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Posts Tagged ‘Ingressos’

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Quero sair um pouco da pauta do dia, ainda que seja para falar de um assunto chato (porém necessário).

Antes de mais nada, quero dizer que fui conferir pessoalmente as bilheterias do Palestra no sábado, antes do jogo Palmeiras x Barueri. Cheguei por volta das 13:50 e entrei a 10 minutos do início do baile Verde, às 15:50: apenas sete guichês estavam abertos durante esse período… A coisa não repercutiu porque o público (de 13.278 pagantes) não foi o suficiente para gerar longas filas, mas a verdade é que a imposição de Belluzzo (que exigiu os 25 guichês abertos para a venda de bilhetes nas datas dos jogos) foi desrespeitada pela BWA novamente – ali, na porta de nossa Casa.

O que o presidente fará a respeito, não sabemos. Mas é certo que cabe à nossa diretoria retaliar essa afronta com o peso devido. Por hora aguardemos, pois esse não é ainda o cerne da questão aqui.

O problema é mais embaixo: o que me coça atrás da orelha é a perpetuação da burrice instalada por Gualtieri e cia, quando aumentaram o valor do ingresso mais em conta para R$30,00; nossa renda, nesse sábado, foi de R$ 370.127,50. Dividida pelo público já registrado acima, chegamos à média de R$27,87 reais por cabeça (levando em conta as meia-entradas, contrabalanceadas com ingressos mais caros como os do Setor Câncer).

Não levou-se em conta, assim como em 2008, o esforço que o Arquibaldo está fazendo para preencher as lacunas do Palestra tanto no Paulista como na Libertadores; não levou-se em consideração, mais uma vez, o bolso desse sofredor que quer acompanhar o Palmeiras a qualquer custo, ainda que seja para ver um time incerto (graças a nosso treinador, não sabemos mais se empurraremos, ao entrar no Jardim, o Palmeiras A ou B).

Agora vamos fazer aqui uma continha básica: se todos os ingressos para o jogo contra o Barueri tivessem seus valores contemplados por uma promoção da diretoria, custando R$15,00, teríamos os seguintes benefícios:

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1) Um estádio cheio de Palestrinos felizes por poderem ver o Palmeiras em campo sem serem achacados;

2) Uma renda ligeiramente superior, levando-se em conta esse estádio recheado com, digamos, 25.000 torcedores (ao invés de 13.000 em um sábado de sol): renda de R$375.000,00 + time jogando com moral, empurrado pelos seus;

3) Um torcedor satisfeito, pois teria mais condições de comparecer contra o Noroeste e ainda teria tempo para sanar seu bolso – e comprar ingressos para o jogo da volta contra aquele time pequeno que esqueci o nome, lá do Recife.

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Mas não podemos igualar o preço dos ingressos, tampouco fazer tal promoção, porque:

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1) Os simpatizantes do Setor Câncer não poderiam se sentir ‘diferenciados’ daqueles que sujam os banheiros, sendo que estes pagariam o mesmo preço que eles pelo ingresso;

2) As filas na bilheteria seriam imensas, pois a BWA continua cagando na cabeça do Palmeiras;

3) Se o Palmeiras não ganha, haja corneta na orelha dos jogadores…

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Enfim, constato que Gualtieri saiu, mas sua burrice elitista criou raízes lá dentro. É só uma constatação óbvia de como trabalhamos para perder torcida e renda.

A solução não posso apontar: não sou economista…

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Lula faz careta ao vestir boné da Mancha. Foto: Wilson Pedrosa/AE

Lula faz careta ao vestir boné da Mancha. Foto: Wilson Pedrosa/AE

 

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A experiência me mostra que quando a esperança depende de um advogado, a vaca já atolou na lama. Mas temos que confiar na OAB, porque foi a instituição que se colocou contra o cadastramento de torcedores para compra de ingressos, fruto verde da lei assinada sexta-feira pelo Lula. Este, aliás, deveria ir mais ao campo (tentando comprar ingresso da BWA, na fila).

