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Posts Tagged ‘Santos’

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REPUBLIQUE-SE:

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Escolhi essa foto de Telê Santana  porque nela ele aparece com um agasalho digno, honrado, ao contrário do que nos acostumamos a guardar na memória.

Telê foi contratado (pela última vez) para ser treinador do Palmeiras em janeiro de 1997, quando o manager Luxerley Wanderburgo se despediu de novo do Palestra, assumindo o time do Santos. Porém, por conta de dois AVCs em um curto espaço de tempo, Telê não pôde jamais se sentar no banco de reservas para orientar a Academia.

E por ter aceitado o desafio de ser técnico Alviverde, Telê foi desprezado pelo time oportunista, o mesmo que o usou até o último fôlego; como não era mais útil (e ainda aceitara emprego do inimigo), jamais foi devidamente homenageado em vida pelo clube que tirou do ostracismo e do papel de eterno coadjuvante; pelo contrário, foi o Palmeiras quem bancou os custos do tratamento do técnico, mesmo quando já havia ficado claro que ele não teria mais condições de assumir qualquer equipe; e foi do Palmeiras que Telê recebeu toda a atenção e preocupação que um ídolo merece.

Ninguém, daquela diretoria sórdida, jamais apareceu na casa do treinador, em Minas, para saber se ele estava bem, ou se precisava de algo: um homem doente, na curva da vida, não combina com a imagem de prostituta radiante que o time da ditadura tentava vender, já há 12 anos atrás.

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Em 1974, o ex-jogador Leônidas da Silva se vê forçado a interromper sua gloriosa e premiada carreira de radialista: o ‘Diamante Negro’ começava a ficar limitado pelo mal de Alzheimer, e não mais podia seguir adiante.

O natural seria, então, esperar pela gratidão do clube que Leônidas colocou na história, quando inventou um lance mágico e eternizou uma imagem explorada até hoje pela casa de tolerância de Vila Sônia. E qual foi o futuro de Leônidas, daí em diante?…

Eu lhes digo: 30 anos vivendo em um asilo, tendo por companhia apenas a fiel e incansável segunda esposa, Albertina Santos.

A verdade é que, após a aposentadoria nos gramados, Leônidas chegou a ser diretor da Boutique, em 1951: e decidiu trocar o posto ornamental por uma nova carreira (o desafio de ser comentarista de rádio), onde foi igualmente único – e ganhou sete troféus Roquette Pinto pela contundência que opinava nas ondas médias do rádio. Tal escolha, no entanto, custou caro a Leônidas: custou-lhe esquecimento ao invés de reconhecimento; custou-lhe uma vida apertada até o dia de sua morte, custou-lhe ser vítima do ranço daquela sub-raça, que nunca soube perder.

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E tudo que você leu acima foi para chegar no seguinte: Pedro Rocha está mal, está doente e está pobre. O craque que ajudou Madame a conquistar 2 títulos paulistas e seu primeiro nacional-ilegítimo enfrenta, inclusive, um sério quadro de depressão, como você pode ver aqui. Pedro Rocha confessou, há pouco tempo atrás, que perdeu a alegria de viver – efeito do ostracismo em que se encontra.

E o que fez a cafetina, então? Procurou Pedro Rocha? Ofereceu-lhe apoio psicológico, moral ou financeiro? Claro que não, Pedro Rocha não é mais ‘útil’ agora, então por que ajudá-lo?

Ao invés disso, na mesma semana, Ela foi procurar um ídolo vivo, gigante e eterno. Mesmo que tal ídolo jamais tenha defendido as cores nazistas – pouco importa: Ademir ainda tem evidência, ligações políticas, espaço na mídia, tudo que uma prostituta dessa laia preza.

E, vendo por esse ângulo, a humilhação do começo da semana se inverte: porque deixam morrer à míngua quem construiu sua própria história, enquanto escalam um homúnculo bizarro para chupar o pau de um camisa 10 do Palestra.

