Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Souvenirs de Madame’

.

25/04/2008

Ela faliu em 1935.

Ela faliu em 1938. Então Palestra Itália e Corinthians entraram em campo no intuito de angariar uma esmola para seu presidente (conta-se que Porfírio da Paz transitava humildemente entre as duas torcidas da cidade, com sua bandeira esticada, pedindo e colhendo moedas).

Em 1942, a Grande Cafetina se aproveitou da declaração de guerra do Brasil contra o Eixo para confiscar bens e patrimônios das três maiores colônias que migraram para esse estado (alemães, italianos e japoneses), que prosperaram com o suor de seu trabalho, enquanto Ela mamava na pica da ditadura militar. Tentou ainda a todo custo tomar o Palestra Itália, mas essa história conhecemos bem.

Em 1944, Ela, que jamais possuíra patrimônio algum, conseguiu finalmente roubar um estádio, o da “Deustsch Sportive“, conhecido hoje como Canindé – e registrou em cartório, em nome de Cícero Pompeu de Toledo. Vendeu em estado de abandono, onze anos depois, para um conselheiro-laranja.

os rastros

os rastros

caninde01

Sede do Canindé e pista de atletismo, 1944 (Rev. São Paulo #14).

.

Nada melhor do que um site bambi e concorridinho para nos contar sua própria história. O escrevente tenta achar alguma glória enquanto narra o episódio, mas não consegue. Clicando na foto, você pode ler a página com todo seu cinismo exposto; aqui destaco somente os pontos mais contundentes desse evento, nas palavras de um leonor que não pode se esquivar:

.

De 1942 à 1955 o São Paulo Futebol Clube foi proprietário da área de 70 mil metros quadrados conhecida por Canindé (onde se ergue hoje o Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte, da Associação Portuguesa de Desportos).

Anteriormente o local pertencia a Associação Alemã de EsportesDeutsch Sportive, a qual vendera a propriedade ao Tricolor sob imposição de condições específicas (…)

Nota do Cruz – o autor, então, explica-se em outro texto, linkado na página:

Fatalmente a proposta financeira que concluiu essa transação estava abaixo dos valores de mercado, visto que pelo cenário político, impossível ser de outra forma – qualquer posse ligada ao Eixo assim estava desvalorizada, visto que o Governo Federal podia desapropriá-la a custo zero!

NC – Retomando a pérola:

Durante todo o período em que esteve sob égide são-paulina, o Canindé nunca recebeu um jogo oficial do clube (…)

Em 1952 o São Paulo partiu para seu maior empreendimento, a construção do Morumbi. Assim, em 1955 o clube vendeu a um conselheiro, Wadih Sadi, a sede do Canindé. Entretanto, lá permaneceu, sob autorização do novo dono, até 1956, quando a propriedade fora revendida para a Portuguesa de Desportos (…)

Enquanto tricolor, o Canindé não possuía arquibancadas (pois como dito, não recebia jogos). Coube à Portuguesa a construção das mesmas, posteriormente.

.

Foto de janeiro de 1944 pertencente ao arquivo do São Paulo mostra o então presidente Décio Pedroso assinando a escritura da compra do terreno do Canindé. Ao seu lado Adulcinio dos Santos, Paulo Machado de Carvalho (de camisa clara), Cicero Pompeu de Toledo (primeiro da esquerda para a direita) e Porfirio da Paz (primeiro da direita para a esquerda)

Foto de janeiro de 1944 pertencente ao arquivo do São Paulo mostra o então presidente Décio Pedroso assinando a escritura da compra do terreno do Canindé. Ao seu lado Adulcinio dos Santos, Paulo Machado de Carvalho (de camisa clara), Cícero Pompeu de Toledo (primeiro da esquerda para a direita) e Porfírio da Paz (primeiro da direita para a esquerda)

texto e legenda: site do MN

.

E foi assim que o Deutsche Sportive morreu, assistindo ao extermínio de todos seus esportes amadores sendo perpretado por uma gente oportunista, usurpadora e historicamente preguiçosa. O clube foi delapidado por um conselheiro e vendido à Portuguesa quando já estava abandonado. E sabem o mais interessante disso, sabem o porquê de eu ter escolhido este site para comprovar o que de fato ocorreu (além, é claro, da legitimidade que me foi dada por um autor são-paulino que se diz embasado na História)?

É porque, se você for procurar a trajetória do Deutsche Sportive no Wiki, descobre que o moço aí em cima é quem fornece as informações: ali, onde os jovens de hoje mais consultam referências (para diferentes fins), só há a versão do menino orlandinho… Daí, vendo a coisa distorcida contada por ele, começamos a entender essa massa de alienados que esquenta mais sofás a cada dia. Mas vamos em frente:

.

Em 1950, a imobiliária de Adhemar de Barros conseguiu um empréstimo público vergonhoso (viabilizado pelo então Governador do Estado, deixem-me lembrar… Adhemar de Barros!) para comprar e terraplanar uma gleba na região do Morumbi. Essa gleba foi transformada em bairro e ganhou o nome de Jardim Leonor – uma homenagem singela que remete ao nome da esposa de… Adhemar de Barros.

Então é chegada a hora, meninos: conheçam a musa inspiradora da Boutique:

.

leonor

Madame vela o corpo do marido em Paris, em 03/69.

fonte: IstoÉ

.

Seu perfil, segundo o site oficial do falecido governador biônico:

.