Sou leigo, mas posso intuir parte da objeção dos especialistas: se o objetivo é transformar a mentalidade de um torcedor para que ele “pague e divirta-se” pelo ‘espetáculo’ do futebol, como age qualquer consumidor de lazer, não há porque discriminá-lo, não é mesmo? Nem há justiça nisso.

Ou vão cadastrar aqueles que desejarem comprar ingressos para o Cirque de Soleil? Terão também esses senhores de prestar informações pessoais, tornar público números de documentos?

E quem quiser pagar o preço equivalente a uma numerada coberta no Palestra em noite de final de Libertadores,  só que para assisitir um show do U2 no gramado? Vai ser rastreado, também? Não, né…

Mas eu entendo que num país onde se estabelece um estado democrático de direito, as regras devam ser as mesmas para todos.

Então o tiro saiu pela culatra, e rio desses insanos do país do faz-de-conta, onde todas as leis nascem somente para serem tabeladas pelo corrupto da esquina, aquele funcionariozinho público na outra ponta do fio, sobre quem recai a incumbência de aplicar a nova regulamentação.

Bingo! Fizeram  tanto para discriminar o conceito de torcedor da idéia do cidadão de bem, aplicando-lhe seus próprios parâmetros, que agoram não podem mais separar um do outro.

Mas calma, vamos rir mais uns meses, ainda: não são muito inteligentes os que nos governam, muito menos o são aqueles que nos trazem as informações: muita mentira virá embrulhada em jornal.

 A verdade é que o monstrengo sórdido chamado ‘torcida legal’ jamais passará como está; por sinal, até mesmo a  mensagem subliminar escondida por detrás desse nome-fantasia soa mais como um lapso: parece que querem me dizer que, enquanto a lei não estiver em vigor, somos todos, eu e vocês, torcedores ilegais.

Mas, e depois que a lei cair na mão dos coronéis de porta de estádio?… O que seremos?

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ingressos

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Dia 21, 16:30h, Estádio Santa Cruz

Ribeirão Preto – SP

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Em Santo André:

Estádio Bruno José Daniel
Rua 24 de maio, s/nº – V. América

Esporte Clube Santo André
Rua dos Ramalhões, 126 – Pq. Jaçatuba

Lojas A Esportiva:

Rua Cel. Oliveira Lima, 398 – Santo André

Rua Campos Sales, 58 – loja 13 – Santo André

Sportcenter
Rua Cel. Oliveira Lima, 499

Bar do Mazinho
Rua das Hortênsias, 132 – V. Helena

Gol de Placa
Rua Campos Sales, 58 – Loja 13 – Santo André

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Em São Paulo:

Palestra Itália
Rua Turiaçu, nº 1840 – Perdizes

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Em Ribeirão Preto:

Estádio Santa Cruz
Avenida Costábile Romano, s/nº

Loja A Esportiva
Ribeirão Shopping – Lj 35 (Av. Cel. Fernando Ferreira Leite, 1540)

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“Queremos que as partidas da seleção sejam o mais acessível possível para as famílias neste momento difícil que atravessa a economia”

Alex Horne, diretor executivo da Federação Inglesa, que baixou 25% o preço dos ingressos dos jogos de sua seleção em virtude da crise mundial.

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“A intenção da diretoria é levar ao Palestra um público diferente daquele que entrou em conflito com a Polícia Militar (…) O princípio é o mesmo dos clubes ingleses, que modernizaram seus estádios com ingressos mais caros, barrando os torcedores de classe baixa e elitizando o esporte.”

Eben Gualtieri, em junho.

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Sempre chega a hora em que não se tem mais o que defender. Você olha por todos os ângulos do Palestra e não vê nada bonito; nem no time, nem na comissão técnica, nem na diretoria, ou até em nós mesmos…

Podemos apontar as verdadeiras intenções da imprensa a vida inteira, mas não há mais como negar o sucesso da fábrica de manchetes de toda família Spaguetti. É treinador-comentarista, goleiro unabomber, diretor-cambista, torcedor maluco, colete limão-caganeira e um time de bundões.

