu coração, que era nobre, e seu sangue, que era ruim. Assim, em pouco tempo, ele refez sua vida, sua fortuna, e retornou à sua casa, para a decepção do rival.

E foi quando voltou para seu lar que Attecchiri notou a mudança no antigo amigo: Abbagliato, sem poder saber de sua vida por conta da distância, parara de se empenhar no que sabia fazer melhor: ser grande, ser guerreiro. O italiano lhe fizera falta… Então sorriu de canto de boca, esperando a hora em que o vizinho afundaria, para vibrar também.

Não demorou muito: tendo perdido o tino de sua própria nobreza, Abbagliato meteu-se em negócios escusos, meio sem saber – mas sabendo. Vendeu sua alma e teve sucesso momentâneo, e todos voltaram sua atenção para ele, que fazia festa: estando o rival na porta do lado ou não, ele ainda tinha mais glórias para mostrar.

Só que uma hora “a casa caiu” e a falta de lisura dos empreendimentos em que Abbagliato se metera trouxe os problemas à tona, e a polícia até sua casa. Viu tudo que era seu ser confiscado, mas não se desesperou. Tendo um patrimônio inigualável, a fé cega daqueles que o amavam, calculou que nada de mal lhe aconteceria. Passou ainda algum tempo debochando do vizinho, mesmo em meio à penúria, alardeando ao prédio inteiro que jamais se mudaria: ele não era Attecchiri, e Attecchiri era menor.

Mas, não obstante o choro dos que lutavam por ele, Abbagliato enfim quebrou, e teve que se mudar. Por ironia, aquele apartamento um andar abaixo, baratinho e sem janela, estava novamente vago. E para lá Abbagliato foi, engolindo seu orgulho.

Foi a vez de Attecchiri comemorar e ficar embriagado: – La vendeta!, gritava com toda força que havia em seus pulmões, para que Abbagliato o ouvisse lá embaixo. E teve também seus momentos de glória, a partir dali – enriqueceu mais, a exemplo de Abbagliato quando estava em sua posição.

No entanto, logo Attecchiri sentiu um vazio em seu peito. Por mais sucesso que conquistasse, faltava-lhe alegria, e ele não sabia a causa disso. E logo foi se acomodando ao que já tinha, deixou de lado seu capricho com as coisas, parou de lutar, de defender o que era seu… Às vezes ouvia Abbagliato gritar qualquer coisa lá de baixo e sentia uma pontada que lhe esquentava o tórax, reavivando seu interesse pela vida. Mas, sem saber mais das coisas daquele que odiava, parou de se preocupar em entender o porquê.

Enquanto isso, Abbagliato não se deu por vencido. Sabia que tinha de lutar cegamente pela vida e que, se o fizesse, nada o deteria. Logo na primeira oportunidade, ganhou outra vez grande fortuna e voltou ao lar que deixara. Anunciou a proeza ao rival dando outra grande festa, como era de seu feitio.

O que aconteceu nesse momento é o que torna a história mais interessante: Attechiri não andava feliz consigo, tampouco com o mundo – e se guardava em casa, cultivando seu mau-humor de berço. Pois, justamente naquela hora, Abbagliato decidiu comemorar seu retorno, abrindo as portas de seu antigo lar para os milhões de amigos, fazendo um estardalhaço que não permitia ao rival ruminar sua enorme tristeza.

A música era um atentado aos ouvidos de Attechiri, que ainda achava as visitas de mau gosto e o barulho muito alto. Nesse dia ruim, disse: – “Chega!“, e irrompeu pelo corredor do prédio, pronto a soltar todos os impropérios que conhecia nas orelhas daquele cazzo’n culo. Foi quando a roda completou seu giro…

Quando enfim deu de cara com o rival, disposto ao enfrentamento, percebeu que o antigo amigo o olhava de outro jeito, com um misto de estranheza e revelação. E com Attechiri sucedeu-se o mesmo: viu no olhar do vizinho uma dor perene e o peso dos anos. Sem que se dessem conta, aquela empatia da infância reavivara sua chama, e os dois relembraram em silêncio os velhos dramas.

Houve um tempo em que não eram inimigos, e seus ideais eram parecidos.

Houve um tempo em que os dois eram cientes de sua grandeza – e se uniram muitas vezes, no passado, contra aquela gente vazia e sem alma, sem talento e sem amor, que os invejava e os tentou derrubar tantas vezes.