E faz questão de sair bonito na foto, o tal anão de circo, como quem diz: “olha só, mamãe:  olha como eu vendo minha camisa fácil, fácil”.

Cuidado, Urtigão. Cuidado, borboletinha… vocês são ídolos falsos de um time sem história, sem raça e sem caráter. Rodem a página para cima e leiam seu próprio futuro.

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Seguindo em frente, pois, com algumas notinhas colhidas pela rede – só para esquentar os tamborins.

* O Al-Ain perdeu por 2 a 1 para o Al-Nasr e ficou 7 pontos atrás do líder, causando a revolta geral da torcida: eles acham que o time é totalmente dependente de Valdívia (que ficou 2 semanas lesionado e voltou sem jogar bem), e que é melhor vendê-lo do que assistir o resto do time fazendo corpo-mole, esperando el Mago resolver…

** Dia 28 teremos de ir ao puteiro obsoleto sem Pablo Armero: o lateral colombiano foi convocado para atuar em sua seleção contra Bolívia e Venezuela (28 e 31 de março), por jogos válidos pelas eliminatórias da Copa.

* Ontem parabenizei os que conseguiram chegar ao Palestra Italia para apoiar o Verdão contra o Norusca: a chuva deixou o trânsito inviável em sampa, e foi um ato de abnegação total enfrentar a selva urbana e a queda de temperatura para comparecer na arquibancada. O que eu não sabia é que até o Verdão ficou sem ônibus, e o time todo teve de chegar ao Palestra de táxi: segundo informações oficiais, ao menos 10 ‘Jarbas’ foram acionados para driblar os congestionamentos e entregar o time em Casa a tempo da batalha.

* Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense e Bahia têm compromisso com a história no dia 24. Leiam aqui.

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Não sei bem o que Kléber Pereira andou fumando ontem, depois do treino dos lambaris, para me vir com essa. Mas o bagulho deve ser bom…

De qualquer maneira, é uma boa oportunidade para o Palmeiras ficar quietinho e responder em campo. Eu havia deixado aqui meu palpite para o jogo (5×1), mas confesso agora que torço para uma goleada clássica pra cima deles: 3 x 0.

Não é difícil… Até porque o Santos, afinal de contas, não passa de uma Xuxa: montou em cima do Pelé e vive disso até hoje…

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Parpites? O meu é 5 x 1!

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As fotos são da globo.com, e acolaboração vem mais uma vez do nosso amigo Carlos Roberto, que anda impossível hoje!

barueri

Barueri

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Botafogo

Botafogo

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Bragantino

Bragantino

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Rivales

Rivales

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Guara

Guara

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Guarani

Guarani

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Ituano

Ituano

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Marilia

Marília

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Mirassol

Mirassol

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Mogi-mirim

Mogi-mirim

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Oeste

Oeste

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Bicampeãs

Bicampeãs

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Paulista

Paulista

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Ponte Preta

Ponte Preta

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Lusa

Lusa

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Santo André

Santo André

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Lambaretes

Lambaretes

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São Caetano

São Caetano

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Gente, lendo esse texto DUCA!… escrito por Barneschi, peço a licença de entrar na onda, mesmo que seja repetindo em dois dias um texto do nosso arquivo:

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O time mais comum do mundo!…

Não é uma ironia? Tantos anos de empenho financeiro para firmar seu time na imagem do torcedor como uma agremiação ideal, “diferenciada”, ao mesmo passo em que ostenta as características mais banais entre todos aqueles que escreveram a filosofia da bola?