E um presidente golpista.

No outro texto me excedi, na verdade eu não passaria dos xingamentos costumeiros mas, se além de tudo isso, o Palmeiras não fizer o inferno para segurar o Kléber… Como confiar nessa gente, depois?

O Guerreiro é igual nossa torcida, joga com uma fome de ganhar que corresponde à nossa sede de vitória ali no cimento. Kléber sabe o que representa vestir aquele Manto, e o Palestrino sabe o que Kléber representa. Ele vale cada centavo do meu ingresso, mesmo que erre tudo. Porque ali a alma Palestrina está em campo, e eu posso ver meu time lutar. Eu exigo Kléber primeiro!

Depois temos que fechar a fábrica, porque vencer é outra coisa.

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Nossa Família

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Tudo certo, então tá: antes que espante os mais lúcidos e inteligentes do que eu do convívio dessa página, vou me lembrar da lição de casa… Até onde me lembro, não se deve nunca generalizar um conceito – aprendemos isso em algum tempo da vida, seja em casa, na rua ou na escola; comprovamos que jamais devemos pintar um conjunto de idéias com a mesma cor, sob o risco de começarmos a acreditar, sem percebermos, em uma verdade única ou superior. E os grandes ditadores da História, bem como alguns adolescentes americanos, já nos mostraram o perigo que a humanidade corre quando alguém, com mais ou menos poder bélico, acredita em uma só verdade – ou ainda em nenhuma.O irônico é que se todos vocês concordam comigo, passamos a acreditar na mesma verdade… E sob a luz dessa verdade unânime, lembremos que há sempre, pelo menos, dois lados – duas vias para serem escolhidas. Ou seja, temos que admitir que há gente decente na imprensa, ou em casa de Madame, ou no Ministério Público, ou até mesmo dentro da corporação da PM, em algum corredor de suas instâncias. E, supondo que há gente de bem em todos esses órgãos, vamos imaginar também que ali e acolá trabalhem alguns palmeirenses entre Elas (não que ser palmeirense tenha relação com ser decente, por favor).

É desnecessário afirmar que não acreditamos que o mundo está contra nós, sempre depositaremos fé no ser humano por princípio (somos humanos também, falíveis também). Não estou falando um amontoado de obviedades?

Por que então o Palmeiras, através de quem o representa, não combate seus inimigos no campo deles?

Por que o colunista esportivo palmeirense tem vergonha de se revelar – ou ao menos de fazer justiça ao Palestra? O que ele procura esconder, lançando mão quase sempre do expediente de esculachar nosso time? Por que o cartola palmeirense da Federação diz que nossa casa não presta, e nos sabota tanto ao invés de, pelo menos, ser isento? Por que nossa diretoria nos vende aos cambistas e expõe nossos portões à fúria das massas e da mídia – e nosso torcedor ao risco de vida?

Se há gente boa lá fora, então tá. Mas vou continuar atirando merda para todo lado, até que essa bosta atinja alguém decente que acorde e me faça pedir desculpas. A dita Mídia Palestrina foi o veículo que a família palmeirense desenvolveu para poder trazer o esgoto à tona, mostrar essa podridão à luz do dia, de contar o que sabe, de esclarecer palmeirense mais incautos e… e?

Bom, se for só isso, é punheta.

Se os relatos de Barneschi – assim como tantos outros gerados em forma de comentários em seu post – ficarem dentro dessa comunidade, então picas! Ali tem gente que foi ao estádio, tem testemunha, tem vítima. Tem lesão corporal, tortura. Do outro lado da minha tela tem advogados, líderes de entidades, jornalistas, gente que lida com gente, porra… Eu que sou louco quando escrevo sempre a mesma coisa, ou o outro lado é que se cala?