Houve um tempo em que o inimigo era comum, e o que havia entre os dois era só orgulho e dignidade, e isso os fez ganhar o mundo. Tudo isso compreenderam ao mesmo instante e, embora calados, um pressentiu no outro aquele brilho no olhar:

Estamos juntos outra vez, unidos pelo antagonismo que nos criou. Como preciso de você…

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Então Abbagliato perguntou, de queixo erguido, em tom de ameaça:

– O que é que você quer aqui?

No que o outro respondeu, antes de se virar e ir embora:

– Só vim dizer que sua festa está uma merda.

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3) Tentei o quanto pude deixar minhas convicções políticas longe dessa página. Mas, como não consegui mesmo, agora vou chutar o balde:

Admito que um alienado, daqueles que adoram dizer “político é tudo igual”, vote no Kaxab. Afinal, quem não tem personalidade é levado pela corrente, é uma lei mundana. Agora, o sujeito que se interessa minimamente pelos assuntos da cidade em que vive, que assisitu algum dos debates, vir me dizer que vai votar na Arena?!

Então repito o que já disse em outros fóruns de discussão: São Paulo é a contramão do Brasil. É a marcha-ré do Brasil… 80% do povo dessa nação acham o governo petista bom ou ótimo mas, por aqui, o ranço dos quatrocentões infecta a classe média, que elege um ratinho de Maluf, um candidato do PFL, mesmo sabendo que a Marta é melhor. E o faz por dois motivos bem simples.

Primeiro: A elite de São Paulo é o cancro desse país. Para ficar claro: a elite de São Paulo é o cancro desse país. Se alguém pulou a linha: a elite de São Paulo é o cancro desse país. Sempre que um governo democrata, com visão social, governa essa cidade, eles se enervam e votam baseados no ódio que nutrem pela sua própria gente.

E São Paulo desconhece o Brasil. Eles têm raiva de Marta, porque ela deu condições dignas de vida para gente desprovida de tudo, e isso ameaça a classe-mediazinha de saco rendido e mesquinha. O cara não tem um projeto de governo, e quem vota nele sabe disso. Como votou no Pitta e no Maluf sabendo disso. Gente podre, gente nojenta e desprezível. É em meio a esse povo que vivo. Vão eleger um coronelzinho só pelo prazer de verem os pobres se ferrarem, mesmo que se fodam juntos. Gente pequena e imbecil…

Segundo: Eu prefiro uma puta assumida que solta um “relaxa e goza” para a classezinha que viaja de avião, do que uma bicha enrustida que chama o povo de vagabundo diante das câmeras. E qualquer pessoa sensata prefere também. Escolher o Kaxab entre os dois é assinar uma confissão de impotência e dizer bem alto: “Sou um cuzão conservador que tem medo de mulher”.

Não é à toa que republicanos e pastores dão o cu escondidos.

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1) Deparo-me hoje com a seguinte nota hilariante, publicada na Folha Online:

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23/10/2008 – 09h02 – da Folha de S.Paulo

São Paulo diz sentir falta do apoio dos torcedores

O São Paulo ocupa o G4 e está a três pontos do líder Grêmio. Mas o bom momento do time parece não contagiar os torcedores são-paulinos.

Ontem, a parcial de ingressos vendidos para o jogo contra o Vitória foi de apenas 3.084 bilhetes. Tamanho desinteresse da torcida deixou os jogadores do clube chateados(…)

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Essa é mais uma prova do que afirmamos e reafirmamos nessa rede Verde: aquilo não é torcida, porque na verdade o SPFW não é bem um time… Estão a 3 pontos da liderança e jogam hoje em casa, podendo colar na ponta: terão que se desdobrar diante 3.000 gatos pingados da organizada que doa sangue à Santa Casa…

É o recado mais claro possível que o leonor-de-sofá manda ao seu time: “não acreditamos que essa equipe conquiste o título, e mais, não nos importamos muito. Mas quando tiver Galvão Bueno e formos o Brasil na Libertadores, pode deixar que a gente aparece lá.

São voluntários de uma campanha de publicidade e têm um acordo com a agência, não é uma torcida: não vão ao campo para ver seus ídolos, para encontrar os seus, ou pelo prazer imenso e alegria única de gritar gol do time que se ama! Porque esses spans não amam ninguém, e aquilo não é um time.

