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Posts Tagged ‘Ingressos’

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Quero sair um pouco da pauta do dia, ainda que seja para falar de um assunto chato (porém necessário).

Antes de mais nada, quero dizer que fui conferir pessoalmente as bilheterias do Palestra no sábado, antes do jogo Palmeiras x Barueri. Cheguei por volta das 13:50 e entrei a 10 minutos do início do baile Verde, às 15:50: apenas sete guichês estavam abertos durante esse período… A coisa não repercutiu porque o público (de 13.278 pagantes) não foi o suficiente para gerar longas filas, mas a verdade é que a imposição de Belluzzo (que exigiu os 25 guichês abertos para a venda de bilhetes nas datas dos jogos) foi desrespeitada pela BWA novamente – ali, na porta de nossa Casa.

O que o presidente fará a respeito, não sabemos. Mas é certo que cabe à nossa diretoria retaliar essa afronta com o peso devido. Por hora aguardemos, pois esse não é ainda o cerne da questão aqui.

O problema é mais embaixo: o que me coça atrás da orelha é a perpetuação da burrice instalada por Gualtieri e cia, quando aumentaram o valor do ingresso mais em conta para R$30,00; nossa renda, nesse sábado, foi de R$ 370.127,50. Dividida pelo público já registrado acima, chegamos à média de R$27,87 reais por cabeça (levando em conta as meia-entradas, contrabalanceadas com ingressos mais caros como os do Setor Câncer).

Não levou-se em conta, assim como em 2008, o esforço que o Arquibaldo está fazendo para preencher as lacunas do Palestra tanto no Paulista como na Libertadores; não levou-se em consideração, mais uma vez, o bolso desse sofredor que quer acompanhar o Palmeiras a qualquer custo, ainda que seja para ver um time incerto (graças a nosso treinador, não sabemos mais se empurraremos, ao entrar no Jardim, o Palmeiras A ou B).

Agora vamos fazer aqui uma continha básica: se todos os ingressos para o jogo contra o Barueri tivessem seus valores contemplados por uma promoção da diretoria, custando R$15,00, teríamos os seguintes benefícios:

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1) Um estádio cheio de Palestrinos felizes por poderem ver o Palmeiras em campo sem serem achacados;

2) Uma renda ligeiramente superior, levando-se em conta esse estádio recheado com, digamos, 25.000 torcedores (ao invés de 13.000 em um sábado de sol): renda de R$375.000,00 + time jogando com moral, empurrado pelos seus;

3) Um torcedor satisfeito, pois teria mais condições de comparecer contra o Noroeste e ainda teria tempo para sanar seu bolso – e comprar ingressos para o jogo da volta contra aquele time pequeno que esqueci o nome, lá do Recife.

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Mas não podemos igualar o preço dos ingressos, tampouco fazer tal promoção, porque:

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1) Os simpatizantes do Setor Câncer não poderiam se sentir ‘diferenciados’ daqueles que sujam os banheiros, sendo que estes pagariam o mesmo preço que eles pelo ingresso;

2) As filas na bilheteria seriam imensas, pois a BWA continua cagando na cabeça do Palmeiras;

3) Se o Palmeiras não ganha, haja corneta na orelha dos jogadores…

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Enfim, constato que Gualtieri saiu, mas sua burrice elitista criou raízes lá dentro. É só uma constatação óbvia de como trabalhamos para perder torcida e renda.

A solução não posso apontar: não sou economista…

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Lula faz careta ao vestir boné da Mancha. Foto: Wilson Pedrosa/AE

Lula faz careta ao vestir boné da Mancha. Foto: Wilson Pedrosa/AE

 

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A experiência me mostra que quando a esperança depende de um advogado, a vaca já atolou na lama. Mas temos que confiar na OAB, porque foi a instituição que se colocou contra o cadastramento de torcedores para compra de ingressos, fruto verde da lei assinada sexta-feira pelo Lula. Este, aliás, deveria ir mais ao campo (tentando comprar ingresso da BWA, na fila).

Sou leigo, mas posso intuir parte da objeção dos especialistas: se o objetivo é transformar a mentalidade de um torcedor para que ele “pague e divirta-se” pelo ‘espetáculo’ do futebol, como age qualquer consumidor de lazer, não há porque discriminá-lo, não é mesmo? Nem há justiça nisso.

Ou vão cadastrar aqueles que desejarem comprar ingressos para o Cirque de Soleil? Terão também esses senhores de prestar informações pessoais, tornar público números de documentos?

E quem quiser pagar o preço equivalente a uma numerada coberta no Palestra em noite de final de Libertadores,  só que para assisitir um show do U2 no gramado? Vai ser rastreado, também? Não, né…

Mas eu entendo que num país onde se estabelece um estado democrático de direito, as regras devam ser as mesmas para todos.

Então o tiro saiu pela culatra, e rio desses insanos do país do faz-de-conta, onde todas as leis nascem somente para serem tabeladas pelo corrupto da esquina, aquele funcionariozinho público na outra ponta do fio, sobre quem recai a incumbência de aplicar a nova regulamentação.

Bingo! Fizeram  tanto para discriminar o conceito de torcedor da idéia do cidadão de bem, aplicando-lhe seus próprios parâmetros, que agoram não podem mais separar um do outro.

Mas calma, vamos rir mais uns meses, ainda: não são muito inteligentes os que nos governam, muito menos o são aqueles que nos trazem as informações: muita mentira virá embrulhada em jornal.

 A verdade é que o monstrengo sórdido chamado ‘torcida legal’ jamais passará como está; por sinal, até mesmo a  mensagem subliminar escondida por detrás desse nome-fantasia soa mais como um lapso: parece que querem me dizer que, enquanto a lei não estiver em vigor, somos todos, eu e vocês, torcedores ilegais.

Mas, e depois que a lei cair na mão dos coronéis de porta de estádio?… O que seremos?

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ingressos

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Dia 21, 16:30h, Estádio Santa Cruz

Ribeirão Preto – SP

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Em Santo André:

Estádio Bruno José Daniel
Rua 24 de maio, s/nº – V. América

Esporte Clube Santo André
Rua dos Ramalhões, 126 – Pq. Jaçatuba

Lojas A Esportiva:

Rua Cel. Oliveira Lima, 398 – Santo André

Rua Campos Sales, 58 – loja 13 – Santo André

Sportcenter
Rua Cel. Oliveira Lima, 499

Bar do Mazinho
Rua das Hortênsias, 132 – V. Helena

Gol de Placa
Rua Campos Sales, 58 – Loja 13 – Santo André

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Em São Paulo:

Palestra Itália
Rua Turiaçu, nº 1840 – Perdizes

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Em Ribeirão Preto:

Estádio Santa Cruz
Avenida Costábile Romano, s/nº

Loja A Esportiva
Ribeirão Shopping – Lj 35 (Av. Cel. Fernando Ferreira Leite, 1540)

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“Queremos que as partidas da seleção sejam o mais acessível possível para as famílias neste momento difícil que atravessa a economia”

Alex Horne, diretor executivo da Federação Inglesa, que baixou 25% o preço dos ingressos dos jogos de sua seleção em virtude da crise mundial.