Quanto mais eu procuro, vejo que o único que pode fazer algo pelo Palmeiras é seu torcedor. E depois de domingo, temos que fazer por nós mesmos, pela vida dos nossos filhos que um dia frequentarão aquele estádio. Ou eles terão também que lidar com a fúria que sublima do ódio destilado de Madame? E a que nível vai estar esse ódio – quanto seu filho aguenta?

Mais quantos ataques o Palestra Itália pode aguentar em sua história? Eu sei que o momento é de festa, mas é no doce da festa que as moscas se juntam… Eu só sei escrever mesmo, não tenho um puto também, então punheta pra mim. Mas faço dessa página um espaço aberto, para que os mais preparados (ou posicionados) pensem em uma forma de levar esse abuso de poder, essa maldade e esse ódio ao conhecimento da sociedade de uma maneira eficiente. Insisto: à sociedade como um todo, àquele indivíduo que se hipnotiza com a menina na janela, porque entre a gente já foi tudo revelado.

E porque a nós, só nos resta nós mesmos.

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Deixo abaixo três textos que vão desagradar muita gente que nos acompanha; depois disso, perdoem-me se não atualizar a página com a frequência costumeira, pois estou com nojo do Palmeiras. E nojo de São Paulo, e nojo de quase tudo.

Pensei bem antes de postar essas reflexões, mas é o seguinte: um blogueiro amador é um abnegado. Gasta horas e dias de sua vida para construir um veículo de informação virtual, e muitas vezes nem ele tem idéia exata da validade e pertinência do que escreve, sob a ótica de quem lê, isso quando os leitores o visitam. Portanto, tanto esforço só pode ter uma jóia de valor: penso que esse é o único espaço do mundo onde posso dizer o que quero, do modo que acredito, sem ser obrigado a me adequar a nenhum juízo moral que não seja o meu próprio. Portanto, lá vai meu ódio destilado – e me perdoem os que se sentirem ofendidos:

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1) O resultado de hoje era tão óbvio que não me deixou triste: o Palmeiras não merece ser campeão. É verdade, ainda é possível, nesse campeonato equilibradíssimo, onde o líder é medíocre em campo e aqueles que o seguem não fogem da burocracia da bola. Podemos chegar lá. Mas é o seguinte, seria uma injustiça, porque esse time não merece o penta. E explico:

Temos uma torcida maravilhosa, e é só isso que me entristece. Mas essa torcida foi tratada como lixo pelo próprio clube, desde a primeira rodada em que foi mandante. Disseram que não éramos bons o bastante para torcer pelo Palmeiras no Palestra, e tentaram aumentar o ingresso para R$40,00, para ver se gente melhor apareceria no campo. Não deu. Voltaram atrás, mas não muito: ainda sustentamos o ingresso mais caro do Brasil.

Esse ingresso inflacionado tem uma razão de ser, e a razão não é a nova realidade do mercado da bola, onde a bilheteria deve representar importante fonte de renda ao clube. O verdadeiro motivo dessa cobiça nos foi revelado logo após a final do Paulista (onde a diretoria deixou a polícia nos espancar na fila dos ingressos, que sumiram, e ainda dentro do Parque Antarctica, já no segundo tempo da finalíssima): há gente lá dentro, como o Sr. Pica Pau, o sr. Ebem Gualtieri e o Sr. Palaia (alô, Conrado, estou tentando separar o joio do trigo…) que tem uma relação para lá de obscura com a empresa de fachada dos irmãos Balsimelli, como já cansou de mostrar o bravo Barneschi.

Os ingressos adentram a diretoria, somem das bilheteria e reaparecem em massa nas mãos dos cambistas.

Alguns são falsos, confeccionados pela própria BWA, coisa já fartamente comprovada.

O Palestra lotado é sempre uma ilusão de ótica: por mais que o torcedor não encontre ingresso, em todo jogo 1000, 2000 ingressos são “devolvidos”, segundo a lenda de quem desvia a “féria” de domingo.