Nem com o pedido da equipe, nem com o apelo da diretoria e suas promoções… Olhem só que desperdício será hoje a noite (salva de palmas para o amigo Carlinhos, de Botucatu):

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2) E essa vem do Uol: (23/10/2008 – 15:19)

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CNN vê clássico Corinthians x Palmeiras como 9º maior do mundo

“Esse clássico tem aproximadamente 100 anos. O Corinthians era o único clube da cidade, mas um grupo de italianos se afastou para formar o Palmeiras, ganhando o apelido de ‘traidores’ pelos corintianos. O Morumbi é o maior estádio em São Paulo e todos os clássicos são disputados lá, embora o Pacaembu, que recebe os jogos do Corinthians, também é palco para o clássico.”

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Eis os 10 maiores clássicos do mundo, segundo a CNN e sob meus fortes protestos:

1º) Celtic x Rangers (Escócia)
2º) Roma x Lazio (Itália)
3º) Boca Juniors x River Plate (Argentina)
4º) Al Ahly x Zamalek (Egito)
5º) Galatasaray x Fenerbahce (Turquia)
6º) Olympiakos x Panathinaikos (Grécia)
7º) Red Star Belgrado x Partizan Belgrado (Sérvia)
8º) Wydad x Raja (Marrocos)
9º) Palmeiras x Corinthians (Brasil)
10º) Peñarol x Nacional (Uruguai)

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Como trata-se de uma matéria para lá de vagabunda feita pelo UOL, a gente não sabe nada: como foi feito esse “ranking”, em que ele se baseia, enfim… Eu até aceito “perder” para Celtic x Rangers e talvez – talvez – para Boca x River, dada a enorme quantidade de vezes que esses dois se enfrentam todo ano, ali e acolá (se esse for um dos critérios…)

Mas colocar Palmeiras x Corinthians atrás de um “clássico” sérvio?! E o que dizer de Galatasaray x Fenerbahce, Olympiakos x Panathinaikos, ou ainda Wydad x Raja? Para começo de conversa, o Brasil é um dos maiores países do mundo, São Paulo, uma das maiores metrópoles e o futebol nos pertence.

Colocar o MAIOR DERBY DO PLANETA em 9º lugar, entre esses aí? Bom, pelo menos serve para a gente colocar as coisas em seu devido lugar para qualquer alienado que porventura venha a ler a matéria:

Essa cidade tem seu clássico, seu derby, o único embate que realmente conta: é entre Palmeiras x Corinthians, um dos dez jogos mais deliciosos do mundo da bola…

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3) Kléber x o cara que procura o Kléber

Ainda ontem, lendo no Forza-Palestra o texto indignado do amigo Ademir, fiquei pensando: com todo respeito, mas já não é hora de se perguntar se o sr. Paulo Schimitt é casado? Se tem filhos?

O nêgo gamou no Gladiador, só pode ser… Não faz mais nada da vida, dia e noite, que não seja procurar videotapes com imagens do nosso guerreiro suando a camisa e chegando junto.

O procurador adooooora fazer isso. E quando acaba as gravações ele leva Kléber a julgamento no STJD, só para poder vê-lo de pertinho, enquanto sonha em levar uma “cotovelada”. No ânus.

Resta saber até quando o Palmeiras vai aguentar calado essa perseguição.

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Vamos ao relato do amigo Ademir Castellari, do Forza-Palestra. Esssa é fresquinha, do ano passado – e garante ao grande amigo 43,2 pontos no Bolão, um para cada milhãozinho que Madame deve ao Governo Federal e, consequentemente, à nação:
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05/set/2007 – Atlético-MG 0x0 SPFW

Danilinho sofre pênalti claro no finalzinho da partida. Coelho bate, e o goleiro de hóquei mostra que também quer ser goleiro de handebol, e se adianta MUITO. O juiz Paulo Henrique de Godoy Bezerra, que sabe que se faz o que tem que fazer, provavelmente não apita mais nem na série C, não tem peito de mandar voltar e garante mais um ponto na mão grande para um time que ainda devia ter tido no mínimo mais um pênalti contra si marcado, além da não-expulsão de Richarlyson, que deu uma cotovelada no lateral Thiago Feltri. Vejam o vídeo da dividida da goleira-bailarina com o batedor do Atlético.

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