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Diretoria, jogadores e torcida promovem festa antecipada no Palestra. O titulo de fato deve vir na penúltima rodada, com o Verdão jogando fora.

Diretoria, jogadores e torcida promovem festa antecipada no Palestra. O título de fato deve vir na penúltima rodada, com o Verdão jogando fora.

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da redação

Tarde de sol, pinta de feriadão, estádio tomado por uma torcida em estado de graça (cantando do primeiro ao último minuto), time passeando em campo… Às vésperas de fechar seus portões para iniciar um grande salto no tempo, o Palestra Itália e a lembrança dessa tarde de domingo irão deixar saudades na memória do palmeirense. O quinto título nacional do Verdão (que já era previsível há duas rodadas), praticamente foi ratificado hoje, depois de um 2 x 0 no fraco e rebaixado Ipatinga.

Segundo projeções do datacruzis, o time de Perdizes tem agora 95% de chance de abocanhar o troféu oferecido pela CBF, bastando, para tanto, conquistar 2 pontos em 2 rodadas (o time segue 5 pontos a frente do Grêmio, o vice-líder).

A torcida era o retrato do sonho de Ícaro vivido pela Academia esse ano: já pelas 14:00, duas horas antes do confronto que praticamente traria a segunda taça do ano para o Jardim Suspenso, tanto as arquibancadas quanto as cadeiras especiais do Parque Antárctica já estavam completamente tomadas por uma massa apaixonada que não parava um segundo sequer de entoar gritos de incentivo para cada jogador do elenco.

Quem não conseguia esconder o clima “verde” de otimismo era o vice-presidente de futebol do Palmeiras, Gilberto Cipullo. Caminhando calmamente no fosso do gramado, perto do vestiário do Palmeiras, enquanto acenava para o público, o cartola era a imagem da alegria e do sentimento de dever cumprido:

Quando assumimos o Palmeiras, a situação era caótica e a moral do elenco estava em baixa. Não cabe agora enumerar os motivos ou apontar culpados, mas o torcedor se lembra do ar pesado que se respirava dentro do clube, e isso prejudica qualquer comissão técnica, por mais competente que ela seja.”, discursou Cipullo, numa clara alfinetada no grupo que antecedeu Della Mônica. “Mas, com uma gestão profissional, voltada para o futuro do Palmeiras, com ambição e responsabilidade, tudo o que aconteceu de ruim faz parte do passado“, disse o dirigente, evitando pronunciar o nome de Mustafá Contursi, antigo manda-chuva do Palestra Itália. “Agora teremos eleições em janeiro e esperamos que, com o apoio do sócio-torcedor, possamos eleger Belluzzo e dar sequência a esse projeto grandioso iniciado em 2008“, completou.

Outro palmeirense que não conseguia conter o orgulho pelo sucesso de seu trabalho em 2008 era o ex-jogador Toninho Cecílio. Após confraternizar-se com o elenco no vestiário, no final da preleção, o gerente de futebol do Palmeiras fez questão de apontar a marca de seu empenho nesse sucesso: “Cobramos, exigimos, mostramos à diretoria e aos nossos parceiros que o Palmeiras não vingaria no Brasileiro se não conseguisse substituir com qualidade as peças que havíamos perdido após o Paulistão. Conseguimos, nossa insistência rendeu os frutos esperados; chegamos a um consenso e todos enxergaram a necessidade de repor, sem demora, as perdas que sofremos, de Valdívia e Henrique para o mercado europeu. Creio que, sem isso, não teríamos chegado“, sentencia Toninho: “no futebol de hoje, objetividade é meio caminho para o sucesso. De nada adiantaria contratarmos 10 ‘promessas’ e não trazer jogadores de peso para manter esse grupo forte. Parte da torcida criticou os gastos elevados dessas contratações, mas hoje todos estão aí comemorando, enchendo a casa, porque entendem que valeu o investimento.

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O segredo do êxito: foco no futebol e harmonia no clube

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Dois fatores ilustram perfeitamente o quadro que compõe o sucesso alviverde em 2008:

Em primeiro lugar, o Muda Palmeiras e sua aliança com Afonso Della Mônica. Essa união histórica (que afastou o grupo de Mustafá do poder depois de quase 20 anos) trouxe ao Verdão um ambiente raro nas últimas décadas, exceção feita ao período de co-gestão com a Parmalat: paz dentro do clube.