“Foi também uma grande promotora política nas campanhas eleitorais. Liderou a criação do Movimento Político Feminino, fundado em setembro de 1947. Criou o Departamento Feminino no Comitê da Vitória na campanha de 1954. Participava dos comícios, organizava festas e reuniões.”

.

[adendo inserido em 28/12/2008]:
N.C.: Este texto “oficial” enfeita, na verdade, a real importância que a Leonor de Adhemar teve na consolidação do Golpe Militar que depôs Jango Goulart do poder, em 1964. Foi ela a fomentadora da “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, como vemos (resumidamente) aqui:

.

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi o nome comum de uma série de manifestações públicas organizadas em resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro em 13 de março de 1964, durante o qual o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base. Congregou segmentos da classe média, temerosos do perigo comunista e favoráveis à deposição do presidente da República.

A primeira dessas manifestações ocorreu em São Paulo, a 19 de março, no dia de São José, padroeiro da família. Articulada pelo deputado Cunha Bueno (…), com o apoio do governador Adhemar de Barros, que se fez representar no trabalho de convocação por sua mulher, Leonor Mendes de Barros, organizada pela União Cívica Feminina e pela Campanha da Mulher pela Democracia, patrocinadas pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, o IPES.

.

Muito já foi dito no blogue a respeito desse tempo, dessa gente, desse estádio. Vejamos então uma nota da IstoÉ, que reporta à época da morte de Adhemar e aborda a repercussão do fato:

.

Um dos articuladores civis do golpe militar de 1964, acabou cassado pelo presidente-general Humberto de Alencar Castello Branco. “No fundo, fizemos a revolução contra nós mesmos”, havia constatado amargamente meses antes da cassação. Casado desde 1927 com Leonor Mendes, nos últimos anos de vida Adhemar viveu uma intensa relação com a viúva Ana Benchimol Capriglioni, conhecida nos meios políticos pelo codinome de Dr. Rui. “Ela foi um caso do velho Adhemar, parte de seu último governo”, reconhece Barros Filho. “Quando ele e minha mãe se exilaram na França, ela também o acompanhou.” Em março de 1969, Adhemar morreu em Paris. A fama de sua fortuna era tamanha que, quatro meses depois, um grupo guerrilheiro promoveu um assalto cinematográfico a um cofre com US$ 2,5 milhões, que se encontrava em poder da família de Ana Capriglioni.”

..

Apenas para situar melhor o leitor mais novo no contexto que descrevemos: a foto de Adhemar que encontrei à venda no Mercado Livre, datada dos áureos tempos de seu populismo, fala por si só: diria que dispensa comentários, mesmo…

.

adhemar

.

Em 1951, Ela colocou na tesouraria de seu clube o Sr. Laudo Natel, político muito ligado a um certo Adhemar de Barros. E, como toda sorte de pressão sobre o prejeito Jânio Quadros havia falhado (Madame queria a área do Parque Ibirapuera para construir um estádio), o velho Adhemar resolveu a questão como pôde: o Governo do Estado doou uma área de aproximadamente 90 mil metros quadrados em uma região inabitada conhecida como…. Jardim Leonor! Por esses lados, não havia povo e ninguém se deu conta, e Laudo aceitou de bom grado o presentinho do governador.

.

Privadão inóspito, 1960

Privadão inóspito, 1960

.

Vale ressaltar, ainda, que qualquer doação de terreno público requer uma contra-partida para toda a comunidade, responsabilidade da qual Madame não se furtou em 04/08/1952, quando assinou esta Escritura Pública de Doação, já amplamente divulgada pelo movimento Morumbi Cidadania. A associação de moradores quer quer o clube cumpra alguns deveres do qual vem se furtando há 56 anos:

.

escritura

.

Nem estacionamento, nem parque infantil. Mas é importante demonstrar que esse desprezo pela própria comunidade que abriga o clube não foi um fato pontual, nem casual, como nos mostra o JT de março desse ano:

.

"Cagar na cabeça" daqueles que a ajudaram lá atrás é um traço recorrente no caráter de Madame.

"Cagar na cabeça" de quem a ajudou no passado é uma característica recorrente da índole de Madame

.

História bonita, não? Edificante! Vamos pular então alguns anos, somente para que ela não fique enfadonha, com esse pobre cronista tendo que repetir sempre os mesmos nomes:

Em 1966, o Governador de São Paulo, Adhemar de Barros, é afastado do cargo por corrupção. Assume então seu vice, o Sr. Laudo Natel, à época presidente do SPFW. Claro que este senhor de sorte não se desfez do primeiro emprego: foi, assim, presidente de clube e Governador do Estado ao mesmo tempo, em plena ditadura militar. Com tamanho poder em mãos, ele achou por bem convocar os alunos da rede pública, que precisavam de verba para realizarem suas formaturas, para venderem o famigerado “carnê Paulistão”, cujo dinheiro foi desviado em boa parte para se viabilizar a construção do Panetone Cor-de-rosa.Nessa época, também quem precisasse de um empréstimo bancário não saía do Banco Brasileiro de Descontos (hoje Bradesco) sem ser achacado por algum gerente que o fazia adquirir várias cotas do “Carnê Paulistão”.

E, novamente, continuar seria inútil. Porque podemos ouvir e ver a verdade na voz e nos gestos de Gardenal:

.

prova1

os rastros

.

Depois de assisitr esse vídeo, vale a referência: aqui vai uma informação retirada da página da própria torcida alienada. Façam as contas da quantidade de dinheiro público desviado:

O volume de concreto utilizado é equivalente à construção de 83 prédios de dez andares. Os 280 mil sacos de cimento usados, colocados lado a lado, cobririam a distância de São Paulo ao Rio de Janeiro.”