Se o torcedor associado reclama, conselheiros ameaçam-no de expulsá-lo do clube, como fizeram com o amigo Ademir – que tirou foto e registrou o fato, na final contra a Ponte.

Mas, na hora do jogo, foda-se o Palmeiras. Porque, durante os dias que antecederam alguns embates, nesse torneio, ficou bem claro que havia a intenção de se prejudicar nossa equipe. Ou pelo fato do adversário criticar a arbitragem e botar pressão, ou pelo fato do STJD instalar o terrorismo na cabeça do nosso elenco, ou pelo fato da imprensa querer causar um clima de guerra onde só havia paz. Mesmo assim, essa diretoria passiva viu o Palmeiras ser roubado em casa domingo passado, ser humilhado pela arbitragem em seus domínios, e não reagiu, nem na quarta-feira.

Como uma puta que apanhasse para devolver o dinheiro ao cafetão. Quando ele bate e toma a grana, ela não reclama. Só chora.

Nesse sábado, como já havia nos alertado o 3VV, escalaram o mais caseiro dos caga-regras para conduzir nosso jogo. O cara havia apitado 12 ou 13 jogos: 30 pontos para o mandante e apenas 6 para os visitantes, se não me falha. Três desses pontos como visitante foram para o SPFW, jogando na Bahia, contra aquele time cujo nome não entra nessa página. Jogos do Fluzão? Nenhum: esse foi o primeiro. O cara veio de Brasília para fazer o que fez, com uma missão a cumprir. Porque o Palmeiras pode ter se perdido em campo, bobeado na marcação, mas aquele primeiro gol… Eis o que ocorreu:

Na batida da falta, a bola era do Marcos. Mas apareceu Washington, matador certeiro em jogos decisivos, na frente do Santo, sem marcação alguma; então Marcão novamente teve de agir como zagueiro (fato recorrente no certame), e desviou sua atenção para o atacante, se esquecendo da bola. Já o avante, quando percebeu que não conseguiria desviar a redonda, esticou acintosamente o braço, ludibriando nosso arqueiro, que tentou prever a trajetória da pelota no lance.

Qualquer juíz sério invalidaria a jogada e premiaria o “coração de leão” com um amarelinho. Agora, o fdp é Washington, o Flu, o juizão que tinha um trabalho a cumprir? Não, né… Se por aqui sabíamos o que aconteceria (palmas ao 3VV novamente) e ainda tentamos avisar (como no domingo passado), por que raios aqueles caras que desviam dinheiro do Palestra não perceberam? São burros? Ou estão cagando para o Palmeiras?

Claro, novamente, vamos separar o joio do trigo, porque há ali gente séria, gente de bem: assim me parecem ser Toninho Cecílio, Cipullo, Belluzzo e sua trupe. Só que o problema é mais embaixo: de boa intenção, os times pequenos estão cheios… De covardia, também. Precisamos de um homem lá, cacete! Um cara que levante a voz e intimide a imprensa e os tribunais, como Eurico Miranda fez a vida toda para defender o seu time, estando ele com a razão, ou não. Ele amava seu clube e demonstrava isso, por isso ficou tantos anos no poder sem ser incomodado.

Disse isso outro dia e fui mal compreendido: se é para ver meu time dominado por uma facção comprometida, que não cuida da receita que adentra no clube, melhor seria ter um ditador com o saco roxo, que subverte a ordem vigente para ver o time que ama levantar a taça.

Porque não está resolvendo nada nos fiarmos naqueles cagões de fala mansa e paletó, que se escoram nos aportes de capital (conquistados graças ao patrimônio imenso do Palmeiras) para venderem a imagem de uma administração moderna. São bundões, só isso. Covardes, covardes….