Essa tranquilidade política, quase “inédita” no clube de colônia italiana e sangue quente, propiciou uma realidade onde a diretoria pôde, finalmente, se preocupar com seu time de futebol em primeiro lugar. Não se trata apenas de contratar uma comissão técnica de ponta, ou jogadores caros: o que se viu foi o Palmeiras preocupado com o Palmeiras, apenas. Os cartolas, atentos à precariedade jurídica que reinava no clube, não foram presa fácil do STJD, como em outras épocas; escalas de árbitros “duvidosas” foram prontamente questionadas junto à grande mídia, a cada rodada desse Brasileiro, gerando como resultado apitos mais cuidadosos do que de costume, quando se trata do time de Perdizes… Acredita-se que essa “segurança” trazida pelos novos cardeais do Parque gerou um segundo fator determinante para o sucesso do Palestra:

nunca se viu um Luxemburgo tão manso como nesse segundo semestre. O treinador, taxado de vaidoso e arrogante por boa parte dos torcedores do Brasil (e até mesmo por alguns setores da imprensa), praticamente não apareceu para gerar polêmica. Conta-se nos dedos de uma mão as entrevistas de Luxemburgo, desde agosto. À boca pequena, antigos conselheiros do Palmeiras confessam que nunca viram Luxemburgo tão focado no título quanto agora – e reconhecem, mesmo torcendo o nariz, que ele foi fundamental para a conquista do penta. A comissão de arbitragem, eterno alvo das flechas venenosas do “Madureira”, também agradece a folga dada pelo treinador durante o certame.

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Marcos, ídolo da torcida e inspiração do elenco

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Mas a imagem que fica para o palestrino apaixonado é mesmo a de Marcos, defendendo um pênalti aos 44 minutos do segundo tempo e fazendo a galera comemorar “mais um gol” enquanto esperava o apito final para soltar o coro de “pentacampeão”!

Assim que o juizão ergueu o braço, toda a comissão se atirou em cima de Marcos, que recebeu o abraço coletivo transtornado, entre lágrimas compulsivas:

Tenho que dedicar esse título a todo elenco do Palmeiras“, balbuciou emocionado, para desabafar em seguida, com a espontaneidade que já lhe rendeu fama: “Não quero saber se falta 1 ou 2 pontos: esse time é campeão, porra!!!” – e completou: “Agora sou duas vezes penta!

Com a mesma humildade do comandante verde (Luxa correu para os vestiários aos 42 do segundo, sem dar declarações, enquanto era ovacionado pela torcida), Marcos ainda fez questão de rejeitar novamente a alcunha de “santo”:

É um carinho da torcida, a gente se enche de orgulho, claro. Mas a verdade é que, sem a raça e a vontade de ganhar de toda essa equipe, o ‘São Marcos’ deixaria de cumprir suas promessas“, completou, rindo, o capitão palmeirense.

Marcão, aliás, é um dos mais ansiosos pelo fim do campeonato. Assim que acabar a última rodada, quando o Palmeiras enfrenta o Botafogo em casa (provavelmente no jogo das faixas), o Parque Antarctica deixará de sediar jogos por um ano (pelo menos) para dar início às obras da Arena Palestra Itália. Adiretoria do clube já havia prometido ao goleirão em agosto (quando a pedra fundamental foi lançada com pompa e circustância) que, no jogo de inauguração da Arena, seu busto já estará figurando ao lado da escultura de Divino.

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Sim. Uma coisa que posso dizer de boca cheia a respeito desse blogue (pois todos os leitores irão concordar) é que não estou aqui para fazer média.

Já falei muita merda, é verdade, sou o primeiro a reconhecer. Mas não vou deixar de emitir minha opinião sobre o Palmeiras quando algo me incomodar, não importa quem eu desagrade. Não aqui, não nesse espaço.

Feita essa introdução onanista, quero deixar registrado: o que vi acontecer ao longo dessa semana com o Verdão é inédito para mim. Nunca vi algo parecido atingir nenhum time de futebol, e sei que vai demorar para aparecer um exemplo similar.

Em dias alternados, a diretoria, o técnico e goleiro abandonaram a torcida, que ficou gritando “Porco” à beira do precipício onde acaba o mundo.

Vamos começar por cima, por aquela gente que passou os últimos meses se vangloriando de ter ganho mais recursos no STJD do que os outros clubes, como se o Brasileirão tivesse uma tabela paralela ranqueando a competência e soberba dos advogados de cada clube. Porque, quando chegou a hora do “pega-pra-capar“, essa mesma esquadra, que entra em campo de paletó e gravata, negou fogo. Foram pegos de surpresa com a suspensão de Diego, ao contrário do Grêmio quando foi punido (diga-se de passagem, com mais severidade).

Tudo por conta dessa vaidade que gerou a falsa certeza que ninguém atingiria o Palmeiras… E porque não são palmeirenses (trata-se de gente que ganha por hora), foram incapazes de associar os fatos; não puderam perceber que não aconteceu por acaso aquela expulsão de Diego, em outra partida decisiva, há pouco tempo, aos 6 minutos de jogo.

Quanto ao técnico que orienta nossa esquadra, vou me abster de emitir outra nota, por enquanto. Porque tenho certeza que ninguém, nesse espaço Verde, atacou Madureira de forma tão virulenta como eu, há pouco tempo atrás, antes do jogo de volta contra a ridícula Lusa. É que àquela altura ninguém deu bola, mas não vou me repetir.

Hoje quero mesmo é falar de Marcos, o Santo de todos nós. Também sei, antes de mais nada, que ele representa a paixão cega dessa torcida e é o maior ídolo que o Palmeiras viu nascer nos últimos 35 anos. Muito mais ídolo que Edmundo, a quem amo incondicionalmente.