,

Já em 1970, para tentar tirar a Madame da seca, o Governador Biônico da Ditadura Militar e presidente do SPFW sentava-se no banco de reservas das moças durante jogos decisivos, para poder intimidar o pessoal da arbitragem (nota: qualquer semelhança com a atitude de qualquer coronel de hoje, ali na linha de fundo, deve ser mera coicidência); na final contra a Ponte Preta, quando seu time perdia, o ditador desceu de helicóptero no meio do gramado e foi direto ao vestiário dos árbitros. E foi assim que conseguiram se livrar de uma fila de 13 anos, desfazendo a vantagem da Macaca em uma das finais mais absurdamente roubadas do futebol paulista, dentro da Bambineira, sob o olhar atento do chefe de governo.

[Aqui, em 06/12, faço um adendo] para inserir o texto veiculado esse ano pelo Correio Popular de Campinas, e agradeço ao vigilante amigo Ademir pelo envio:

.

.

Em 1971, essa pressão surtiu efeito novamente. Não é mesmo, Armandinho?

Os que já leram Souvenirs de Madame podem pular o trecho em destaque:

______________________________________

Os rastros

Os rastros: 1970 (o crime é contra a Ponte)

.
Carlos Lacerda e Laudo Natel, o governador biônico e presidente do SPFW que se sentava no banco durante os jogos do seu time para poder controlar os árbitros


Você pode ler a entrevista edificante (cujo trecho reproduzirei) aqui, por completo. Para nossos leitores e amigos, deixo apenas um pedaço bem simbólico, representativo do fermento de alienação que faz inchar a massa leonor; trata-se de uma entrevista de Laudo Natel para o SPNet.

SPNet – No livro do ex-presidente Bastos Neto, ele conta que o Presidente Médici estava receoso de entrar no gramado e ser vaiado devido ao momento turbulento na política brasileira, mas o Sr. o encorajou dizendo que havia “dedicado uma vida para a construção desse estádio e esperava naquele 25 de janeiro esse reconhecimento”. O que aconteceu após a entrada do Sr. e do Presidente Médici em campo?

Laudo – Era a primeira visita do Médici a São Paulo (1970). E convidei primeiro o Costa e Silva, mas ele ficou doente e não pôde vir, até depois veio a falecer. Eu fiquei em dúvida em convidar o Médici, pois já havia convidado o Costa e Silva. Mas o convite é estendido ao Presidente da República, por isso o convidei. O Médici gostava de futebol, aliás ele era são-paulino aqui, acabou vindo. Mas, no dia da inauguração, com o campo lotado, a segurança do Presidente achou que ele não deveria entrar, talvez com receio de ser vaiado. Eu disse a ele: “Presidente, o senhor vai entrar comigo, pois se existe alguém que não pode ser vaiado hoje, esse alguém sou eu. Então, o senhor entra comigo”. Aí, ele aceitou e entrou. Na hora que ele entrou, foi uma ovação do público, deixando-o arrepiado. Tanto é que ele, que já gostava de vir a São Paulo, ficou freguês de vir pra cá. No período em que eu fui governador, ele veio umas vinte e tantas vezes. Mas, a entrada dele foi na inauguração do Morumbi.”

Torcida invejável, né?… Veja uma foto do dia da inauguração do Privadão, em meio à festa repleta dessa gente singela:

.

primeirojogo

.

Recordando: Laudo foi o presidente do SPFW nos anos mais negros da ditadura, indicado pelo então governador Adhemar de Barros. Era o laranja de confiança para o governador, que planejava desviar dinheiro público e fazer concessões ilegais de terreno para que seu clube (com histórico recorrente de falências e nenhum patrimônio) conseguisse ter um estádio. E o fez, logicamente, por intermédio de sua imobiliária.

E, também logicamente, o governador acabou sendo afastado por corrupção, em 1969.

Mas nessa época Adhemar já tinha feito Laudo Natel seu vice. Então o presidente do SPFW e diretor do Bradesco (instituição que mais enterrou dinheiro escuso na Bambineira) tornou-se também governador biônico de São Paulo – em um contexto onde seu time passava por uma seca de títulos, pois, enquanto erguia o anti-estádio, o clube não ergueu nenhuma taça.

Ao todo se juntaram 13 anos de fila e o time leonor chegava à decisão de um Paulista contra a Ponte Preta. E no seu estádio, recém-inaugurado pelo governador biônico, que já havia adotado o hábito de sentar-se no banco de reservas tricolor para intimidar a arbitragem.

Bons tempos da ditadura militar, auge da glória leonor, onde não era preciso sequer colocar um coronel na linha de fundo para intimidar uma bandeirinha.

Era preciso tirar o time mais querido dos barões da fila. Era preciso mostrar isso para a arbitragem, ostentando poder e aparato militar para que a coisa ficasse clara… então, naquela decisão em 70, Laudo Natel foi além e decidiu fazer uma entrada especial: com o estádio lotado, pousou de helicóptero no meio do gramado, cercado de seguranças, e foi direto para o vestiário de arbitragem “cumprimentar” o caga-regras escalado para o jogo, ninguém menos que Arnaldo César Coelho. Sim, o mesmo Arnaldo global que quer nos ensinar que “a regra é clara“.

Não há porque prolongar o texto nessa postagem. Veja o leitor e amigo e julgue por si só o pênalti anotado por Arnaldo contra a pobre Ponte Preta naquela partida, sob o olhar atento do chefe de governo.