Por esses motivos, e ainda pelo fato de termos uma equipe irregular, inconstante, que não sabe se impor nos momentos decisivos, não merecemos ser campeões brasileiros nesse ano. Se você não se convenceu ainda, analise comigo:

11ª Rodada: Madame 2 x 1 Palmeiras, nem entramos em campo;

13ª Rodada: Goiás 3 x 2 Palmeiras, quando os goianos lutavam contra o descenso;

21ª Rodada: Internacional 4 x 1 Palmeiras, um dos poucos trunfos do Colorado até então;

24ª Rodada: Palmeiras 0 x 3 Ixpót, em casa, depois de tudo que engolimos deles;

31ª Rodada: Fluminense 3 x 0 Palmeiras: nunca vi um campeão com essa campanha.

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2) Attecchiri era um sobrenome engraçado, motivo de piada para o amigo desde os tempos do primário, como se esse também não levasse um sobrenome hilário, herança de sua terra natal: Abbagliato.

Desde os tempos de colégio, da “era da inocência”, percebiam uma empatia entre si, uma disposição de espírito muito parecida, o desejo de construir a própria saga, de levar a cabo o ideal aprendido nas aulas de História e nos jantares com os avós: Veni, vidi, vici, a inspiração máxima do romano Júlio César.

O problema, no entanto, era sempre o mesmo: na hora de empreenderem seus objetivos, sempre se entrepunha a mesma discordância entre os dois. Attecchiri queria fazer as coisas só do seu jeito, com muita calma e sempre de um modo ortodoxo e pouco amigável. O outro, por sua vez, quando tinha uma idéia, queria vê-la em prática, sem analisar as consequências, custasse o que custasse. Abbagliato não parava muito para pensar: era sempre agora, ou nunca.

Assim, sem conseguirem jamais chegar num acordo, foi questão de tempo até que a vida os afastasse, não sem antes promover uma enorme mágoa no coração dos dois. Logo, um e outro não podiam mais se ver, pois a raiva falava mais alto e as nuvens do céu se acumulavam densas.

Curioso é que seus defeitos serviram de mola propulsora para que crescessem na vida e, enfim, alcançassem o sonho de ser maiores que tudo e todos; fizeram sucesso na vida, ambos, e causaram muita inveja. Abbagliato, lógico, foi quem saiu na frente. Com sua disposição e garra inigualáveis, conquistou um sem-número de admiradores apaixonados, a ponto de poder sempre contar com eles quando um problema se apresentava. Por sua vez, Attecchiri, embora demorasse um pouco mais para chegar onde queria, foi muito mais longe do que sua família poderia sonhar… Fez tudo aos poucos, com o capricho e esmero que lhe era peculiar; inovou a roda do mundo em seu meio de trabalho, sendo pioneiro e perfeito em quase tudo que construiu. Teve sua estrada coberta de louros, e também conquistou a admiração dos seus, que passaram a amá-lo cada vez mais, sentindo um orgulho sem tamanho do filho pródigo.

Mais curioso ainda foi quando ambos finalmente perceberam que os mesmos defeitos que os acompanhavam (e que os impulsionaram na vida) também poderiam ser sua desgraça. Attecchiri pagou caro por seu caráter passivo, sua crença no “deixar levar”, pois quem mais o invejava sempre se aproveitou disso para tentar roubar o que era seu. E Abbagliato, com seu impulso incontrolável e a mania de achar que era maior que o mundo, deixou escapar importantes conquistas em sua vida, por se cobrar mais do que devia.

No entanto, não vamos fugir à história: quis o destino que os dois, na idade adulta, fossem morar no mesmo prédio. Pior do que isso (só podia ser brincadeira de Deus, que não tem mais o que fazer), foram parar no mesmo andar. Vizinhos de porta. E logo na primeira vez em que se reencontraram, o ódio falou mais alto que os antigos sonhos de criança.

A parti daí, passaram a competir um com outro de maneira frenética: ambos queriam voltar para casa ostentando um sucesso maior do que o conquistado pelo rival. Porque, mesmo naquelas cabeças adultas, sobrevivia a lógica do primeiro orgulho: quem obtivesse mais glórias, conquistaria também a razão sobre os argumentos da infância, os mesmos que os separaram irremediavelmente.

