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Posts Tagged ‘Vasco’

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Não pensava em escrever nada hoje, mas um breve giro pela Mídia Verde me levou ao Nação Palmeiras, e o último post de Fernando Kamers não pode passar em branco. Passe por lá, porque aqui destacaremos só uma frase do nosso treinador (de novo, só ele para dizer às claras o que todo mundo sabe), simbólica, em uma semana onde blogueiros sem escrúpulos tentaram atrapalhar um pouco mais a vida do Palmeiras:

“O Wagner Diniz, do Vasco, já acertou com o São Paulo. Mas não vi ninguém falando nada na partida do último domingo. O jogador entrou cara a cara com o goleiro (Rogério Ceni), perdeu o gol e nada foi ventilado.” (VL)

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HOJE:

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Essa foto também serve como dica de leitura para quem quiser saber um pouco mais da biografia de Renato Gaúcho: a carreira do jogador está toda aqui, nesse competente livro de Marcos Eduardo Neves.

Mas, é lógico, os motivos que me levaram a tocar no assunto nesta semana são outros… Renato é um dos meus ídolos maiores do cálcio; não só por ter sido um craque como poucos, pela bola redonda que jogou a vida toda, nem tão somente por ter sido um jogador que crescia em campo a cada decisão.

Renato foi um mestre na arte de lidar com a hipocrisia do mundo da bola. Jamais abaixou a cabeça ou seguiu a cartilha do “bom-moçismo” que já se prenunciava em seu tempo, seja na figura escrota de Telê Santana ou na venalidade da imprensa carioca. Gaúcho foi mais ele. A vida toda, sem medir o preço.

E agora, como técnico, já me deu uma grande alegria esse ano. Contra todos aqueles que diziam que ele não tinha experiência, dizimou o time do establishment e só não conquistou a América porque foi roubado em pleno Maracanã.

Mas tudo tem volta, e Renato está de volta. Para redimir nosso semestre e impedir que mais um título encomendado se concretize. Minha paixão secreta é o Vasco, sempre foi, nunca neguei, e os Palestrinos históricos saberão o motivo; como nada é por acaso, Renato, com a verdade que só ele representa, dirige a equipe Cruzmaltina. E vai vencer.

Por Adalberto Mendes, pelo Vasco, pela nossa própria saga, pelo pouco que resta de dignidade nesse futebol brasileiro. Mais uma vez: só o Gigante da Colina traz em suas páginas a predestinação para reconduzir a História aos seus trilhos.

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Assisti o segundo tempo ao lado de bons companheiros… Um grande amigo, primo direto do meu pai, torcedor rivale. Sentamos coladinhos à mesa de Paulo Vanzolini, patrimônio eterno do bom e velho Cambuci – e nos unimos na cerveja, sob a graça da Jurity! Nem estou bêbado…

O fato é que aprendemos coisas quando escutamos, e o silêncio vem do respeito.

Soube que na década de mil novecentos e bolinha, que não era nem de longe a minha, um dirigente da Lusa deu a seguinte declaração em uma rádio AM, diante da ameaça de greve de seus jogadores:

Exes meninos, sáo bons moxos! Chegam alegres, dispóe da nossa estrutura, vextem seus calçóes e jogam bola. Um piso salarial, até aceitaríamos! Mas os gajos não trabalham, jogam bola!

E a Portuguesa, ao contrário do Vasco, chegou onde chegou. Tchau, a série B te espera.

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P.S.: disse que publicaria o vídeo do Gardenal todo sábado, mas mudei de idéia. Vou publicá-lo ao final de cada postagem, por tempo indeterminado. Palmeiras 3 x 0 Grêmio.

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Deixo abaixo três textos que vão desagradar muita gente que nos acompanha; depois disso, perdoem-me se não atualizar a página com a frequência costumeira, pois estou com nojo do Palmeiras. E nojo de São Paulo, e nojo de quase tudo.