Mais um capítulo essencial na história de Madame:

.

______________________________________

.

Em 1981, quando Madame tomava o segundo chocolate do Botafogo pelas semi-finais do Brasileiro, em plena Gaiola das Loucas, a diretoria esperou o intervalo do jogo para mandar ao vestiário do árbitro Bráulio Zannoto três seguranças armados: Brandão, Maurinho e Chitão – que, curiosamente, eram seguranças da Macaca (e foram contratados só para esse serviço). Conta o árbitro que nada fez, além de ajudar Madame a virar o jogo, porque teve medo das consequências…

Para contar melhor esse episódio, novamente recorreremos ao nosso arquivo do “Souvenirs…”:

______________________________________

.

1981 - A vitima é o Botafogo

Os rastros: 1981 - A vítima é o Botafogo

Semifinal do campeonato brasileiro de 1981, SPFW x Botafogo. No primeiro embate no Maracanã, o Bota saiu vencedor por 1 x 0: restava vir para São Paulo e segurar o empate, pois a vantagem era do time paulista em caso de uma vitória para cada lado. Mas Gérson, do Bota, abriria o placar em São Paulo, ainda no começo de jogo, espalhando um balde de água fria no entusiasmo leonor; e em um contra-ataque alvinegro, aos 19 minutos, Mendonça faria 2 x 0, após belíssimo lançamento de Perivaldo. Fatura encerrada?

Se fosse um time de futebol do outro lado, provavelmente sim. Mas se Madame precisa de 3 gols, vai conseguir 3 gols, não importa por quais vias: aos 45 minutos do 1º, após cruzamento na área, Chulapa esbarra nas costas de Gaúcho Coalhada e se atira no chão. Pênalti.

Talvez, não fosse Serginho o protagonista da cena, e o lance poderia até gerar dúvidas, pois Coalhada abriu os braços; mas ali não dava. Quem viu o Chulapa jogar (e lembra do seu “tamanhinho“) sabe que jamais ele seria deslocado daquela maneira, ao contrário, se pudesse fazer o gol, deslocaria quantos marcadores estivessem a sua volta… Mas é pênalti, Chulapa cobra e é gol. O goleiro tenta pegar a bola para retardar o reiníco do jogo; aí Serginho, o frágil, atira o goleiro Paulo Sérgio no chão somente com uma bundada. Reclamação da defesa do Bota, mas o juizão ignora o choro carioca e termina o primeiro tempo.

A senha estava dada: o juíz era covarde, caseiro no mínimo – e então Madame parte para o segundo ato, escrevendo um dos capítulos mais vergonhosos da história do calcio nacional: Assim que Bráulio Zanotto entra no vestiário dos árbitros, percebe a presença de 3 seguranças armados (Brandão, Maurinho e Chitão), todos contratados da Ponte Preta para fazer aquele trabalho esporádico e sujo. Um bandeirinha consegue fugir do vestiário, o outro não.

Alegando que Bráulio estaria “prejudicando” o SPFW, os três desferiram murros em Zannoto, intercalados com chutes no seu tornozelo; um bandeira também apanhou bastante, mas nenhum dos dois teve coragem de parar o jogo ali: voltaram a campo e Ela fez o que quis no segundo tempo, até chegar ao terceiro gol.

Com Zannoto mancando visivelmente.

E, quando fizeram o 3º gol, no placar eletrônico da Bambineira começou a aparecer os horários da ponte aérea para o Rio, mandando o Botafogo para casa. Entre os horários dos vôos, o placar “mandava seu recado”: “Fogão, Fogo, Foguinho, Fumaça, Cinza“.

1981, tempo da ditadura, ainda. Madame já tinha a caneta, escrevia o que queria e ninguém reclamava. Áureos tempos leonores, onde não era preciso sequer manipular procuradores fora de campo.

Anos mais tarde, Bráulio Zannoto contaria em detalhes o ocorrido, dizendo-se arrependido por não ter sequer relatado o que aconteceu na súmula do jogo, pois havia sido ameaçado. O vídeo que você vai ver abaixo é um especial feito pela SporTV com Éverton, herói das meninas naquele embate. Repare em alguns detalhes no vídeo:

1) Veja o desconforto de Éverton ao ser questionado se algum fator no vestiário deu ânimo ao SPFW para virar o jogo; o repórter pergunta claramente a respeito do pré-jogo (já que o Bota ganhara a primeira), e ele responde que, com união, “revertemos uma situação praticamente impossível“. Ou seja, ele responde pensando que o repórter o argüia a respeito dos fatos ocorridos no intervalo.

2) Repare como ele comenta, sem graça, o gol de pênalti anotado por Bráulio. Ele diz “mesmo que foi de pênalti, né?” como quem diz “mesmo com um pênalti daquele…”; note também quanto tempo o narrador e o repórter demoram para acreditar que o juizão realmente havia marcado aquilo.

3) Após o 3º gol, na comemoração, veja que pelo menos dois diretores/conselheiros/seguranças ou sei lá o quê, simplesmente invadem o gramado e se atiram no chão com Éverton para comemorar o feito, na cara do bandeira, que fica atônito e não adverte ninguém (um deles está de calça social marrom e camisa clara, de mangas compridas).

E, finalmente, veja se você daria pênalti naquele lance.

.

______________________________________

.