No Chile, temos o Universidad Catolica; no México, é o América. Há o Independiente, na Argentina, como o Real Madrid, na Espanha. Ou o Chelsea, britânico, hoje nas mãos de Felipão. E pela Rússia afora, como nas Arábias…

É aquele time que, em qualquer lugar do Globo, ninguém leva muito a sério. A garotada manja: é o riquinho da rua, que não sabe jogar bola, mas tem dinheiro para comprá-la: papai provém. Então a gente deixa entrar na roda, finge que respeita, mas no fundo todos sabem: trata-se de um bosta que não tem a menor intimidade com a brincadeira. Sempre que perder a bola, vai gritar, chorando, pedindo falta. E os moleques se entreolham, e pensam: “bom, a bola é dele…”.

É assim que essa gente sobrevive. Eles precisam se fazer de vítimas, para ganhar notoriedade e respeito. No Brasil, esse time genérico adota o nome de São Paulo Futebol Clube. Time de merda, como os de seus “co-irmãos”. Um pouco mais sujo, pois se aproveitou da ditadura militar para poder erguer seu patrimônio e angariar os títulos que não conseguia. Não adiantou nada. Porque ninguém mais respeita.

Todo mundo sabe que é puta: é pegar o que quer ali, e depois voltar para casa.

Quando cresce, o garoto meia-foda, enjeitado pelos amigos, é o primeiro a se dar bem: papai paga um curso de fachada e ele já começa de gerente. Mandando naquela gentalha que torce para os outros times… E aí ele pode destilar sua vingança.

STJD, FPF, GLOBO, FSP, LANCE, MP, PQP…. se apoiam em qualquer lixo que possam comprar para afirmar sua existência.

Mas nós (Palmeirenses, lusitanos, corinthianos e peixeiros) faremos tudo para que o riquinho não nos leve embora a bola, que nos deixe brincar.

E assim eles sobrevivem!

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1) O Parmera:

Em 1947, era dado como certo o primeiro tricampeonato da triste história leonoresca. Seria o terceiro título paulista em três anos, mas o Verdão entrou em campo para rasgar as vestes da meretriz, aplicando-lhe um 4 x 3 e desmanchando seus sonhos.

Campeã paulista de 48 e 49, Madame chegava ao ano santo de 1950 novamente embalada e favorita ao título; mas teria de enfrentar e bater os Homens de Verde para conquistar a glória inédita do tricampeonato, e aí não deu… Em uma partida no Pacaembu que entrou para a História como “o Jogo da Lama” (devido à emoção da peleja e à forte chuva que esmerdeou o gramado, não graças a mais uma falcatrua do emo-clube), o Alviverde conquistaria seu segundo título do ano (conquistaria mais três, fechando as Cinco Coroas do ano santo).

Já na década de 70, Madame fez tudo direitinho: tinha um ditador de presidente, árbitros que eram coniventes com o poder público, por bem ou por mal, e ainda conseguiu transferir todos seus jogos importantes para o Privadão, que fica ali na chácara da esposa de Adhemar de Barros. E assim sagrou-se bicampeã paulista, nos anos de 70 e 71. E, em 1972, o clube bem-amado fazia uma campanha impecável, e chegou ao final do certame invicto: agora vinha o tri?

Bom, acontece que participava daquela disputa uma certa Academia, que estava tinindo, e que havia anotado uma campanha ainda mais irretocável. Na hora do “vamo vê”, sobraram os dois, invictos, e os Homens de Verde jogavam pelo empate. E foi com um clássico 0 x 0 que o Palestra novamente frearia os anseios da grande cortesã, sagrando-se campeão paulista.

Pulamos para a década de 90 quando, sob a liderança de um bonequinho de marquetíngue que vendia Danete, Madame obteve êxito em 91 e 92, abocanhando mais um bi Paulista. 1993 chegava com a promessa de levar para o Jd. Leonor a primeira honra de um tricampeonato. Nesse ano, porém, as meninas sucumbiriam diante do nosso rival nas semi-finais. Mas, por um capricho histórico, no ano onde novamente o tri não viria, o Palmeiras se sagraria campeão.

Quatro vezes. No cu dela.