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“A intenção da diretoria é levar ao Palestra um público diferente daquele que entrou em conflito com a Polícia Militar (…) O princípio é o mesmo dos clubes ingleses, que modernizaram seus estádios com ingressos mais caros, barrando os torcedores de classe baixa e elitizando o esporte.”

Eben Gualtieri, em junho.

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Sempre chega a hora em que não se tem mais o que defender. Você olha por todos os ângulos do Palestra e não vê nada bonito; nem no time, nem na comissão técnica, nem na diretoria, ou até em nós mesmos…

Podemos apontar as verdadeiras intenções da imprensa a vida inteira, mas não há mais como negar o sucesso da fábrica de manchetes de toda família Spaguetti. É treinador-comentarista, goleiro unabomber, diretor-cambista, torcedor maluco, colete limão-caganeira e um time de bundões.

E um presidente golpista.

No outro texto me excedi, na verdade eu não passaria dos xingamentos costumeiros mas, se além de tudo isso, o Palmeiras não fizer o inferno para segurar o Kléber… Como confiar nessa gente, depois?

O Guerreiro é igual nossa torcida, joga com uma fome de ganhar que corresponde à nossa sede de vitória ali no cimento. Kléber sabe o que representa vestir aquele Manto, e o Palestrino sabe o que Kléber representa. Ele vale cada centavo do meu ingresso, mesmo que erre tudo. Porque ali a alma Palestrina está em campo, e eu posso ver meu time lutar. Eu exigo Kléber primeiro!

Depois temos que fechar a fábrica, porque vencer é outra coisa.

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Nossa Família

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Tudo certo, então tá: antes que espante os mais lúcidos e inteligentes do que eu do convívio dessa página, vou me lembrar da lição de casa… Até onde me lembro, não se deve nunca generalizar um conceito – aprendemos isso em algum tempo da vida, seja em casa, na rua ou na escola; comprovamos que jamais devemos pintar um conjunto de idéias com a mesma cor, sob o risco de começarmos a acreditar, sem percebermos, em uma verdade única ou superior. E os grandes ditadores da História, bem como alguns adolescentes americanos, já nos mostraram o perigo que a humanidade corre quando alguém, com mais ou menos poder bélico, acredita em uma só verdade – ou ainda em nenhuma.O irônico é que se todos vocês concordam comigo, passamos a acreditar na mesma verdade… E sob a luz dessa verdade unânime, lembremos que há sempre, pelo menos, dois lados – duas vias para serem escolhidas. Ou seja, temos que admitir que há gente decente na imprensa, ou em casa de Madame, ou no Ministério Público, ou até mesmo dentro da corporação da PM, em algum corredor de suas instâncias. E, supondo que há gente de bem em todos esses órgãos, vamos imaginar também que ali e acolá trabalhem alguns palmeirenses entre Elas (não que ser palmeirense tenha relação com ser decente, por favor).

É desnecessário afirmar que não acreditamos que o mundo está contra nós, sempre depositaremos fé no ser humano por princípio (somos humanos também, falíveis também). Não estou falando um amontoado de obviedades?

Por que então o Palmeiras, através de quem o representa, não combate seus inimigos no campo deles?

Por que o colunista esportivo palmeirense tem vergonha de se revelar – ou ao menos de fazer justiça ao Palestra? O que ele procura esconder, lançando mão quase sempre do expediente de esculachar nosso time? Por que o cartola palmeirense da Federação diz que nossa casa não presta, e nos sabota tanto ao invés de, pelo menos, ser isento? Por que nossa diretoria nos vende aos cambistas e expõe nossos portões à fúria das massas e da mídia – e nosso torcedor ao risco de vida?

Se há gente boa lá fora, então tá. Mas vou continuar atirando merda para todo lado, até que essa bosta atinja alguém decente que acorde e me faça pedir desculpas. A dita Mídia Palestrina foi o veículo que a família palmeirense desenvolveu para poder trazer o esgoto à tona, mostrar essa podridão à luz do dia, de contar o que sabe, de esclarecer palmeirense mais incautos e… e?

Bom, se for só isso, é punheta.

Se os relatos de Barneschi – assim como tantos outros gerados em forma de comentários em seu post – ficarem dentro dessa comunidade, então picas! Ali tem gente que foi ao estádio, tem testemunha, tem vítima. Tem lesão corporal, tortura. Do outro lado da minha tela tem advogados, líderes de entidades, jornalistas, gente que lida com gente, porra… Eu que sou louco quando escrevo sempre a mesma coisa, ou o outro lado é que se cala?

Quanto mais eu procuro, vejo que o único que pode fazer algo pelo Palmeiras é seu torcedor. E depois de domingo, temos que fazer por nós mesmos, pela vida dos nossos filhos que um dia frequentarão aquele estádio. Ou eles terão também que lidar com a fúria que sublima do ódio destilado de Madame? E a que nível vai estar esse ódio – quanto seu filho aguenta?

Mais quantos ataques o Palestra Itália pode aguentar em sua história? Eu sei que o momento é de festa, mas é no doce da festa que as moscas se juntam… Eu só sei escrever mesmo, não tenho um puto também, então punheta pra mim. Mas faço dessa página um espaço aberto, para que os mais preparados (ou posicionados) pensem em uma forma de levar esse abuso de poder, essa maldade e esse ódio ao conhecimento da sociedade de uma maneira eficiente. Insisto: à sociedade como um todo, àquele indivíduo que se hipnotiza com a menina na janela, porque entre a gente já foi tudo revelado.

E porque a nós, só nos resta nós mesmos.

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Deixo abaixo três textos que vão desagradar muita gente que nos acompanha; depois disso, perdoem-me se não atualizar a página com a frequência costumeira, pois estou com nojo do Palmeiras. E nojo de São Paulo, e nojo de quase tudo.

Pensei bem antes de postar essas reflexões, mas é o seguinte: um blogueiro amador é um abnegado. Gasta horas e dias de sua vida para construir um veículo de informação virtual, e muitas vezes nem ele tem idéia exata da validade e pertinência do que escreve, sob a ótica de quem lê, isso quando os leitores o visitam. Portanto, tanto esforço só pode ter uma jóia de valor: penso que esse é o único espaço do mundo onde posso dizer o que quero, do modo que acredito, sem ser obrigado a me adequar a nenhum juízo moral que não seja o meu próprio. Portanto, lá vai meu ódio destilado – e me perdoem os que se sentirem ofendidos:

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1) O resultado de hoje era tão óbvio que não me deixou triste: o Palmeiras não merece ser campeão. É verdade, ainda é possível, nesse campeonato equilibradíssimo, onde o líder é medíocre em campo e aqueles que o seguem não fogem da burocracia da bola. Podemos chegar lá. Mas é o seguinte, seria uma injustiça, porque esse time não merece o penta. E explico:

Temos uma torcida maravilhosa, e é só isso que me entristece. Mas essa torcida foi tratada como lixo pelo próprio clube, desde a primeira rodada em que foi mandante. Disseram que não éramos bons o bastante para torcer pelo Palmeiras no Palestra, e tentaram aumentar o ingresso para R$40,00, para ver se gente melhor apareceria no campo. Não deu. Voltaram atrás, mas não muito: ainda sustentamos o ingresso mais caro do Brasil.