Poderia continuar até amanhã, destrinchando ano a ano a calhordice dessa gente; Falta o episódio da contraprova de Mário Sérgio, em 1984; tem o Aragão operando o Guarani em 1986; tem o rebaixamento de 1990 que a FPF conseguiu transformar em título paulista em 1991; tem Madame com crise de TPM em 1994, esburacando seu próprio gramado para impedir Palmeiras x Corinthians de realizarem o jogo do título em sua casa…

Mas creio que vocês que me lêem, em sua maioria, têm idade suficiente para não se lembrarem de uma glória ou um título os quais Madame ostenta, que tenha sido ganho na bola, sem a influência sombria da mão que a gente não vê.

De todo modo, deixo abaixo algumas referências importantes sobre caráter Dela, que é preciso consultar para entender porque os “Parmeristas” históricos sempre fizeram questão de nos revelar quem é o verdadeiro inimigo; e inimigo é para ser destruído, não perdoado.

.

A verdadeira história do time do Morumbi“, por Marcelo Nacle

Os verdadeiros bandidos“, por Barneschi

Como se fabrica um campeão“, pelo blog Parmerista

A campanha suja de Madame“, por este Cruz

Morumbi, Não!“, pelo blog homônimo

Pra não dizer que não falei dos erros“, por Secondo Tucci

Souvenirs de Madame, por este Cruz

.

.

Este post foi patrocinado pela S4M5UN6

Anúncios

Read Full Post »

.

REPUBLIQUE-SE!

.

SOUVENIRS DE MADAME – O RETORNO

.

Você vai ver pelo segundo ano consecutivo mais um show de bola do time chapa-branca:

.

Jogo 1: Atlético PR 1 X 1 SPFW, 2ª rodada

Data e local: Arena da Baixada, 18/05

Juizão amigo: Djalma Beltrami

Pontinhos garfados: 1

O crime: A Brisa vencia por 1 x 0 em seus domínios, até os 35 do segundo tempo, o time reserva de Madame. Eis que o escrete de Ney Franco (que seria demitido após o empate) se lança a frente e sofre falta que Beltrami ignora. Na sequência, contra-ataque e gol das meninas.

(Onde foi que vi isso outro dia?…)

Bom, esse lance não aparece em nenhum “melhores momentos” editados pelas emissoras – e olha que procurei. Nada. Mas a busca levou-me até um blog atleticano, que também tem seus vídeos. E esse que achei me fez recordar de outro detalhe desse jogo que já havia apagado da memória: O árbitro estava tão ansioso pelo empate do “mais querido”, que já havia marcado, minutos antes do gol, um pênalti absurdo contra o time da casa. A incisão cirúrgica não se deu somente pelo fato do bandeirinha estragar a festa e lembrar ao juizão que aquele cara se atirando na área estava, além de fingindo, impedido. Coisa que Djalma Beltrami nem reparou, pois estava mais preocupado em achar uma deixa para ajudar o SPFW e ficar bonito na foto da federação. Esse lance, ao menos, vocês podem ver aqui.

A prova:

.

.

Jogo 2: SPFW 1 x 1 Coritiba, 3ª rodada

Data e local: Privadão, 25/05

Juizão amigo: Vágner Tardelli

Pontinhos garfados: 1

O crime: Foi um paranaense no almoço, outro na janta. Uma semaninha depois de garfar o Atlético em sua casa, Madame recebeu o Coritiba para uma peleja difícil. Saiu perdendo, só empatou no segundo tempo. E depois, apoiada pela alegre massa de 6 mil torcedores coladinhos um no outro, se lançou ao ataque freneticamente, para garantir a primeira vitória em casa. Não conseguiu e ainda viu Rubens Cardoso se lançar sozinho no contra-ataque contra sua meta; ao entrar na área, prestes a sacramentar a vitória coritibana, o jogador do Coxa toma um sarrafo sem perdão do zagueirão tricolor (que não consegui identificar). Um pênalti muito mais pênalti do que aquele inventado por Djalma Beltrami na semana anterior, e que o bandeira não deixou ele marcar. Confiram com seus próprios olhos e não perca a conta: já são 2 pontos a mais aí…

A prova:

.

.

Jogo 3: Baianos 1 x 3 SPFW, 12ª rodada

Data e local: Barradão, 19/07

Juizão amigo: Sérgio da Silva Carvalho

Pontinhos garfados: 3

O crime: E aí vem Sérgio da Silva Carvalho e seus bandeirinhas maravilhosos… Não tinham se passado 10 minutos de jogo ainda, no Barradão, quando o time da casa teve um gol legítimo anulado pelo bandeira, que errou, alegando que a bola cruzada na área havia saído inteira antes do cruzamento. Passam-se 2, 3 minutos até que Hugo, em posição no mínimo duvidosa, empata de cabeça. Dessa vez o bandeira, do outro lado, não teve dúvidas: correu para o meio do campo. A partir daí, o time da casa partiu para cima e abriu sua defesa para o time da covardia contra-atacar como quisesse. Mas não seria assim se saíssem perdendo no placar, como deveria ter sido, não é? Portanto, foram 3 pontos que se inverteram de mãos, e Madame agora já soma 5 pontos que surrupiados dos trouxas.

A prova:

.

.

Jogo 4: SPFW 4 x 0 Vasco, 16ª rodada

Data e local: Privadão, 03/08

Juizão amigo: Sérgio da Silva Carvalho (de novo)

Pontinhos garfados: 0

O crime: André Lima está impedido no primeiro gol, no momento do lançamento. Confira no replay. No quarto gol, Aloísio cai na área feito uma moça e o juizão marca pênalti. Mas enfim, como foi contra o fraco Vasco da Gama e o jogo acabou 4 x 0, vou dar essa de lambuja para Madame. Não vou somar os pontos dessa partida àqueles que Ela não conquistou na bola. O registro fica, no entanto.