Pensei bem antes de postar essas reflexões, mas é o seguinte: um blogueiro amador é um abnegado. Gasta horas e dias de sua vida para construir um veículo de informação virtual, e muitas vezes nem ele tem idéia exata da validade e pertinência do que escreve, sob a ótica de quem lê, isso quando os leitores o visitam. Portanto, tanto esforço só pode ter uma jóia de valor: penso que esse é o único espaço do mundo onde posso dizer o que quero, do modo que acredito, sem ser obrigado a me adequar a nenhum juízo moral que não seja o meu próprio. Portanto, lá vai meu ódio destilado – e me perdoem os que se sentirem ofendidos:

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1) O resultado de hoje era tão óbvio que não me deixou triste: o Palmeiras não merece ser campeão. É verdade, ainda é possível, nesse campeonato equilibradíssimo, onde o líder é medíocre em campo e aqueles que o seguem não fogem da burocracia da bola. Podemos chegar lá. Mas é o seguinte, seria uma injustiça, porque esse time não merece o penta. E explico:

Temos uma torcida maravilhosa, e é só isso que me entristece. Mas essa torcida foi tratada como lixo pelo próprio clube, desde a primeira rodada em que foi mandante. Disseram que não éramos bons o bastante para torcer pelo Palmeiras no Palestra, e tentaram aumentar o ingresso para R$40,00, para ver se gente melhor apareceria no campo. Não deu. Voltaram atrás, mas não muito: ainda sustentamos o ingresso mais caro do Brasil.

Esse ingresso inflacionado tem uma razão de ser, e a razão não é a nova realidade do mercado da bola, onde a bilheteria deve representar importante fonte de renda ao clube. O verdadeiro motivo dessa cobiça nos foi revelado logo após a final do Paulista (onde a diretoria deixou a polícia nos espancar na fila dos ingressos, que sumiram, e ainda dentro do Parque Antarctica, já no segundo tempo da finalíssima): há gente lá dentro, como o Sr. Pica Pau, o sr. Ebem Gualtieri e o Sr. Palaia (alô, Conrado, estou tentando separar o joio do trigo…) que tem uma relação para lá de obscura com a empresa de fachada dos irmãos Balsimelli, como já cansou de mostrar o bravo Barneschi.

Os ingressos adentram a diretoria, somem das bilheteria e reaparecem em massa nas mãos dos cambistas.

Alguns são falsos, confeccionados pela própria BWA, coisa já fartamente comprovada.

O Palestra lotado é sempre uma ilusão de ótica: por mais que o torcedor não encontre ingresso, em todo jogo 1000, 2000 ingressos são “devolvidos”, segundo a lenda de quem desvia a “féria” de domingo.

Se o torcedor associado reclama, conselheiros ameaçam-no de expulsá-lo do clube, como fizeram com o amigo Ademir – que tirou foto e registrou o fato, na final contra a Ponte.

Mas, na hora do jogo, foda-se o Palmeiras. Porque, durante os dias que antecederam alguns embates, nesse torneio, ficou bem claro que havia a intenção de se prejudicar nossa equipe. Ou pelo fato do adversário criticar a arbitragem e botar pressão, ou pelo fato do STJD instalar o terrorismo na cabeça do nosso elenco, ou pelo fato da imprensa querer causar um clima de guerra onde só havia paz. Mesmo assim, essa diretoria passiva viu o Palmeiras ser roubado em casa domingo passado, ser humilhado pela arbitragem em seus domínios, e não reagiu, nem na quarta-feira.

Como uma puta que apanhasse para devolver o dinheiro ao cafetão. Quando ele bate e toma a grana, ela não reclama. Só chora.

Nesse sábado, como já havia nos alertado o 3VV, escalaram o mais caseiro dos caga-regras para conduzir nosso jogo. O cara havia apitado 12 ou 13 jogos: 30 pontos para o mandante e apenas 6 para os visitantes, se não me falha. Três desses pontos como visitante foram para o SPFW, jogando na Bahia, contra aquele time cujo nome não entra nessa página. Jogos do Fluzão? Nenhum: esse foi o primeiro. O cara veio de Brasília para fazer o que fez, com uma missão a cumprir. Porque o Palmeiras pode ter se perdido em campo, bobeado na marcação, mas aquele primeiro gol… Eis o que ocorreu:

Na batida da falta, a bola era do Marcos. Mas apareceu Washington, matador certeiro em jogos decisivos, na frente do Santo, sem marcação alguma; então Marcão novamente teve de agir como zagueiro (fato recorrente no certame), e desviou sua atenção para o atacante, se esquecendo da bola. Já o avante, quando percebeu que não conseguiria desviar a redonda, esticou acintosamente o braço, ludibriando nosso arqueiro, que tentou prever a trajetória da pelota no lance.