Esse ingresso inflacionado tem uma razão de ser, e a razão não é a nova realidade do mercado da bola, onde a bilheteria deve representar importante fonte de renda ao clube. O verdadeiro motivo dessa cobiça nos foi revelado logo após a final do Paulista (onde a diretoria deixou a polícia nos espancar na fila dos ingressos, que sumiram, e ainda dentro do Parque Antarctica, já no segundo tempo da finalíssima): há gente lá dentro, como o Sr. Pica Pau, o sr. Ebem Gualtieri e o Sr. Palaia (alô, Conrado, estou tentando separar o joio do trigo…) que tem uma relação para lá de obscura com a empresa de fachada dos irmãos Balsimelli, como já cansou de mostrar o bravo Barneschi.

Os ingressos adentram a diretoria, somem das bilheteria e reaparecem em massa nas mãos dos cambistas.

Alguns são falsos, confeccionados pela própria BWA, coisa já fartamente comprovada.

O Palestra lotado é sempre uma ilusão de ótica: por mais que o torcedor não encontre ingresso, em todo jogo 1000, 2000 ingressos são “devolvidos”, segundo a lenda de quem desvia a “féria” de domingo.

Se o torcedor associado reclama, conselheiros ameaçam-no de expulsá-lo do clube, como fizeram com o amigo Ademir – que tirou foto e registrou o fato, na final contra a Ponte.

Mas, na hora do jogo, foda-se o Palmeiras. Porque, durante os dias que antecederam alguns embates, nesse torneio, ficou bem claro que havia a intenção de se prejudicar nossa equipe. Ou pelo fato do adversário criticar a arbitragem e botar pressão, ou pelo fato do STJD instalar o terrorismo na cabeça do nosso elenco, ou pelo fato da imprensa querer causar um clima de guerra onde só havia paz. Mesmo assim, essa diretoria passiva viu o Palmeiras ser roubado em casa domingo passado, ser humilhado pela arbitragem em seus domínios, e não reagiu, nem na quarta-feira.

Como uma puta que apanhasse para devolver o dinheiro ao cafetão. Quando ele bate e toma a grana, ela não reclama. Só chora.

Nesse sábado, como já havia nos alertado o 3VV, escalaram o mais caseiro dos caga-regras para conduzir nosso jogo. O cara havia apitado 12 ou 13 jogos: 30 pontos para o mandante e apenas 6 para os visitantes, se não me falha. Três desses pontos como visitante foram para o SPFW, jogando na Bahia, contra aquele time cujo nome não entra nessa página. Jogos do Fluzão? Nenhum: esse foi o primeiro. O cara veio de Brasília para fazer o que fez, com uma missão a cumprir. Porque o Palmeiras pode ter se perdido em campo, bobeado na marcação, mas aquele primeiro gol… Eis o que ocorreu:

Na batida da falta, a bola era do Marcos. Mas apareceu Washington, matador certeiro em jogos decisivos, na frente do Santo, sem marcação alguma; então Marcão novamente teve de agir como zagueiro (fato recorrente no certame), e desviou sua atenção para o atacante, se esquecendo da bola. Já o avante, quando percebeu que não conseguiria desviar a redonda, esticou acintosamente o braço, ludibriando nosso arqueiro, que tentou prever a trajetória da pelota no lance.

Qualquer juíz sério invalidaria a jogada e premiaria o “coração de leão” com um amarelinho. Agora, o fdp é Washington, o Flu, o juizão que tinha um trabalho a cumprir? Não, né… Se por aqui sabíamos o que aconteceria (palmas ao 3VV novamente) e ainda tentamos avisar (como no domingo passado), por que raios aqueles caras que desviam dinheiro do Palestra não perceberam? São burros? Ou estão cagando para o Palmeiras?

Claro, novamente, vamos separar o joio do trigo, porque há ali gente séria, gente de bem: assim me parecem ser Toninho Cecílio, Cipullo, Belluzzo e sua trupe. Só que o problema é mais embaixo: de boa intenção, os times pequenos estão cheios… De covardia, também. Precisamos de um homem lá, cacete! Um cara que levante a voz e intimide a imprensa e os tribunais, como Eurico Miranda fez a vida toda para defender o seu time, estando ele com a razão, ou não. Ele amava seu clube e demonstrava isso, por isso ficou tantos anos no poder sem ser incomodado.

Disse isso outro dia e fui mal compreendido: se é para ver meu time dominado por uma facção comprometida, que não cuida da receita que adentra no clube, melhor seria ter um ditador com o saco roxo, que subverte a ordem vigente para ver o time que ama levantar a taça.

Porque não está resolvendo nada nos fiarmos naqueles cagões de fala mansa e paletó, que se escoram nos aportes de capital (conquistados graças ao patrimônio imenso do Palmeiras) para venderem a imagem de uma administração moderna. São bundões, só isso. Covardes, covardes….

Por esses motivos, e ainda pelo fato de termos uma equipe irregular, inconstante, que não sabe se impor nos momentos decisivos, não merecemos ser campeões brasileiros nesse ano. Se você não se convenceu ainda, analise comigo:

11ª Rodada: Madame 2 x 1 Palmeiras, nem entramos em campo;

13ª Rodada: Goiás 3 x 2 Palmeiras, quando os goianos lutavam contra o descenso;

21ª Rodada: Internacional 4 x 1 Palmeiras, um dos poucos trunfos do Colorado até então;

24ª Rodada: Palmeiras 0 x 3 Ixpót, em casa, depois de tudo que engolimos deles;

31ª Rodada: Fluminense 3 x 0 Palmeiras: nunca vi um campeão com essa campanha.

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2) Attecchiri era um sobrenome engraçado, motivo de piada para o amigo desde os tempos do primário, como se esse também não levasse um sobrenome hilário, herança de sua terra natal: Abbagliato.

Desde os tempos de colégio, da “era da inocência”, percebiam uma empatia entre si, uma disposição de espírito muito parecida, o desejo de construir a própria saga, de levar a cabo o ideal aprendido nas aulas de História e nos jantares com os avós: Veni, vidi, vici, a inspiração máxima do romano Júlio César.

O problema, no entanto, era sempre o mesmo: na hora de empreenderem seus objetivos, sempre se entrepunha a mesma discordância entre os dois. Attecchiri queria fazer as coisas só do seu jeito, com muita calma e sempre de um modo ortodoxo e pouco amigável. O outro, por sua vez, quando tinha uma idéia, queria vê-la em prática, sem analisar as consequências, custasse o que custasse. Abbagliato não parava muito para pensar: era sempre agora, ou nunca.

Assim, sem conseguirem jamais chegar num acordo, foi questão de tempo até que a vida os afastasse, não sem antes promover uma enorme mágoa no coração dos dois. Logo, um e outro não podiam mais se ver, pois a raiva falava mais alto e as nuvens do céu se acumulavam densas.