A prova:

.

.

Jogo 5: SPFW 2 x 1 Goiás, 19ª rodada

Data e local: Privadão, 03/08

Juizão amigo: Francisco de Assis Almeida Filho

Pontinhos garfados: 2

O crime: 1 x 1, jogo duro no Privadão. E como estava difícil, o juizão me arruma uma falta frontal contra o time goiano, para surpresa e revolta do velho Baier, que ainda toma um amarelo por reclamação. Na cobrança, o suado gol de desempate estava arranjado. É mais 2 pontinhos que Madame tomou a força, e agora já são 7 pontos a mais na tabela…

A prova:

.

.

Jogo 6: Palmeiras 2 x 2 SPFW, 30ª rodada

Data e local: Palestra Itália, 19/10

Juizão amigo: Sálvio Spínola

Pontinhos garfados: 1

O crime: Essa está fresca na memória. Sandro Silva sofre clara falta no ataque do Palmeiras, quando tentava passar pela emo-zaga e arrancar para a área de Madame. Sálvio ignorou o lance, que gerou o contra-ataque do gol, após pênalti estúpido de Léo Lima. Na saída de bola, Sálvio apronta de novo: expulsa sem o menor cabimento, sob o pretexto de ” dominar a partida”, o atacante Borges e o craque Diego Souza, do Palmeiras, que teve que mudar todo seu esquema tático. Tudo isso com 6 minutos de jogo… É o oitavo ponto que foi parar indevidamente na conta do mal, esse pontinho o mais doído para nós.

A prova:

.

.

Jogo 7: SPFW 2 x 1 baianos, 31ª rodada

Data e local: Privadão, 22/10

Juizão amigo: Héber Roberto Lopes

Pontinhos garfados: 2

O crime: Os baianos saíram na frente; cederam o empate mas jogavam bem, atacando sempre com perigo. Ao final do primeiro tempo, uma bola alçada na área tem endereço certo: o atacante Rodrigão, que sobe para cabecear e colocar o rubro-negro em vantagem. Eis aparece Rodrigo (da defesa do SPFW) e dá um empurrão no jogador baiano sem nem sequer disfarçar muito. Um pênalti daqueles que não tem como ignorar, mas Héber o fez. No final do jogo, o que poderia ter sido um 1 x 2 no Privadão chuvoso virou um 2 x 1 a favor do time do establishment. Confira.

A prova:

.

.

Jogo 8: Botafogo 2 x 1 SPFW, 32ª rodada

Data e local: Engenhão, 29/10/2008

Juizão amigo: Sérgio da Silva Carvalho (pela 3ª vez)

Pontinhos garfados: 2

O crime: O mesmo juíz que havia validado, há apenas 4 dias, um gol do Fluminense contra o Palmeiras no Maracanã – quando Washington iludiu o goleiro Verde esticando a mão para tentar desviar a bola – invalidou o gol de empate do Botafogo no Engenhão, contra os nazis, após uma cobrança de falta que entrou direto. No caminho, um botafoguense ainda tira o pé do caminho para não interferir na jogada, mas o bandeira de Sérgio anula o gol, alegando impedimento.

A prova:

.

.

Nojento, nojento, nojento. Confiram vocês mesmos e fechem a conta: são 12 pontos roubados na tabela. SÃO 12 PONTOS QUE O SPFW TOMOU DE OUTRAS EQUIPES, NO PRIMEIRO E SEGUNDO TURNOS. Se esse time sofresse da mesma “imparcialidade” que o Palmeiras, por exemplo (que dá o azar de pegar bandeirinhas com olhos biônicos, capazes de perceber em um milésimo de segundo que uma bola não passou a linha por 5 cm), estaria hoje com 47 pontos, tentando se firmar na Sulamericana, atrás do Coritiba. Não há exagero algum nessa afirmação: é só assistir os vídeos e fazer as contas. SÃO 12 PONTOS GARFADOS DOS OUTROS. Por enquanto, amici…

Read Full Post »

.

Em um comentário postado na página de PHA encontro a mesma dúvida que eu tenho: o que aconteceu em Paraisópolis? Até segunda-feira tratava-se de uma das regiões carentes mais tranquilas da capital, e havia boas relações – como troca de serviços e compartilhamento de áreas de lazer – entre comerciantes, empresários e moradores da região. De uma hora para outra, literalmente, o bairro se transformou em um campo de batalha.

A única versão que você vai encontrar na imprensa covarde é a da PM covarde, então não há como sabermos o que fez explodir o ódio por ali. É preciso ir lá e conversar com os moradores, coisa que nem eu, nem os amigos puderam fazer. O que sabemos, porque não é novidade, é que Serra gosta de se proteger no seu Palácio enquanto transforma suas imediações em uma praça de guerra.

O que me deixa com uma pulga enorme atrás da orelha é ter ouvido de Kaxab o desejo de varrer aquela gente pobre dali para construir uma avenida inútil, que tem como único objetivo validar a candidatura do Privadão como sede da Copa 2014. Ele falou isso numa semana, e na outra mandaram para lá as câmeras da Globo, que só filmaram a revolta do povo – mas ninguém se preocupou em saber ou esclarecer o porquê.

É triste. Estranho, suspeito e muito triste.

.

.

Read Full Post »

.