Assim competiram por anos a fio, e venciam sempre na vida, motivados por suas crenças. Até que um dia Attecchiri se deu muito mal… Sua complacência e vaidade finalmente cobraram seu preço: o grande italiano perdeu quase tudo que tinha e teve que se mudar dali, para a glória e gozo de Abbagliato, que fez grande quizumba em seu apartamento: enfim havia vencido.

Attecchiri, com poucos recursos, mudou-se para o andar de baixo, em um cômodo apertado, triste e humilhado por ter se deixado empobrecer desse jeito. Mas sobrara ainda seu coração, que era nobre, e seu sangue, que era ruim. Assim, em pouco tempo, ele refez sua vida, sua fortuna, e retornou à sua casa, para a decepção do rival.

E foi quando voltou para seu lar que Attecchiri notou a mudança no antigo amigo: Abbagliato, sem poder saber de sua vida por conta da distância, parara de se empenhar no que sabia fazer melhor: ser grande, ser guerreiro. O italiano lhe fizera falta… Então sorriu de canto de boca, esperando a hora em que o vizinho afundaria, para vibrar também.

Não demorou muito: tendo perdido o tino de sua própria nobreza, Abbagliato meteu-se em negócios escusos, meio sem saber – mas sabendo. Vendeu sua alma e teve sucesso momentâneo, e todos voltaram sua atenção para ele, que fazia festa: estando o rival na porta do lado ou não, ele ainda tinha mais glórias para mostrar.

Só que uma hora “a casa caiu” e a falta de lisura dos empreendimentos em que Abbagliato se metera trouxe os problemas à tona, e a polícia até sua casa. Viu tudo que era seu ser confiscado, mas não se desesperou. Tendo um patrimônio inigualável, a fé cega daqueles que o amavam, calculou que nada de mal lhe aconteceria. Passou ainda algum tempo debochando do vizinho, mesmo em meio à penúria, alardeando ao prédio inteiro que jamais se mudaria: ele não era Attecchiri, e Attecchiri era menor.

Mas, não obstante o choro dos que lutavam por ele, Abbagliato enfim quebrou, e teve que se mudar. Por ironia, aquele apartamento um andar abaixo, baratinho e sem janela, estava novamente vago. E para lá Abbagliato foi, engolindo seu orgulho.

Foi a vez de Attecchiri comemorar e ficar embriagado: – La vendeta!, gritava com toda força que havia em seus pulmões, para que Abbagliato o ouvisse lá embaixo. E teve também seus momentos de glória, a partir dali – enriqueceu mais, a exemplo de Abbagliato quando estava em sua posição.

No entanto, logo Attecchiri sentiu um vazio em seu peito. Por mais sucesso que conquistasse, faltava-lhe alegria, e ele não sabia a causa disso. E logo foi se acomodando ao que já tinha, deixou de lado seu capricho com as coisas, parou de lutar, de defender o que era seu… Às vezes ouvia Abbagliato gritar qualquer coisa lá de baixo e sentia uma pontada que lhe esquentava o tórax, reavivando seu interesse pela vida. Mas, sem saber mais das coisas daquele que odiava, parou de se preocupar em entender o porquê.

Enquanto isso, Abbagliato não se deu por vencido. Sabia que tinha de lutar cegamente pela vida e que, se o fizesse, nada o deteria. Logo na primeira oportunidade, ganhou outra vez grande fortuna e voltou ao lar que deixara. Anunciou a proeza ao rival dando outra grande festa, como era de seu feitio.

O que aconteceu nesse momento é o que torna a história mais interessante: Attechiri não andava feliz consigo, tampouco com o mundo – e se guardava em casa, cultivando seu mau-humor de berço. Pois, justamente naquela hora, Abbagliato decidiu comemorar seu retorno, abrindo as portas de seu antigo lar para os milhões de amigos, fazendo um estardalhaço que não permitia ao rival ruminar sua enorme tristeza.

A música era um atentado aos ouvidos de Attechiri, que ainda achava as visitas de mau gosto e o barulho muito alto. Nesse dia ruim, disse: – “Chega!“, e irrompeu pelo corredor do prédio, pronto a soltar todos os impropérios que conhecia nas orelhas daquele cazzo’n culo. Foi quando a roda completou seu giro…

Quando enfim deu de cara com o rival, disposto ao enfrentamento, percebeu que o antigo amigo o olhava de outro jeito, com um misto de estranheza e revelação. E com Attechiri sucedeu-se o mesmo: viu no olhar do vizinho uma dor perene e o peso dos anos. Sem que se dessem conta, aquela empatia da infância reavivara sua chama, e os dois relembraram em silêncio os velhos dramas.

Houve um tempo em que não eram inimigos, e seus ideais eram parecidos.

Houve um tempo em que os dois eram cientes de sua grandeza – e se uniram muitas vezes, no passado, contra aquela gente vazia e sem alma, sem talento e sem amor, que os invejava e os tentou derrubar tantas vezes.

Houve um tempo em que o inimigo era comum, e o que havia entre os dois era só orgulho e dignidade, e isso os fez ganhar o mundo. Tudo isso compreenderam ao mesmo instante e, embora calados, um pressentiu no outro aquele brilho no olhar:

Estamos juntos outra vez, unidos pelo antagonismo que nos criou. Como preciso de você…

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Então Abbagliato perguntou, de queixo erguido, em tom de ameaça:

– O que é que você quer aqui?

No que o outro respondeu, antes de se virar e ir embora:

– Só vim dizer que sua festa está uma merda.

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3) Tentei o quanto pude deixar minhas convicções políticas longe dessa página. Mas, como não consegui mesmo, agora vou chutar o balde:

Admito que um alienado, daqueles que adoram dizer “político é tudo igual”, vote no Kaxab. Afinal, quem não tem personalidade é levado pela corrente, é uma lei mundana. Agora, o sujeito que se interessa minimamente pelos assuntos da cidade em que vive, que assisitu algum dos debates, vir me dizer que vai votar na Arena?!

Então repito o que já disse em outros fóruns de discussão: São Paulo é a contramão do Brasil. É a marcha-ré do Brasil… 80% do povo dessa nação acham o governo petista bom ou ótimo mas, por aqui, o ranço dos quatrocentões infecta a classe média, que elege um ratinho de Maluf, um candidato do PFL, mesmo sabendo que a Marta é melhor. E o faz por dois motivos bem simples.

Primeiro: A elite de São Paulo é o cancro desse país. Para ficar claro: a elite de São Paulo é o cancro desse país. Se alguém pulou a linha: a elite de São Paulo é o cancro desse país. Sempre que um governo democrata, com visão social, governa essa cidade, eles se enervam e votam baseados no ódio que nutrem pela sua própria gente.

E São Paulo desconhece o Brasil. Eles têm raiva de Marta, porque ela deu condições dignas de vida para gente desprovida de tudo, e isso ameaça a classe-mediazinha de saco rendido e mesquinha. O cara não tem um projeto de governo, e quem vota nele sabe disso. Como votou no Pitta e no Maluf sabendo disso. Gente podre, gente nojenta e desprezível. É em meio a esse povo que vivo. Vão eleger um coronelzinho só pelo prazer de verem os pobres se ferrarem, mesmo que se fodam juntos. Gente pequena e imbecil…

Segundo: Eu prefiro uma puta assumida que solta um “relaxa e goza” para a classezinha que viaja de avião, do que uma bicha enrustida que chama o povo de vagabundo diante das câmeras. E qualquer pessoa sensata prefere também. Escolher o Kaxab entre os dois é assinar uma confissão de impotência e dizer bem alto: “Sou um cuzão conservador que tem medo de mulher”.

Não é à toa que republicanos e pastores dão o cu escondidos.

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