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Posts Tagged ‘Títulos’

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Seguindo em frente, pois, com algumas notinhas colhidas pela rede – só para esquentar os tamborins.

* O Al-Ain perdeu por 2 a 1 para o Al-Nasr e ficou 7 pontos atrás do líder, causando a revolta geral da torcida: eles acham que o time é totalmente dependente de Valdívia (que ficou 2 semanas lesionado e voltou sem jogar bem), e que é melhor vendê-lo do que assistir o resto do time fazendo corpo-mole, esperando el Mago resolver…

** Dia 28 teremos de ir ao puteiro obsoleto sem Pablo Armero: o lateral colombiano foi convocado para atuar em sua seleção contra Bolívia e Venezuela (28 e 31 de março), por jogos válidos pelas eliminatórias da Copa.

* Ontem parabenizei os que conseguiram chegar ao Palestra Italia para apoiar o Verdão contra o Norusca: a chuva deixou o trânsito inviável em sampa, e foi um ato de abnegação total enfrentar a selva urbana e a queda de temperatura para comparecer na arquibancada. O que eu não sabia é que até o Verdão ficou sem ônibus, e o time todo teve de chegar ao Palestra de táxi: segundo informações oficiais, ao menos 10 ‘Jarbas’ foram acionados para driblar os congestionamentos e entregar o time em Casa a tempo da batalha.

* Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense e Bahia têm compromisso com a história no dia 24. Leiam aqui.

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1918: OS IMIGRANTES JÁ INCOMODAM OS BARÕES
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O time base do Palestra em 1918: Primo; Bianco e Grimaldi, Bertolini, Picagli e Fabbi; Caetano, Ministro, Heitor, Imparato e Martinelli.
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Começa o quinto ano de vida do Palestra Itália, e essa curta existência já era suficiente para irritar profundamente aqueles que sempre se acharam os donos da bola: gente que perseguiria o Palestra por toda vida, mesmo após quebrar várias vezes, se unir aqui e ali e mudar a nomenclatura de seu clube. Gente que continuou nos odiando pela nossa origem por toda vida, mesmo depois de ter obrigado o próprio Palestra Itália a mudar de nome, em uma inútil tentativa de apagar da memória do nosso torcedor sua própria história de vida.Em 1918, com uma grande esquadra nos gramados (que já havia sido vice no Paulista do ano anterior), o Palestra não pôde tentar bater o Paulistano (campeão de 17 e absoluto até então),nem vibrar com o tão sonhado título: as arbitragens daquele ano se mostraram tão tendenciosas contra o time oriundi, tão publicamente vergonhosas, que não restou ao Palestra outra atitude a tomar além de abandonar a competição, não sem que nossa diretoria deixasse registrada toda sua revolta.

A solução encontrada para que o Palestra continuasse em atividade aquele ano foi buscar a disputa de mais troféus honorários, contra times de Rio, Minas e São Paulo. E não fizemos feio, ganhamos 5 títulos desse naipe, alguns contra senhoras equipes, times de respeito. Veja como foi nossa saga, portanto, em 1918:

1) Taça Jornal do Comércio: Esse troféu foi conquistado após duas partidas de ida e volta contra o São Cristóvão (que, para quem não sabe, era um time fortíssimo na época). O primeiro jogo, realizado em 13/01 no estádio do Andaraí (RJ), terminou em um emocionante 4 x 3 para os cariocas. Os gols Palestrinos marcados por Bianco (1º tempo), Taurisano e Heitor (2ª etapa), não foram suficientes para conter o ímpeto do mortal ataque carioca. Nossa escalação desse jogo foi a seguinte: Flosi, Bianco e Grimaldi; Bertolini, Picagli e Fabbi; Caetano, Ministro e Arione; Taurisano e Heitor.

Mas o que era do São Cristóvão estava guardado para o jogo de volta, no campo da Floresta, disputado uma semana após a derrota no Rio, em 20/01. Em uma 1ª etapa arrasadora, Heitor, Ministro e Caetano trataram de reestabelecer o orgulho do Palestra Itália e liquidar a fatura. Heitor castigaria as redes adversárias mais uma vez na 2º tempo, fechando a fatura em 4 x 1 e conquistando a taça de modo incontestável para os ítalo-brasileiros. Desta feita, contamos com Imparato escalado no lugar de Arione, e atuamos com a seguinte formação: Flosi, Bianco e Grimaldi; Bertolini, Picagli e Fabbi; Caetano, Ministro e Imparato; Heitor e Taurisano.

2) Taça dos Cronistas Esportivos: Esse título, também conquistado em duas partidas, foi com certeza a batalha mais importante travada pelo Palestra durante esse ano. Isso porque o adversário era ninguém menos que o fortíssimo Corinthians – e a conquista não foi nada fácil. Um emocionante 3 x 3 (gols Palestrinos marcados novamente por Bianco na 1ª metade e Taurisano e Heitor no 2º tempo) no estádio da Ponte Grande, em 17 de março, adiaria por uma semana decisão do troféu. Construímos esse empate com Flosi, Bianco e Grimaldi; Bertolini, Picagli e Fabbi; Caetano, Ministro, Heitor, Imparato e Amoroso.

E foi no mesmo estádio da Ponte Grande, em 24/03, que batalha igualmente sangrenta foi travada; novamente num jogo de seis gols, mas dessa vez venceríamos por 4 x 2 o arqui-rival. E novamente estufamos as redes adversárias por três vezes ainda no 1º tempo, com 2 gols de Caetano (que adorava marcar contra os alvinegros) e um de Heitor. Na parte final da peleja Ministro ainda registraria mais um tento, enchendo de orgulho a nação de imigrantes que crescia a cada dia em sua paixão por seu time.

Assim como já havia acontecido na decisão contra o São Cristóvão, a escalação desse dia triunfal foi um pouco alterada em relação ao primeiro jogo: entramos com Flosi, Bianco e Grimaldi; Pedretti, Picagli e Fabbi; Caetano, Ministro, Heitor, Imparato e Martinelli.

3) Taça Initium: Essa taça conquistamos em solo sagrado, em pleno Parque Antarctica, em 28 de julho, contra o Americano da cidade de São Roque. Em um emocionante jogo de cinco gols, guardaríamos mais essa menção honrosa em casa após gols marcados por Heitor, no 1º tempo e Caetano e Picagli, na parte final do espetáculo. Placar final de 3 x 2, com a seguinte escalação: Flosi, Bianco e Oscar; Bertolini, Picagli e Fabbi; Forte II, Caetano, Heitor, Imparato e Aldiguieri.

4) Taça Cruz Vermelha: Esse foi um massacre no Jardim Suspenso de Parque Antarctica. Um retumbante 5 x 2 em outro Americano, agora o de Santos, acrescentamos à coleção a quarta taça amistosa do ano. Os goleada de 25 de agosto teve os seguintes artilheiros: Aldiguieri (1) e Ministro (2), ainda nos primeiros 45 minutos; Imparato (1) e Heitor (2) na parte final do espetáculo. Eis a formação completa do Palestra, que faria apresentação impecável naquela bela tarde de inverno paulistano: Morlin, Flosi e Grimaldi; Picagli, Fabbi, Pedretti, Ministro, Heitor, Imparato, Aldiguieri e Caetano.

5) Taça Falchi: Os ítalo-brasileiros que compareceram ao Parque Antarctica em 25/08 e repetiu a dose uma semana depois, em 1º de setembro, devem ser geneticamente responsáveis por termos desenvolvido em nossa nação Alviverde fileiras de torcedores tão exigentes. Porque após o show contra o Americano de Santos, veio o balé contra o escrete do Minas Gerais. O time mineiro voltaria para Belo Horizonte levando na bagagem uma lembrança indelével de Heitor e sua trupe. E um placar adverso de 6 x 2, com direito a 3 gols de Heitor, 2 de Aldiguieri e 1 de Imparato.

E assim o Palestra Itália fecharia seu ano de vitórias, esperando que pudesse retornar ao Campeonato Paulista de 1919 para lutar em condições de igualdade (leia-se julgado com isonomia na aplicação das regras do calcio) contra os grandes de São Paulo.

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hino

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1918 também marca o ano da composição do nosso 1º hino. A melodia se perdeu no tempo, mas conta a história que foi interpretada pela 1ª vez no Teatro Avenida, em 25 de agosto, às vésperas do aniversário da fundação do Palestra, pela cantora portuguesa Elvira Martins, devidamente vestida com o manto sagrado do time do Jardim Suspenso.

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(+) Em 11 de novembro, os aliados assinam “armistício de Compiègne” em Rethondes, França, com a Alemanha. Era o fim da Primeira Grande Guerra!

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1932: TÍTULO INVICTO, COM 100% DE VITÓRIAS


Em pé: Tunga, Goliardo, Volponi, Afonso, Nascimento e Junqueira. Agachados: Avelino, Sandro, Romeu, Lara e Imparato.


Essa esquadra que você vê aí não fez pouco pelo Palestra: foram 11 partidas no Paulista de 32 (interrompido entre 3 de julho e 6 de novembro por conta da Revolução Constitucionalista), com 11 vitórias. Nosso pioneiríssimo clube, que ia adquirindo ao longo de sua história a “mania” de ser campeão invicto, alcançou em 1932 uma marca ainda mais significativa, totalizando 100% de aproveitamento.A maioria de nós nem era nascido nessa época, mas podem se lembrar de outra campanha de excelência desse mesmo Palestra, 64 anos depois, em outro Paulistão. Vejam alguns dos resultados conquistados pelos heróis de 32: 8 x 0 contra o time do Santos, 7 x 0 aplicados no Atlético Santista e 9×1 diante do Germânia (que teria seu estádio roubado 12 anos mais tarde por aquela gente sem rosto).

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Um ponto marcante na trajetória dos oriundi em São Paulo: o esforço feito por nosso povo para mostrar à sociedade paulistana tradicional seu apego pelo Brasil e por seu povo. Você vê acima crianças uniformizadas tal e qual as tropas paulistas, em plena Revolução Constitucionalista.
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(+) O estopim da Guerra Civil se deu em 23 de Maio de 32 quando, em confronto com as tropas federais, cinco estudantes paulistas morreram no combate (Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo). O levante paulista ficou assim conhecido como MMDC, acrônimo dos pré-nomes desse quatro jovens.

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1933: UM JOGO, DOIS TÍTULOS


Em pé: Junqueira, Voldoni, Pintanela, Tunga e Cambon. Agachados: Avelino, Gabardo, Nascimento, Romeu Pelicciari, Carazzo e Imparato.
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1933 foi um marco para o futebol nacional, pois definiu oficialmente o início do profissionalismo no esporte pelas terras tupiniquins. E para ratificar nossa vocação pioneira, foi o Palestra Itália o primeiro campeão profissional de futebol, arrebatando o troféu paulista daquele ano, no dia 12 de novembro, contra o São Paulo da Floresta (na verdade, estávamos nos sagrando bi-campeões paulistas naquela tarde). Foi um jogo difícil e emocionante, conta a história, onde vencemos pelo clássico placar de 1 x 0, gol de Avelino (o primeiro que você vê agachado na foto).

O detalhe é que, para divulgar a novidade do profissionalismo no cálcio brasileiro, a CBD criou naquele ano o Torneio Rio-São Paulo, imaginando que isso despertaria ainda mais interesse nos dois estados onde o futebol era mais relevante, em termos de público e estrutura. Só que criaram um regulamento esdrúxulo, onde não havia confronto direto entre os campeões regionais: o vencedor do Rio-São Paulo seria aquele que apresentasse melhor campanha entre os dois campeões regionais.

Pois bem: como construímos em 33 uma campanha histórica no Paulista (só contra o Rivale metemos 5 x 1 em pleno Parque São Jorge e 8 x 0 no returno, dentro do Parque Antártica), nos tornamos detentores de dois títulos importantes ganhos numa mesma tarde – em mais um ato de pioneirismo na história do futebol brasileiro.

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(+) 1933: Nasce em Pau Grande, em 28/10, Manuel dos Santos Filho, o imortal Garrincha.

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1915: TAÇA SAVÓIA – INÍCIO DE UMA SAGA GLORIOSA

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Escalação (não na ordem que aparece acima): Stillitano; Bonato e Fúlvio; Pollici, Bianco e Valle (capitão); Cavinato, Fiaschi, Alegretti, Amilcar e Ferré. Nota relevante: essa foto mostra a formação da equipe que atuou nessa partida, mas não é a foto tirada no dia da partida – até porque o Palestra entraia em campo naquela tarde de camisa azul cortada por uma faixa branca, estampando a Cruz da Casa Real de Savóia, nosso primeiro distintivo.

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Foi em 24 de janeiro do ano de 1915: pela primeira vez entraria em campo a equipe de Palestra Itália, com a certeza de quem estava entrando também para a história, para começar a construir uma trajetória heróica e gloriosa, que tanta inveja ainda causa a nossos inimigos. .

Luigi Cervo, um dos nosso fundadores, foi o idealizador desse combate. Preocupado com as finanças do clube recém-criado (os oriundi não podiam colaborar com o Palestra em meio a Primeira Guerra, pois suas economias tinham como destino instituições que combateriam os alemães na Europa), ele decidiu promover essa partida, como modo de afirmar a existência e fomentar a paixão pelo clube criado pela paixão de 46 italianos, em 26 de Agosto de 1914.

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E quem aceitou colaborar com essa empreitada e nos recebeu com orgulho foi o Savóia, time criado pelos oriundi residentes na região de Sorocaba. Conta-se que o Palestra foi recebido ali com festa, banda de música e centenas de imigrantes e seus filhos, que se acumularam na estação sorocabana para ver o grande clube italiano que nascia.

Está lá nos registros: foi às 15 horas do dia 24 de janeiro de 1915 que entrava em campo pela primeira vez o time da Sociedade Palestra Itália. Nossa primeira batalha foi disputadíssima – e renderia a Taça Savóia, um troféu mais que simbólico, pois que materializaria para sempre aquele encontro histórico entre os oriundi do estado. O campo do Savóia, em Votorantim, estava tomado por torcedores formados por famílias inteiras de italianos, que viu um primeiro tempo disputadíssimo e emocionante, onde os donos da casa mostraram serviço e atacaram o Palestra Itália por quase todo tempo. Mas nossa esquadra defendeu-se como pôde para sustentar a igualdade até o intervalo.

De tanto atacar, no entanto, foram cansando-se em campo os renomados italianos do interior; o Palestra foi começando a dominar o jogo e se lançar contra a defesa savoiana até que, numa cobrança de falta, Bianco entraria para a história tendo marcado nosso primeiro gol! Bastou mais um minuto para que o Savóia cometesse uma penalidade máxima, e foi a vez de Alegretti estufar as redes para delírio dos Palestrinos ali presentes.

Era o primeiro jogo, a primeira vitória e a primeira taça!

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As sociais do estádio Castelões, em Sorocaba, estava completamente tomada naquela tarde para ver o confronto entre os dois times italianos.
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(+) Devido a influência devastadora da Primeira Guerra no mercado mundial, o Brasil enfrentava uma forte queda nas suas exportações; Venceslau Brás, que assumira a Presidência da República em 15/11/1914, manda queimar 3 milhões de sacas de café estocadas, com a intenção de evitar uma queda drástica nos preços do produto.
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1920: OS PRIMEIROS ONZE HERÓIS


Da esquerda para a direita: Forte, Federici, Bertolini, Ministro, Oscar, Heitor, Martinelli, Primo, Severino, Bianco e Picagli.

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Foi em 1920, senhores, que o Palestra Itália conseguiu comprar em definitivo o Campo da Antarctica Paulista. E a italianíssima esquadra, que já havia sido vice-campeã em 1917 e 1919 (em 18 nos retiramos do campeonato devido à vergonhosa perseguição dos árbitros contra o time dos oriundi), ganhou a força que precisava para brigar de igual para igual pelo inédito título contra o Paulistano, justamente a equipe que havia adiado por duas vezes o sonho do Palestra de erguer a taça.

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Fizemos uma excelente campanha dentro do estádio que agora era nosso, mas ainda não foi o suficiente para desbancar o poderoso Paulistano: o Palestra terminou aquele campeonato rigorosamente empatado com o time dos bacanas, tendo ambas as equipes somado 26 pontos (cada qual com 12 vitórias e 2 empates, com apenas 2 derrotas para cada lado).
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Foi no campo neutro da Floresta, como mandava o regulamento, que Palestra Itália e Paulistano se encontraram para uma batalha decisiva, um jogo extra que apontaria o campeão daquele ano.
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Com apenas 5 minutos de jogo, Martinelli acertaria um balaço indefensável contra a meta do arqueiro Arnaldo, colocando o Palestra em vantagem. Vantagem que durou pouco, pois o forte Paulistano responderia apenas 1 minuto depois, igualando o placar nos pés do atacante Mário.
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Mas, aos 32 da etapa final, em meio a uma decisão para lá de equilibrada, Forte entraria para a história ao fugir da marcação cerrada da defesa paulistana e estufar as redes do incrédulo adversário. Dizem que, depois desse gol, o Palestra Itália sofreu por 13 minutos uma pressão absurda do ataque paulistano – coisa de gente grande mesmo, que não estava disposta a perder aquele título para um time que era, em tese, a grande zebra da tarde. E conta-se que o arqueiro Primo saiu de campo como herói por ter “emparedado” as traves naqueles minutos finais de partida.
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Quando Hermann Friese apitou o fim de jogo, uma São Paulo muito italiana explodiria de alegria pela primeira vez na sua história.

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Registro do bairro da Moóca na década de 20.
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(+) 1920: A vanguarda culrural paulistana já ensaia seu movimento modernista, experimentando formas e temas dos mais variados, num exercício que culminaria na Semana de Arte Moderna de 1922.

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1926: PALESTRA 100% e 1º CAMPEÃO NACIONAL
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Em pé: Bianco, Primo, Amílcar, Serafini, Loschiavo e Xingó. Agachados: Mathias, Carrone, Heitor, Tedesco e Melle.
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Conforme o Palestra Itália e o Corinthians iam se firmando como potências no cenário estadual, mais o time do Jd. Paulistano se mostrava melindrado, vendo que se tornava real a possibilidade de perder a hegemonia no cenário de São Paulo. Tudo era motivo para o Paulistano se sentir prejudicado e criar caso com a Associação Paulista de Esportes Atléticos, culminando com seu pedido de afastamento da Liga, em 1926.Percebendo a verdadeira intenção do time da elite, que era apenas não ver sua hegemonia arranhada por clubes que se tornavam igualmente fortes, a APEA aceitou com gosto esse pedido do Paulistano, uma vez que a guerra entre o clube e a entidade já era coisa pública e declarada.

Mas também é verdade que, a partir desse fato, o Campeonato Paulista ficou bastante enfraquecido. Sem o time de Friedenreich e sua grande torcida (acreditem, eles já tiveram uma torcida um dia), somente o rival de Parque São Jorge poderia deter a escalada do Palestra rumo ao título.

Poderia, mas não deu… Fomos campeões paulistas em 1926 – invictos e com 100% de aproveitamento (novamente, nossa vocação pioneira estabelecia mais uma marca inédita). Além do mais, esse Paulista consagrou Heitor, que terminou o certame como artilheiro tendo vencido os arqueiros adversários por 18 vezes.

Mas as glórias desse ano não acabariam aí: não havendo ainda no Brasil uma competição oficial em escala nacional, a CBD decidiu organizar uma partida entre os campeões de São Paulo e Rio de Janeiro, os dois únicos cenários que até então tinham relevância para o calcio da nação; o vencedor desse duelo levaria para sua sala de troféus o primeiro título honorário de “Campeão do Brasil”.

Naquele ano, o então forte São Cristóvão se sagrava campeão carioca, conquistando o direito de disputar a taça com o Palestra Itália, em jogo disputado em São Paulo. E, para nossa glória, um inspirado Imparato vazou por 2 vezes a defesa visitante. Tedesco ainda daria mais uma tristeza para a torcida cadete, e a peleja terminava em 3 x 1 para o Palestra, que levou para o Parque Antarctica a primeira faixa de campeão nacional do Brasil.

(+) 1926: Washington Luís, carioca de Macaé, assume a Presidência da República, cargo do qual seria deposto a menos de um mês do término do seu mandato.

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Sim. Uma coisa que posso dizer de boca cheia a respeito desse blogue (pois todos os leitores irão concordar) é que não estou aqui para fazer média.

Já falei muita merda, é verdade, sou o primeiro a reconhecer. Mas não vou deixar de emitir minha opinião sobre o Palmeiras quando algo me incomodar, não importa quem eu desagrade. Não aqui, não nesse espaço.

Feita essa introdução onanista, quero deixar registrado: o que vi acontecer ao longo dessa semana com o Verdão é inédito para mim. Nunca vi algo parecido atingir nenhum time de futebol, e sei que vai demorar para aparecer um exemplo similar.

Em dias alternados, a diretoria, o técnico e goleiro abandonaram a torcida, que ficou gritando “Porco” à beira do precipício onde acaba o mundo.

Vamos começar por cima, por aquela gente que passou os últimos meses se vangloriando de ter ganho mais recursos no STJD do que os outros clubes, como se o Brasileirão tivesse uma tabela paralela ranqueando a competência e soberba dos advogados de cada clube. Porque, quando chegou a hora do “pega-pra-capar“, essa mesma esquadra, que entra em campo de paletó e gravata, negou fogo. Foram pegos de surpresa com a suspensão de Diego, ao contrário do Grêmio quando foi punido (diga-se de passagem, com mais severidade).

Tudo por conta dessa vaidade que gerou a falsa certeza que ninguém atingiria o Palmeiras… E porque não são palmeirenses (trata-se de gente que ganha por hora), foram incapazes de associar os fatos; não puderam perceber que não aconteceu por acaso aquela expulsão de Diego, em outra partida decisiva, há pouco tempo, aos 6 minutos de jogo.

Quanto ao técnico que orienta nossa esquadra, vou me abster de emitir outra nota, por enquanto. Porque tenho certeza que ninguém, nesse espaço Verde, atacou Madureira de forma tão virulenta como eu, há pouco tempo atrás, antes do jogo de volta contra a ridícula Lusa. É que àquela altura ninguém deu bola, mas não vou me repetir.

Hoje quero mesmo é falar de Marcos, o Santo de todos nós. Também sei, antes de mais nada, que ele representa a paixão cega dessa torcida e é o maior ídolo que o Palmeiras viu nascer nos últimos 35 anos. Muito mais ídolo que Edmundo, a quem amo incondicionalmente.

Mais que isso: Marcos, em forma, foi o maior goleiro de seu tempo, em toda a esfera da bola. E, se levarmos em conta os progressos da preparação física que mudou o calcio nas últimas décadas, posso dizer, sem medo de vomitar aqui um exagero, que Marcos foi o melhor arqueiro do mundo de todos os tempos. Quem viu, viu.

Por saber disso e um pouco mais, sempre relevei as falhas de Marcos, até porque, foram raras. Contra os ingleses, por exemplo: quem precisa ganhar um jogo na neve, de manhã, valendo um jipe toyota, depois de eliminar o Corinthians de duas Libertadores?

Só as bonecas, que precisam se vender na vitrine, nós não… Por isso, dane-se! Não quero saber se ele falhou em um amistoso no Japão… Nem quero saber se ele chutou o balde naquele jogo em que tomamos 7 gols em 2003, porque ali a razão estava com ele.

Mas, de novo, não estou aqui para fazer média. E tenho um nojo visceral de quem tenta sempre agradar a maioria.

Quando Marcão falhou contra o Flu, eu o defendi. Achei que a arbitragem foi tendenciosa, e que o braço de Washington confundiu os reflexos de nosso arqueiro. Mas, para minha surpresa, vi o Santo sair de campo acusando o golpe. Em uma entrevista descabida, atirou a responsabilidade sobre todos os seus companheiros – e desviou a atenção da mídia, que mal falou daquele primeiro gol no Maracanã, a não ser pela polêmica decisão do árbitro.

Por aqui, engolimos seco. Somente porque Marcos, para um parmerista como eu e você, é Deus.

Mas agora chega. Vamos rasgar os véus da paixão e falar com todas as letras: o que Marcos fez domingo, não se faz no futebol. Mais, não se faz em um ambiente de trabalho, por respeito aos colegas de profissão.

Não pelo peru, que, aliás, foi grotesco (ah, se fosse o Borboleta, quanto sarro não estaríamos tirando…). A atitude após o frango é que foi deplorável.

O arqueiro veterano sabe que a bola entrou porque ele teve um reflexo retardado, mal calculado, e não me interessa se isso foi fruto da idade ou da falta de concentração. Ele sabe que falhou feio – e, mais uma vez, o que incomoda não é isso.

Porque, se o Palmeiras perdesse por 1 x 0 só por conta daquele lance, ninguém aqui estaria lendo isso. Ninguém apontaria o dedo para nosso Santo Imortal por conta de uma falha passageira… O que me revolta é o que aconteceu depois.

Acorda, Palestrino!

Vamos parar com essa ilusão de querer acreditar que aquele arrobo de atacante foi um ato heróico, ou um protesto, ou uma doação de uma alma palmeirense pela camisa que veste. Marcos simplesmente fez o que havia feito há poucas semanas: falhou e transferiu a responsabilidade para os seus companheiros. E, como já havia falhado e criticado todo mundo, se viu exposto e com receio de ser cobrado: então partiu para o ataque, contando com o apelo emocional que tem junto à torcida, evocando seu carisma para livrar-se de uma situação constrangedora e salvar somente a si próprio.

Havia ainda 16 minutos de bola para rolar quando ele partiu pela primeira vez ao ataque. Se contarmos os 5 minutos de acréscimo, vamos a 21, tempo suficiente para afunilarmos um adversário no Palestra.

Mas não… O time todo se desestruturou, somente para assistir, enquanto era desmoralizado, ao espetáculo de um homem só, que era consagrado como herói por 26.000 crentes.

Para o resto do grupo, vaias.

Sei que não vou agradar ninguém com esse texto, mas também não sou Marcão, não quero agradar a massa enfurecida. Quero só reafirmar que poucas vezes vi em campo um jogador tomar uma atitude tão cafajeste.

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É, definitivamente, um semestre para se apagar dos registros Verdes. Falando aqui entre nós, agora. Das portas do Palestra para dentro, sem analisar arbitragem ou STJD. A barca começou a afundar após o título paulista, e dá uma desilusão danada quando a gente percebe de quantas formas o Palmeiras sabe decepcionar essa torcida apaixonada. Poderia ter sido um ano glorioso!

Esperei a cabeça esfriar para escrever, pois não cabe, agora, repetir as razões pelas quais eu já havia jogado a toalha, lá no fundo, após o jogo contra o Fluminense – tudo que acho já foi dito naquele post polêmico. E embora a tabela tenha sido subvertida no tapetão e apito rosas, nesse fim de semana, em especial, Madame ganhou, como faz um time grande na chegada, coisa que o Palmeiras não soube fazer.

Então penso que é hora de olhar o próprio umbigo e se perguntar o que foi que deu errado.

Sei que é um dia para se falar pouco… mas, após assistir nossa equipe desfalcada contra o Grêmio, eu queria saber: por que o Verdão, tão forte até maio, tem um banco que não se garante? Sinceramente, não entendo o que aconteceu com nosso treinador – e falo especificamente da sua condição de técnico. Sempre foi um porto seguro ter Luxemburgo ali para mexer as peças, para qualquer torcida do mundo. Acontece que ele tem se equivocado constantemente nesse certame, verdade que todos nós já bradamos após algum jogo desse Brasileiro, pelo menos. Sua falta de foco no Palmeiras só é comparável com a omissão daqueles que deveriam zelar por Ele, em off. Sendo assim, e se o campeonato terminar, mesmo, para nós, com essa campanha digna de um Caio Jr. (ou pior), será o caso de alguém pegar uma calculadora e analisar o custo-benefício dessa brincadeira toda.

Sei que o Palestrino está desiludido hoje, e também estou cansado de repetir certas coisas. De novo, não é um dia para se falar muito. Vou tentar ver o tempo sob outra perspectiva, de uma escala bem maior, para ver se consigo perdoar determinadas atitudes e recobrar as esperanças de ver meu time ser forte novamente.

Em outras palavras, quem sabe eu consiga enxergar, lá atrás, a grandeza de Marcos; e vislumbrar um Palmeiras grande, lá na frente.

Por hora acabou a alegria, a paixão esfriou a chama, e qualquer discurso seria vazio.

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Para quem não entendeu o título, saibam que estou cantando a marchinha de Dacunto. Lá atrás, como agora, no caso da suspensão de Diego, tanto a imprensa, como a torcida e até mesmo o juíz foram pegos de surpresa. Ninguém entendeu o que aconteceu em 1944, assim como é difícil explicar hoje o teor dessa manobra jurídica.

Mas o tempo desvenda a História, gostem, ou não, seus protagonistas. Hoje sabe-se que, em 1944, às vésperas de um embate decisivo, houve uma reunião secreta do então recém-criado “Tribunal de Penas” da FPF, na calada da noite, orquestrada por um certo clube que bate um bolão fora de campo. Um certo clube que sempre foi o dono da caneta, e que tem o costume de se esconder como um fungo invisível nos escrotos do poder.

Hoje eles são mais espertos, aprenderam a desviar o foco, já sabem como confundir o inimigo e municiar a imprensa para que essa os ajudem a acobertar o verdadeiro sentido da coisa.

Não vou xingar o procurador, porque não falo com empregadinho. Não vou me ater ao capacho da sala da presidência de um clube corrupto e amargo.

Só passei para dizer que o Verdão leva esse título, como levou há 64 anos: contra tudo e contra todos. A minha certeza se amplia a cada dia, porque nosso time é melhor do que o time dos outros, e somos prejudicados praticamente toda rodada. Ou seja, seremos campeões, porque essa é a nossa História. É assim, e só assim, que chegamos ao posto máximo, sempre: com um título incontestável.

O que o torcedor tem de enxergar agora é o outro lado da moeda. Quando ela faz isso com a gente, é porque já está se borrando.

Madame, Madame….

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P.S.: Héber Roberto Lopes, o juizão que foi desmoralizado perante a opinião pública por conta do STJD e seus auditores-diretores de clube, apitará Palmeiras x Grêmio. Tanto melhor, pois ganharíamos de qualquer maneira: por 3 x 0.

Para nós, basta que o espírito do glorioso Germânia abraçe nesse sábado o estádio que foi roubado de seu povo. Por essa gente sem alma.

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1) O Parmera:

Em 1947, era dado como certo o primeiro tricampeonato da triste história leonoresca. Seria o terceiro título paulista em três anos, mas o Verdão entrou em campo para rasgar as vestes da meretriz, aplicando-lhe um 4 x 3 e desmanchando seus sonhos.

Campeã paulista de 48 e 49, Madame chegava ao ano santo de 1950 novamente embalada e favorita ao título; mas teria de enfrentar e bater os Homens de Verde para conquistar a glória inédita do tricampeonato, e aí não deu… Em uma partida no Pacaembu que entrou para a História como “o Jogo da Lama” (devido à emoção da peleja e à forte chuva que esmerdeou o gramado, não graças a mais uma falcatrua do emo-clube), o Alviverde conquistaria seu segundo título do ano (conquistaria mais três, fechando as Cinco Coroas do ano santo).

Já na década de 70, Madame fez tudo direitinho: tinha um ditador de presidente, árbitros que eram coniventes com o poder público, por bem ou por mal, e ainda conseguiu transferir todos seus jogos importantes para o Privadão, que fica ali na chácara da esposa de Adhemar de Barros. E assim sagrou-se bicampeã paulista, nos anos de 70 e 71. E, em 1972, o clube bem-amado fazia uma campanha impecável, e chegou ao final do certame invicto: agora vinha o tri?

Bom, acontece que participava daquela disputa uma certa Academia, que estava tinindo, e que havia anotado uma campanha ainda mais irretocável. Na hora do “vamo vê”, sobraram os dois, invictos, e os Homens de Verde jogavam pelo empate. E foi com um clássico 0 x 0 que o Palestra novamente frearia os anseios da grande cortesã, sagrando-se campeão paulista.

Pulamos para a década de 90 quando, sob a liderança de um bonequinho de marquetíngue que vendia Danete, Madame obteve êxito em 91 e 92, abocanhando mais um bi Paulista. 1993 chegava com a promessa de levar para o Jd. Leonor a primeira honra de um tricampeonato. Nesse ano, porém, as meninas sucumbiriam diante do nosso rival nas semi-finais. Mas, por um capricho histórico, no ano onde novamente o tri não viria, o Palmeiras se sagraria campeão.

Quatro vezes. No cu dela.

Aí vieram as obsessões que a nossa geração já conhece: Madame bate o pé e afirma ser tricampeã mundial, mesmo a Fifa desautorizando, mesmo que ela compute nessa soma dois jogos na neve do Japão, às 9:00 da manhã, contra times mistos da Europa em pré-temporada. Em um deles, ganhou contra o Milan, que nem campeão europeu havia sido – estava lá somente para tapar o buraco do Olympique, pois o time francês acabara de ser banido de competições internacionais justamente por se comportar nos bastidores de uma maneira à la SPFW.

Ganharam, sim, três Leonores de América. Mas não foi na sequência e foi daquele jeitinho que já nos cansamos de mostrar, eliminando à fórceps seus concorrentes indesejáveis, como o Palestra, mais recentemente, por exemplo. Um torneio que nunca mereceu destaque algum na grande mídia, até que o mais querido conquistasse o primeiro triunfo.

Porque aqui, entre os nossos, onde o futebol é escrito com F maiúsculo e onde todos desprezam essa corja imunda, não conseguiram nenhum tri, não: sempre apareceu o Palestra Itália para restabelecer a ordem das coisas, sempre que foi necessário.

Por isso fiquei feliz domingo à noite, quando olhei a tabela. Agora sei que seremos campeões.

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2) A Putana:

*Se você passou hoje pelo blogue no Palhaço Juquinha, já deve ter visto essa: o chupa-ovo deixou um post maldoso ali, tirando sarro da condição etílica de Rubens Barrichello na festa que sucedeu aquela veadagem de F1. Sim, o P.J., o mesmo garoto de recados que teve de ligar para o resgate e precaver os paramédicos para que comparecessem com litros de glicose à sede da ESPN, após entrevista com J.J. Scotch Whiskey. Mas, sobre isso, você não vai ler uma linha lá.

*Palavras de José Roberto Wright, que, não por acaso, faz um biquinho nas páginas do Boletim de Madame: “Não acho que haja dolo ou complô por parte da Comissão Nacional de Arbitragem ou dos mesmos. A maior besteira que escuto seguidamente é que os apitadores querem ajudar os clubes de São Paulo. Quanta bobagem!

Também acho, Wright. Afinal, o único time de sampa na disputa é o Verdão, que tem sido seguidamente prejudicado. Santos e Lusa estão se afogando, o rivale nem está entre nós e aquele time genérico (por todo canto do mundo há um time de elite, que joga sujo e que todos rejeitam) poderia ter surgido em qualquer lugar onde as liberdades individuais de um povo fossem suprimidas.

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3) O cabeçudinho:

É tanta falta de cultura que nem sei se vale a pena responder a esse parasita sem talento. Diria que o comentário da leitora Mi é mais que suficiente para reduzir à insignificância o caráter do filho do camelô midiático. Mas vou deixar aqui pequenas considerações; assim, da próxima vez que ele for tentar ser mal-educado com um torcedor que lhe apresenta argumentos, pelo menos não vai passar o vexame de se mostrar um ignorante que só está onde está porque o papai tem dinheiro.

* Em primeiro lugar, se fosse realmente preciso, pegaríamos em armas, sim. Nossos antepassados fizeram isso para defender os constitucionalistas de 32, pelo simples fato de que queriam ser vistos como brasileiros, queriam ser aceitos pelo próprio povo… Entre outras coisas, não queriam ver um verme sem cultura e sem história como você vir vomitar esse tipo de merda 80 anos depois.

* Outra coisa, orlandinho: a Academia foi prejudicada, e muito. O time da ditadura militar, aquele para o qual papai te ensinou a torcer porque “é uma grande moleza”, garfou o título de 71 quando o sr. Armando Marques anulou gol legítimo de Leivinha, com medo do governador biônico que estava sentado no banco de reservas e era presidente da Boutique. Nem isso você sabe, marginal…

Vai estudar, vagabundo!

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