Mais que isso: Marcos, em forma, foi o maior goleiro de seu tempo, em toda a esfera da bola. E, se levarmos em conta os progressos da preparação física que mudou o calcio nas últimas décadas, posso dizer, sem medo de vomitar aqui um exagero, que Marcos foi o melhor arqueiro do mundo de todos os tempos. Quem viu, viu.

Por saber disso e um pouco mais, sempre relevei as falhas de Marcos, até porque, foram raras. Contra os ingleses, por exemplo: quem precisa ganhar um jogo na neve, de manhã, valendo um jipe toyota, depois de eliminar o Corinthians de duas Libertadores?

Só as bonecas, que precisam se vender na vitrine, nós não… Por isso, dane-se! Não quero saber se ele falhou em um amistoso no Japão… Nem quero saber se ele chutou o balde naquele jogo em que tomamos 7 gols em 2003, porque ali a razão estava com ele.

Mas, de novo, não estou aqui para fazer média. E tenho um nojo visceral de quem tenta sempre agradar a maioria.

Quando Marcão falhou contra o Flu, eu o defendi. Achei que a arbitragem foi tendenciosa, e que o braço de Washington confundiu os reflexos de nosso arqueiro. Mas, para minha surpresa, vi o Santo sair de campo acusando o golpe. Em uma entrevista descabida, atirou a responsabilidade sobre todos os seus companheiros – e desviou a atenção da mídia, que mal falou daquele primeiro gol no Maracanã, a não ser pela polêmica decisão do árbitro.

Por aqui, engolimos seco. Somente porque Marcos, para um parmerista como eu e você, é Deus.

Mas agora chega. Vamos rasgar os véus da paixão e falar com todas as letras: o que Marcos fez domingo, não se faz no futebol. Mais, não se faz em um ambiente de trabalho, por respeito aos colegas de profissão.

Não pelo peru, que, aliás, foi grotesco (ah, se fosse o Borboleta, quanto sarro não estaríamos tirando…). A atitude após o frango é que foi deplorável.

O arqueiro veterano sabe que a bola entrou porque ele teve um reflexo retardado, mal calculado, e não me interessa se isso foi fruto da idade ou da falta de concentração. Ele sabe que falhou feio – e, mais uma vez, o que incomoda não é isso.

Porque, se o Palmeiras perdesse por 1 x 0 só por conta daquele lance, ninguém aqui estaria lendo isso. Ninguém apontaria o dedo para nosso Santo Imortal por conta de uma falha passageira… O que me revolta é o que aconteceu depois.

Acorda, Palestrino!

Vamos parar com essa ilusão de querer acreditar que aquele arrobo de atacante foi um ato heróico, ou um protesto, ou uma doação de uma alma palmeirense pela camisa que veste. Marcos simplesmente fez o que havia feito há poucas semanas: falhou e transferiu a responsabilidade para os seus companheiros. E, como já havia falhado e criticado todo mundo, se viu exposto e com receio de ser cobrado: então partiu para o ataque, contando com o apelo emocional que tem junto à torcida, evocando seu carisma para livrar-se de uma situação constrangedora e salvar somente a si próprio.

Havia ainda 16 minutos de bola para rolar quando ele partiu pela primeira vez ao ataque. Se contarmos os 5 minutos de acréscimo, vamos a 21, tempo suficiente para afunilarmos um adversário no Palestra.

Mas não… O time todo se desestruturou, somente para assistir, enquanto era desmoralizado, ao espetáculo de um homem só, que era consagrado como herói por 26.000 crentes.

Para o resto do grupo, vaias.

Sei que não vou agradar ninguém com esse texto, mas também não sou Marcão, não quero agradar a massa enfurecida. Quero só reafirmar que poucas vezes vi em campo um jogador tomar uma atitude tão cafajeste.

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É, definitivamente, um semestre para se apagar dos registros Verdes. Falando aqui entre nós, agora. Das portas do Palestra para dentro, sem analisar arbitragem ou STJD. A barca começou a afundar após o título paulista, e dá uma desilusão danada quando a gente percebe de quantas formas o Palmeiras sabe decepcionar essa torcida apaixonada. Poderia ter sido um ano glorioso!

Esperei a cabeça esfriar para escrever, pois não cabe, agora, repetir as razões pelas quais eu já havia jogado a toalha, lá no fundo, após o jogo contra o Fluminense – tudo que acho já foi dito naquele post polêmico. E embora a tabela tenha sido subvertida no tapetão e apito rosas, nesse fim de semana, em especial, Madame ganhou, como faz um time grande na chegada, coisa que o Palmeiras não soube fazer.

Então penso que é hora de olhar o próprio umbigo e se perguntar o que foi que deu errado.

Sei que é um dia para se falar pouco… mas, após assistir nossa equipe desfalcada contra o Grêmio, eu queria saber: por que o Verdão, tão forte até maio, tem um banco que não se garante? Sinceramente, não entendo o que aconteceu com nosso treinador – e falo especificamente da sua condição de técnico. Sempre foi um porto seguro ter Luxemburgo ali para mexer as peças, para qualquer torcida do mundo. Acontece que ele tem se equivocado constantemente nesse certame, verdade que todos nós já bradamos após algum jogo desse Brasileiro, pelo menos. Sua falta de foco no Palmeiras só é comparável com a omissão daqueles que deveriam zelar por Ele, em off. Sendo assim, e se o campeonato terminar, mesmo, para nós, com essa campanha digna de um Caio Jr. (ou pior), será o caso de alguém pegar uma calculadora e analisar o custo-benefício dessa brincadeira toda.

Sei que o Palestrino está desiludido hoje, e também estou cansado de repetir certas coisas. De novo, não é um dia para se falar muito. Vou tentar ver o tempo sob outra perspectiva, de uma escala bem maior, para ver se consigo perdoar determinadas atitudes e recobrar as esperanças de ver meu time ser forte novamente.

Em outras palavras, quem sabe eu consiga enxergar, lá atrás, a grandeza de Marcos; e vislumbrar um Palmeiras grande, lá na frente.

Por hora acabou a alegria, a paixão esfriou a chama, e qualquer discurso seria vazio.

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Para quem não entendeu o título, saibam que estou cantando a marchinha de Dacunto. Lá atrás, como agora, no caso da suspensão de Diego, tanto a imprensa, como a torcida e até mesmo o juíz foram pegos de surpresa. Ninguém entendeu o que aconteceu em 1944, assim como é difícil explicar hoje o teor dessa manobra jurídica.

Mas o tempo desvenda a História, gostem, ou não, seus protagonistas. Hoje sabe-se que, em 1944, às vésperas de um embate decisivo, houve uma reunião secreta do então recém-criado “Tribunal de Penas” da FPF, na calada da noite, orquestrada por um certo clube que bate um bolão fora de campo. Um certo clube que sempre foi o dono da caneta, e que tem o costume de se esconder como um fungo invisível nos escrotos do poder.

Hoje eles são mais espertos, aprenderam a desviar o foco, já sabem como confundir o inimigo e municiar a imprensa para que essa os ajudem a acobertar o verdadeiro sentido da coisa.

Não vou xingar o procurador, porque não falo com empregadinho. Não vou me ater ao capacho da sala da presidência de um clube corrupto e amargo.

Só passei para dizer que o Verdão leva esse título, como levou há 64 anos: contra tudo e contra todos. A minha certeza se amplia a cada dia, porque nosso time é melhor do que o time dos outros, e somos prejudicados praticamente toda rodada. Ou seja, seremos campeões, porque essa é a nossa História. É assim, e só assim, que chegamos ao posto máximo, sempre: com um título incontestável.

O que o torcedor tem de enxergar agora é o outro lado da moeda. Quando ela faz isso com a gente, é porque já está se borrando.

Madame, Madame….

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P.S.: Héber Roberto Lopes, o juizão que foi desmoralizado perante a opinião pública por conta do STJD e seus auditores-diretores de clube, apitará Palmeiras x Grêmio. Tanto melhor, pois ganharíamos de qualquer maneira: por 3 x 0.

Para nós, basta que o espírito do glorioso Germânia abraçe nesse sábado o estádio que foi roubado de seu povo. Por essa gente sem alma.

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Correria

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Amici, só agora consegui um tempinho para me desculpar pela ausência – que se prolongará até o meio da tarde. Há muita coisa para conversar e pouco tempo agora para tocar no assunto.

Mais tarde nos falaremos. Só gostaria de adiantar que é difícil, mas muito difícil, manter a calma com esse Paulo Schimitt.

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O juizão do Engenhão, como bem já lembraram Conrado e Ademir, é o mesmo que validou o gol do Fluminense sábado, após Washington ter tentado meter a mão na bola, iludindo os reflexos do nosso Santo. Ontem, ele achou que um botafoguense (parado) prejudicou a Borboletinha e não deixou Madame perder 2 pontos na reta final do certame.

É aquele juizão caseiro que já conduziu até aqui quase 90% de triunfos dos times mandantes com os quais se deparou. Mas há exceções: O SPFW ganhou fora com ele no apito DUAS vezes: na Bahia e ontem, naquela beleza de jogo.

Vergonha, ninguém mais tem na cara. Seria o caso de devolvê-la a esse gente à base de socos e pontapés. Nenhum caga-regras-comentarista contestou esses dois lances; Pra esses, o boçal agiu corretamente, tanto ontem, quanto domingo – e nos jornais a percepção é a mesma.

Não trata-se de “teoria da conspiração”. Lembrem-se de como esse time chegou ao título de 2007, e lembrem-se que o complô para catapultar um time corrupto ao título é um fato mais comum do que se imagina.

Em 1993, o Olympique de Marseille subornou jogadores do Vallenciennes para que perdessem, na penúltima rodada do campeonato francês. Descoberta a farsa, o Olympique teve cassados dois troféus europeus, seu time foi rebaixado e o presidente foi preso.

Na Itália, em 2006, a máfia do apito teve como consequência o rebaixamento de Juventus, Fiorentina e Lazio. E mais, começaram a Série B do outro ano, respectivamente, com 30, 15 e 7 pontos a menos que seus competidores; ao Milan foi imposta a pena de não poder participar da Copa dos Campeões, além de entrar no Lega Calcio de 2007 com 15 pontos de desvantagem.

Só para ficarmos nos exemplos que mais repercutiram… e aqui? Quando vão descobrir o que todo mundo já sabe?

Bom, eu sei, vivemos em um país que não assume com a responsabilidade devida seu maior patrimônio cultural – a bola. O povo percebe o que acontece e se revolta, mas dá menos importância do que deveria à gravidade desse estelionato: não percebe que sua maior riqueza está perdendo seu valor, pois a imagem do futebol vai ficando a cada ano mais suja.

É preciso desmascarar o São Paulo a tempo.

Porque, se for demorar muito tempo, eu repito: alguém, uma hora, vai se revoltar seriamente com a trupe do Caixa 2 de Madame (MP, STJD, imprensa, comissão do apito…) e aí, meus amigos, a vergonha será devolvida a essa gente à força, debaixo de muita porrada. Ontem mesmo, foi por pouco.

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Deixo abaixo três textos que vão desagradar muita gente que nos acompanha; depois disso, perdoem-me se não atualizar a página com a frequência costumeira, pois estou com nojo do Palmeiras. E nojo de São Paulo, e nojo de quase tudo.

Pensei bem antes de postar essas reflexões, mas é o seguinte: um blogueiro amador é um abnegado. Gasta horas e dias de sua vida para construir um veículo de informação virtual, e muitas vezes nem ele tem idéia exata da validade e pertinência do que escreve, sob a ótica de quem lê, isso quando os leitores o visitam. Portanto, tanto esforço só pode ter uma jóia de valor: penso que esse é o único espaço do mundo onde posso dizer o que quero, do modo que acredito, sem ser obrigado a me adequar a nenhum juízo moral que não seja o meu próprio. Portanto, lá vai meu ódio destilado – e me perdoem os que se sentirem ofendidos:

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1) O resultado de hoje era tão óbvio que não me deixou triste: o Palmeiras não merece ser campeão. É verdade, ainda é possível, nesse campeonato equilibradíssimo, onde o líder é medíocre em campo e aqueles que o seguem não fogem da burocracia da bola. Podemos chegar lá. Mas é o seguinte, seria uma injustiça, porque esse time não merece o penta. E explico:

Temos uma torcida maravilhosa, e é só isso que me entristece. Mas essa torcida foi tratada como lixo pelo próprio clube, desde a primeira rodada em que foi mandante. Disseram que não éramos bons o bastante para torcer pelo Palmeiras no Palestra, e tentaram aumentar o ingresso para R$40,00, para ver se gente melhor apareceria no campo. Não deu. Voltaram atrás, mas não muito: ainda sustentamos o ingresso mais caro do Brasil.

Esse ingresso inflacionado tem uma razão de ser, e a razão não é a nova realidade do mercado da bola, onde a bilheteria deve representar importante fonte de renda ao clube. O verdadeiro motivo dessa cobiça nos foi revelado logo após a final do Paulista (onde a diretoria deixou a polícia nos espancar na fila dos ingressos, que sumiram, e ainda dentro do Parque Antarctica, já no segundo tempo da finalíssima): há gente lá dentro, como o Sr. Pica Pau, o sr. Ebem Gualtieri e o Sr. Palaia (alô, Conrado, estou tentando separar o joio do trigo…) que tem uma relação para lá de obscura com a empresa de fachada dos irmãos Balsimelli, como já cansou de mostrar o bravo Barneschi.

Os ingressos adentram a diretoria, somem das bilheteria e reaparecem em massa nas mãos dos cambistas.

Alguns são falsos, confeccionados pela própria BWA, coisa já fartamente comprovada.

O Palestra lotado é sempre uma ilusão de ótica: por mais que o torcedor não encontre ingresso, em todo jogo 1000, 2000 ingressos são “devolvidos”, segundo a lenda de quem desvia a “féria” de domingo.

Se o torcedor associado reclama, conselheiros ameaçam-no de expulsá-lo do clube, como fizeram com o amigo Ademir – que tirou foto e registrou o fato, na final contra a Ponte.

Mas, na hora do jogo, foda-se o Palmeiras. Porque, durante os dias que antecederam alguns embates, nesse torneio, ficou bem claro que havia a intenção de se prejudicar nossa equipe. Ou pelo fato do adversário criticar a arbitragem e botar pressão, ou pelo fato do STJD instalar o terrorismo na cabeça do nosso elenco, ou pelo fato da imprensa querer causar um clima de guerra onde só havia paz. Mesmo assim, essa diretoria passiva viu o Palmeiras ser roubado em casa domingo passado, ser humilhado pela arbitragem em seus domínios, e não reagiu, nem na quarta-feira.

Como uma puta que apanhasse para devolver o dinheiro ao cafetão. Quando ele bate e toma a grana, ela não reclama. Só chora.

Nesse sábado, como já havia nos alertado o 3VV, escalaram o mais caseiro dos caga-regras para conduzir nosso jogo. O cara havia apitado 12 ou 13 jogos: 30 pontos para o mandante e apenas 6 para os visitantes, se não me falha. Três desses pontos como visitante foram para o SPFW, jogando na Bahia, contra aquele time cujo nome não entra nessa página. Jogos do Fluzão? Nenhum: esse foi o primeiro. O cara veio de Brasília para fazer o que fez, com uma missão a cumprir. Porque o Palmeiras pode ter se perdido em campo, bobeado na marcação, mas aquele primeiro gol… Eis o que ocorreu:

Na batida da falta, a bola era do Marcos. Mas apareceu Washington, matador certeiro em jogos decisivos, na frente do Santo, sem marcação alguma; então Marcão novamente teve de agir como zagueiro (fato recorrente no certame), e desviou sua atenção para o atacante, se esquecendo da bola. Já o avante, quando percebeu que não conseguiria desviar a redonda, esticou acintosamente o braço, ludibriando nosso arqueiro, que tentou prever a trajetória da pelota no lance.

Qualquer juíz sério invalidaria a jogada e premiaria o “coração de leão” com um amarelinho. Agora, o fdp é Washington, o Flu, o juizão que tinha um trabalho a cumprir? Não, né… Se por aqui sabíamos o que aconteceria (palmas ao 3VV novamente) e ainda tentamos avisar (como no domingo passado), por que raios aqueles caras que desviam dinheiro do Palestra não perceberam? São burros? Ou estão cagando para o Palmeiras?

Claro, novamente, vamos separar o joio do trigo, porque há ali gente séria, gente de bem: assim me parecem ser Toninho Cecílio, Cipullo, Belluzzo e sua trupe. Só que o problema é mais embaixo: de boa intenção, os times pequenos estão cheios… De covardia, também. Precisamos de um homem lá, cacete! Um cara que levante a voz e intimide a imprensa e os tribunais, como Eurico Miranda fez a vida toda para defender o seu time, estando ele com a razão, ou não. Ele amava seu clube e demonstrava isso, por isso ficou tantos anos no poder sem ser incomodado.

Disse isso outro dia e fui mal compreendido: se é para ver meu time dominado por uma facção comprometida, que não cuida da receita que adentra no clube, melhor seria ter um ditador com o saco roxo, que subverte a ordem vigente para ver o time que ama levantar a taça.

Porque não está resolvendo nada nos fiarmos naqueles cagões de fala mansa e paletó, que se escoram nos aportes de capital (conquistados graças ao patrimônio imenso do Palmeiras) para venderem a imagem de uma administração moderna. São bundões, só isso. Covardes, covardes….

Por esses motivos, e ainda pelo fato de termos uma equipe irregular, inconstante, que não sabe se impor nos momentos decisivos, não merecemos ser campeões brasileiros nesse ano. Se você não se convenceu ainda, analise comigo:

11ª Rodada: Madame 2 x 1 Palmeiras, nem entramos em campo;

13ª Rodada: Goiás 3 x 2 Palmeiras, quando os goianos lutavam contra o descenso;

21ª Rodada: Internacional 4 x 1 Palmeiras, um dos poucos trunfos do Colorado até então;

24ª Rodada: Palmeiras 0 x 3 Ixpót, em casa, depois de tudo que engolimos deles;

31ª Rodada: Fluminense 3 x 0 Palmeiras: nunca vi um campeão com essa campanha.

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2) Attecchiri era um sobrenome engraçado, motivo de piada para o amigo desde os tempos do primário, como se esse também não levasse um sobrenome hilário, herança de sua terra natal: Abbagliato.

Desde os tempos de colégio, da “era da inocência”, percebiam uma empatia entre si, uma disposição de espírito muito parecida, o desejo de construir a própria saga, de levar a cabo o ideal aprendido nas aulas de História e nos jantares com os avós: Veni, vidi, vici, a inspiração máxima do romano Júlio César.

O problema, no entanto, era sempre o mesmo: na hora de empreenderem seus objetivos, sempre se entrepunha a mesma discordância entre os dois. Attecchiri queria fazer as coisas só do seu jeito, com muita calma e sempre de um modo ortodoxo e pouco amigável. O outro, por sua vez, quando tinha uma idéia, queria vê-la em prática, sem analisar as consequências, custasse o que custasse. Abbagliato não parava muito para pensar: era sempre agora, ou nunca.

Assim, sem conseguirem jamais chegar num acordo, foi questão de tempo até que a vida os afastasse, não sem antes promover uma enorme mágoa no coração dos dois. Logo, um e outro não podiam mais se ver, pois a raiva falava mais alto e as nuvens do céu se acumulavam densas.

Curioso é que seus defeitos serviram de mola propulsora para que crescessem na vida e, enfim, alcançassem o sonho de ser maiores que tudo e todos; fizeram sucesso na vida, ambos, e causaram muita inveja. Abbagliato, lógico, foi quem saiu na frente. Com sua disposição e garra inigualáveis, conquistou um sem-número de admiradores apaixonados, a ponto de poder sempre contar com eles quando um problema se apresentava. Por sua vez, Attecchiri, embora demorasse um pouco mais para chegar onde queria, foi muito mais longe do que sua família poderia sonhar… Fez tudo aos poucos, com o capricho e esmero que lhe era peculiar; inovou a roda do mundo em seu meio de trabalho, sendo pioneiro e perfeito em quase tudo que construiu. Teve sua estrada coberta de louros, e também conquistou a admiração dos seus, que passaram a amá-lo cada vez mais, sentindo um orgulho sem tamanho do filho pródigo.

Mais curioso ainda foi quando ambos finalmente perceberam que os mesmos defeitos que os acompanhavam (e que os impulsionaram na vida) também poderiam ser sua desgraça. Attecchiri pagou caro por seu caráter passivo, sua crença no “deixar levar”, pois quem mais o invejava sempre se aproveitou disso para tentar roubar o que era seu. E Abbagliato, com seu impulso incontrolável e a mania de achar que era maior que o mundo, deixou escapar importantes conquistas em sua vida, por se cobrar mais do que devia.

No entanto, não vamos fugir à história: quis o destino que os dois, na idade adulta, fossem morar no mesmo prédio. Pior do que isso (só podia ser brincadeira de Deus, que não tem mais o que fazer), foram parar no mesmo andar. Vizinhos de porta. E logo na primeira vez em que se reencontraram, o ódio falou mais alto que os antigos sonhos de criança.

A parti daí, passaram a competir um com outro de maneira frenética: ambos queriam voltar para casa ostentando um sucesso maior do que o conquistado pelo rival. Porque, mesmo naquelas cabeças adultas, sobrevivia a lógica do primeiro orgulho: quem obtivesse mais glórias, conquistaria também a razão sobre os argumentos da infância, os mesmos que os separaram irremediavelmente.

Assim competiram por anos a fio, e venciam sempre na vida, motivados por suas crenças. Até que um dia Attecchiri se deu muito mal… Sua complacência e vaidade finalmente cobraram seu preço: o grande italiano perdeu quase tudo que tinha e teve que se mudar dali, para a glória e gozo de Abbagliato, que fez grande quizumba em seu apartamento: enfim havia vencido.

Attecchiri, com poucos recursos, mudou-se para o andar de baixo, em um cômodo apertado, triste e humilhado por ter se deixado empobrecer desse jeito. Mas sobrara ainda seu coração, que era nobre, e seu sangue, que era ruim. Assim, em pouco tempo, ele refez sua vida, sua fortuna, e retornou à sua casa, para a decepção do rival.

E foi quando voltou para seu lar que Attecchiri notou a mudança no antigo amigo: Abbagliato, sem poder saber de sua vida por conta da distância, parara de se empenhar no que sabia fazer melhor: ser grande, ser guerreiro. O italiano lhe fizera falta… Então sorriu de canto de boca, esperando a hora em que o vizinho afundaria, para vibrar também.

Não demorou muito: tendo perdido o tino de sua própria nobreza, Abbagliato meteu-se em negócios escusos, meio sem saber – mas sabendo. Vendeu sua alma e teve sucesso momentâneo, e todos voltaram sua atenção para ele, que fazia festa: estando o rival na porta do lado ou não, ele ainda tinha mais glórias para mostrar.

Só que uma hora “a casa caiu” e a falta de lisura dos empreendimentos em que Abbagliato se metera trouxe os problemas à tona, e a polícia até sua casa. Viu tudo que era seu ser confiscado, mas não se desesperou. Tendo um patrimônio inigualável, a fé cega daqueles que o amavam, calculou que nada de mal lhe aconteceria. Passou ainda algum tempo debochando do vizinho, mesmo em meio à penúria, alardeando ao prédio inteiro que jamais se mudaria: ele não era Attecchiri, e Attecchiri era menor.

Mas, não obstante o choro dos que lutavam por ele, Abbagliato enfim quebrou, e teve que se mudar. Por ironia, aquele apartamento um andar abaixo, baratinho e sem janela, estava novamente vago. E para lá Abbagliato foi, engolindo seu orgulho.

Foi a vez de Attecchiri comemorar e ficar embriagado: – La vendeta!, gritava com toda força que havia em seus pulmões, para que Abbagliato o ouvisse lá embaixo. E teve também seus momentos de glória, a partir dali – enriqueceu mais, a exemplo de Abbagliato quando estava em sua posição.