Qualquer juíz sério invalidaria a jogada e premiaria o “coração de leão” com um amarelinho. Agora, o fdp é Washington, o Flu, o juizão que tinha um trabalho a cumprir? Não, né… Se por aqui sabíamos o que aconteceria (palmas ao 3VV novamente) e ainda tentamos avisar (como no domingo passado), por que raios aqueles caras que desviam dinheiro do Palestra não perceberam? São burros? Ou estão cagando para o Palmeiras?

Claro, novamente, vamos separar o joio do trigo, porque há ali gente séria, gente de bem: assim me parecem ser Toninho Cecílio, Cipullo, Belluzzo e sua trupe. Só que o problema é mais embaixo: de boa intenção, os times pequenos estão cheios… De covardia, também. Precisamos de um homem lá, cacete! Um cara que levante a voz e intimide a imprensa e os tribunais, como Eurico Miranda fez a vida toda para defender o seu time, estando ele com a razão, ou não. Ele amava seu clube e demonstrava isso, por isso ficou tantos anos no poder sem ser incomodado.

Disse isso outro dia e fui mal compreendido: se é para ver meu time dominado por uma facção comprometida, que não cuida da receita que adentra no clube, melhor seria ter um ditador com o saco roxo, que subverte a ordem vigente para ver o time que ama levantar a taça.

Porque não está resolvendo nada nos fiarmos naqueles cagões de fala mansa e paletó, que se escoram nos aportes de capital (conquistados graças ao patrimônio imenso do Palmeiras) para venderem a imagem de uma administração moderna. São bundões, só isso. Covardes, covardes….

Por esses motivos, e ainda pelo fato de termos uma equipe irregular, inconstante, que não sabe se impor nos momentos decisivos, não merecemos ser campeões brasileiros nesse ano. Se você não se convenceu ainda, analise comigo:

11ª Rodada: Madame 2 x 1 Palmeiras, nem entramos em campo;

13ª Rodada: Goiás 3 x 2 Palmeiras, quando os goianos lutavam contra o descenso;

21ª Rodada: Internacional 4 x 1 Palmeiras, um dos poucos trunfos do Colorado até então;

24ª Rodada: Palmeiras 0 x 3 Ixpót, em casa, depois de tudo que engolimos deles;

31ª Rodada: Fluminense 3 x 0 Palmeiras: nunca vi um campeão com essa campanha.

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2) Attecchiri era um sobrenome engraçado, motivo de piada para o amigo desde os tempos do primário, como se esse também não levasse um sobrenome hilário, herança de sua terra natal: Abbagliato.

Desde os tempos de colégio, da “era da inocência”, percebiam uma empatia entre si, uma disposição de espírito muito parecida, o desejo de construir a própria saga, de levar a cabo o ideal aprendido nas aulas de História e nos jantares com os avós: Veni, vidi, vici, a inspiração máxima do romano Júlio César.

O problema, no entanto, era sempre o mesmo: na hora de empreenderem seus objetivos, sempre se entrepunha a mesma discordância entre os dois. Attecchiri queria fazer as coisas só do seu jeito, com muita calma e sempre de um modo ortodoxo e pouco amigável. O outro, por sua vez, quando tinha uma idéia, queria vê-la em prática, sem analisar as consequências, custasse o que custasse. Abbagliato não parava muito para pensar: era sempre agora, ou nunca.

Assim, sem conseguirem jamais chegar num acordo, foi questão de tempo até que a vida os afastasse, não sem antes promover uma enorme mágoa no coração dos dois. Logo, um e outro não podiam mais se ver, pois a raiva falava mais alto e as nuvens do céu se acumulavam densas.