Aí vieram as obsessões que a nossa geração já conhece: Madame bate o pé e afirma ser tricampeã mundial, mesmo a Fifa desautorizando, mesmo que ela compute nessa soma dois jogos na neve do Japão, às 9:00 da manhã, contra times mistos da Europa em pré-temporada. Em um deles, ganhou contra o Milan, que nem campeão europeu havia sido – estava lá somente para tapar o buraco do Olympique, pois o time francês acabara de ser banido de competições internacionais justamente por se comportar nos bastidores de uma maneira à la SPFW.

Ganharam, sim, três Leonores de América. Mas não foi na sequência e foi daquele jeitinho que já nos cansamos de mostrar, eliminando à fórceps seus concorrentes indesejáveis, como o Palestra, mais recentemente, por exemplo. Um torneio que nunca mereceu destaque algum na grande mídia, até que o mais querido conquistasse o primeiro triunfo.

Porque aqui, entre os nossos, onde o futebol é escrito com F maiúsculo e onde todos desprezam essa corja imunda, não conseguiram nenhum tri, não: sempre apareceu o Palestra Itália para restabelecer a ordem das coisas, sempre que foi necessário.

Por isso fiquei feliz domingo à noite, quando olhei a tabela. Agora sei que seremos campeões.

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2) A Putana:

*Se você passou hoje pelo blogue no Palhaço Juquinha, já deve ter visto essa: o chupa-ovo deixou um post maldoso ali, tirando sarro da condição etílica de Rubens Barrichello na festa que sucedeu aquela veadagem de F1. Sim, o P.J., o mesmo garoto de recados que teve de ligar para o resgate e precaver os paramédicos para que comparecessem com litros de glicose à sede da ESPN, após entrevista com J.J. Scotch Whiskey. Mas, sobre isso, você não vai ler uma linha lá.

*Palavras de José Roberto Wright, que, não por acaso, faz um biquinho nas páginas do Boletim de Madame: “Não acho que haja dolo ou complô por parte da Comissão Nacional de Arbitragem ou dos mesmos. A maior besteira que escuto seguidamente é que os apitadores querem ajudar os clubes de São Paulo. Quanta bobagem!

Também acho, Wright. Afinal, o único time de sampa na disputa é o Verdão, que tem sido seguidamente prejudicado. Santos e Lusa estão se afogando, o rivale nem está entre nós e aquele time genérico (por todo canto do mundo há um time de elite, que joga sujo e que todos rejeitam) poderia ter surgido em qualquer lugar onde as liberdades individuais de um povo fossem suprimidas.

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3) O cabeçudinho:

É tanta falta de cultura que nem sei se vale a pena responder a esse parasita sem talento. Diria que o comentário da leitora Mi é mais que suficiente para reduzir à insignificância o caráter do filho do camelô midiático. Mas vou deixar aqui pequenas considerações; assim, da próxima vez que ele for tentar ser mal-educado com um torcedor que lhe apresenta argumentos, pelo menos não vai passar o vexame de se mostrar um ignorante que só está onde está porque o papai tem dinheiro.

* Em primeiro lugar, se fosse realmente preciso, pegaríamos em armas, sim. Nossos antepassados fizeram isso para defender os constitucionalistas de 32, pelo simples fato de que queriam ser vistos como brasileiros, queriam ser aceitos pelo próprio povo… Entre outras coisas, não queriam ver um verme sem cultura e sem história como você vir vomitar esse tipo de merda 80 anos depois.

* Outra coisa, orlandinho: a Academia foi prejudicada, e muito. O time da ditadura militar, aquele para o qual papai te ensinou a torcer porque “é uma grande moleza”, garfou o título de 71 quando o sr. Armando Marques anulou gol legítimo de Leivinha, com medo do governador biônico que estava sentado no banco de reservas e era presidente da Boutique. Nem isso você sabe, marginal…

Vai estudar, vagabundo!

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