“Faremos uma esfinge dos jogadores como uma moeda em uma placa no chão, com padrinhos torcedores. Quem quiser ser padrinho do Roberto Dias, por exemplo, vai dar um lance pela Internet. Os quatro maiores lances serão representados por estrelas na moeda”.

“É uma fórmula diferente e inédita, e esperamos que seja copiada, assim como copiaram varias outras coisas nossas”.

“É o São Paulo mais uma vez inovando nesta área, como já fez quando vendeu um pedaço da grama do Morumbi, por exemplo. O Palmeiras, Corinthians e Santos também estão evoluindo nesta área, e eu acho ótimo. Eu quero mais é que isso aconteça mesmo”.

.

As palavras acima refletem os devaneios megalomaníacos de Julio Casares – e revela seu gosto duvidoso por uma estética cafona (esfinges, moedas, ouro), bem parecida com a daqueles moradores mais ricos da Barra da Tijuca, que até clone da Estátua da Liberdade já fizeram, na esperança de imortalizar sua subserviência ao dinheiro.

Relevando-se essa impressão subjetiva, admitamos: em todo resto o vice-presidente de marketing do SPFW tem toda razão – seu time é pioneiro em quase tudo, e é difícil copiar a eficiência de tal clube. Senão vejamos:

1) O SPFW é o único time brasileiro que foi à falência duas vezes, e na mesma década.

2) O SPFW é o único clube do Brasil que construiu seu patrimônio sem esforço algum: roubou um estádio (o Canindé) do Germânia com a mão de ferro da ditadura, depenou o imóvel, vendeu para a Portuguesa e ganhou de presente do governo biônico de Adhemar de Barros um terreno para a construção de outro estádio. Na construção, como o próprio presidente do clube admite, cimento e areia foram desviados do Estado para ajudar o time da Ditadura a sair do chão.

3) O SPFW é o único time do país que ostenta 6 títulos nacionais vergonhosos:

em 1977 , na final contra o Atlético MG, o volante leonor Chicão pisou na perna do meia Ângelo até quebrá-la, na cara do juíz, no começo do jogo. Antes disso, já haviam conseguido, na calada da noite, a suspensão do ídolo Reinaldo daquela decisão.

em 1986, precisaram operar (e muito) o pobre Guarani, em Campinas, para sairem do Brinco de Ouro com o segundo troféu

em 1991, o título em si não poderia ser disputado pelos extelionatários do futebol, uma vez que o regulamento da CBF determinava que times de segunda divisão (em seus estados) não poderiam participar da primeira divisão do Nacional. O SPFW conseguiu o feito virando a mesa da FPF em 1990, quando o Nazi Club foi RE-BAI-XA-DO. Este é, talvez, o título mais ilegítimo dos cervídeos.

de 2006 a 2008, bem… não vamos nos repetir mais por aqui – basta consultarmos os dossiês da Mídia Palestrina, onde toda farsa bambi e seu esquema de arbitragens camaradas estão devidamente documentados. Madonna que o diga.

Enfim, Casares tem toda razão: tem coisas que só o SPFW faz por você.

.

Read Full Post »

.

privadao

Privadão em construção - demorou mais de 10 anos para que que o SPFW conseguisse, através de Laudo, desviar cimento e areia suficientes da cidade para erguer esse lixo em terreno ermo, roubado por Adhemar do povo paulistano. Como afirma o atual presidente da Boutique, "foi uma grande obra do poder público"

.

Está na nota oficial do comitê São Paulo 2014: Kaxab vai dar uma ajudinha, que já tem nome e sobrenome:

Obra viária Perimetral Sul: construção da nova avenida, que ligará a Ponte João Dias e o Estádio do Morumbi passando por Paraisópolis, contará com projetos de reurbanização de favelas, remoção de famílias em áreas de risco e canalização de córregos. O investimento previstos no orçamento atá 2013, será de U$ 25 milhões já garantidos pela PMSP.”
.

Ou seja, mais dinheiro meu e seu para dar de esmola ao sub-time que representa o resquício da ditadura militar desse estado.

Remoção de famílias? Não foi o suficiente apropriar-se de um espaço público através de uma “doação de terreno”, cuja contrapartida social – um parque infantil para os moradores e um estacionamento – nunca foi cumprida por essa corja de canalhas?

Canalização de córregos? Qual? Seria o mesmo córrego em que esses cervídeos jogam merda todo dia ilegalmente, para o deleite dos mesmos habitantes que eles querem remover? 

Então tá bom. Se é para a prefeitura fazer o que essa gangue não foi capaz de fazer até hoje – e ainda bancar um anti-estádio para a Copa-2014 – proponho que começemos uma campanha pela desapropriação do Morumbi.

Quem deu a idéia foi o amigo Fábio Gaion. E achei muito justa. Porque aquele monumento à corrupção e à ditadura já consumiu muito, mas muito dinheiro público.

E agora precisa de mais: para construir uma avenida (outra?), para canalizar um córrego no qual o São Paulo despeja esgoto ilegalmente, para levar até aquela parte putrefata da cidade transporte coletivo decente. Ou seja: é chegada a hora da prefeitura exigir a desapropriação daquele espaço, recuperar todo investimento ilegal, como faria com qualquer terreno irregular onde há tantas provas de desvio da coisa pública.

.

Bebum

Gardenal tenta explicar aos inspetores da FIFA o porquê dos inúmeros pontos cegos na sede do Nazi Club

.

Ah, mas peraí. Elegeram um coronelzinho da Arena, então esquece. Porque, como sempre acontece quando essa corja se monta no poder, o time “diferenciado” se aproveita para roubar mais um pouco dos trouxas, que somos nós.