Curioso é que seus defeitos serviram de mola propulsora para que crescessem na vida e, enfim, alcançassem o sonho de ser maiores que tudo e todos; fizeram sucesso na vida, ambos, e causaram muita inveja. Abbagliato, lógico, foi quem saiu na frente. Com sua disposição e garra inigualáveis, conquistou um sem-número de admiradores apaixonados, a ponto de poder sempre contar com eles quando um problema se apresentava. Por sua vez, Attecchiri, embora demorasse um pouco mais para chegar onde queria, foi muito mais longe do que sua família poderia sonhar… Fez tudo aos poucos, com o capricho e esmero que lhe era peculiar; inovou a roda do mundo em seu meio de trabalho, sendo pioneiro e perfeito em quase tudo que construiu. Teve sua estrada coberta de louros, e também conquistou a admiração dos seus, que passaram a amá-lo cada vez mais, sentindo um orgulho sem tamanho do filho pródigo.

Mais curioso ainda foi quando ambos finalmente perceberam que os mesmos defeitos que os acompanhavam (e que os impulsionaram na vida) também poderiam ser sua desgraça. Attecchiri pagou caro por seu caráter passivo, sua crença no “deixar levar”, pois quem mais o invejava sempre se aproveitou disso para tentar roubar o que era seu. E Abbagliato, com seu impulso incontrolável e a mania de achar que era maior que o mundo, deixou escapar importantes conquistas em sua vida, por se cobrar mais do que devia.

No entanto, não vamos fugir à história: quis o destino que os dois, na idade adulta, fossem morar no mesmo prédio. Pior do que isso (só podia ser brincadeira de Deus, que não tem mais o que fazer), foram parar no mesmo andar. Vizinhos de porta. E logo na primeira vez em que se reencontraram, o ódio falou mais alto que os antigos sonhos de criança.

A parti daí, passaram a competir um com outro de maneira frenética: ambos queriam voltar para casa ostentando um sucesso maior do que o conquistado pelo rival. Porque, mesmo naquelas cabeças adultas, sobrevivia a lógica do primeiro orgulho: quem obtivesse mais glórias, conquistaria também a razão sobre os argumentos da infância, os mesmos que os separaram irremediavelmente.

Assim competiram por anos a fio, e venciam sempre na vida, motivados por suas crenças. Até que um dia Attecchiri se deu muito mal… Sua complacência e vaidade finalmente cobraram seu preço: o grande italiano perdeu quase tudo que tinha e teve que se mudar dali, para a glória e gozo de Abbagliato, que fez grande quizumba em seu apartamento: enfim havia vencido.

Attecchiri, com poucos recursos, mudou-se para o andar de baixo, em um cômodo apertado, triste e humilhado por ter se deixado empobrecer desse jeito. Mas sobrara ainda seu coração, que era nobre, e seu sangue, que era ruim. Assim, em pouco tempo, ele refez sua vida, sua fortuna, e retornou à sua casa, para a decepção do rival.

E foi quando voltou para seu lar que Attecchiri notou a mudança no antigo amigo: Abbagliato, sem poder saber de sua vida por conta da distância, parara de se empenhar no que sabia fazer melhor: ser grande, ser guerreiro. O italiano lhe fizera falta… Então sorriu de canto de boca, esperando a hora em que o vizinho afundaria, para vibrar também.

Não demorou muito: tendo perdido o tino de sua própria nobreza, Abbagliato meteu-se em negócios escusos, meio sem saber – mas sabendo. Vendeu sua alma e teve sucesso momentâneo, e todos voltaram sua atenção para ele, que fazia festa: estando o rival na porta do lado ou não, ele ainda tinha mais glórias para mostrar.

Só que uma hora “a casa caiu” e a falta de lisura dos empreendimentos em que Abbagliato se metera trouxe os problemas à tona, e a polícia até sua casa. Viu tudo que era seu ser confiscado, mas não se desesperou. Tendo um patrimônio inigualável, a fé cega daqueles que o amavam, calculou que nada de mal lhe aconteceria. Passou ainda algum tempo debochando do vizinho, mesmo em meio à penúria, alardeando ao prédio inteiro que jamais se mudaria: ele não era Attecchiri, e Attecchiri era menor.

Mas, não obstante o choro dos que lutavam por ele, Abbagliato enfim quebrou, e teve que se mudar. Por ironia, aquele apartamento um andar abaixo, baratinho e sem janela, estava novamente vago. E para lá Abbagliato foi, engolindo seu orgulho.

Foi a vez de Attecchiri comemorar e ficar embriagado: – La vendeta!, gritava com toda força que havia em seus pulmões, para que Abbagliato o ouvisse lá embaixo. E teve também seus momentos de glória, a partir dali – enriqueceu mais, a exemplo de Abbagliato quando estava em sua posição.

No entanto, logo Attecchiri sentiu um vazio em seu peito. Por mais sucesso que conquistasse, faltava-lhe alegria, e ele não sabia a causa disso. E logo foi se acomodando ao que já tinha, deixou de lado seu capricho com as coisas, parou de lutar, de defender o que era seu… Às vezes ouvia Abbagliato gritar qualquer coisa lá de baixo e sentia uma pontada que lhe esquentava o tórax, reavivando seu interesse pela vida. Mas, sem saber mais das coisas daquele que odiava, parou de se preocupar em entender o porquê.

Enquanto isso, Abbagliato não se deu por vencido. Sabia que tinha de lutar cegamente pela vida e que, se o fizesse, nada o deteria. Logo na primeira oportunidade, ganhou outra vez grande fortuna e voltou ao lar que deixara. Anunciou a proeza ao rival dando outra grande festa, como era de seu feitio.

O que aconteceu nesse momento é o que torna a história mais interessante: Attechiri não andava feliz consigo, tampouco com o mundo – e se guardava em casa, cultivando seu mau-humor de berço. Pois, justamente naquela hora, Abbagliato decidiu comemorar seu retorno, abrindo as portas de seu antigo lar para os milhões de amigos, fazendo um estardalhaço que não permitia ao rival ruminar sua enorme tristeza.

A música era um atentado aos ouvidos de Attechiri, que ainda achava as visitas de mau gosto e o barulho muito alto. Nesse dia ruim, disse: – “Chega!“, e irrompeu pelo corredor do prédio, pronto a soltar todos os impropérios que conhecia nas orelhas daquele cazzo’n culo. Foi quando a roda completou seu giro…

Quando enfim deu de cara com o rival, disposto ao enfrentamento, percebeu que o antigo amigo o olhava de outro jeito, com um misto de estranheza e revelação. E com Attechiri sucedeu-se o mesmo: viu no olhar do vizinho uma dor perene e o peso dos anos. Sem que se dessem conta, aquela empatia da infância reavivara sua chama, e os dois relembraram em silêncio os velhos dramas.

Houve um tempo em que não eram inimigos, e seus ideais eram parecidos.

Houve um tempo em que os dois eram cientes de sua grandeza – e se uniram muitas vezes, no passado, contra aquela gente vazia e sem alma, sem talento e sem amor, que os invejava e os tentou derrubar tantas vezes.

Houve um tempo em que o inimigo era comum, e o que havia entre os dois era só orgulho e dignidade, e isso os fez ganhar o mundo. Tudo isso compreenderam ao mesmo instante e, embora calados, um pressentiu no outro aquele brilho no olhar:

Estamos juntos outra vez, unidos pelo antagonismo que nos criou. Como preciso de você…

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Então Abbagliato perguntou, de queixo erguido, em tom de ameaça:

– O que é que você quer aqui?

No que o outro respondeu, antes de se virar e ir embora:

– Só vim dizer que sua festa está uma merda.

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3) Tentei o quanto pude deixar minhas convicções políticas longe dessa página. Mas, como não consegui mesmo, agora vou chutar o balde:

Admito que um alienado, daqueles que adoram dizer “político é tudo igual”, vote no Kaxab. Afinal, quem não tem personalidade é levado pela corrente, é uma lei mundana. Agora, o sujeito que se interessa minimamente pelos assuntos da cidade em que vive, que assisitu algum dos debates, vir me dizer que vai votar na Arena?!

Então repito o que já disse em outros fóruns de discussão: São Paulo é a contramão do Brasil. É a marcha-ré do Brasil… 80% do povo dessa nação acham o governo petista bom ou ótimo mas, por aqui, o ranço dos quatrocentões infecta a classe média, que elege um ratinho de Maluf, um candidato do PFL, mesmo sabendo que a Marta é melhor. E o faz por dois motivos bem simples.

Primeiro: A elite de São Paulo é o cancro desse país. Para ficar claro: a elite de São Paulo é o cancro desse país. Se alguém pulou a linha: a elite de São Paulo é o cancro desse país. Sempre que um governo democrata, com visão social, governa essa cidade, eles se enervam e votam baseados no ódio que nutrem pela sua própria gente.

E São Paulo desconhece o Brasil. Eles têm raiva de Marta, porque ela deu condições dignas de vida para gente desprovida de tudo, e isso ameaça a classe-mediazinha de saco rendido e mesquinha. O cara não tem um projeto de governo, e quem vota nele sabe disso. Como votou no Pitta e no Maluf sabendo disso. Gente podre, gente nojenta e desprezível. É em meio a esse povo que vivo. Vão eleger um coronelzinho só pelo prazer de verem os pobres se ferrarem, mesmo que se fodam juntos. Gente pequena e imbecil…

Segundo: Eu prefiro uma puta assumida que solta um “relaxa e goza” para a classezinha que viaja de avião, do que uma bicha enrustida que chama o povo de vagabundo diante das câmeras. E qualquer pessoa sensata prefere também. Escolher o Kaxab entre os dois é assinar uma confissão de impotência e dizer bem alto: “Sou um cuzão conservador que tem medo de mulher”.

Não é à toa que republicanos e pastores dão o cu escondidos.

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“O Heber [Roberto Lopes] deixou de marcar um pênalti claro. Não gostaria, mas estou aqui novamente reclamando da arbitragem, infelizmente. O Vuaden errou no Barradão contra o Fluminense e foi suspenso. Será que a CBF vai suspender o Heber também?”

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Pois é, Mancini, é o que eu gostaria de saber.

Graças a um frangaço e outra garfada: assim Madame levantou a tampa do úmido Privadão e segue mostrando a linda bunda no Brasileirão 2008; mas a pergunta do técnico baiano é pertinente, até porque o Palmeiras jogará lá por esses dias (coisa que esperava nunca mais ter de assistir na vida) – e a corda pode ceder do lado mais fraco.

O lado fracote é o Palmeiras, que fique claro. Com um clube relapso e dividido, sobra na mão de Luxemburgo toda a responsabilidade em defender o Verdão, dentro e fora de campo. Quem deveria cuidar dos interesses do clube está, muito provavelmente, contando o lucro dos ingressos desviados domingo.

Alguma coisa precisa mudar muito seriamente dentro do Palestra, e ao invés disso toda a patota ganhou mais um ano para se refastelar na cadeira… A esperança fica por conta daqueles que investiram dinheiro sério na imagem do Palmeiras; quem sabe a diretoria dos omissos não relegue também essa função e assim tenhamos, por vias tortas, alguém que nos defenda dos desmandos de arbitragem. Porque, sem brincadeira, a administração do clube já está se tornando um assunto que nos faz pensar em intervenção.

Deixo abaixo os lance da rodada de ontem, incluindo aí o tento do rabudo do ano, o Grêmio que não joga picas. E o chocolate do Flamengo, que segue coladinho Nela, para cima do Coxa. Saudações Alviverdes!

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É dia de BOLÃO, amici!

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Passado o ardor da partida, bem como a necessidade de cutucar um pouco mais os bambis anônimos que infestam esse espaço, podemos fazer uma análise um pouco mais fria de tudo que ocorreu nesse domingão. Um pouco, não muito…

Antes de mais nada, não para me gabar, mas para sustentar alguns argumentos, gostaria de reproduzir trechos do que escrevi nesse blog, na antevéspera do jogo:

O Palmeiras será operado domingo.

Isso acontece desde que me conheço: eles passam a semana que antecede o clássico reclamando da arbitragem de maneira acintosa; a tática funciona, porque nos bastidores a influência leonor ataca tal e qual uma doença auto-imune, que só se manifesta quando você abaixa a guarda. Vai acontecer de novo. Sálvio Spínola não conseguirá segurar a pressão e sua válvula de escape soltará no time Verde o vapor corrosivo do time nazista. Seremos roubados, senhores, e é bom que estejamos preparados para isso (…)

Meu recado para o time Verde e seus comandantes: não abaixem a cabeça e ajam como time grande. Ao primeiro sinal de um procedimento cirúrgico é precido peitar o juíz em massa e paralisar o jogo, relaxando a partida pelo tempo que for preciso. Com diretor invadindo o gramado, fazendo barulho e inflamando a galera. Nada de pegar a bola, por na marca da cal e deixar cobrar. O Palmeiras já me cansou com esse complexo de Cinderela: quero ver meu time forte, dentro e fora de campo (…)

Pois é: e o que aconteceu, todos viram. Sálvio Spínola, mais por cagaço do que por má-intenção, tratou de operar o Palmeiras e mudar o desfecho do embate com apenas 7 minutos de jogo. No lance do pênalti (que aconteceu), ele simplesmente ignorou uma falta acintosa (se não estou errado, de André Dias em Sandro Silva). Mas era uma falta dessas que até minha mãe daria. Como o Palmeiras atacava, e era início de jogo, ele não quis dar a impressão de que estava sendo “benevolente” com o time Verde, por isso não sinalizou a infração. Assim, e só assim, o SPFW armou um contra-ataque que acabou em penalidade máxima. Aí, Sálvio não tinha mais o que fazer: deu o pênalti.

Coloquem-se na cabeça do árbitro, assim que ele apita o início de jogo. O Palmeiras massacra, vai para cima, a torcida empurra e pressiona. Ele não ouve aquela massa… Na cabeça do profissional que busca uma Copa do Mundo (e sabe muito bem quem manda por aqui) a única voz que ressona é a do presidente alcoólatra, protestando contra a escala de domingo. A única coisa que ele vê, ao invés dos lances, é a carta enviada pela diretoria bambi ao STJD, protestando contra sua escalação e previnindo a todos a respeito de um suposto esquema. Falta para o Palmeiras, no ataque. Ele pensa: “Opa, bela chance de eu começar fazendo uma média” – e não apita a falta! Para seu azar imenso, tem que apitar um pênalti na sequência, e sabe que fez merda.

