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Posts Tagged ‘Time da Ditadura’

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25/04/2008

Ela faliu em 1935.

Ela faliu em 1938. Então Palestra Itália e Corinthians entraram em campo no intuito de angariar uma esmola para seu presidente (conta-se que Porfírio da Paz transitava humildemente entre as duas torcidas da cidade, com sua bandeira esticada, pedindo e colhendo moedas).

Em 1942, a Grande Cafetina se aproveitou da declaração de guerra do Brasil contra o Eixo para confiscar bens e patrimônios das três maiores colônias que migraram para esse estado (alemães, italianos e japoneses), que prosperaram com o suor de seu trabalho, enquanto Ela mamava na pica da ditadura militar. Tentou ainda a todo custo tomar o Palestra Itália, mas essa história conhecemos bem.

Em 1944, Ela, que jamais possuíra patrimônio algum, conseguiu finalmente roubar um estádio, o da “Deustsch Sportive“, conhecido hoje como Canindé – e registrou em cartório, em nome de Cícero Pompeu de Toledo. Vendeu em estado de abandono, onze anos depois, para um conselheiro-laranja.

os rastros

os rastros

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Sede do Canindé e pista de atletismo, 1944 (Rev. São Paulo #14).

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Nada melhor do que um site bambi e concorridinho para nos contar sua própria história. O escrevente tenta achar alguma glória enquanto narra o episódio, mas não consegue. Clicando na foto, você pode ler a página com todo seu cinismo exposto; aqui destaco somente os pontos mais contundentes desse evento, nas palavras de um leonor que não pode se esquivar:

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De 1942 à 1955 o São Paulo Futebol Clube foi proprietário da área de 70 mil metros quadrados conhecida por Canindé (onde se ergue hoje o Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte, da Associação Portuguesa de Desportos).

Anteriormente o local pertencia a Associação Alemã de EsportesDeutsch Sportive, a qual vendera a propriedade ao Tricolor sob imposição de condições específicas (…)

Nota do Cruz – o autor, então, explica-se em outro texto, linkado na página:

Fatalmente a proposta financeira que concluiu essa transação estava abaixo dos valores de mercado, visto que pelo cenário político, impossível ser de outra forma – qualquer posse ligada ao Eixo assim estava desvalorizada, visto que o Governo Federal podia desapropriá-la a custo zero!

NC – Retomando a pérola:

Durante todo o período em que esteve sob égide são-paulina, o Canindé nunca recebeu um jogo oficial do clube (…)

Em 1952 o São Paulo partiu para seu maior empreendimento, a construção do Morumbi. Assim, em 1955 o clube vendeu a um conselheiro, Wadih Sadi, a sede do Canindé. Entretanto, lá permaneceu, sob autorização do novo dono, até 1956, quando a propriedade fora revendida para a Portuguesa de Desportos (…)

Enquanto tricolor, o Canindé não possuía arquibancadas (pois como dito, não recebia jogos). Coube à Portuguesa a construção das mesmas, posteriormente.

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Foto de janeiro de 1944 pertencente ao arquivo do São Paulo mostra o então presidente Décio Pedroso assinando a escritura da compra do terreno do Canindé. Ao seu lado Adulcinio dos Santos, Paulo Machado de Carvalho (de camisa clara), Cicero Pompeu de Toledo (primeiro da esquerda para a direita) e Porfirio da Paz (primeiro da direita para a esquerda)

Foto de janeiro de 1944 pertencente ao arquivo do São Paulo mostra o então presidente Décio Pedroso assinando a escritura da compra do terreno do Canindé. Ao seu lado Adulcinio dos Santos, Paulo Machado de Carvalho (de camisa clara), Cícero Pompeu de Toledo (primeiro da esquerda para a direita) e Porfírio da Paz (primeiro da direita para a esquerda)

texto e legenda: site do MN

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E foi assim que o Deutsche Sportive morreu, assistindo ao extermínio de todos seus esportes amadores sendo perpretado por uma gente oportunista, usurpadora e historicamente preguiçosa. O clube foi delapidado por um conselheiro e vendido à Portuguesa quando já estava abandonado. E sabem o mais interessante disso, sabem o porquê de eu ter escolhido este site para comprovar o que de fato ocorreu (além, é claro, da legitimidade que me foi dada por um autor são-paulino que se diz embasado na História)?

É porque, se você for procurar a trajetória do Deutsche Sportive no Wiki, descobre que o moço aí em cima é quem fornece as informações: ali, onde os jovens de hoje mais consultam referências (para diferentes fins), só há a versão do menino orlandinho… Daí, vendo a coisa distorcida contada por ele, começamos a entender essa massa de alienados que esquenta mais sofás a cada dia. Mas vamos em frente:

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Em 1950, a imobiliária de Adhemar de Barros conseguiu um empréstimo público vergonhoso (viabilizado pelo então Governador do Estado, deixem-me lembrar… Adhemar de Barros!) para comprar e terraplanar uma gleba na região do Morumbi. Essa gleba foi transformada em bairro e ganhou o nome de Jardim Leonor – uma homenagem singela que remete ao nome da esposa de… Adhemar de Barros.

Então é chegada a hora, meninos: conheçam a musa inspiradora da Boutique:

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Madame vela o corpo do marido em Paris, em 03/69.

fonte: IstoÉ

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Seu perfil, segundo o site oficial do falecido governador biônico:

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“Foi também uma grande promotora política nas campanhas eleitorais. Liderou a criação do Movimento Político Feminino, fundado em setembro de 1947. Criou o Departamento Feminino no Comitê da Vitória na campanha de 1954. Participava dos comícios, organizava festas e reuniões.”

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[adendo inserido em 28/12/2008]:
N.C.: Este texto “oficial” enfeita, na verdade, a real importância que a Leonor de Adhemar teve na consolidação do Golpe Militar que depôs Jango Goulart do poder, em 1964. Foi ela a fomentadora da “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, como vemos (resumidamente) aqui:

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A Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi o nome comum de uma série de manifestações públicas organizadas em resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro em 13 de março de 1964, durante o qual o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base. Congregou segmentos da classe média, temerosos do perigo comunista e favoráveis à deposição do presidente da República.

A primeira dessas manifestações ocorreu em São Paulo, a 19 de março, no dia de São José, padroeiro da família. Articulada pelo deputado Cunha Bueno (…), com o apoio do governador Adhemar de Barros, que se fez representar no trabalho de convocação por sua mulher, Leonor Mendes de Barros, organizada pela União Cívica Feminina e pela Campanha da Mulher pela Democracia, patrocinadas pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, o IPES.

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Muito já foi dito no blogue a respeito desse tempo, dessa gente, desse estádio. Vejamos então uma nota da IstoÉ, que reporta à época da morte de Adhemar e aborda a repercussão do fato:

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Um dos articuladores civis do golpe militar de 1964, acabou cassado pelo presidente-general Humberto de Alencar Castello Branco. “No fundo, fizemos a revolução contra nós mesmos”, havia constatado amargamente meses antes da cassação. Casado desde 1927 com Leonor Mendes, nos últimos anos de vida Adhemar viveu uma intensa relação com a viúva Ana Benchimol Capriglioni, conhecida nos meios políticos pelo codinome de Dr. Rui. “Ela foi um caso do velho Adhemar, parte de seu último governo”, reconhece Barros Filho. “Quando ele e minha mãe se exilaram na França, ela também o acompanhou.” Em março de 1969, Adhemar morreu em Paris. A fama de sua fortuna era tamanha que, quatro meses depois, um grupo guerrilheiro promoveu um assalto cinematográfico a um cofre com US$ 2,5 milhões, que se encontrava em poder da família de Ana Capriglioni.”

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Apenas para situar melhor o leitor mais novo no contexto que descrevemos: a foto de Adhemar que encontrei à venda no Mercado Livre, datada dos áureos tempos de seu populismo, fala por si só: diria que dispensa comentários, mesmo…

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Em 1951, Ela colocou na tesouraria de seu clube o Sr. Laudo Natel, político muito ligado a um certo Adhemar de Barros. E, como toda sorte de pressão sobre o prejeito Jânio Quadros havia falhado (Madame queria a área do Parque Ibirapuera para construir um estádio), o velho Adhemar resolveu a questão como pôde: o Governo do Estado doou uma área de aproximadamente 90 mil metros quadrados em uma região inabitada conhecida como…. Jardim Leonor! Por esses lados, não havia povo e ninguém se deu conta, e Laudo aceitou de bom grado o presentinho do governador.

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Privadão inóspito, 1960

Privadão inóspito, 1960

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Vale ressaltar, ainda, que qualquer doação de terreno público requer uma contra-partida para toda a comunidade, responsabilidade da qual Madame não se furtou em 04/08/1952, quando assinou esta Escritura Pública de Doação, já amplamente divulgada pelo movimento Morumbi Cidadania. A associação de moradores quer quer o clube cumpra alguns deveres do qual vem se furtando há 56 anos:

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Nem estacionamento, nem parque infantil. Mas é importante demonstrar que esse desprezo pela própria comunidade que abriga o clube não foi um fato pontual, nem casual, como nos mostra o JT de março desse ano:

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"Cagar na cabeça" daqueles que a ajudaram lá atrás é um traço recorrente no caráter de Madame.

"Cagar na cabeça" de quem a ajudou no passado é uma característica recorrente da índole de Madame

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História bonita, não? Edificante! Vamos pular então alguns anos, somente para que ela não fique enfadonha, com esse pobre cronista tendo que repetir sempre os mesmos nomes:

Em 1966, o Governador de São Paulo, Adhemar de Barros, é afastado do cargo por corrupção. Assume então seu vice, o Sr. Laudo Natel, à época presidente do SPFW. Claro que este senhor de sorte não se desfez do primeiro emprego: foi, assim, presidente de clube e Governador do Estado ao mesmo tempo, em plena ditadura militar. Com tamanho poder em mãos, ele achou por bem convocar os alunos da rede pública, que precisavam de verba para realizarem suas formaturas, para venderem o famigerado “carnê Paulistão”, cujo dinheiro foi desviado em boa parte para se viabilizar a construção do Panetone Cor-de-rosa.Nessa época, também quem precisasse de um empréstimo bancário não saía do Banco Brasileiro de Descontos (hoje Bradesco) sem ser achacado por algum gerente que o fazia adquirir várias cotas do “Carnê Paulistão”.

E, novamente, continuar seria inútil. Porque podemos ouvir e ver a verdade na voz e nos gestos de Gardenal:

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os rastros

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Depois de assisitr esse vídeo, vale a referência: aqui vai uma informação retirada da página da própria torcida alienada. Façam as contas da quantidade de dinheiro público desviado:

O volume de concreto utilizado é equivalente à construção de 83 prédios de dez andares. Os 280 mil sacos de cimento usados, colocados lado a lado, cobririam a distância de São Paulo ao Rio de Janeiro.”

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Já em 1970, para tentar tirar a Madame da seca, o Governador Biônico da Ditadura Militar e presidente do SPFW sentava-se no banco de reservas das moças durante jogos decisivos, para poder intimidar o pessoal da arbitragem (nota: qualquer semelhança com a atitude de qualquer coronel de hoje, ali na linha de fundo, deve ser mera coicidência); na final contra a Ponte Preta, quando seu time perdia, o ditador desceu de helicóptero no meio do gramado e foi direto ao vestiário dos árbitros. E foi assim que conseguiram se livrar de uma fila de 13 anos, desfazendo a vantagem da Macaca em uma das finais mais absurdamente roubadas do futebol paulista, dentro da Bambineira, sob o olhar atento do chefe de governo.

[Aqui, em 06/12, faço um adendo] para inserir o texto veiculado esse ano pelo Correio Popular de Campinas, e agradeço ao vigilante amigo Ademir pelo envio:

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Em 1971, essa pressão surtiu efeito novamente. Não é mesmo, Armandinho?

Os que já leram Souvenirs de Madame podem pular o trecho em destaque:

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Os rastros

Os rastros: 1970 (o crime é contra a Ponte)

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Carlos Lacerda e Laudo Natel, o governador biônico e presidente do SPFW que se sentava no banco durante os jogos do seu time para poder controlar os árbitros


Você pode ler a entrevista edificante (cujo trecho reproduzirei) aqui, por completo. Para nossos leitores e amigos, deixo apenas um pedaço bem simbólico, representativo do fermento de alienação que faz inchar a massa leonor; trata-se de uma entrevista de Laudo Natel para o SPNet.

SPNet – No livro do ex-presidente Bastos Neto, ele conta que o Presidente Médici estava receoso de entrar no gramado e ser vaiado devido ao momento turbulento na política brasileira, mas o Sr. o encorajou dizendo que havia “dedicado uma vida para a construção desse estádio e esperava naquele 25 de janeiro esse reconhecimento”. O que aconteceu após a entrada do Sr. e do Presidente Médici em campo?

Laudo – Era a primeira visita do Médici a São Paulo (1970). E convidei primeiro o Costa e Silva, mas ele ficou doente e não pôde vir, até depois veio a falecer. Eu fiquei em dúvida em convidar o Médici, pois já havia convidado o Costa e Silva. Mas o convite é estendido ao Presidente da República, por isso o convidei. O Médici gostava de futebol, aliás ele era são-paulino aqui, acabou vindo. Mas, no dia da inauguração, com o campo lotado, a segurança do Presidente achou que ele não deveria entrar, talvez com receio de ser vaiado. Eu disse a ele: “Presidente, o senhor vai entrar comigo, pois se existe alguém que não pode ser vaiado hoje, esse alguém sou eu. Então, o senhor entra comigo”. Aí, ele aceitou e entrou. Na hora que ele entrou, foi uma ovação do público, deixando-o arrepiado. Tanto é que ele, que já gostava de vir a São Paulo, ficou freguês de vir pra cá. No período em que eu fui governador, ele veio umas vinte e tantas vezes. Mas, a entrada dele foi na inauguração do Morumbi.”

Torcida invejável, né?… Veja uma foto do dia da inauguração do Privadão, em meio à festa repleta dessa gente singela:

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Recordando: Laudo foi o presidente do SPFW nos anos mais negros da ditadura, indicado pelo então governador Adhemar de Barros. Era o laranja de confiança para o governador, que planejava desviar dinheiro público e fazer concessões ilegais de terreno para que seu clube (com histórico recorrente de falências e nenhum patrimônio) conseguisse ter um estádio. E o fez, logicamente, por intermédio de sua imobiliária.

E, também logicamente, o governador acabou sendo afastado por corrupção, em 1969.

Mas nessa época Adhemar já tinha feito Laudo Natel seu vice. Então o presidente do SPFW e diretor do Bradesco (instituição que mais enterrou dinheiro escuso na Bambineira) tornou-se também governador biônico de São Paulo – em um contexto onde seu time passava por uma seca de títulos, pois, enquanto erguia o anti-estádio, o clube não ergueu nenhuma taça.

Ao todo se juntaram 13 anos de fila e o time leonor chegava à decisão de um Paulista contra a Ponte Preta. E no seu estádio, recém-inaugurado pelo governador biônico, que já havia adotado o hábito de sentar-se no banco de reservas tricolor para intimidar a arbitragem.

Bons tempos da ditadura militar, auge da glória leonor, onde não era preciso sequer colocar um coronel na linha de fundo para intimidar uma bandeirinha.

Era preciso tirar o time mais querido dos barões da fila. Era preciso mostrar isso para a arbitragem, ostentando poder e aparato militar para que a coisa ficasse clara… então, naquela decisão em 70, Laudo Natel foi além e decidiu fazer uma entrada especial: com o estádio lotado, pousou de helicóptero no meio do gramado, cercado de seguranças, e foi direto para o vestiário de arbitragem “cumprimentar” o caga-regras escalado para o jogo, ninguém menos que Arnaldo César Coelho. Sim, o mesmo Arnaldo global que quer nos ensinar que “a regra é clara“.

Não há porque prolongar o texto nessa postagem. Veja o leitor e amigo e julgue por si só o pênalti anotado por Arnaldo contra a pobre Ponte Preta naquela partida, sob o olhar atento do chefe de governo.

Mais um capítulo essencial na história de Madame:

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Em 1981, quando Madame tomava o segundo chocolate do Botafogo pelas semi-finais do Brasileiro, em plena Gaiola das Loucas, a diretoria esperou o intervalo do jogo para mandar ao vestiário do árbitro Bráulio Zannoto três seguranças armados: Brandão, Maurinho e Chitão – que, curiosamente, eram seguranças da Macaca (e foram contratados só para esse serviço). Conta o árbitro que nada fez, além de ajudar Madame a virar o jogo, porque teve medo das consequências…

Para contar melhor esse episódio, novamente recorreremos ao nosso arquivo do “Souvenirs…”:

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1981 - A vitima é o Botafogo

Os rastros: 1981 - A vítima é o Botafogo

Semifinal do campeonato brasileiro de 1981, SPFW x Botafogo. No primeiro embate no Maracanã, o Bota saiu vencedor por 1 x 0: restava vir para São Paulo e segurar o empate, pois a vantagem era do time paulista em caso de uma vitória para cada lado. Mas Gérson, do Bota, abriria o placar em São Paulo, ainda no começo de jogo, espalhando um balde de água fria no entusiasmo leonor; e em um contra-ataque alvinegro, aos 19 minutos, Mendonça faria 2 x 0, após belíssimo lançamento de Perivaldo. Fatura encerrada?

Se fosse um time de futebol do outro lado, provavelmente sim. Mas se Madame precisa de 3 gols, vai conseguir 3 gols, não importa por quais vias: aos 45 minutos do 1º, após cruzamento na área, Chulapa esbarra nas costas de Gaúcho Coalhada e se atira no chão. Pênalti.

Talvez, não fosse Serginho o protagonista da cena, e o lance poderia até gerar dúvidas, pois Coalhada abriu os braços; mas ali não dava. Quem viu o Chulapa jogar (e lembra do seu “tamanhinho“) sabe que jamais ele seria deslocado daquela maneira, ao contrário, se pudesse fazer o gol, deslocaria quantos marcadores estivessem a sua volta… Mas é pênalti, Chulapa cobra e é gol. O goleiro tenta pegar a bola para retardar o reiníco do jogo; aí Serginho, o frágil, atira o goleiro Paulo Sérgio no chão somente com uma bundada. Reclamação da defesa do Bota, mas o juizão ignora o choro carioca e termina o primeiro tempo.

A senha estava dada: o juíz era covarde, caseiro no mínimo – e então Madame parte para o segundo ato, escrevendo um dos capítulos mais vergonhosos da história do calcio nacional: Assim que Bráulio Zanotto entra no vestiário dos árbitros, percebe a presença de 3 seguranças armados (Brandão, Maurinho e Chitão), todos contratados da Ponte Preta para fazer aquele trabalho esporádico e sujo. Um bandeirinha consegue fugir do vestiário, o outro não.

Alegando que Bráulio estaria “prejudicando” o SPFW, os três desferiram murros em Zannoto, intercalados com chutes no seu tornozelo; um bandeira também apanhou bastante, mas nenhum dos dois teve coragem de parar o jogo ali: voltaram a campo e Ela fez o que quis no segundo tempo, até chegar ao terceiro gol.

Com Zannoto mancando visivelmente.

E, quando fizeram o 3º gol, no placar eletrônico da Bambineira começou a aparecer os horários da ponte aérea para o Rio, mandando o Botafogo para casa. Entre os horários dos vôos, o placar “mandava seu recado”: “Fogão, Fogo, Foguinho, Fumaça, Cinza“.

1981, tempo da ditadura, ainda. Madame já tinha a caneta, escrevia o que queria e ninguém reclamava. Áureos tempos leonores, onde não era preciso sequer manipular procuradores fora de campo.

Anos mais tarde, Bráulio Zannoto contaria em detalhes o ocorrido, dizendo-se arrependido por não ter sequer relatado o que aconteceu na súmula do jogo, pois havia sido ameaçado. O vídeo que você vai ver abaixo é um especial feito pela SporTV com Éverton, herói das meninas naquele embate. Repare em alguns detalhes no vídeo:

1) Veja o desconforto de Éverton ao ser questionado se algum fator no vestiário deu ânimo ao SPFW para virar o jogo; o repórter pergunta claramente a respeito do pré-jogo (já que o Bota ganhara a primeira), e ele responde que, com união, “revertemos uma situação praticamente impossível“. Ou seja, ele responde pensando que o repórter o argüia a respeito dos fatos ocorridos no intervalo.

2) Repare como ele comenta, sem graça, o gol de pênalti anotado por Bráulio. Ele diz “mesmo que foi de pênalti, né?” como quem diz “mesmo com um pênalti daquele…”; note também quanto tempo o narrador e o repórter demoram para acreditar que o juizão realmente havia marcado aquilo.

3) Após o 3º gol, na comemoração, veja que pelo menos dois diretores/conselheiros/seguranças ou sei lá o quê, simplesmente invadem o gramado e se atiram no chão com Éverton para comemorar o feito, na cara do bandeira, que fica atônito e não adverte ninguém (um deles está de calça social marrom e camisa clara, de mangas compridas).

E, finalmente, veja se você daria pênalti naquele lance.

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Poderia continuar até amanhã, destrinchando ano a ano a calhordice dessa gente; Falta o episódio da contraprova de Mário Sérgio, em 1984; tem o Aragão operando o Guarani em 1986; tem o rebaixamento de 1990 que a FPF conseguiu transformar em título paulista em 1991; tem Madame com crise de TPM em 1994, esburacando seu próprio gramado para impedir Palmeiras x Corinthians de realizarem o jogo do título em sua casa…

Mas creio que vocês que me lêem, em sua maioria, têm idade suficiente para não se lembrarem de uma glória ou um título os quais Madame ostenta, que tenha sido ganho na bola, sem a influência sombria da mão que a gente não vê.

De todo modo, deixo abaixo algumas referências importantes sobre caráter Dela, que é preciso consultar para entender porque os “Parmeristas” históricos sempre fizeram questão de nos revelar quem é o verdadeiro inimigo; e inimigo é para ser destruído, não perdoado.

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A verdadeira história do time do Morumbi“, por Marcelo Nacle

Os verdadeiros bandidos“, por Barneschi

Como se fabrica um campeão“, pelo blog Parmerista

A campanha suja de Madame“, por este Cruz

Morumbi, Não!“, pelo blog homônimo

Pra não dizer que não falei dos erros“, por Secondo Tucci

Souvenirs de Madame, por este Cruz

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Este post foi patrocinado pela S4M5UN6

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REPUBLIQUE-SE!  (TEXTO DE 17/03/09)

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Esse monstro que molda o Manto do Palestra é a lenda que tanto fez tremer os adversários, os mesmos que hoje nos zombam; ele defendeu nossas cores, nossa história e nossa meta por 14 longos anos, por mais de 300 partidas.

É o homem que preservou o azul da Itália em sua armadura, em 1942, quando nos tornamos Palmeiras, jurando nunca nos esquecer de onde viemos.

E esse homem de mãos soberanas e coração apaixonado realmente não deixou o Palmeirense esquecer, durante toda sua vida, quem devemos odiar. E, quando alguns esqueciam, de tempos em tempos ele aparecia para lembrá-los de que ‘Aqui é Palestra’ e que por lá o inimigo nos espreita.

Esse homem é Oberdan Catani, o meu ídolo. Ele vai sempre ao Jardim Suspenso, e não quer nada em troca da torcida que tanto ama.

Ele não se reúne com bandidos; nem joga bola com bandidos, a menos se o objetivo for tocá-los do Palestra.

Ele não tira foto sorrindo com bandidos; ele não se veste como puta, nem de brincadeira.

Não, senhores. Oberdan Catani não é inocente. Nem senil. Nem venal.

Oberdan Catani é a história viva do Palestra, e representa a saga destemida  de um povo. Coisa que, infelizmente, cada vez menos gente compreende.

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N.CS:

1) Oberdan Catani completa hoje, 12/06, 90 anos de idade e dignidade. Cent’ anni para nosso monstro imortal!

2) Esse post foi escrito por ocasião da reunião de amigas promovido pelo vereador Marco Aurélio Cunha e um outro ídolo do Palmeiras, o que explica a amargura do blogueiro por todo texto. Oberdan, no entanto, é maior que tudo. E merece ser homenageado apenas por ser o mito fabuloso que sempre foi, seja sob as traves ou nas fileiras do Palestra Italia.

Parabéns ao grande herói!

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REPUBLIQUE-SE:

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Escolhi essa foto de Telê Santana  porque nela ele aparece com um agasalho digno, honrado, ao contrário do que nos acostumamos a guardar na memória.

Telê foi contratado (pela última vez) para ser treinador do Palmeiras em janeiro de 1997, quando o manager Luxerley Wanderburgo se despediu de novo do Palestra, assumindo o time do Santos. Porém, por conta de dois AVCs em um curto espaço de tempo, Telê não pôde jamais se sentar no banco de reservas para orientar a Academia.

E por ter aceitado o desafio de ser técnico Alviverde, Telê foi desprezado pelo time oportunista, o mesmo que o usou até o último fôlego; como não era mais útil (e ainda aceitara emprego do inimigo), jamais foi devidamente homenageado em vida pelo clube que tirou do ostracismo e do papel de eterno coadjuvante; pelo contrário, foi o Palmeiras quem bancou os custos do tratamento do técnico, mesmo quando já havia ficado claro que ele não teria mais condições de assumir qualquer equipe; e foi do Palmeiras que Telê recebeu toda a atenção e preocupação que um ídolo merece.

Ninguém, daquela diretoria sórdida, jamais apareceu na casa do treinador, em Minas, para saber se ele estava bem, ou se precisava de algo: um homem doente, na curva da vida, não combina com a imagem de prostituta radiante que o time da ditadura tentava vender, já há 12 anos atrás.

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Em 1974, o ex-jogador Leônidas da Silva se vê forçado a interromper sua gloriosa e premiada carreira de radialista: o ‘Diamante Negro’ começava a ficar limitado pelo mal de Alzheimer, e não mais podia seguir adiante.

O natural seria, então, esperar pela gratidão do clube que Leônidas colocou na história, quando inventou um lance mágico e eternizou uma imagem explorada até hoje pela casa de tolerância de Vila Sônia. E qual foi o futuro de Leônidas, daí em diante?…

Eu lhes digo: 30 anos vivendo em um asilo, tendo por companhia apenas a fiel e incansável segunda esposa, Albertina Santos.

A verdade é que, após a aposentadoria nos gramados, Leônidas chegou a ser diretor da Boutique, em 1951: e decidiu trocar o posto ornamental por uma nova carreira (o desafio de ser comentarista de rádio), onde foi igualmente único – e ganhou sete troféus Roquette Pinto pela contundência que opinava nas ondas médias do rádio. Tal escolha, no entanto, custou caro a Leônidas: custou-lhe esquecimento ao invés de reconhecimento; custou-lhe uma vida apertada até o dia de sua morte, custou-lhe ser vítima do ranço daquela sub-raça, que nunca soube perder.

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E tudo que você leu acima foi para chegar no seguinte: Pedro Rocha está mal, está doente e está pobre. O craque que ajudou Madame a conquistar 2 títulos paulistas e seu primeiro nacional-ilegítimo enfrenta, inclusive, um sério quadro de depressão, como você pode ver aqui. Pedro Rocha confessou, há pouco tempo atrás, que perdeu a alegria de viver – efeito do ostracismo em que se encontra.

E o que fez a cafetina, então? Procurou Pedro Rocha? Ofereceu-lhe apoio psicológico, moral ou financeiro? Claro que não, Pedro Rocha não é mais ‘útil’ agora, então por que ajudá-lo?

Ao invés disso, na mesma semana, Ela foi procurar um ídolo vivo, gigante e eterno. Mesmo que tal ídolo jamais tenha defendido as cores nazistas – pouco importa: Ademir ainda tem evidência, ligações políticas, espaço na mídia, tudo que uma prostituta dessa laia preza.

E, vendo por esse ângulo, a humilhação do começo da semana se inverte: porque deixam morrer à míngua quem construiu sua própria história, enquanto escalam um homúnculo bizarro para chupar o pau de um camisa 10 do Palestra.

E faz questão de sair bonito na foto, o tal anão de circo, como quem diz: “olha só, mamãe:  olha como eu vendo minha camisa fácil, fácil”.

Cuidado, Urtigão. Cuidado, borboletinha… vocês são ídolos falsos de um time sem história, sem raça e sem caráter. Rodem a página para cima e leiam seu próprio futuro.

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Limpeza. Juvenal Juvêncio era um dos mais empolgados com o lançamento das novas medidas para enfrentar a violência nos estádios. Para o presidente são-paulino, elas vão “higienizar” as arenas.

(mais)
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SEGUNDO COMANDO DA CAPITAL

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Kaxab prometeu, durante toda sua nazi-propaganda eleitoral, entregar 30 novas EMEFs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental) à população de São Paulo – e com isso ressaltava que os CEUs, projeto de sua adversária de campanha, não seriam prioridade de governo.

Essas EMEFs viriam para pagar ao povo outra promessa de campanha: o fim do turno da fome até o final de 2008.

Dia 11 recomeça o calendário escolar para os alunos da rede pública e, no entanto, mais da metade dessas EMEFs (16 delas) não serão entregues ao povo. Trata-se de prédios inacabados cujos términos das obras Kaxab promete agora para março, quando a moça, talvez, decidirá se começa a trabalhar.

Pelo menos até lá, aliás, também continua o turno da fome em outras 69 EMEFs…

Mas, nas 14 novas escolas em que os alunos retornarão às aulas nessa segunda, outro problema (que atingirá todos os alunos da rede pública): as crianças começarão o ano sem o kit de material escolar e sem uniformes.

Porque a Arena não gosta de educar (isso é prioridade).

Também em março, talvez, o amigo de Rodrigo Garcia providencie tais apretechos. Afinal de contas, criança pobre não reclama muito – e já acabou mesmo aquele  “insuportável” período eleitoral – é só culpar a época de chuvas por qualquer descaminho.

Já na rede estadual de ensino, a tática é culpar a justiça pela falta de planejamento da Secretaria de Educação: o reinício das aulas já foi adiado em uma semana, para o dia 16…

É uma dupla e tanto, que serve bem o povo paulista… e enquanto isso, essa gente fina trata mesmo é de expulsar a ralé de Paraisópolis, para apressar a chegada das máquinas de terraplanagem que construirão outra obra em benefício daquela gente sem alma e daquele estádio sem vida.

Fonte dos dados: JT online

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Washington não escolhe parceiro para formar dupla: ‘combino bem com os dois’

Ceni ‘ganha’ gol de Washington e é esperado por Muricy para Libertadores

 Com vitória sobre o Bragantino, são-paulinos superam derrota para Ramalhão

Washington exalta primeiro gol em casa

Ceni confirma dores na coxa direita e admite que poderia ter esperado mais

Ceni acerta renovação até fim de 2012

Visão do Tricolor: a 1ª vitória em casa

FOTOS da lesão de Rogério Ceni

Aliviados, são-paulinos festejam evolução

Vídeo: Após vitória, Muricy brinca com jornalista e volta a sorrir

Mudança no esquema melhora fundamentos do São Paulo

Para jogadores, vitória faz São Paulo voltar ao normal

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Willians confessa que sentiu os efeitos da altitude de Potosí

Bruno fica eufórico: ‘Acabamos com essa história do fantasma da altitude’

Na Bolívia de contrastes, palmeirenses vivem aventura para chegar a Potosí

Verdão toma cafeína contra a altitude na Bolívia

Marcos não deve jogar contra o Santos

Palmeiras vai a Potosí de picape

Palmeiras afastou fantasma da altitude”, diz Bruno

Após classificação, Palmeiras reconhece dificuldades na altitude

Blog: Palmeiras troca táxis por caminhonetes

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A garota-propaganda da torcida-spam!

A garota-propaganda da torcida-spam!

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“Continuo influenciado pelo PSDB, Revista Veja, Rede Globo, O Estado de São Paulo, Diogo Mainardi, Dora Kramer, Arnaldo Jabor e por todo e qualquer veículo de mídia que satisfaça minha desaprovação ao atual sistema político.”

São as palavras textuais de lippe-lippe, em seu perfil. Sua cor preferida é rosa, “mais puxado para o lilás”, acrescenta.

Seu hobbie é colecionar os perus da Borboleta Monarca no You Tube. “Não consigo parar, são tantos”, confessa.

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