Vamos jogar mais moedinhas para os netos de Porfírio da Paz, esses mulambentos sem história, sem caráter e sem alma.

.

Read Full Post »

.

A gente aqui fica de fora, ainda não sou sócio e não voto. Mas, passada a Assembléia, eu posso dizer o que penso: prorrogar o mandato de Della Monica seria comprovar o erro que nos fez tropeçar e cair para quarto. Não seria um sim, seria um “pouco me importo”.

Foi uma boa administração, no geral, em muitas frentes. Ganhamos o Paulista, e ganhar era urgente; com o empenho de muitos, o Palmeiras tende a crescer patrimonialmente, e se fortalecerá ainda mais como instituição porque foi tocado, finalmente, por gente que se preocupou com o clube. Mas, depois desse ano, chega.

Porque quando o assunto é futebol, a omissão em proteger o time e seu torcedor foi exatamente a mesma da era Mustafá; a mesma. Essa omissão nos levou a repetir os erros que já conhecemos de longa data.

A falta de lisura na venda de ingressos (na parte que toca membros deste Conselho) não é inédita. Torcedor desmaiando na fila e apanhando da polícia na porta de casa, também não.

Tudo pelo ingresso médio mais caro do Brasil…

A venda de um ídolo no começo do Brasileiro, sem que o time fosse reposto à altura, é algo que vi há poucos anos no Jardim – com Vágner Love.

O complexo de Cinderela também é o mesmo – continuam invejando as falsas beneces do outro lado do muro. Não entendem a História e perseguem um carinho da opinião pública que jamais conquistaremos. Pedem desculpas, aceitam desculpas, convidam para o almoço, pedem que apareçam na festa…

Antônio Callado, quando era conselheiro da Casa dos Jornalistas, certo dia enviou este cérebre bilhete de renúncia ao presidente da ABI, Danton Jobim (que pelo jeito não lhe queria muito bem, ou então andava de abraços com quem não lhe queria):

.

“Danton, não se almoça com quem nos quer jantar”.

.

E digo que continuam errando nesse sentido, quando não vêm ao grande público cobrar algumas respostas oficiais a respeito de graves acusações que nos imputaram ao longo de 2008. Por exemplo:

Cadê o relatório final da perícia criminal que analisou o vestiário dos visitantes do Palestra, no episódio do gás? O documento preliminar apontava para a impossibilidade do veneno ter sido lançado de fora do recinto para dentro. Por que não há, ou não haverá, um relatório conclusivo?

Ainda assim cumpriremos uma suspensão (1 jogo) sem recorrer, como quem assina um atestado de “quem cala consente“? Sim.

A torcida que amargue o fato do campeão paulista desse ano ser obrigado a abrir o torneio de 2009 fora de casa, contra uma equipe forte.

Ao menos, será sem Della Monica.

Cadê aquele torcedor invisível, aquele da organizada cujo nome era segredo, que falou com um diretor anônimo e combinou o acerto do lançamento do gás imaginário nas dependências do “barril de pólvora”?

Não processaremos ninguém por tamanha dose de desinformação? Não. Calaremos a voz e começaremos o ano tendo que engolir a seco a pimenta que o inimigo nos cuspiu em abril de 2008. O faremos, ao menos, sem Della Monica.

Estou falando da reação percebida dos fatos que ocorreram, essencialmente, até o meio do ano. Porque, daí para frente, não lidaram com o problema recorrente que enfrentamos com os árbitros, não protegeram nossa esquadra nem mesmo no Palestra, contra a corja.

Tiraram-nos Diego Souza do jogo contra o Grêmio enquanto o jurídico, surpreso, ainda se gabava de ter absolvido mais jogadores do que qualquer clube. Como se não percebessem que tivemos o dobro de denúncias em relação ao segundo time mais intimado no STJD. E nem obtiveram o efeito suspensivo que o Grêmio, por exemplo, conseguiu em dois, três dias, para três jogadores. Não defenderam o Palmeiras. Então chega.

Mas você dirá: quem, então? E é uma boa hora para eu dissertar um pouco sobre o cartazinho do Belluzzo, lá em cima. Sim, ele errou também, algumas vezes, junto com a patota toda. Só que, quando ele abre a boca para falar do Palmeiras, eu percebo propriedade.

Percebo alguém que se importa com o time de futebol e que conhece plenamente a raíz daquele que quer nos destruir. Percebo paixão, quando ele fala do Palmeiras. E não temos ninguém assim lá dentro, hoje, vivo. Alguém disposto a nos defender pelo que somos.

Que dê-se uma chance à paixão que nos criou, é o que penso. Se Belluzzo é a solução para nossos problemas, isso não sei. Nem sei se é o que a maioria pensa, mas não tenho nenhum interesse próprio em escrever isso.

É somente minha opinião de torcedor, minha torcida. Eu só quero alguém que realmente ame aquele time.

.

Read Full Post »

.

Todos viram o golaço, não há o que comentar. Quem quiser entender mais sobre esse título, é só rodar o mouse para baixo e ler os últimos 4 ou 5 posts. No mais, acompanhem os links à esquerda, os quais atualizarei com calma. E aguardem a atualização do Dossiê Bambi 2008.

Abaixo, pretendo me expressar de outra maneira: segue meu presente, em forma de outro áudio, para que a torcida eugênica possa comemorar à vontade.

1

.

Read Full Post »

Older Posts »

%d blogueiros gostam disto: