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REPUBLIQUE-SE!  (TEXTO DE 17/03/09)

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Esse monstro que molda o Manto do Palestra é a lenda que tanto fez tremer os adversários, os mesmos que hoje nos zombam; ele defendeu nossas cores, nossa história e nossa meta por 14 longos anos, por mais de 300 partidas.

É o homem que preservou o azul da Itália em sua armadura, em 1942, quando nos tornamos Palmeiras, jurando nunca nos esquecer de onde viemos.

E esse homem de mãos soberanas e coração apaixonado realmente não deixou o Palmeirense esquecer, durante toda sua vida, quem devemos odiar. E, quando alguns esqueciam, de tempos em tempos ele aparecia para lembrá-los de que ‘Aqui é Palestra’ e que por lá o inimigo nos espreita.

Esse homem é Oberdan Catani, o meu ídolo. Ele vai sempre ao Jardim Suspenso, e não quer nada em troca da torcida que tanto ama.

Ele não se reúne com bandidos; nem joga bola com bandidos, a menos se o objetivo for tocá-los do Palestra.

Ele não tira foto sorrindo com bandidos; ele não se veste como puta, nem de brincadeira.

Não, senhores. Oberdan Catani não é inocente. Nem senil. Nem venal.

Oberdan Catani é a história viva do Palestra, e representa a saga destemida  de um povo. Coisa que, infelizmente, cada vez menos gente compreende.

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N.CS:

1) Oberdan Catani completa hoje, 12/06, 90 anos de idade e dignidade. Cent’ anni para nosso monstro imortal!

2) Esse post foi escrito por ocasião da reunião de amigas promovido pelo vereador Marco Aurélio Cunha e um outro ídolo do Palmeiras, o que explica a amargura do blogueiro por todo texto. Oberdan, no entanto, é maior que tudo. E merece ser homenageado apenas por ser o mito fabuloso que sempre foi, seja sob as traves ou nas fileiras do Palestra Italia.

Parabéns ao grande herói!

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Quero sair um pouco da pauta do dia, ainda que seja para falar de um assunto chato (porém necessário).

Antes de mais nada, quero dizer que fui conferir pessoalmente as bilheterias do Palestra no sábado, antes do jogo Palmeiras x Barueri. Cheguei por volta das 13:50 e entrei a 10 minutos do início do baile Verde, às 15:50: apenas sete guichês estavam abertos durante esse período… A coisa não repercutiu porque o público (de 13.278 pagantes) não foi o suficiente para gerar longas filas, mas a verdade é que a imposição de Belluzzo (que exigiu os 25 guichês abertos para a venda de bilhetes nas datas dos jogos) foi desrespeitada pela BWA novamente – ali, na porta de nossa Casa.

O que o presidente fará a respeito, não sabemos. Mas é certo que cabe à nossa diretoria retaliar essa afronta com o peso devido. Por hora aguardemos, pois esse não é ainda o cerne da questão aqui.

O problema é mais embaixo: o que me coça atrás da orelha é a perpetuação da burrice instalada por Gualtieri e cia, quando aumentaram o valor do ingresso mais em conta para R$30,00; nossa renda, nesse sábado, foi de R$ 370.127,50. Dividida pelo público já registrado acima, chegamos à média de R$27,87 reais por cabeça (levando em conta as meia-entradas, contrabalanceadas com ingressos mais caros como os do Setor Câncer).

Não levou-se em conta, assim como em 2008, o esforço que o Arquibaldo está fazendo para preencher as lacunas do Palestra tanto no Paulista como na Libertadores; não levou-se em consideração, mais uma vez, o bolso desse sofredor que quer acompanhar o Palmeiras a qualquer custo, ainda que seja para ver um time incerto (graças a nosso treinador, não sabemos mais se empurraremos, ao entrar no Jardim, o Palmeiras A ou B).

Agora vamos fazer aqui uma continha básica: se todos os ingressos para o jogo contra o Barueri tivessem seus valores contemplados por uma promoção da diretoria, custando R$15,00, teríamos os seguintes benefícios:

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1) Um estádio cheio de Palestrinos felizes por poderem ver o Palmeiras em campo sem serem achacados;

2) Uma renda ligeiramente superior, levando-se em conta esse estádio recheado com, digamos, 25.000 torcedores (ao invés de 13.000 em um sábado de sol): renda de R$375.000,00 + time jogando com moral, empurrado pelos seus;

3) Um torcedor satisfeito, pois teria mais condições de comparecer contra o Noroeste e ainda teria tempo para sanar seu bolso – e comprar ingressos para o jogo da volta contra aquele time pequeno que esqueci o nome, lá do Recife.

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Mas não podemos igualar o preço dos ingressos, tampouco fazer tal promoção, porque:

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1) Os simpatizantes do Setor Câncer não poderiam se sentir ‘diferenciados’ daqueles que sujam os banheiros, sendo que estes pagariam o mesmo preço que eles pelo ingresso;

2) As filas na bilheteria seriam imensas, pois a BWA continua cagando na cabeça do Palmeiras;

3) Se o Palmeiras não ganha, haja corneta na orelha dos jogadores…

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Enfim, constato que Gualtieri saiu, mas sua burrice elitista criou raízes lá dentro. É só uma constatação óbvia de como trabalhamos para perder torcida e renda.

A solução não posso apontar: não sou economista…

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Lula faz careta ao vestir boné da Mancha. Foto: Wilson Pedrosa/AE

Lula faz careta ao vestir boné da Mancha. Foto: Wilson Pedrosa/AE

 

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A experiência me mostra que quando a esperança depende de um advogado, a vaca já atolou na lama. Mas temos que confiar na OAB, porque foi a instituição que se colocou contra o cadastramento de torcedores para compra de ingressos, fruto verde da lei assinada sexta-feira pelo Lula. Este, aliás, deveria ir mais ao campo (tentando comprar ingresso da BWA, na fila).

Sou leigo, mas posso intuir parte da objeção dos especialistas: se o objetivo é transformar a mentalidade de um torcedor para que ele “pague e divirta-se” pelo ‘espetáculo’ do futebol, como age qualquer consumidor de lazer, não há porque discriminá-lo, não é mesmo? Nem há justiça nisso.

Ou vão cadastrar aqueles que desejarem comprar ingressos para o Cirque de Soleil? Terão também esses senhores de prestar informações pessoais, tornar público números de documentos?

E quem quiser pagar o preço equivalente a uma numerada coberta no Palestra em noite de final de Libertadores,  só que para assisitir um show do U2 no gramado? Vai ser rastreado, também? Não, né…

Mas eu entendo que num país onde se estabelece um estado democrático de direito, as regras devam ser as mesmas para todos.

Então o tiro saiu pela culatra, e rio desses insanos do país do faz-de-conta, onde todas as leis nascem somente para serem tabeladas pelo corrupto da esquina, aquele funcionariozinho público na outra ponta do fio, sobre quem recai a incumbência de aplicar a nova regulamentação.

Bingo! Fizeram  tanto para discriminar o conceito de torcedor da idéia do cidadão de bem, aplicando-lhe seus próprios parâmetros, que agoram não podem mais separar um do outro.

Mas calma, vamos rir mais uns meses, ainda: não são muito inteligentes os que nos governam, muito menos o são aqueles que nos trazem as informações: muita mentira virá embrulhada em jornal.

 A verdade é que o monstrengo sórdido chamado ‘torcida legal’ jamais passará como está; por sinal, até mesmo a  mensagem subliminar escondida por detrás desse nome-fantasia soa mais como um lapso: parece que querem me dizer que, enquanto a lei não estiver em vigor, somos todos, eu e vocês, torcedores ilegais.

Mas, e depois que a lei cair na mão dos coronéis de porta de estádio?… O que seremos?

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Este post ressurgirá ocasionalmente, sempre que algum dos nossos brilhantes comentaristas aparecerem com um toque de genialidade feito esse: é coisa que não se pode deixar perder no tempo…

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“O grande objetivo do Palmeiras passa a ser o Campeonato Brasileiro em função de tantos anos sem conquistá-lo” (V.L)

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Vou ser o chato aqui novamente, vou defender Luxemburgo.

O “grande estrategista” pode até andar meio confuso, de uns tempos para cá. Realmente, não entendi metade de suas contratações em 2008, não concordei com 70% das dispensas que ele avalizou e não gostei absolutamente de nenhuma substituição que ele promoveu na equipe ao longo dos jogos, no segundo semestre de 2008. Tá mal. Como pode acontecer, em certas fases, com qualquer profissional de alto nível.

Agora, quando Luxemburgo abre a boca, ele ainda sabe do que está falando… A frase citada no topo do texto foi a alegria da imprença que pretende, num tom acima, rebaixar o Palmeiras diante do clube que lhe agrada. Pois essa turma acha que a Libertadores é o que importa de verdade: o time deles ganhou mais. O futebol tupiniquim e seu bando de torcedores miscigenados que se lasquem. Ninguém mais tem estirpe na letra deles, ninguém é diferenciado como o…

Essa turma só enxerga mesmo o espelho d´água; feito Narciso, o Beócio.

Porque, se formos analisar por nós mesmos a sentença do treinador, sem nos deixar contagiar pelo uivo da matilha de chacais, que tanto medo inflige aos mais incautos, podemos enxergar outras tantas coisas:

1) Luxemburgo, não importa em qual clube, sustentou a vida inteira este mesmo discurso: o Brasileirão é um dos campeonatos mais difíceis do mundo, e vencê-lo tem um sabor especial. Certa vez, indagado se seu estilo de treinar e comandar equipes não era o ideal para o perfil de um time que quer vencer Libertadores, ele respondeu:

“Não sei. Mas, se um dia ganhar, vai ser com o time jogando do meu jeito”.

Ou seja, atacando. Sensacional. Porque é verdade, para ser campeão da Libertadores é preciso, muitas vezes, uma bela dose de covardia. Certos times conseguem se armar com 12 volantes e um banheirudo na frente, levam pressão o jogo inteiro e às vezes conseguem a vitória assim.

Rabo largo e covardia. E mais 3 Libertadores…

2) Falar isso agora (que a prioridade é o Brasileiro), num cenário onde vemos um time cada vez mais jovem se formando, tira todo o peso dos ombros de quem ainda não estreou. Alivia as pernas de quem ainda tem que provar a que veio, de quem mal consegue entender a fúria de uma torcida insana – que foi recebê-los aos xingos.

O Palmeiras vai estrear neste torneio-globeleza sem entrosamento, sem experiência, sem torcida e oxigênio. Só faltava mesmo ter um treinador que aparecesse na imprensa para soltar uma pérola do tipo: ” a Libertadores é prioridade, questão de honra, blá blá blá…”. Está certo, mais uma vez, o estrategista.

3) Voltando à vaca fria: lembro-me bem da época em que os invejosos diziam que a Libertadores era “a única coisa que os lambaris” tinham para dizer. Assim que certo time ganhou, a imprensa passou a vendê-la como ovas de salmão da melhor espécie… E todo mundo comprou essa. Todo mundo, como se o calcio nacional fosse menor do que aquela merda.

Portanto, sei que poucos vão concordar comigo, mas, pelo menos hoje:

– dá-lhe, Luxa!

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A “mustafada” que certa torcida planeja promover hoje na reapresentação do Verdão repercute, e o ano já começa “uma beleza” para o Palestrino que nutria qualquer esperança de ler e ouvir coisas boas a respeito de seu time. Se, por um lado, não há muito o que fazer contra nossos próprios acéfalos, por outra via vamos nos manter atentos aos cães que passam latindo diante do nosso portão.

Para efeito de comparação, linkei duas notas fresquinhas da grande mídia. A primeira vem do Estadão online, a segunda do IG:
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estadao
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ig

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O teor das manchetes, desta vez, não é o problema – afinal de contas nós andamos alimentando os corvos há tempos.. O que nossos amigos não podem deixar passar batido é a mensagem subliminar de preconceito, o padrão de inferioridade que querem nos impingir pelo poder da palavra.

Perceba que, pelo Estadão online, “a alta cúpula tricolor volta ao batente nesta segunda-feira“. Para tal clube, é empregado um termo pomposo, que indica, até mesmo para os menos instruídos, exclusividade no meio profissional: alta cúpula!

E quando chega a vez do Palmeiras? Bom, aí o IG nos esclarece: “torcida acusa cartolagem alviverde de covarde e refém de empresários, principalmente a Traffic”.

Porque o Palmeiras “não chegou lá”, na alta cúpula, então conta somente com um bando de cartolas, mesmo! É uma expressão que se emprega, sabidamente, de modo pejorativo para se definir um dirigente de futebol. Qualquer joão sabe disso. Mais a frente, comparando os dois textos, a discriminação do tratamento continua: quem se pronuncia aos repórteres é o diretor de futebol Jesus Lopes de um lado e o cartola Cipullo de outro…

É assim que eles querem que vejamos nosso clube. Passa, vai ao ar sem ponderações, porque a imprensa esportiva de São Paulo não tem mesmo vergonha nenhuma na cara. Mas, cada vez mais, alguns dos nossos compram esse peixe podre…

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A intenção toda tinha um cunho psicológico: era fazer com que os palmeirenses entrassem em 2009 derrotados. Não como os campeões legítimos de um certame o qual estamos às vésperas de mais uma edição, agora defendendo o título; queriam nos tirar a confiança e nos ver cabisbaixos, sem esperanças, incapazes de enxergar um time forte e estruturado que vai brigar pela Libertadores.

Há apenas quatro, cinco dias, chovia manchetes e avaliações nesse sentido:

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Palmeiras corre o risco de começar 2009 improvisado“,

Verdão só terá 1 atacante no início do Paulistão“,

Lenny, o atacante sem gols, é o único centroavante para 2009“,

Kléber já acertou suas bases salariais com o Corinthians em almoço com Sanchez

Em meio à indefinição política, Palmeiras já perdeu metade do elenco“…

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E assim vai… Nem me dei ao trabalho, desta vez, de colher tais notas para reproduzí-las integralmente: pois foi com elas que viramos o ano, eu e vocês. Apesar de termos saltado a frente de qualquer concorrente e de termos entrado em 2009 com duas belíssimas contratações, as de Keirrison e de Marquinhos.

Agora não tem mais jeito e tiveram que dar a nota correta: chegou o bom Armero, lateral* colombiano; o promissor Willians também já assinou. Cleiton Xavier, Danilo, Maurício…

Pois então: com que cara ficam os escreventes de Madame?

E Kléber pode ficar, ainda mais essa! Eu me pergunto: e se fosse Ela? E se, pelos lados da Boutique, tivessem desembarcado mais 2 ou 3 crentes com cara de bunda lisa e discurso de lamber freira, qual não seria o alvoroço da mídia paga?

Sim senhores, mídia paga, e o dilema moral nem é esse, pois é bom quando recebemos devidamente pelo nosso trabalho. O problema é quando o trabalho é indevido.

A questão fundamental é rompermos a linha do bom termo com essa laia, é pararmos de acreditar que a imprensa esportiva de São Paulo tem qualquer tinta de seriedade ou honestidade quando prepara uma matéria sobre o Verdão. Porra, perdoe-me o Palhaço juquinha pelo plágio, mas não faltam trouxas…

Teve bebê chorão aí pedindo dinheiro desesperado, passando sacolinha, como se pedisse mesada para o papai… Teve diretor que caiu nessa. Teve torcedor que deu dinheiro. Trouxas.

Aliás, sobre este assunto, Conrado já discorreu com propriedade, então vou me conter. Mas a verdade é que os jornalistas já perceberam, e faz tempo, o quão baixa pode ser a auto-estima de um palmeirense que não fechou o ano como campeão. E também sabem, há anos, o quanto podemos ser impacientes, corneteiros e ingratos com nossos ídolos. Abusam desse nosso temperamento, e continuam a jogar queijo podre na macarronada.

Porque nós os validamos. Nós.

De resto, queria mandar um recadinho para parte da torcida daquele time que andava sumido, aquela galera que geralmente se esporra toda antes mesmo de tirar as calças, e que andou cantando de galo por aí:

Kléber fica. Siamo noi, Fratelli!

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