Envergonhado consigo mesmo, tenta dar reinício ao jogo. Como não está prestando a devida atenção ao que deveria – o jogo – de repente apenas vislumbra, entre sua névoa mental de receios, um empurra-empurra. A torcida grita. Chinga e vibra. A casa é do Palmeiras, mas a carta é do SPFW. E para não perder o controle do jogo, para tentar conter os ânimos dos jogadores e uma ira maior no decorrer da peleja, expulsa dois atletas, um de cada lado, sem o menor cabimento! Do lado de lá foi um avante, mas para um time em vantagem no clássico e acostumado a jogar covardemente, é menos prejuízo. Não tiveram que mexer, apenas recuar, coisa que sabem fazer. Do nosso lado, por sua vez, ele elimina nosso maior craque! Diego Souza! A esperança de desequilibrar o jogo…

Resultado: em 6, 7 minutos, Sálvio Spínola destruiu o trabalho técnico de uma semana e desmontou o Palmeiras taticamente. Agora, me digam quem é o culpado! Madame?…

Bom… O que eu vi, durante toda a semana que antecedeu o duelo, foi o SPFW reclamando da escala e o Palmeiras contemporizando a escolha… Do lado deles, isso não é inédito: é assim, e só assim, que eles ganham clássicos e títulos; na base da pressão, da intimidação, da deslealdade dentro e fora de campo. Mas será que só eu sei disso? O Palmeiras não sabe?

Pergunto isso porque foi Sálvio Spínola quem operou ao Palmeiras em 2005, contra o mesmo clube, na Libertadores. Ele não marcou um pênalti claro em Correia, e o jogo acabou 1 x 0 para o anti-time. Aliás, se os palmeirenses responsáveis pelo departamento de futebol do clube não lembram do histórico Sálvio Spínola + SPFW, consultem o blog do amigo Secondo Tucci, e leiam o post “Sálvio, SPFC e os dados“. Não é nem o caso de colocar vídeos aqui para comprovar o que estou dizendo… Está tudo lá, se eles não sabem.

Mas sabem. São bundões. São bundões com aquelas “plaquinhas de patrimônio”, onde se lê “propriedade da SEP”, rebitadas nas suas nádegas brancas e carcamanas. São cuzões, esses que cuidam do Palestra, até quando vou gritar isso sozinho? Eles têm ainda a aspiração de ser bem tratados pela imprensa, de se perpetuarem nos corredores do poder, portanto não querem atrito com quem manda, o SPFW.

Porque, se fossem homens dignos dos cargos que ocupam, alguém de respeito apareceria na mídia e bradaria a semana inteira: “Quem não quer o Sálvio é o Palmeiras: ele já operou contra a gente em uma Libertadores, contra esse mesmo adversário, que agora faz uma cortina de fumaça para que nos esqueçamos, portanto não acreditamos que se trate de um árbitro isento. Sua conduta dentro de cmpo e sua lisura no que se refere ao São Paulo estão comprometidas. E não aceitaremos esse árbitro aqui!

Por que não fizeram isso, seus bostas? No mínimo, para equalizar a pressão na cabeça do caga-regras… Eu, um torcedor de merda, sabia o que ia acontecer. Eles não?! Ou se cagaram mesmo, como vêm se cagando à frente do Palmeiras nos últimos 30 anos? Bando de oportunistas, raça de usurpadores! Só 26.000 ingressos vendidos? Eu sou tão trouxa assim?

Só o que fizeram foi jogar toda responsabilidade do pepino em cima da competência de Luxa e os seus comandados. Tiveram sorte. Com o talento de Luxemburgo, podem ter mais: seremos campeões. E quando formos campeões, aí não haverá problemas: eles sabem que a torcida apaixonada não vai ligar muito para o que estou falando agora. E vamos vivendo assim, até o próximo roubo.

Só não me venham reclamar que o Palmeiras é assaltado sempre. É mesmo, mas é porque merece: é assim que se faz contra times pequenos, ou que se comportam como tais. Ainda bem, graças a Deus e aos nossos antepassados, que ainda temos essa torcida leonina, feroz, gigante e heróica, capaz de empurrar a esquadra e mudar um resultado adverso.

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Só para deixar a nação Alviverde tranquila, vamos combinar que a rodada foi boa? Estávamos a 2 pontos da liderança, agora apenas 1 pontinho nos separa de Roth, o previsível. Vejam os números, enviados pelo leitor Pinho, e percebam o quanto são boas nossas perspectivas:

DADOS DO PALMEIRAS

DADOS DO GRÊMIO

ATAQUES

DEFESAS

CLASSIFICAÇÃO DO RETURNO

E para os imbecis de plantão que infestam a grande mídia com suas grandes opiniões futebolísticas: se fossem ouvidos seus brados contra o sistema de pontos corridos, hoje a final do Brasileiro seria entre Grêmio e Goiás. Muito justo, sem dúvida…

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1) A entrevista do vice-presidente do Palmeiras ao Agora SP, nosso nazi de estimação, Ebem Fernando Gualtieri:

O Palmeiras vai continuar jogando no Palestra Itália por mais ou menos uns seis meses em 2009. Podemos fazer um acordo com a BWA para eles continuarem vendendo os ingressos durante o período.

Ou seja, o safado elitista que desvia ingressos para os cambistas, via laranjas como o Sr. Pica Pau, acaba de me esclarecer em definitivo os motivos pelos quais essa corja de putrefatos se esforça para continuar no poder por mais um ano: é mais um ano roubando os cofres do Palmeiras, na cara do torcedor, sem o menor pudor de esconder o que faz.

O lazarento diz isso após a torcida ter passado outro sufoco essa semana nas bilheterias do Palestra, após os ingressos terem sido “esgotados” na venda direta. Vale lembrar o relato do amigo Ademir, do Forza-Palestra, que esteve lá dentro e até fotografou a confusão armada dentro de nossas dependências. Parece de propósito. Parece que armam o esquema completo para desistimular o torcedor a comprar seu ingresso na bilheteria: assim eles lucram mais com os ingressos desviados por eles mesmos aos cambistas.

Sr. Gualtieri: o senhor é conivente, safado, vagabundo e corrupto. Caia fora do Palmeiras, antes que nos obrigue a tirá-lo daí a tapas, seu carcamano fétido.

2) As flores de plástico não morrem:

Um jogador pega oito jogos de suspensão por passar a mão na bunda de um zagueiro;

O emo-clube se ofende com um buquê de rosas, e a imprensa corrobora o “fato lamentável”;

Um candidato a prefeito dá a bunda 3×4 e se ofende quando alguém pergunta se ele é casado;

O filho do embaixador do Paraguai atropela uma menina, bêbado, pego pelo bafômetro, mas nada acontece: ele tem imunidade diplomática.

O brasileiro chinfrim, subnutrido e burro, acata a sugestão da mídia e vai ao Maracanã torcer contra o Brasil, obedecendo aos anseios da imprensa esportiva, que precisa de um técnico que convoque a Borboleta Monarca e Hernanes.

PAREM O MUNDO, QUE EU QUERO DESCER NESSE PONTO!!!

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* Que bela canelada na bola deu esse blogueiro, cornetando o grande Denílson o ano todo! Ele decidiu o jogo: eu vi! Que Valdívia, que nada!…

* Gente, é o seguinte: após o terceiro gol veio-me a sensação exata de que o título é nosso, e desabei em um pranto sem sentido: o Verdão leva em 2008 seu nono título nacional! A parada é dura, eu sei: mas deixaram Luxa liderar faltando 10 rodadas e agora não tem mais jeito. E essa torcida está simplesmente contagiante, maravilhosa…

* Depois de um 1º tempo duro, onde tivemos de correr atrás do placar, viu-se o Palmeiras com um homem a mais em campo: nosso técnico saca então o terceiro zagueiro e um volante e promove a entrada de Evandro e Léo Lima: coisa de louco, o time partiu ao ataque com apetite leonino – e não tinha mais como conter aqueles bravos de verde, a partir dali. O Palmeiras massacrou o Galo até abrir a vantagem que lhe assegurou a vitória. E, acreditem, vai jogar sempre assim daqui para frente. O título é nosso, amici… Forza, Maurício! Avanti, Palestra!

* 25.000 pagantes? Vão pra puta que vos pariu, carcamanos! Eu estava lá, não cabia mais uma mosca, os 27.500 ingressos haviam se esgotado pela manhã. No bolso de quem foi parar essa grana? Acho que já dissemos os nomes por aqui, não?

* Não tem nada a ver com política (eu nunca votei nele), mas adoro esse governador Palestrino!

* Bom, vamos ao bolão: Parabéns ao Pinho, que acertou em cheio o placar, levou 6 pontos e subiu na tabela, assim como Vinícius Paes. Mas quem se deu bem mesmo foi Ademir, que com seus pontos certeiros voltou a brigar pela camisa Alviverde. Quem não acertou o placar em cheio, mas apostou na vitória, levou 2 pontos (Valmir, a tabela que publiquei de manhã já computava seus pontos extras de Palmeiras x Vasco, confira).

Vamos à tabela, pois! É só clicar e ampliar:


* Vamos esperar as manchetes de segunda para uma nova comparação… Mais tarde, fiquem também de olho no Quizz. E só mais uma:

Madame ganhou: vem, putinha…

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Estou sem tempo nesta manhã quente de sexta-feira e devo ficar um pouco longe dessa página até o período da tarde. Por hora, apenas registro uma notinha que saiu hoje no UOL, tratando da vida do nosso adversário de domingo.

O clube mineiro atravessa uma crise política: luta pela cadeira da presidência, votações iminentes em um clima de confusão geral, diretores travando uma guerra particular, etc.

Lendo a nota, dá para imaginar: se a moda pega por aqui, alguns diretores teriam que fugir de sua torcida, revelando sua covardia e escondendo seus ingressos falsos…
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Aviso: esse é um post não muito educado no seu linguajar.

Porque essa diretoria que está aí:

1) É conformista e omissa: Não pressionou a Polícia Civil, seja através de advogados ou da imprensa, a se posicionar claramente quanto ao episódio do gás: até hoje não se sabe que tipo de “gás” teria sido usado no vestiário. Sim, usado no vestiário – pois a única coisa que a perícia provou foi que o gás não poderia ter vindo de fora. O Palmeiras alardeou a notícia? Constestou a punição do TJD que nos impôs multa de R$ 10.000,00 e perda de um jogo? Não. Quem cala, consente.

2) É promíscua e corrupta: O Sr. Pica-Pau, aquele diretor que repassava ingressos aos cambistas, segundo apuração interna, foi expulso dos quadros do clube? Não. O sr. Della Monica, aquele que se perpetua no Palmeiras – primeiro como lambe-botas do Turco maldito, a quem traiu pra se eleger presidente, agora como lamber-saco do Turco maldito, para ver se consegue o poder vitalício, tomou alguma atitude em defesa do Palmeiras nesse episódio? Rompeu com a BWA, melhorou a vida do seu torcedor – ou apenas fez majorar os preços dos ingressos – o mais caro do Brasil?

3) É covarde e passiva: Diego Souza pode ser suspenso por um jornalista, Kléber volta ao STJD por ação já julgada, onde foi absolvido. E esses que aí estão assistem tudo calados, sem se manifestarem. Esses que estão aí fazem novamente um “mea culpa” para a imprensa paga, no Boletim de hoje, afirmando que farão uma “sindicância interna” para apurar qual diretor sabia sobre a autoria do gás (e afirmando assim, implicitamente, que acredita que ele foi lançado pela nossa torcida).

4) Não gosta de sua torcida: tentou abertamente elitizar o público antes do Brasileiro, dizendo que era chegada a hora de “ter uma torcida mais qualificada” frequentando o Palestra; deixou o torcedor apanhar feito cachorro na hora da compra de ingressos para a final do Paulista, porque havia entregue os ingressos disponíveis aos cambistas de Seu Gualtieri; assistiu, passivamente, nossa torcida ser espancada dentro de sua casa na final do Paulista, enquanto o Promotor são-paulino, pisando no nosso símbolo, olhava contente para a Mancha Verde.

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Houve um tempo em que o Palestra Itália tinha homens na sua diretoria. Chegou a se retirar de um campeonato porque cansou de ser roubado. À época éramos recém-nascidos e isso não abalou as estruturas de ninguém, mas hoje…

Eu queria ver o que aconteceria se tivéssemos um presidente de verdade, que viesse a público e dissesse: “Vocês estão prejudicando o Palmeiras de todas as formas: usam a imprensa, o Ministério Público e seus procuradores do STJD para tentar frear nosso rumo à liderança, portanto o Palmeiras, que não pode compactuar com essa atitude espúria, que é marcado por uma história limpa e de perseguição, está se retirando do certame”.

Tal atitude, hoje, quando somos gigantes, pararia o campeonato, geraria um quiprocó sem tamanho na imprensa, fomentaria manchetes internacionais ( pense em 2014) e geraria uma crise sem precedentes na CBF e no clube dos 13. Aí, alguém sério teria de aparecer para reestabelecer os rumos da condução do futebol nesse país. Mas não temos um Vicente Matheus, um Fábio Koff, um Euricão em seus áureos tempos. Temos um merda que borra as calças e se apega à cadeira de presidente por vaidade. E só. Estamos sozinhos, amici, enquanto Ali-Babá e os 40 ladrões sitiaram nosso amado clube. Se Diego Souza e Kléber forem punidos, esses bostas não farão nada – como não fizeram quando o Palestra foi punido pelo episódio do gás-sem-provas.

Só mais uma perguntinha para essa corja de imbecis: quando será o lançamento da pedra fundamental da Arena?

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Bom dia, Palestra! Mais um fim de semana de bola rolando, mais um jogo com o Vaxco e, mais uma vez: não se esqueça de parpitar no Bolão! A reta final está de tirar o fôlego, eis as apostas (bem otimistas) que já chegaram:

PALHAÇO GÓTICO: Palmeiras 2 x 0 Vaxco
FERNANDO KAMERS: Palmeiras 2 x 0 Vaxco
VALMIR, O PREJUDICADO: Palmeiras 3 x 0 Vaxco
PINHO: Palmeiras 3 x 0 Vaxco
IRINEU: Palmeiras 5 x 0 Vaxco
RAPHAELLO: Palmeiras 5 x 1 Vaxco
MAURÍCIO: Palmeiras 6 x 2 Vaxco
ADEMIR: Palmeiras 4 x 1 Vaxco
VINÍCIUS: Palmeiras 3 x 1 Vaxco
FELIPE AZEVEDO: Palmeiras 5 x 2 Vaxco
VÍTOR MV: Palmeiras 3 x 1 Vaxco
FERNANDO DALCIN: Palmeiras 2 x 0 Vaxco
ANDRÉ FALAVIGNA: Palmeiras 3 x 2 Vaxco

Ainda falta muita gente para mandar um palpite – poste o seu AQUI que irei acrescentando ao longo do dia nessa mesma lista, bem acima desse trecho da entrevista que você acompanha agora da Sportv com Belluzzo, falando de Arena, Valdívia, ingressos e dívidas:

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E Celso Roth começa a dizer a que veio… Vamos ver agora, Madureira. Só depende da gente.

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Uma coisa que os leitores desses blogues temáticos precisam saber é que nós, que neles escrevem, somos “outsiders“. Não estamos na mídia propriamente dita, aquela que tem reconhecimento público por ter um espectro de maior alcance no que se refere ao poder de formar opinião. Portanto, para o blogueiro, não há nada mais importante que os comentários de seus leitores: esse é o único parâmetro que o criador da página tem para avaliar a qualidade de suas opiniões, a relevância que ele realmente tem em relação ao tempo que dedica de sua vida.

Nesse sentido, sou muito (e muito!) grato aos leitores como Valmir, de Campinas, por exemplo. Não raramente, discordamos nas opiniões e no humor. E só sei disso porque ele me dá esse feedback (palavrinha bambi, né?), através de comentários inseridos nos meus textos. Nem é o leitor mais assíduo, mas é um dos mais ativos e inteligentes (sei disso porque também o acompanho em fóruns de torcidas, apesar de não opinar ali).

E por saber de tudo isso, dediquei-lhe uma resposta mais cuidadosa (e contundente) a respeito do que tenho escrito nos últimos dias, no link de comentários de uma postagem recente. Hoje, tendo à mão um tempo que me faltou essas semanas, reli todos os comentários dos sete últimos dias e percebi que essa resposta específica poderia servir como esclarecimento para muitos leitores. Explico: esse blogue “explodiu” de modo inédito essa semana no que se refere ao número de visitas e no entanto nunca houve por aqui tão poucos comentários. Pareceu-me uma incoerência, à princípio. Depois percebi que, talvez, meu jeito meio estúpido de expor opiniões tenha passado ao largo da compreensão dos leitores – que têm mais o que fazer da vida além de ler textos longos e ácidos a respeito do Palmeiras.

Entendi, por fim, que devia um esclarecimento a todos que acompanham o Cruz. E percebi que a resposta que dei a Valmir é o esclarecimento perfeito (o mais honesto) a todos meus amigos… Com a permissão do meu irmão campineiro, portanto, quero tornar público o que respondi a ele por esse dias, nem lembro agora em que postagem (não estou vendo meu blogue nesse instante).

Em tempo, e sem mais delongas (sei que ando meio prolixo), quero ressaltar que quando faço aqui uma crítica mais pesada em relação a atitude da nossa tocida, não estou me referindo, em momento algum, aos membros dessa Mídia. Acho mesmo que são todos heróis por dedicarem seu tempo ao Palestra de graça, por mais que discordem de mim, e admiro – de coração – todos eles.

Só que também sei que somos apenas uma minoria privilegiada (com banda larga, que pode pagar 30 pilas a cada 15 dias pro Gualtieri rir de todos nós) num limitado poder de alcance. Minhas críticas querem se dirigir, utopicamente, ao Palestrino médio, que nem frequenta esse espaço, mas que trata dos assuntos de seu clube com uma passividade que não poderia existir, como bem explanou essa semana nosso pensador Barneschi.

Eis o que disse a Valmir, afinal, e que deixo agora como “retratação” aos leitores do Cruz de Savóia (e discordem à vontade!):

{Bom, Valmirzão: espero que, AGORA, vc entenda o porquê do meu mal-humor recente. Boa parte da torcida do Verdão (inclusive aqui nessa Mídia) defendeu que a venda de Valdívia foi um bom negócio. Amigos meus, inclusive.

Diogo, da PORTUGUESA, foi vendido pelo dobro do preço, praticamente.

Vai ver que lá eles não tem um técnico que incentiva o jogador a ir embora, dizendo pra ele: “aproveita a oportunidade”, para depois virar para a imprensa e dizer: “eu sou tão foda que não preciso dele”.

Além disso, há aquela história do gás, que não cobramos solução. A história dos ingressos, pelos quais continuamos a pagar 30 contos sem reclamar. A história do banquete, que parece que vai acontecer sob nossas barbas sem que a torcida se revolte. E sem falar nas histórias do Iraty…

E eu ainda tenho que escutar que “essa diretoria fez muita coisa” e “merece crédito”.

Essa diretoria, caro amigo Valmir, NÃO FEZ PORRA NENHUMA! Quem fez foi a Traffic, a Fiat, a WTorre. Porque, entre nós, lá no Palestra, quem manda e quem vota são os mesmos carcamanos podres que estão lá há mais de 30 anos. Gente que está morta e não sabe.

O que mais precisa para a torcida enxergar isso e começar a pedir a cabeça dessa gente – como pediu a cabeça do Turco? Ah, já sei… Estão esperando a Traffic ir embora, voltarmos à época do bom e barato, para então enxergarem que continuamos na mesmíssima MERDA de sempre.

Entenda, Valmir: o que escrevo nesse blog não é pessoal; antes de postar, penso sempre na maioria da torcida, na massa verde como um todo e em suas reações. Jamais viria aqui para vilipendiar aqueles que contribuem na Mídia Verde, seja através de blogs ou de comentários inteligentes como os seus. Se, às vezes, temos todos por aqui opiniões divergentes, eu acho isso ótimo! Caso contrário, seríamos aquela coisa pasteurizada de Madame.

Não quero isso. Minhas críticas não se voltam contra essa Mídia, mas contra a massa Verde em geral, que aspira ter uma diretoria como a de Madame e acha que tá bom pagar trinta pro Gualtieri, que acha certo dar carta branca pro Luxa e um pé na bunda do Mago.

Abraços!}

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Hoje é sábado, dia de descansar a cabeça e cuidar da alma. Depois disso, releiam com mais carinho…


VERDES SÃO OS CAMPOS

Verdes são os campos,De cor de limão:Assim são os olhosDo meu coração.

Campo, que te estendesCom verdura bela;Ovelhas, que nelaVosso pasto tendes,De ervas vos mantendesQue traz o Verão,E eu das lembrançasDo meu coração.

Gados que pasceisCom contentamento,Vosso mantimentoNão no entendereis;Isso que comeisNão são ervas, não:São graças dos olhosDo meu coração.

Luís de Camões

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