Curioso é que seus defeitos serviram de mola propulsora para que crescessem na vida e, enfim, alcançassem o sonho de ser maiores que tudo e todos; fizeram sucesso na vida, ambos, e causaram muita inveja. Abbagliato, lógico, foi quem saiu na frente. Com sua disposição e garra inigualáveis, conquistou um sem-número de admiradores apaixonados, a ponto de poder sempre contar com eles quando um problema se apresentava. Por sua vez, Attecchiri, embora demorasse um pouco mais para chegar onde queria, foi muito mais longe do que sua família poderia sonhar… Fez tudo aos poucos, com o capricho e esmero que lhe era peculiar; inovou a roda do mundo em seu meio de trabalho, sendo pioneiro e perfeito em quase tudo que construiu. Teve sua estrada coberta de louros, e também conquistou a admiração dos seus, que passaram a amá-lo cada vez mais, sentindo um orgulho sem tamanho do filho pródigo.

Mais curioso ainda foi quando ambos finalmente perceberam que os mesmos defeitos que os acompanhavam (e que os impulsionaram na vida) também poderiam ser sua desgraça. Attecchiri pagou caro por seu caráter passivo, sua crença no “deixar levar”, pois quem mais o invejava sempre se aproveitou disso para tentar roubar o que era seu. E Abbagliato, com seu impulso incontrolável e a mania de achar que era maior que o mundo, deixou escapar importantes conquistas em sua vida, por se cobrar mais do que devia.

No entanto, não vamos fugir à história: quis o destino que os dois, na idade adulta, fossem morar no mesmo prédio. Pior do que isso (só podia ser brincadeira de Deus, que não tem mais o que fazer), foram parar no mesmo andar. Vizinhos de porta. E logo na primeira vez em que se reencontraram, o ódio falou mais alto que os antigos sonhos de criança.

A parti daí, passaram a competir um com outro de maneira frenética: ambos queriam voltar para casa ostentando um sucesso maior do que o conquistado pelo rival. Porque, mesmo naquelas cabeças adultas, sobrevivia a lógica do primeiro orgulho: quem obtivesse mais glórias, conquistaria também a razão sobre os argumentos da infância, os mesmos que os separaram irremediavelmente.

Assim competiram por anos a fio, e venciam sempre na vida, motivados por suas crenças. Até que um dia Attecchiri se deu muito mal… Sua complacência e vaidade finalmente cobraram seu preço: o grande italiano perdeu quase tudo que tinha e teve que se mudar dali, para a glória e gozo de Abbagliato, que fez grande quizumba em seu apartamento: enfim havia vencido.

Attecchiri, com poucos recursos, mudou-se para o andar de baixo, em um cômodo apertado, triste e humilhado por ter se deixado empobrecer desse jeito. Mas sobrara ainda seu coração, que era nobre, e seu sangue, que era ruim. Assim, em pouco tempo, ele refez sua vida, sua fortuna, e retornou à sua casa, para a decepção do rival.

E foi quando voltou para seu lar que Attecchiri notou a mudança no antigo amigo: Abbagliato, sem poder saber de sua vida por conta da distância, parara de se empenhar no que sabia fazer melhor: ser grande, ser guerreiro. O italiano lhe fizera falta… Então sorriu de canto de boca, esperando a hora em que o vizinho afundaria, para vibrar também.

Não demorou muito: tendo perdido o tino de sua própria nobreza, Abbagliato meteu-se em negócios escusos, meio sem saber – mas sabendo. Vendeu sua alma e teve sucesso momentâneo, e todos voltaram sua atenção para ele, que fazia festa: estando o rival na porta do lado ou não, ele ainda tinha mais glórias para mostrar.

Só que uma hora “a casa caiu” e a falta de lisura dos empreendimentos em que Abbagliato se metera trouxe os problemas à tona, e a polícia até sua casa. Viu tudo que era seu ser confiscado, mas não se desesperou. Tendo um patrimônio inigualável, a fé cega daqueles que o amavam, calculou que nada de mal lhe aconteceria. Passou ainda algum tempo debochando do vizinho, mesmo em meio à penúria, alardeando ao prédio inteiro que jamais se mudaria: ele não era Attecchiri, e Attecchiri era menor.

Mas, não obstante o choro dos que lutavam por ele, Abbagliato enfim quebrou, e teve que se mudar. Por ironia, aquele apartamento um andar abaixo, baratinho e sem janela, estava novamente vago. E para lá Abbagliato foi, engolindo seu orgulho.

Foi a vez de Attecchiri comemorar e ficar embriagado: – La vendeta!, gritava com toda força que havia em seus pulmões, para que Abbagliato o ouvisse lá embaixo. E teve também seus momentos de glória, a partir dali – enriqueceu mais, a exemplo de Abbagliato quando estava em sua posição.

No entanto, logo Attecchiri sentiu um vazio em seu peito. Por mais sucesso que conquistasse, faltava-lhe alegria, e ele não sabia a causa disso. E logo foi se acomodando ao que já tinha, deixou de lado seu capricho com as coisas, parou de lutar, de defender o que era seu… Às vezes ouvia Abbagliato gritar qualquer coisa lá de baixo e sentia uma pontada que lhe esquentava o tórax, reavivando seu interesse pela vida. Mas, sem saber mais das coisas daquele que odiava, parou de se preocupar em entender o porquê.

Enquanto isso, Abbagliato não se deu por vencido. Sabia que tinha de lutar cegamente pela vida e que, se o fizesse, nada o deteria. Logo na primeira oportunidade, ganhou outra vez grande fortuna e voltou ao lar que deixara. Anunciou a proeza ao rival dando outra grande festa, como era de seu feitio.

O que aconteceu nesse momento é o que torna a história mais interessante: Attechiri não andava feliz consigo, tampouco com o mundo – e se guardava em casa, cultivando seu mau-humor de berço. Pois, justamente naquela hora, Abbagliato decidiu comemorar seu retorno, abrindo as portas de seu antigo lar para os milhões de amigos, fazendo um estardalhaço que não permitia ao rival ruminar sua enorme tristeza.

A música era um atentado aos ouvidos de Attechiri, que ainda achava as visitas de mau gosto e o barulho muito alto. Nesse dia ruim, disse: – “Chega!“, e irrompeu pelo corredor do prédio, pronto a soltar todos os impropérios que conhecia nas orelhas daquele cazzo’n culo. Foi quando a roda completou seu giro…

Quando enfim deu de cara com o rival, disposto ao enfrentamento, percebeu que o antigo amigo o olhava de outro jeito, com um misto de estranheza e revelação. E com Attechiri sucedeu-se o mesmo: viu no olhar do vizinho uma dor perene e o peso dos anos. Sem que se dessem conta, aquela empatia da infância reavivara sua chama, e os dois relembraram em silêncio os velhos dramas.

Houve um tempo em que não eram inimigos, e seus ideais eram parecidos.

Houve um tempo em que os dois eram cientes de sua grandeza – e se uniram muitas vezes, no passado, contra aquela gente vazia e sem alma, sem talento e sem amor, que os invejava e os tentou derrubar tantas vezes.

Houve um tempo em que o inimigo era comum, e o que havia entre os dois era só orgulho e dignidade, e isso os fez ganhar o mundo. Tudo isso compreenderam ao mesmo instante e, embora calados, um pressentiu no outro aquele brilho no olhar:

Estamos juntos outra vez, unidos pelo antagonismo que nos criou. Como preciso de você…

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Então Abbagliato perguntou, de queixo erguido, em tom de ameaça:

– O que é que você quer aqui?

No que o outro respondeu, antes de se virar e ir embora:

– Só vim dizer que sua festa está uma merda.

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3) Tentei o quanto pude deixar minhas convicções políticas longe dessa página. Mas, como não consegui mesmo, agora vou chutar o balde:

Admito que um alienado, daqueles que adoram dizer “político é tudo igual”, vote no Kaxab. Afinal, quem não tem personalidade é levado pela corrente, é uma lei mundana. Agora, o sujeito que se interessa minimamente pelos assuntos da cidade em que vive, que assisitu algum dos debates, vir me dizer que vai votar na Arena?!

Então repito o que já disse em outros fóruns de discussão: São Paulo é a contramão do Brasil. É a marcha-ré do Brasil… 80% do povo dessa nação acham o governo petista bom ou ótimo mas, por aqui, o ranço dos quatrocentões infecta a classe média, que elege um ratinho de Maluf, um candidato do PFL, mesmo sabendo que a Marta é melhor. E o faz por dois motivos bem simples.

Primeiro: A elite de São Paulo é o cancro desse país. Para ficar claro: a elite de São Paulo é o cancro desse país. Se alguém pulou a linha: a elite de São Paulo é o cancro desse país. Sempre que um governo democrata, com visão social, governa essa cidade, eles se enervam e votam baseados no ódio que nutrem pela sua própria gente.

E São Paulo desconhece o Brasil. Eles têm raiva de Marta, porque ela deu condições dignas de vida para gente desprovida de tudo, e isso ameaça a classe-mediazinha de saco rendido e mesquinha. O cara não tem um projeto de governo, e quem vota nele sabe disso. Como votou no Pitta e no Maluf sabendo disso. Gente podre, gente nojenta e desprezível. É em meio a esse povo que vivo. Vão eleger um coronelzinho só pelo prazer de verem os pobres se ferrarem, mesmo que se fodam juntos. Gente pequena e imbecil…

Segundo: Eu prefiro uma puta assumida que solta um “relaxa e goza” para a classezinha que viaja de avião, do que uma bicha enrustida que chama o povo de vagabundo diante das câmeras. E qualquer pessoa sensata prefere também. Escolher o Kaxab entre os dois é assinar uma confissão de impotência e dizer bem alto: “Sou um cuzão conservador que tem medo de mulher”.

Não é à toa que republicanos e pastores dão o cu escondidos.

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Painel CZ – 24 de outubro de 2008
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Painel Cruz de Savóia

RAGAZZO CON FLATULENTA – cruzdesavoia@gmail.com

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Página em branco. Nosso presidente respondeu a Andres Sanches, que nos acusou de não divulgarmos a lista de empresários que detém nossos jogadores. J.J. Scotch Whiskey esclarece: “Não divulgamos porque não trabalhamos com esse tipo de empresários. Nossos jogadores, assim como nossa diretoria, pertencem todos a agências de publicidade e lobistas que vivem da nossa marca”.
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Conta própria. Sobre o fato de Hernanes ter parte de seus direitos vinculados à Traffic, J.J. conclui, procupado com os elogios de Luxa ao meia: “Tomamos uma rasteira, foi isso”.

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Porta na cara. “Ah, sim. Tem o Breno, que negociamos com o Sondas”, lembrou Whiskey, para depois emendar: “Mas pelo menos escondemos muito bem essas coisas do público: esses empresários só negociam com a gente bem longe do Morumbi, ou do CT, em ambiente reservado.”

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Tapume. E o patrão manda avisar: nosso acordo com a Visa será bem melhor do que aquele que a empresa fez com a colônia de Perdizes! Além da área VIP, a Visa reformará nossos banheiros, permitindo o acesso mais confortável de dois torcedores por cabine sanitária, com a devida privacidade.

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Curinga. Falando do time das notas frias, mais um empresário profissional está se juntando à gangue: Ilton José da Costa está voltando para lá…

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Fora do ar. Enquanto isso, o auditor interno do Chiqueiro fica desligando o telefone na nossa cara. Estamos nos divertindo!

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Penúria. O Vasco precisa encher o estádio para fugir do rebaixamento. Nós também precisamos (para ganhar o hexa), mas segue aí um conselho: realizar promoções para o torcedor comparecer já provou ser uma faca de dois gumes: o clube tem prejuízo, além do que a gente se expõe, mostrando que não tem torcida – fizemos isso ontem e pouco adiantou.