No entanto, logo Attecchiri sentiu um vazio em seu peito. Por mais sucesso que conquistasse, faltava-lhe alegria, e ele não sabia a causa disso. E logo foi se acomodando ao que já tinha, deixou de lado seu capricho com as coisas, parou de lutar, de defender o que era seu… Às vezes ouvia Abbagliato gritar qualquer coisa lá de baixo e sentia uma pontada que lhe esquentava o tórax, reavivando seu interesse pela vida. Mas, sem saber mais das coisas daquele que odiava, parou de se preocupar em entender o porquê.

Enquanto isso, Abbagliato não se deu por vencido. Sabia que tinha de lutar cegamente pela vida e que, se o fizesse, nada o deteria. Logo na primeira oportunidade, ganhou outra vez grande fortuna e voltou ao lar que deixara. Anunciou a proeza ao rival dando outra grande festa, como era de seu feitio.

O que aconteceu nesse momento é o que torna a história mais interessante: Attechiri não andava feliz consigo, tampouco com o mundo – e se guardava em casa, cultivando seu mau-humor de berço. Pois, justamente naquela hora, Abbagliato decidiu comemorar seu retorno, abrindo as portas de seu antigo lar para os milhões de amigos, fazendo um estardalhaço que não permitia ao rival ruminar sua enorme tristeza.

A música era um atentado aos ouvidos de Attechiri, que ainda achava as visitas de mau gosto e o barulho muito alto. Nesse dia ruim, disse: – “Chega!“, e irrompeu pelo corredor do prédio, pronto a soltar todos os impropérios que conhecia nas orelhas daquele cazzo’n culo. Foi quando a roda completou seu giro…

Quando enfim deu de cara com o rival, disposto ao enfrentamento, percebeu que o antigo amigo o olhava de outro jeito, com um misto de estranheza e revelação. E com Attechiri sucedeu-se o mesmo: viu no olhar do vizinho uma dor perene e o peso dos anos. Sem que se dessem conta, aquela empatia da infância reavivara sua chama, e os dois relembraram em silêncio os velhos dramas.

Houve um tempo em que não eram inimigos, e seus ideais eram parecidos.

Houve um tempo em que os dois eram cientes de sua grandeza – e se uniram muitas vezes, no passado, contra aquela gente vazia e sem alma, sem talento e sem amor, que os invejava e os tentou derrubar tantas vezes.

Houve um tempo em que o inimigo era comum, e o que havia entre os dois era só orgulho e dignidade, e isso os fez ganhar o mundo. Tudo isso compreenderam ao mesmo instante e, embora calados, um pressentiu no outro aquele brilho no olhar:

Estamos juntos outra vez, unidos pelo antagonismo que nos criou. Como preciso de você…

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Então Abbagliato perguntou, de queixo erguido, em tom de ameaça:

– O que é que você quer aqui?

No que o outro respondeu, antes de se virar e ir embora:

– Só vim dizer que sua festa está uma merda.

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3) Tentei o quanto pude deixar minhas convicções políticas longe dessa página. Mas, como não consegui mesmo, agora vou chutar o balde:

Admito que um alienado, daqueles que adoram dizer “político é tudo igual”, vote no Kaxab. Afinal, quem não tem personalidade é levado pela corrente, é uma lei mundana. Agora, o sujeito que se interessa minimamente pelos assuntos da cidade em que vive, que assisitu algum dos debates, vir me dizer que vai votar na Arena?!

Então repito o que já disse em outros fóruns de discussão: São Paulo é a contramão do Brasil. É a marcha-ré do Brasil… 80% do povo dessa nação acham o governo petista bom ou ótimo mas, por aqui, o ranço dos quatrocentões infecta a classe média, que elege um ratinho de Maluf, um candidato do PFL, mesmo sabendo que a Marta é melhor. E o faz por dois motivos bem simples.

Primeiro: A elite de São Paulo é o cancro desse país. Para ficar claro: a elite de São Paulo é o cancro desse país. Se alguém pulou a linha: a elite de São Paulo é o cancro desse país. Sempre que um governo democrata, com visão social, governa essa cidade, eles se enervam e votam baseados no ódio que nutrem pela sua própria gente.

E São Paulo desconhece o Brasil. Eles têm raiva de Marta, porque ela deu condições dignas de vida para gente desprovida de tudo, e isso ameaça a classe-mediazinha de saco rendido e mesquinha. O cara não tem um projeto de governo, e quem vota nele sabe disso. Como votou no Pitta e no Maluf sabendo disso. Gente podre, gente nojenta e desprezível. É em meio a esse povo que vivo. Vão eleger um coronelzinho só pelo prazer de verem os pobres se ferrarem, mesmo que se fodam juntos. Gente pequena e imbecil…

Segundo: Eu prefiro uma puta assumida que solta um “relaxa e goza” para a classezinha que viaja de avião, do que uma bicha enrustida que chama o povo de vagabundo diante das câmeras. E qualquer pessoa sensata prefere também. Escolher o Kaxab entre os dois é assinar uma confissão de impotência e dizer bem alto: “Sou um cuzão conservador que tem medo de mulher”.

Não é à toa que republicanos e pastores dão o cu escondidos.

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