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1) Calma, Eurico…

“Pense muito no que está fazendo com o Vasco, porque você não vai sair impune disso. Garanto que, nem que seja a última coisa que eu venha a fazer na minha vida, se o Vasco cair para a Segunda Divisão, eu vou acabar com você, com as suas vidas política e particular. Você só merece isso. Estou dizendo isso com todas as letras. Faça o diabo para impedir que o Vasco seja rebaixado. Pode continuar fazendo as suas lambanças, a sua auditoria, mas não deixe o Vasco cair. Se o Vasco for para a segunda divisão, eu vou acabar com você”
(Eurico Miranda, dando recado à Rádio Bandeirantes para Dinamite)

Ainda que haja alguma réstia de verdade na afirmação de que o Vasco não cai (com Eurico na diretoria de futebol), ela perde o sentido a cada dia, a cada derrota, assim como o ex-presidente vascaíno. Então ele acaba por acusar o golpe, isso sim: Miranda cria uma cortina de fumaça para não assumir a responsabilidade pela situação que o Vasco chegou, joga o holofote em Dinamite e escapa invisível.

Por mais que eu sempre quis ver no meu clube alguém que defendesse o time do jeito que ele fazia, principalmente das artimanhas de um certo alguém…

Fica chato ameaçar assim a vida de um ídolo do quilate de Roberto Dinamite – o craque se mistura à história da esquadra Cruzmaltina. A suposta incompetência dele, pregada por Eurico, vai ser apagada da mente do torcedor como um pênalti perdido entre tantos golaços.

Vai pra casa, velho… Fica impossível desse jeito cultivar qualquer admiração por você. É hora de parar e esperar no sofá a polícia bater na porta.

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2) Deparei-me hoje com a seguinte notícia no Bolet!m:

Palaia é acusado de agredir um office-boy

Dirigente procurado pelo MP é acusado de agredir funcionário de editora
O diretor financeiro Salvador Hugo Palaia foi acusado de agredir um office-boy da Editora Segmento, na última terça-feira.
O dirigente teria agredido o funcionário no elevador do prédio onde está localizada a empresa. Palaia é locatário da sala onde fica a Segmento.
O funcionário prestou queixa contra o diretor. Palaia foi procurado pela reportagem, mas não atendeu às ligações. O dirigente é um dos investigados pelo Ministério Público sobre o fornecimento de notas frias no clube. (LANCEPRESS)

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Fiquei intrigado alguns minutos em frente ao PC até entender o que incomodava mais: a nota ou a notícia.

A nota é mal-intencionada e a gente já sabe. Primeiro porque ninguém havia me contado que Palaia era “procurado”. Como assim, o MP “não acha” Palaia ou ele se esconde, o que o tablóide quer dizer?

E perceba que não foi o diretor financeiro do Palmeiras partindo para a agressão, como se pode supor, lendo-se destraidamente: o empresário Palaia, que tem um escritório alugado em algum prédio, supostamente agrediu um office-boy no elevador. E o que eu tenho a ver com isso?

Qualquer elevador em um prédio que o Palaia pague o condomínio com certeza há câmeras; então resolvam-se na “delega” e não me encham o saco.

Mas a notícia, essa é de se perguntar: por que será que ele tá nervosinho, hein?

P.S.: alô, MP: pega o endereço do prédio, lá no jornal Dela, e vai procurar o Palaia!

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3) Alex Mineiro x Putas

Estamos prestes a ver outro “caso Tosco”, como aquele da goleira pilhada. Nem vou analisar o lance ou a febre nos olhos do procurador de Madame, coisa já feita brilhantemente pelo OV. Como diz Evangelista, no mínimo o fotógrafo tem a sequência toda da “agressão”. Ou não, nesse mundinho digital onde a memória e as lembranças são tão descartáveis.

De qualquer maneira, tem outra maria-chorona reclamando de dodói naquela defesa…. Será possível tanta fragilidade? André Dias, Alex Silva, Tosco, Rodriguinho… é a emo-zaga!

O que incomoda? É a petulância que a esquadra Verde mostra, sempre obrigando os pulhas a jogarem na retranca? Não gostam que mostremos na TV como vocês armam o time, a disposição tática da covardia? Como são menores que os outros! Esse time é feito uma bactéria incubada, esperando falhar a defesa de um organismo muito mais forte para poder atacar. Só jogam no erro dos outros e, quando expomos isso, seus defensores se ofendem.

Eu não acredito que o STJD vá cair nessa.

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